Ontem, ou melhor hoje, depois do trabalho que tinha para fazer, fiquei num tic-tic frenético até às três da manhã para conseguir ter o gorro pronto quando ele acordasse. Consegui.
Hoje, ou melhor, horas depois, acordo, mostro-lhe a obra, peço-lhe para experimentar para ver como ficou e ele, sem quase olhar para o dito:
- ah não quero experimentar. ainda não decidi se o quero!
coméqué!?
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sexta-feira, fevereiro 25, 2011
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Saudades, ou talvez não...
Antes de irmos, ele contava os dias que faltavam para ir com a irmã para a casa dos padrinhos com uma ansiedade desmedida.
Durante a nossa ausência, mal quiseram falar connosco (e ao preço das chamadas convenhamos que até deu jeito :p).
Quando chegámos, não nos foram buscar ao aeroporto e a primeira coisa que ouvimos dos dois - depois do abraço e do beijinho - foi:
- podemos ficar até ao fim da festa?
E sumiram-se, quase sem darem tempo para responder.
[mas depois de voltarmos para casa nunca mais nos largaram e hoje, quando o deixei na escola, houve dose reforçada de beijinhos e abraços à porta da sala]
Durante a nossa ausência, mal quiseram falar connosco (e ao preço das chamadas convenhamos que até deu jeito :p).
Quando chegámos, não nos foram buscar ao aeroporto e a primeira coisa que ouvimos dos dois - depois do abraço e do beijinho - foi:
- podemos ficar até ao fim da festa?
E sumiram-se, quase sem darem tempo para responder.
[mas depois de voltarmos para casa nunca mais nos largaram e hoje, quando o deixei na escola, houve dose reforçada de beijinhos e abraços à porta da sala]
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Para o que uma mãe está guardada...
Eu a mudar de roupa e ele, para não variar, de roda de mim. De repente olha para a minha barriga com um grande sorriso:
- a mãe está gordinha não é Miguel?
- não. tu não estás gordinha! - diz, enquando se chega e começa a fazer festas na barriga - tens aí é um bebé!
- não tenho nada, Miguel.
- tens tens! vês, tu não estás gordinha em lado nenhum! tens é a barriga grande porque tens um bebé aí dentro. - insiste em delírio.
- oh fi...
- paiiiii! joooaaanaaaaaa! A mãe tem um bebé na barriga! vamos ter um bebé!!! vamos ter um bebé!!!
não, não vamos. e não tentes repetir a graça em lugares públicos ou arriscas-te a, daqui a uns anos, quando trouxeres amigas cá casa eu mostrar as tuas fotos que estou a marcar como "qualidade para chantagem".
- a mãe está gordinha não é Miguel?
- não. tu não estás gordinha! - diz, enquando se chega e começa a fazer festas na barriga - tens aí é um bebé!
- não tenho nada, Miguel.
- tens tens! vês, tu não estás gordinha em lado nenhum! tens é a barriga grande porque tens um bebé aí dentro. - insiste em delírio.
- oh fi...
- paiiiii! joooaaanaaaaaa! A mãe tem um bebé na barriga! vamos ter um bebé!!! vamos ter um bebé!!!
não, não vamos. e não tentes repetir a graça em lugares públicos ou arriscas-te a, daqui a uns anos, quando trouxeres amigas cá casa eu mostrar as tuas fotos que estou a marcar como "qualidade para chantagem".
terça-feira, outubro 19, 2010
Conversas com/entre eles...
no carro a regressar a casa, ele tem um dúvida já não sei sobre o quê e eu depois de lhes explicar e de a coisa correr bem, saio-me com um:
- então e mais dúvidas têm? se tiverem digam que eu explico.
- não é preciso mãe. se tivermos alguma dúvida vamos a dabliu dabliu dabliu ponto canal panda ponto pêtê, dizemos qual é a nossa dúvida e eles explicam-nos. não precisamos que expliques mãe.
lembra-te do que disseste pequena monstra... lembra-te dessa...
- então e mais dúvidas têm? se tiverem digam que eu explico.
