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quinta-feira, março 13, 2008

Tem ficado...

muita coisa por registar. É no meio de conversas que me vou lembrando das coisas e acabo por nunca ter tempo ou vontade de as compor em caracteres. A semana passada, estava a trocar de roupa quando o Miguel chega ao pé de mim e fixa-se nas minhas mamas. Mãe, maminha! exclama. Sim filho, são as maminhas da mãe, confirmo. Maminha! repete. Sim filho. Quéio! hã?! Quis mamar e depois de uma tentativa falhada de o demover da ideia, não o contrariei e deixei-o. Achei que ele nem sequer ia ser capaz de voltar a agarrar o mamilo para mamar. De facto assim que experimentou não conseguiu, mas logo recuperou a lembrança e mamou com convicção. Pensei que assim que sentisse o sabor do leite (sim, ainda tenho leite) desistia, mas não. Mamou uns segundos, solta um bom! e vai-se embora. Não voltou a pedir, mas confesso que por esta não esperava.

segunda-feira, julho 09, 2007

Fases...

Sem penas, sem traumas, com e sem saudades, sem dar conta, com alívio até. Com boas memórias e outras menos boas. Com amor. Muito. E cumplicidade.

É com isto tudo, que assisto ao dissolver lento desta fase.

sábado, maio 05, 2007

No dia...

em que fez um ano (mais por simbolismo que por outra coisa) começou a beber, à noite, leite de soja em vez da maminha. A primeira vez, deitei-o na cama e dei-lhe o biberão para a mão cheio até cima. Bebeu tudo sozinho com o jeito de quem sempre o fez e, no fim, virou-se para o lado e adormeceu. Desde aí tem sido sempre assim. No entanto, mesmo bebendo 300ml de cada vez, continua a acordar de quatro em quatro horas (no mínimo) para nova dose. Só há um problema... é que as fraldas agora não aguentam tanto xixi! A maminha está reservada para a manhã, para adormecer quando o cansaço é demasiado e para quando se lembra que precisa de um mimo extra. Mais uma vez tudo acontece ao nosso ritmo. Tranquilamente, sem nenhuma tristeza ou pressão. E é assim que gosto que as coisas aconteçam.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Soutiens de Amamentação...

Já me perguntaram imensas vezes onde é que eu encontro os soutiens de amamentação pretos, e se calhar por aqui há mais mamãs com a mesma dúvida. A resposta é fácil: não encontro! Mas encontro soutiens de pré-mamã de várias cores sim, e há uma marca que tem soutiens de micro-fibra extensível que dão um bom aporte e não são nem de amamentação nem de pré-mamã. O que é preciso é imaginação! Os soutiens de pré-mamã e normais, para mim, acabam por ser tão prácticos como os outros para dar de mamar, porque basta puxá-los para o lado. Agora atenção, é importante que os soutiens que escolham sejam bem fléxiveis, para que o peito possa encher à vontade. Se usarem soutiens que não tenham muita elasticidade, podem diminuir a produção de leite, porque o peito está oprimido. :) PS: Afinal sempre existem! É só espreitar nos comentários!

quarta-feira, setembro 20, 2006

Da consulta dos 4/5 meses...

Verdade seja dita, não saí lá de dentro com o ego cheio, como é habitual em quase todas as consultas. Primeiro porque as minhas suspeitas confirmam-se e o Miguel tem um eczema na orelha esquerda. Isto e o facto da pele denunciar já uma tendência a ser muito seca, e ele agora estar um pouco congestionado (não está constipado como eu pensava), faz soar os alarmes da Rinite Alérgica com manifestações dérmicas, tal e qual como a Joana. Depois, o Miguel teve uma grande desacelaração do crescimento: Altura: 65cm (P50) Peso: 8kg (P75) P. Cefálico: 43cm (P50) Pelo pediatra é absolutamente normal nesta fase, porque ele está muito mais activo e o que vai para um lado não vai para o outro. Mas o que o não preocupou a ele, faz-me na mesma confusão a mim. Da Joana foi igual (não de forma tão acentuada mas houve um abrandamento e uma descida na curva) e só mais tarde é que ela voltou à curva inicial e depois deu um grande pulo dos dois aos dois anos e meio. Mas mesmo sendo o segundo ao qual acontece isso, mesmo sabendo que o pediatra tem razão, estamos habituados a vê-los crescer a um ritmo alucinante e depois eles travam sem avisar... é claro que embatemos de frente. Enfim, fora o fantasma da R.A. andar já no ar outra vez, está tudo mais que bom. Por isso, vamos manter a amamentação exclusiva mas introduzir de vez em quando a sopa e a fruta. Principalmente porque ele mostra muito interesse pela comida (e pelo pediatra devemos seguir o que ele [o Miguel] quer). Adenda: Ó minhas amigas! Eu não me incomodei com o facto de o Miguel estar no percentil 50. Se os meus filhos fossem pequeninos eu não me chateava nada, acho que nestas coisas quem manda é a genética e não a vontade dos pais, não acham?! O que me importa é a saúde deles e o seu normal crescimento. E para isso é que existem as curvas, para nos ajudar a acompanhar o ritmo. O ritmo DELES. Se eles estão sempre no percentil 90 ou no 25, isso não interessa nada, o que importa, é que uma forma grosseira eles estabeleçam a sua curva. Ora quando num mês, um bébé desce para duas curvas abaixo, se fosse o vosso, vocês não se preocupavam?! Conheço muita gente (e muitos são pediatras) que enfia na cabeça que é por causa do leite materno, pára a amamentação e segue com leite artificial e sólidos. Acho que é bom que se mostre que este desacelaramento é normal... especialmente para quem o apanha pela primeira vez. Esclarecido?!

domingo, junho 11, 2006

180?!

Das 18h30 às 19h30 esteve sempre muito rabugento. Só queria estar agarrado à mama (para adormecer assim que lhe dava) e parecia que a espreguiçadeira tinha picos. Simplesmente não se calava. Às 19h30 (mais coisa menos coisa) depois de ter atestado a barriga e com a fralda mudada, consegui que ele ficasse a dormir na espreguiçadeira à custa de muitas gotas de Aero Om. Às 23h00 os meus peitos enchiam e ele continuava a dormir. Tirei leite com a bomba (220cc) para que quando ele acordasse, mamasse mais qualquer coisa porque ele adormece assim que lhe ponho a mama na boca (especialmente à noite). Só voltou a acordar já passava da meia-noite. Ou melhor, começou a rabujar porque não chegou a acordar. Dei-lhe o biberão com ele a dormir. Quando começou a deixar de mamar, mudei-lhe a fralda. Já tinha mamado 150cc. Depois da fralda mudada, mamou mais 30cc. Depois foi só deitá-lo na cama, dar-lhe a chucha, aconchegar-lhe a cara com a fraldinha e lá ficou a dormir. Ou seja, 180cc. 180?! Ó puto pá! Lembra-te que só tens mês e meio! PS: Passado menos de uma hora protestou, e bebeu o que restava no biberão... num total de 210cc em menos de uma hora :s... Passadas três horas lá estava ele a pedir mais! :p

domingo, maio 21, 2006

Agora...