- não é preciso mãe. se tivermos alguma dúvida vamos a dabliu dabliu dabliu ponto canal panda ponto pêtê, dizemos qual é a nossa dúvida e eles explicam-nos. não precisamos que expliques mãe.
lembra-te do que disseste pequena monstra... lembra-te dessa...
segunda-feira, maio 10, 2010
Mano que é mano...
também briga.
Domingo de manhã, praticamente de madrugada - oito da manhã de Domingo é madrugada, certo? - a casa emsossego rebuliço porque acordaram com o rabo virado para a lua. Ele embirra com ela porque não a quer tapada com o cobertor dele, ela embirra com ele porque se quer tapar com o mesmo cobertor que ele. Pai de volta dos pequenos-almoços, mãe tenta fingir que não é nada com ela. De repente, gritos, gemidos de dor meio fingidos meio sentidos e muitos protestos.
A mãe lança o primeiro aviso para se acalmarem. Nada. Continuam naquela luta, porque - e uma mãe que já passou por aí até sabe - até estão a achar piada à coisa mesmo que se estejam a aleijar. A mãe espreita pelo canto do olho e vê o filho a dominar a filha e a tapar-lhe os olhos para ela não ver os bonecos e a filha sem se conseguir soltar. O som dos protestos dela começa a subir e a mãe decide por um ponto final àbrincadeira luta.
- eu vou contar até três e se vocês não param com isso, acabaram-se os bonecos. Um!
O filho larga a filha, a filha tenta iniciar um choro de mimo e a mãe sai apressadamente mas não tão apressadamente que não consiga ouvir da filha:
- oh Miguel, eu posso não ter tanta força como tu tens para me agarrar, mas tenho mais força do que tu para te magoar!
Ai que lindo que é o amor de irmãos... ai que lindo...
Domingo de manhã, praticamente de madrugada - oito da manhã de Domingo é madrugada, certo? - a casa em
A mãe lança o primeiro aviso para se acalmarem. Nada. Continuam naquela luta, porque - e uma mãe que já passou por aí até sabe - até estão a achar piada à coisa mesmo que se estejam a aleijar. A mãe espreita pelo canto do olho e vê o filho a dominar a filha e a tapar-lhe os olhos para ela não ver os bonecos e a filha sem se conseguir soltar. O som dos protestos dela começa a subir e a mãe decide por um ponto final à
- eu vou contar até três e se vocês não param com isso, acabaram-se os bonecos. Um!
O filho larga a filha, a filha tenta iniciar um choro de mimo e a mãe sai apressadamente mas não tão apressadamente que não consiga ouvir da filha:
- oh Miguel, eu posso não ter tanta força como tu tens para me agarrar, mas tenho mais força do que tu para te magoar!
Ai que lindo que é o amor de irmãos... ai que lindo...
quarta-feira, maio 05, 2010
Quando em pleno IKEA...
nos estamos a aproximar da fila para pagar com dois pacotes de guardanapos ao colo e outra coisa qualquer debaixo do braço, e, a simpática funcionária nos barra o caminho e nos aponta a direcção das caixas exclusivas para grávidas com um sorriso, o que é que nos resta?
Aproveitar pois claro.
Alguém tem aí um contacto de algum cirurgião plástico que queira fazer um trabalhinho pro bono?! Não?! Ora bolas...
Aproveitar pois claro.
Alguém tem aí um contacto de algum cirurgião plástico que queira fazer um trabalhinho pro bono?! Não?! Ora bolas...
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Eu sempre disse...
que ele me ia deixar sem palavras mais depressa que a irmã e este fim-de-semana tive a prova.
Imaginem-nos portanto a subir a serra em busca da neve quando de repente ele levanta a questão:
- Eu estava na barriga do pai e a mana estava na tua barriga, pois é? Os meninos nascem das barrigas dos pais e as meninas das barrigas das mães, pois é?
A irmã apressa-se a corrigi-lo:
- Não Miguel, o pai tinha um bocadinho de nós que pôs na barriga da mãe. Assim como uma semente.
- Onde é que o papá tem a semente, mamã?
- Então, sabes aquelas bolinhas que tens ao pé da tua pilinha? Chamam-se testículos e é lá que estão guardadas essas sementes que se chamam espermatozóides.