ando permanentemente com uma fome descomunal. Parece que só consigo pensar em comida. E a vontade de comer doces ainda se mantém... hoje ao lanche marcharam dois pastéis de nata quentinhos (além de duas sandes de queijo e fiambre e outra de queijo e marmelada! :p) O que vale é que, até agora, pouco fica acumulado na minha pessoa. Adenda: Estar a amamentar há precisamente dois anos, sete meses, uma semana e dois dias, dá-me algum traquejo a tirar conclusões sobre aquilo que como e a forma como se reflecte no leite. Por isso, embora seja altamente disciplinada naquilo que como para evitar qualquer tipo de reacção (agora) no Miguel, consigo detectar facilmente as reacções no Miguel daquilo que como e isso dá-me alguma segurança para experimentar aquilo que é "proibido". Por exemplo, assim que comecei a beber leite de vaca ele começou a bolsar. Parei de beber leite durante três dias e ele também parou de bolsar. Ficou estabelecida a relação entre o leite de vaca e o bolsar. Depois comecei por beber uma caneca (por dia) de leite magro Vigor. Como ele não recomeçou a bolsar, experimentei beber duas canecas de leite (por dia) e esperei os resultados. Como ele continua sem bolsar é sinal que esta quantidade é tolerada, por isso, escuso de ter de fazer o sacrifício de não beber o meu leitinho de que tanto gosto. Com os morangos é a mesma coisa. Não tenho comido morangos, mas agora que as borbulhas que ele tinha na cara já desapareceram comecei por comer um ou dois morangos (num dia). Como não detectei nenhuma reacção, experimentei a comer mais uns quantos. Neste momento, sei que posso comer morangos que ele não faz alergia, no entanto não estou sempre a comer morangos e em grandes quantidades como é óbvio. Se estamos a amamentar e queremos introduzir algum alimento na nossa dieta que é proibido por questões alérgicas (há outros que não devemos introduzir mesmo, como por exemplo todos os alimentos de difícil digestão que provocam cólicas no bébé!) devemos esperar por uma altura em que a criança não tenha nenhuma sintomatologia estranha, comer o alimento em pouca quantidade e esperar por alguma reacção. Se não notarmos qualquer alteração, então podemos começar a introduzir gradualmente o alimento.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Amamentação na gravidez - Principais Dúvidas

Se nos dias de hoje, a amamentação materna é, cada vez mais, defendida por todos em geral, a amamentação de uma criança após determinada idade, continua a não ser bem entendida e aceite. Quanto mais velha é a criança maior é a pressão exercida sobre a mãe para que suspenda a amamentação. Se uma mãe que ainda amamente, engravidar, então, a primeira coisa que muito provavelmente, ouve de amigos, familiares e médicos, é que tem de parar de o fazer. Ora, isso não é, de uma maneira geral, verdade. Mas é seguro amamentar durante a gravidez? Sim, na maioria dos casos. Existem algumas complicações clínicas que podem implicar a suspensão da amamentação, mas fora estas situações particulares, a decisão de suspender, reduzir ou manter a amamentação, depende exclusivamente da mãe e da criança. As principais dúvidas que surgem, a quem pensa em manter a amamentação durante uma gravidez, são se a amamentação poderá provocar um aborto ou parto prematuro, se afecta o normal desenvolvimento do feto ou a saúde da mãe. Um dos principais receios encontra-se associado às contracções uterinas, que podem ocorrer durante a amamentação (devido à libertação de oxitocina). A verdade, é que ao longo a gravidez, é normal que ocorram contracções. Além disso, as relações sexuais também podem provocar contracções, mas a maioria dos casais, não põe sequer a hipótese de suspender a sua prática durante uma gravidez sem problemas. Existem, efectivamente, alguns estudos a confirmar que a amamentação numa gravidez saudável é perfeitamente segura. Ainda em relação às contracções uterinas potenciadas pela amamentação, a verdade é que quanto maior for o período de amamentação, menor é a quantidade de oxitocina necessária à manutenção da mesma, e durante a gravidez, o nível de absorção de oxitocina pelo útero é variável consoante o tempo de gestação, sendo mais reduzido nas primeiras semanas de gestação. A nível nutricional, a amamentação só afectará o feto, no caso de a dieta materna não for a correcta. Se em qualquer gravidez, a mulher deve ter em conta as novas necessidades nutricionais, uma grávida que amamente, deve ter cuidados extra com a sua dieta, e assegurar que esta é realmente equilibrada e completa. Convém salientar, que o leite produzido durante a gravidez é seguro e que continua a ser benéfico para a criança, independentemente da sua idade. No entanto, costumam ocorrer alterações no leite materno, com o evoluir da gravidez, quer na quantidade, quer no sabor, e mais tarde (sensivelmente, entre o quarto e o oitavo mês) o leite maduro dará novamente lugar ao colostro, o que desencoraja muitas vezes a criança a mamar como até aí. Também é frequente que a mãe, a certa altura da gravidez, fique com os mamilos mais sensíveis e doridos. Isto deve-se a alterações hormonais e à diminuição do leite produzido. Na minha experiência pessoal, esse desconforto, após um período de algumas semanas, desapareceu quase que por completo. Convém no entanto, ter alguns cuidados extra com a pega da mama, para reduzir o mais possível esse desconforto. Resumindo, na ausência de factores de risco que impeçam a mãe de amamentar durante uma gravidez, a manutenção ou não da amamentação, depende apenas da vontade da mãe e da criança. É frequente, que a criança inicie o desmame por si mesma com o avançar da gravidez, devido sobretudo, às alterações do leite, ficando ao critério da mãe incentivar ou não esse desmame. No caso de a criança parecer não se importar com essas alterações, a mãe deverá pensar se está aberta à amamentação conjunta de duas crianças. A amamentação, especialmente quando a dieta da criança já não depende exclusivamente do leite materno, deverá ser acima de tudo um prazer partilhado.