- Pois - continua ela - e o pai só nos tinha lá a nós, agora não tem mais!
- Não Joana, o pai tem lá muito mais espermatozóides.
- Ai é?! - diz ela espantada - ai o pai pode ter mais meninos?!
- Pois!
- Ah... e os... como é que se diz mãe? - pergunta ele.
- Espermatozóides.
- Isso... saem no xixi, é?
- Não filho, saem noutra altura.
- E como é que saem mamã? - continua ele.
- Sim, como é que saem mãe?! - acrescenta ela à boleia dele.
Ora vamos lá ver, estávamos a ver a neve lá fora e as árvores e a natureza, como é que a conversa chegou aqui mesmo?!
- xiii... olhem ali aquelas casinhas tão pequeninas ao fundo!!!
Muda a conversa e o assunto cai no esquecimento ou pelo menos assim o julgámos. Estamos muito bem instalados no restaurante da pousada de São Lourenço, com duas senhoras a servirem-nos as sopas cheias de preceitos, quando se ouve:
- O que é que sai da minha pilinha?
(ignora, ignora que pode ser que passe)
- o que é que sai da minha pilinha?
(olha em volta, vê as senhoras a servirem a sopa e pensa que se calhar o melhor é responder qualquer coisa)
- Xixi Miguel, agora come vá. Silêncio.
E é claro, no tom que caracteriza as crianças de três anos, ele insiste:
- Nãaaaooo, não é xixi! É a outra coisa!!! O que é que sai da minha pilinha?!
Era um buraco se faz favor...
Imaginem-nos portanto a subir a serra em busca da neve quando de repente ele levanta a questão:
- Eu estava na barriga do pai e a mana estava na tua barriga, pois é? Os meninos nascem das barrigas dos pais e as meninas das barrigas das mães, pois é?
A irmã apressa-se a corrigi-lo:
- Não Miguel, o pai tinha um bocadinho de nós que pôs na barriga da mãe. Assim como uma semente.
- Onde é que o papá tem a semente, mamã?
- Então, sabes aquelas bolinhas que tens ao pé da tua pilinha? Chamam-se testículos e é lá que estão guardadas essas sementes que se chamam espermatozóides.
- Pois - continua ela - e o pai só nos tinha lá a nós, agora não tem mais!
- Não Joana, o pai tem lá muito mais espermatozóides.
- Ai é?! - diz ela espantada - ai o pai pode ter mais meninos?!
- Pois!
- Ah... e os... como é que se diz mãe? - pergunta ele.
- Espermatozóides.
- Isso... saem no xixi, é?
- Não filho, saem noutra altura.
- E como é que saem mamã? - continua ele.
- Sim, como é que saem mãe?! - acrescenta ela à boleia dele.
Ora vamos lá ver, estávamos a ver a neve lá fora e as árvores e a natureza, como é que a conversa chegou aqui mesmo?!
- xiii... olhem ali aquelas casinhas tão pequeninas ao fundo!!!
Muda a conversa e o assunto cai no esquecimento ou pelo menos assim o julgámos. Estamos muito bem instalados no restaurante da pousada de São Lourenço, com duas senhoras a servirem-nos as sopas cheias de preceitos, quando se ouve:
- O que é que sai da minha pilinha?
(ignora, ignora que pode ser que passe)
- o que é que sai da minha pilinha?
(olha em volta, vê as senhoras a servirem a sopa e pensa que se calhar o melhor é responder qualquer coisa)
- Xixi Miguel, agora come vá. Silêncio.
E é claro, no tom que caracteriza as crianças de três anos, ele insiste:
- Nãaaaooo, não é xixi! É a outra coisa!!! O que é que sai da minha pilinha?!
Era um buraco se faz favor...
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Também tu, Miguel?!
Há uns tempos, o Miguel entornou (sem querer, mas mesmo assim) iogurte líquido no carro. Ficou ele, a cadeira e o banco cheios de iogurte. Nesse preciso momento estabeleci uma nova lei (nós cá em casa somos regidos pelas leis de Portugal e pelas leis da mãe e do pai. Estas últimas são pequenas em quantidade mas grandes em efectividade :p): É proibido comer no carro.