terça-feira, outubro 25, 2005

Amamentar na gravidez...

Sobre as questões de amamentação que têm deixado nos comentários, a verdade é que eu ainda tenho leite consoante a demanda, ou seja, se ela mamasse mais, eu produzia mais, como tem sido até aqui. Já não tenho a quantidade que tinha como é óbvio visto ela não mamar quase nada e o corpo estar a desenvolver uma gravidez. O que vai acontecer é que dentro em breve, o leite vai dar lugar novamente ao colostro (por isso, à partida, nunca vou ficar sem nada). A amamentação de um recém-nascido e de um bebé mais velho é compatível e a ideia não me choca nada absolutamente. Se a Joana quando vir o bebé a mamar, quiser experimentar novamente, não tenho problemas nenhuns em a deixar. A produção de leite só depende (se tudo correr normalmente) com a demanda, por isso não há "falta de leite". É claro que eu estou a preparar a Joana para deixar definitivamente a mama, muito calmamente, mas tenho-a contrariado nos seus pedidos (senão ela ainda mamava diariamente!) e preparado-a para que em breve seja outro a mamar no lugar dela. Ela parece perceber, mas nestas coisas, só quando ela vir o que significa mesmo haver outro bebé em casa é que acho que vamos saber se ela vai aceitar bem ou não! Para mim, a amamentação foi e é um prazer. Para mim e para ela, e é por isso que continuamos. Beijinhos Sandra Adenda: A Isabel, num comentário a este post, lembrou-me de algo que me tinha esquecido de falar no post e que acho muito importante! A amamentação durante uma gravidez, não apresenta riscos se a gravidez estiver a decorrer normalmente e sem riscos. As contracções (que podem ser) provocadas pela produção de leite (derivado à presença da oxitocina no organismo) são equivalentes, às provocadas pelas relações sexuais. Por isso, se não houver outros factores de risco, e a amamentação for moderada/baixa (não é a mesma coisa amamentar um bebé de 2 meses ou uma criança de 2 anos!), esse problema não se apresenta. Em relação à falta de cálcio (e outros nutrientes e minerais essenciais) isso tudo depende da correcta alimentação da mãe. Se a mãe não tiver cuidado com a sua alimentação podem advir problemas, mas se uma futura mãe que não amamente, também negligenciar a dieta, os problemas também podem surgir! O problema que sinto aqui em Portugal, é que devido à raridade desta situação, e ao facto de que até à poucos anos se defendia o leite artificial, os médicos não estão bem informados nas novas conclusões sobre o tema. Aconselho vivamente a consulta de sites britânicos sobre o tema que estão muito à frente nesta área e apresentam as explicações correctas e devidamente fundamentadas. Eu o que fiz aqui, foi apenas dar a opinião da minha experiência, da minha "investigação" no tema e das opiniões que me foram dadas pelo meu obstetra e pediatra da Joana. E valem o que valem, mas espero sinceramente que tenham utilidade para alguém.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Amamentação - Uma experiência...