Ora passaram-se dias, semanas até, e somos chegados ao dia de hoje. Fui buscá-lo à escola, seguimos a comprar o pão quentinho, ele atira-se logo a um como também é costume, e, na pressa de irmos ter com a irmã e o pai, sentei-o, prendi-o e sentei-me de seguida ao volante do carro. Ainda não tinha arrancado o carro, quando ouço:
- Vês mãe, vês!? Vês como me deixaste comer no carro!
Estou tramada. Definitivamente estou tramada.
Ora passaram-se dias, semanas até, e somos chegados ao dia de hoje. Fui buscá-lo à escola, seguimos a comprar o pão quentinho, ele atira-se logo a um como também é costume, e, na pressa de irmos ter com a irmã e o pai, sentei-o, prendi-o e sentei-me de seguida ao volante do carro. Ainda não tinha arrancado o carro, quando ouço:
- Vês mãe, vês!? Vês como me deixaste comer no carro!
Estou tramada. Definitivamente estou tramada.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Olha m'esta hein...
As duas a voltar para casa depois de mais uma aula de piano, a conversa gira em volta das várias músicas que anda a aprender no piano, na música e no inglês. A certo ponto, pede-me para a ajudar a ensaiar uma música em inglês. Canta sempre bem, mas há um bocado em que se embrulha toda e eu, cheia de boa vontade, repito o bocadinho embrulhado e:
- oh mãe, deixa-me só dizer-te uma coisa. Eu sei que tu és do tempo antigo, mas a professora ensinou-me assim.
Seis anos, não é? Nem quero imaginar como será aos dezasseis...
- oh mãe, deixa-me só dizer-te uma coisa. Eu sei que tu és do tempo antigo, mas a professora ensinou-me assim.
Seis anos, não é? Nem quero imaginar como será aos dezasseis...
terça-feira, janeiro 26, 2010
Eu...
em frente ao espelho de uma loja a experimentar uma camisola, e ela:
- Uau! Estás mesmo gira! Nem pareces tu!
Obrigadinha, filha. Obrigadinha.
- Uau! Estás mesmo gira! Nem pareces tu!
Obrigadinha, filha. Obrigadinha.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Carinhos que mudam com a hora do dia...
De manhã:
Ele a dormir, e eu a despertá-lo com beijinhos. Assim que começa a acordar, vira-se para mim, prende-me o pescoço com o braço, brinca com o meu cabelo, beija-me na cara, levanta-se num pulo e enquanto sai da cama para desaparecer no corredor, diz:
- Obrigado mamã, és linda!
À noite:
Eu no computador, ele no sofá:
- Mãe porque não vais fazer o jantar?
- Está a fazer, agora é só esperar um bocadinho.
- Já está pronto?
- Não, mas está quase.
- Mas porque não estás lá? Olha que queimas o jantar! Vai já para a cozinha!
Não sei porquê mas gosto mais do meu Miguel-manhã.
Ele a dormir, e eu a despertá-lo com beijinhos. Assim que começa a acordar, vira-se para mim, prende-me o pescoço com o braço, brinca com o meu cabelo, beija-me na cara, levanta-se num pulo e enquanto sai da cama para desaparecer no corredor, diz:
- Obrigado mamã, és linda!
À noite:
Eu no computador, ele no sofá:
- Mãe porque não vais fazer o jantar?
- Está a fazer, agora é só esperar um bocadinho.
- Já está pronto?
- Não, mas está quase.
- Mas porque não estás lá? Olha que queimas o jantar! Vai já para a cozinha!
Não sei porquê mas gosto mais do meu Miguel-manhã.
sexta-feira, dezembro 25, 2009
Temos pijamas novos...
quentinhos e iguais para os quatro. Experimentamos os ditos para ver se é preciso fazer alguma troca mas como tudo fica bem:
- vamos tirar uma fotografia todos juntos?! - pergunta a mãe com um entusiasmo exacerbado para ver se tem sorte e consegue finalmente uma foto dos quatro.
- NÃAAAAAAAOOOOOO!!! - respondem os filhos em coro, sem sequer se dignarem a parar as brincadeiras com a pista nova que deita água e que é excelente para quando queremos refrescar mas não propriamente para brincar em cima do tapete do quarto. (dito assim mesmo sem respirar)
Paciência, fica para o ano.
- vamos tirar uma fotografia todos juntos?! - pergunta a mãe com um entusiasmo exacerbado para ver se tem sorte e consegue finalmente uma foto dos quatro.
- NÃAAAAAAAOOOOOO!!! - respondem os filhos em coro, sem sequer se dignarem a parar as brincadeiras com a pista nova que deita água e que é excelente para quando queremos refrescar mas não propriamente para brincar em cima do tapete do quarto. (dito assim mesmo sem respirar)
Paciência, fica para o ano.
quarta-feira, novembro 04, 2009
Conversas com ela...
Na segunda, aviso-a que no dia seguinte ela e o irmão vão levar uma vacina e que por isso vão chegar mais tarde.
- Mas vou mesmo chegar mais tarde à escola?
- Sim filha, mas já avisei a professora.
- Ai ai... Onde é que já se viu uma chefe de turma chegar mais tarde? Não é nada bom exemplo!
violinha enfiadinha no saquinho e siga, que p'rá frente é que é caminho.
sábado, outubro 24, 2009
Toma lá que já almoçaste...
Filho pede à mãe para brincar com as plasticinas e que esta se junte à brincadeira. Mãe, delimita que nem CSI a área autorizada para a brincadeira e escusa-se a juntar-se a ele porque, e cito, "tenho de ir tomar banho". Filho acede e mãe sai. Pelo caminho a mãe pára no computador para ver a última troca de mails numa conversa que começou há dias e fica por aí mesmo. De repente, uma voz:
- mas tu não tens de ir tomar banho?!
sim pai... filhinho.
terça-feira, setembro 29, 2009
É de madrugada...
e arrasto-me até à cama.
Esgueiro-me pela porta do meu quarto, deslizo os pés até à janela, ignorando uma peça ou outra de roupa que possa estar caída aos pés da cama, e abro uma fresta da portada para de manhã conseguir despertar melhor.
Um passo ao lado e enfio a mão por entre os lençóis para os levantar apenas o suficiente para me meter entre eles. Nada de lençóis, só umas pernas minúsculas e nuas no lugar que é o meu. Ferrado a dormir, desisto de o levar para a cama dele e decido-me arrastar apenas a mim até lá.
Sai de um quarto, entro noutro e deslizo os pés ainda com mais cuidado para evitar um qualquer carrinho ou peça de lego que possa estar onde não deve mas onde costuma sempre estar quando andamos descalços e às escuras.
Chego à cama dele e quando já me estou a sentar para deitar, eis que sinto alguma coisa. É ela. Desisto de a passar para a cama dela e enrosco-me eu na almofada dela, no cheiro dela e... rrrrr... rrrrr...
quarta-feira, setembro 23, 2009
Filhos, esse ser maravilhoso...
- Mãe hoje estás tão bonita! - declara, enquanto me afaga o laço da camisola.
- Obrigada, filha! - agradeço com um sorriso, porque antes das oito qualquer elogio sabe sempre melhor.
- Mas vais mesmo assim para o trabalho? Acho melhor não.
olha m'esta...
sábado, abril 11, 2009
E não chegou a um ano...
entre o bradar a sete ventos que era uma mãe muito má e o pedir o copinho de água - natural porque calor agora não está nenhum - para me ajudar a engolir um post inteiro.
A verdade é que nem um nem outro pediram nada, mas o olhar dela ao ver as sandalecas de borracha, vulgo crocs, numa loja disse tudo e aqui a mãezinha maquiavélica olhou para o pai, o pai olhou para a mãezinha e derreteram-se os dois.
E foi assim, que os ténis dos meninos foram para dentro do saco e as crocs-de-princesa-rosa-choque-com-brilhantes e as crocs-do-herói-da-moda-para-homens-pequeninos foram para os pés dos miúdos cá de casa e ainda não saíram.
E a modos que é isto. Eu continuo a não gostar das ditas, mas eles estão felicíssimos e eu com eles. Agora venha o copinho de água que eu estou a modos que embuchada...