Há certos textos que além de serem bonitos, são uma verdadeira mais-valia. É por isso que sugiro a todas as futuras mamãs e mamãs-recentes a leitura deste texto sobre amamentação. Acho que é uma experiência que merece mesmo muito a pena ser partilhada!

terça-feira, junho 21, 2005

Esclarecimento...

Olá meninas! Obrigado pelos miminhos que me deixaram no post abaixo. No entanto deixem-me esclarecer umas coisas: 1. Quem me conhece um bocadinho, sabe que sou teimosa que nem uma mula por isso quando meto uma coisa na cabeça, é difícil de me convencerem do contrário... 2. Eu gosto muito deste médico e tirando esta pequena "divergência" de opinião, eu confio na sua opinião especializada. Razão pela qual eu continuo a recorrer a ele sempre que preciso (para perceberem melhor, a empresa onde eu trabalho, tem à disponibilidade dos trabalhadores, consultas médicas todos os dias no próprio edifício - clínica geral, medicina do trabalho, pediatria e ginecologia/obstetrícia) 3. Não sou fundamentalista da amamentação. Acho que deve amamentar quem se sentir preparada para isso e quem conseguir. Acho que a amamentação é importantíssima para as crianças, que não há leite melhor que o materno, que se deve prolongar a amamentação o maior tempo possível, mas graças à evolução e aos novos leites nenhuma mãe se deve sentir menos mãe por não querer ou não poder amamentar. A amamentação é acima de tudo um prazer para mãe e filho. Eu só mamei um mês e aqui estou para as curvas... ok... pensando melhor, não devia ter dito isto ;) 4. Acho que há pouca informação sobre boas técnicas de amamentação ao dispor das mães durante a gravidez e após parto. As mães que têm alguns problemas de início mas que têm a sorte de lhes calhar uma enfermeira simpática e consciente, até conseguem encarreirar a coisa, outras (enfermeiras) empurram logo com o biberão porque não estão para perder tempo. Há por aí muita informação espalhada pela internet, mas convenhamos que se calhar a maioria das futuras mães ainda não tem acesso a ela, ou não a sabe pesquisar. 5. O que me irritou mais um bocadinho, foi o facto de eu ter de omitir este pequeno por-maior a um médico! E pelo simples motivo que não estava para ouvir a sua versão sobre a qualidade dos leites artificiais, o desgaste que inflige na mãe, etc, etc...! 6. Eu também já levei muitas dentadas, tive duas mastites, passei meses a dormir mal por causa da necessidade que a Joana tinha de mamar à noite, pensei mil vezes que se calhar o melhor era terminar. No entanto depois olhava para aqueles olhinhos enquanto ela mamava, aquele sorriso no canto da boca, e sentia-me feliz! Enquanto essa felicidade se manter para as duas e o leite durar, aqui estou eu... Obrigada a todas vocês!

Amamentação parte XVII e 2/3...

Tenho um quisto que infectou no lóbulo da orelha direita. Não uso brincos há anos, mas mesmo assim, o malandro do mini-quisto de longe a longe resolve infectar. Desta vez, ando assim há uma semana. Ontem tive de ir ao médico. O médico é o tal que acha que já devia ter parado a amamentação quando a Joana tinha uns 9 meses... o pior (para ele porque para mim é o oposto) é que a Joana tem 20 meses e ainda mama pelo menos uma vez por dia. É um consolo. Para mim a palavra vício é exagerada. Ela pode estar vários dias sem mamar, e não pedir, no entanto se tiver comigo é claro que a vontade vem ao de cima. Mas ao mesmo tempo, esta vontade é saudável. Muito mais saudável que uma simples chucha... dá é mais trabalho à mãe, no sentido em que tem de ter as mamas à disposição do freguês de palmo e meio. Isto tudo para responder aos que me dizem... Ai tão grande e ainda a mamar? Tens de acabar com isso! Ela está viciada! Ai com tantos dentes ainda mama? Pois mama e vai continuar a mamar até lhe apetecer. O que dantes me fez pensar em desistir de amamentar, foi o facto de ela acordar de noite de propósito para se consolar, mas visto que esse problema já não existe, qual é a lógica de parar algo que até lhe faz bem? No entanto, há pessoas como este médico, que acham que amamentar depois de um ano é coisa terceiro-mundista (e já agora Portugal está na linha da frente no desenvolvimento ?) e neste caso em particular, sendo médico acha-se muito mais competente do que eu para atestar os benefícios para a minha filha deste acto. A nível fisiológico ele até pode ter alguma razão, agora a nível psicológico acho que eu e o pai somos quem conhece melhor a nossa filha e por isso, sei reconhecer o agrado que lhe dá aqueles 5 minutos de maminha, em que são trocados beijinhos festinhas e outras carícias entre mãe e filha. A mama pode não ser necessária realmente... para mim, mas porque é que tenho de ser eu a decidir que ela já não precisa dela? Bem isto tudo para dizer que tenho de tomar um anti-inflamatório e se não passar em no máximo dois dias, tenho de tomar antibiótico. É claro, que para não ouvir um sermão do médico, não disse que (ainda) amamentava. É claro que o medicamento não é compatível com a amamentação, e é claro, que a minha filhota não vai mamar até deixar de tomar esta coisa... Mas não era melhor se tivesse a liberdade de decidir amamentar ad eternum como as outras mães têm liberdade de o não querer fazer, sem ter de o omitir de um médico para não levar uma ensaboadela? Porque é que uma mãe quiser deixar de amamentar cedo, é aceite e justificado imediatamente com o regresso ao trabalho, a existência de leites adaptados, isto e aquilo, e se uma mãe que prolongar esse tempo leva logo com a história de que é um vício? Atenção, que não é uma crítica a quem toma a primeira opção mas uma constatação de uma realidade com a qual sou confrontada desde que regressei ao trabalho... mais precisamente há 16 meses! Pois já aliviei a minha irritação por isso deixa lá gozar o primeiro dia de Verão!!!

terça-feira, abril 19, 2005

A mãe...

Como continuava quase na mesma voltou ao médico... mas desta vez escolheu o que sabia que não ia dar nenhum sermão sobre a amamentação! Compreendida a situação da maminha ao final do dia, lá receitou uns comprimidos para aliviar os sintomas (para tomar no final do dia após a Joana ter mamado pois dessa forma o leite não vai ser afectado) e umas vitaminas para repor alguns níveis, pois segundo ele a amamentar durante tanto tempo, mesmo com uma alimentação equilibrada sofremos de alguns desfalques! Está-se a preparar para poder ir de férias sem a malvada da gripe... ou virose como lhe queiram chamar ;)

segunda-feira, abril 11, 2005

Então vamos lá a saber...