E foi assim, que os ténis dos meninos foram para dentro do saco e as crocs-de-princesa-rosa-choque-com-brilhantes e as crocs-do-herói-da-moda-para-homens-pequeninos foram para os pés dos miúdos cá de casa e ainda não saíram.
E a modos que é isto. Eu continuo a não gostar das ditas, mas eles estão felicíssimos e eu com eles. Agora venha o copinho de água que eu estou a modos que embuchada...
sexta-feira, outubro 31, 2008
Eu não acho piadinha...
nenhuma a comemorar-se cá o Dia das Bruxas. Não gosto e não é de agora.
Mas a verdade é que estive até agora - não só, mas também - de volta de sacos de lixo pretos, máscaras faciais e figurinhas temáticas para transformar em fatos que as minhas crianças irão levar amanhã para a escola. Quer dizer... que eu espero que elas levem... ou melhor, que espero que elas levem e que se assemelhem a qualquer coisa assustadora e a ver com o tema...
O que uma mãe não faz pelas crias.
O que uma mãe não faz pelas crias.
segunda-feira, setembro 15, 2008
Minha rica filha...
Ontem todos dormiram a sesta. Todos, menos a mãe que nadava por entre montes de roupa e caixas de plástico etiquetadas com sexos, estações do ano e gamas de idades, além de todas as outras coisas que se metiam pelo meio que uma mãe que se preze nunca faz menos que três tarefas ao mesmo tempo. (pausa para respirar) Bom, dizia eu que todos dormiram a sesta. Dormiram e não só dormiram placidamente como só acordaram depois das 19h - lembram-se daquela mãe que suspirava por noites bem dormidas e umas folgas durante o dia, lembram-se? Pois, essa mãe agora que arranje outra coisa para se queixar que disso já não pode! Quando o mais novo acordou, o mais velho (neste caso o pai) veio a reboque ainda mais bêbado de sono que o filho. Sentei-me à beira da irmã com o miúdo remeloso alapado a mim na esperança que ela também se decidisse a acordar.
- Mãe quero papinha!
- E o que é que queres comer?
- Pão c'ou mantéga... A mana?
- A mana está aqui a dormir. Dá-lhe um beijinho a ver se ela acorda.
Sai-me do colo, chega-se a ela e dá-lhe um beijo tão ao de leve na cara que quase nem lhe toca. Um mimo.
- Não acodou.
- Pois não, mas anda cá que eu vou-te papar com beijinhos
E começo um ataque de beijos e cócegas que o faz gargalhar, até ao momento em que se ouve:
- Também quero!
- Olha Miguel! A mana também quer um ataque de beijinhos!
E atiramo-nos os dois e são beijos na cara, beijos nas mãos, beijos na barriga, enfim, beijos por todo o lado até que:
- NÃO! PAREM! Eu não quero beijos! Eu quero pão com manteiga!
ah...
- Mãe quero papinha!
- E o que é que queres comer?
- Pão c'ou mantéga... A mana?
- A mana está aqui a dormir. Dá-lhe um beijinho a ver se ela acorda.
Sai-me do colo, chega-se a ela e dá-lhe um beijo tão ao de leve na cara que quase nem lhe toca. Um mimo.
- Não acodou.
- Pois não, mas anda cá que eu vou-te papar com beijinhos
E começo um ataque de beijos e cócegas que o faz gargalhar, até ao momento em que se ouve:
- Também quero!
- Olha Miguel! A mana também quer um ataque de beijinhos!
E atiramo-nos os dois e são beijos na cara, beijos nas mãos, beijos na barriga, enfim, beijos por todo o lado até que:
- NÃO! PAREM! Eu não quero beijos! Eu quero pão com manteiga!
ah...
sexta-feira, agosto 29, 2008
Filhos ao telefone...
Ele:
- mãe!
- sim filho!
- MÃEEEEE!
- diz!
- mãe, o lucky?!
Ela:
- mãe, sabes uma coisa?
- não, diz lá.
- tenho muitas saudades!
- eu também tenho muitas saudades tu...
- eu tenho saudades da Sofia, da Inês, da ...
Uns queridos, portanto.
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