Ora a mãe Sandra adoeceu. como é bom de ver, mãe doente é coisa que não existe (como já alguém disse e muito bem). Uma mãe pode ser muita coisa (ou direi tem de ser) agora doente é que não! Então a mãe doutora deu logo o seu prognóstico, "está-me a querer parecer que tu, mãe doente, tens aí uma bela gripe!". A mãe enfermeira sacou logo dos ben-u-ron para a febre e as pastilhas naturais para as dores de garganta, aconselhadas pelo farmacêutico noutra situação idêntica. As mães cozinheira, engomadeira e arrumadeira tiveram logo um chilique. A mãe profissional disse logo "segunda-feira não falto!" e a mãe preguiçosa esfregou as mãos de contente porque finalmente tinha uma boa desculpa para ficar estendida no sofá! Pois chegou a segunda-feira e a mãe doente assim continuava. Foi trabalhar e como tem diariamente pelo menos um clinico geral a dar consultas no seu posto de trabalho, tratou de marcar a consulta. A mãe enfermeira disse logo "não sei para que é que lá vais! já sabes que não podes tomar nada por causa da ma-i-nha!". A mãe profissional esteve um pouco aflita para cumprir as suas obrigações mas lá foi fazendo como conseguiu. A mãe doente só pensava na hora de esticar ao comprido no sofá! Chega a hora da consulta. "Então o que é que se passa?" pergunta o médico. Passa-se que tenho uma gripe. "Ai sim! E como é que sabe isso?!". Foi a mãe médica de serviço que me diagonosticou ontem! "Então vamos lá ver". Ouvidas as queixas e depois de espreitar aqui a minha gargantinha, ao mesmo tempo que eu fazia um ahhhhhhhh, concluiu, "Gripe não é! Nem tem a garganta inflamada!" Ora esta! Então queres ver que a mãe médica falhou o diagnóstico?! "Pois o que tem é uma virose que deve ter provocado uma inflamação dos músculos." E esta agora! Então a maldita virose não podia ter escolhido um bracito ou um pulso (de preferência o direito) para atacar?! Assim a mãe profissional tinha desculpa para não fazer nada! Agora atacar a garganta e o pescoço?! Bela escolha sim senhor! Resultado, uma coisita para bochechar e um medicamento do mais generalista que há, porque nesta altura o médico não faz a mais pequena ideia do que será que atacou esta mãe! Ou seja, além do ben-u-ron para a febre que a mãe doente já tomava sobre orientação da mãe enfermeira, passou a fazer mais uns gargarejos. Agora o outro medicamento é que não vai tomar... porque não pode ser tomado por quem amamenta. E perguntam-se vocês... "mas oh melher porque é que não disseste isso ao médico?!" e eu respondo "porque da última vez que lá estive tive que ouvir um sermão de 10 minutos do dito médico em como era uma idiotice continuar a amamentar aos 12 meses". Imaginem o sermão se eu lhe dissesse que aos 18 meses (quase quase) a minha pimpolha ainda disfruta da sua ma-i-nha?! E pronto... o que interessa é que a mãe já se vai sentindo melhor. A mãe preguiçosa não tem tantas desculpas para ficar no sofá. E a mãe médica está de castigo por ter falhado o diagnóstico. A mãe cozinheira já voltou ao serviço, e as restantes mães também já começaram a ser chamadas a picar o ponto. Realmente, mãe sofre ;) PS: Quanto à pimpolha... tudo fino! Porque a rapariga não tem tempo para ficar doente claro! Antes assim!

terça-feira, março 01, 2005

Não resisti...

O desmame da Joana não foi coisa que já não tenha sido bem pensada. Não porque queira mesmo acabar com a amamentação, não. Por mim podia continuar até ela desistir por completo. No entanto existem outras razões que me levam a concluir que o terei de fazer mais tarde ou mais cedo. Decidi aproveitar a deixa da gastroentrite viral e o facto de ela aceitar que não podia mamar porque lhe fazia doi-doi's na barriguinha para dar inicio ao processo. Pareceu-me que estava tudo a correr sem problemas de maior... até hoje de madrugada! Ela hoje acordou às 6h20 e queria porque queria a sua ma-i-nha. Não houve sumo, água ou leite que a afastassem do seu desejo. E chorava "ohhh mãaaeeeeee.... eu quéeeiuuuuu". Depois de quase uma hora a tentar distraí-la, desisti. Dei-lhe a bendita ma-i-nha. Não vi motivo suficientemente forte para continuar a negar o que ela queria... e haviam de ver os olhinhos dela a olhar para mim, com um brilho que não era das lágrimas imensas que tinham rolado cara abaixo até aí! Ficou feliz! Mamou e adormeceu a sorrir! Ainda acabada de adormecer, agarrava-me na mão e dizia "mãaeee" como quem diz "gosto de ti!" Gostei de ver novamente a minha filha a sorrir! É claro que não vou desistir e agora que comecei não vou voltar atrás... mas não vou ser implacável. Acho mesmo que não consigo. Acho que ela também não merece isso. Vamos com calma... mas sem voltar atrás! Beijinhos Sandra

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

A melhorar...

Devagarinho mas lá vai! A Joanita está a melhorar, hoje ficou com os avós babados que a vão encher de mimo até mais não, e a mãe é claro que os encheu de recomendações (como se eles já não tivessem criado um filho hehehe). Pelo menos acabaram-se os vómitos e a diarreia parece que finalmente acalmou! Ainda bem porque a mãe estava a ficar sem roupa lavada! Ainda por cima a máq. de secar deu o berro, e só tenho conseguido secar as coisas debaixo do ar condicionado... Bem, em relação ao desmame está a correr melhor do que esperado! A Joana ontem durante o dia nunca pediu ma-i-nha, quando foi para adormecer estava a dar a entender que queria mas a mãe depressa se pisgou e ela adormeceu pacificamente com o pai ao lado. Quase às 6 da manhã é que acordou e queria porque queria um pouco da sua ma-i-nha... mas nunca pediu! Ou seja, gritava "quéiiuuu!" mas quando eu lhe perguntava se queria água, sumo ou leite, a cada pergunta, ou batia-me ou mordia-me ou beliscava-me e olhava para mim com uns olhos tristes como quem dizia "oh mãe! tu sabes o que é que eu quero! Porque é que me estás a fazer isto?!" Pois é mas lá bebeu uns golitos de água e adormeceu ao meu colo com muitos miminhos... Pareceu que demorou eternidades mas tinham passado 5 minutos apenas desde que acordou até que adormeceu... Vamos lá ver... está-me a querer parecer que afinal a altura foi boa! A mamã é que voltou a andar com a bomba atrás só para ir aliviando um pouco... Beijinhos! Sandra

domingo, fevereiro 27, 2005

Desmame...

Comecei o desmame da Joaninha... Não foi programado nem mesmo, nem iniciativa de nenhuma de nós. Foi a maldita virose que o impos. Ontem ela simplesmente não aguentava nada no estômago, nem mesmo o leitinho da maminha o que nunca tinha acontecido antes! Vi-me forçada a dar-lhe liquidos por seringa de 5 em 5 minutos (5ml de cada vez) para conseguir controlar a situação. Resultou porque nunca mais vomitou (até agora, cala-te boca!) Mas para puder fazer isso vi-me forçada a recusar-lhe a sua ma-i-nha... e custava olhar para aquela carinha tão tristinha a querer o miminho que sempre a consolou e ter de lhe dizer, não. Era para o bem dela, e o coração da mãe mentalizou-se. Depois o cérebro de mãe reparou que conseguia desviar as atenções da ma-i-nha dando-lhe liquidos, e daí até chegar à conclusão que se calhar o melhor era aproveitar a deixa foi um instantinho. A mãe falou com o pai... o que achas?! Ele concordou. E está feito. A Joaninha não voltou a mamar, a mamã lá tem de ir tirando o leite com a bomba mas sem esvaziar para não estimular a produção, e evitar que as ditas rebentem! Era bom que não tivesse de tomar nada para secar o leite. Vamos lá ver se é desta. Mas tenho de confessar... está a custar-me imenso não sentir a minha filhota juntinho a mim. Tenho pena de acabar. Mas acho que tenho de aproveitar a deixa. A ver vamos...

domingo, janeiro 16, 2005

Amamentar... até quando?

Sou uma das felizardas que conseguiu amamentar sem recurso a outros leites. Foi amamentação exclusiva até aos seis meses de idade e como complemento até hoje. Mas se para muitas mães a questão é "como aumentar a produção de leite? Como prolongar a amamentação?", para mim (e julgo que não só...) a questão é "como parar? Até quando dar de mamar?" Agora já não estou preocupada visto a Joana ter começado a dormir melhor à noite mas houve uma altura em que ela acordava constantemente por causa da sua ma-i-nha. Aí é que eu pensei: "como é que eu vou parar isto?". Por um lado não queria. Não queria perder este laço que nos une, não lhe queria tirar este agrado, queria ver até quando durava... ou seja, ainda não estava preparada. Por outro lado, ELA não queria parar! Assim sendo, comecei uma odisseia em busca de informação por sites, revistas, programas de tv e amigas. E é difícil encontrar informação sobre este tema! Entre as amigas é difícil porque não se encontra muita gente que amamente até tão tarde. Nas revistas e internet todos os artigos relacionados com este tema acabavam por tentar arranjar motivos para não parar em vez de indicar formas de nos ajudar a terminar esta fase sem dramas. Ou seja, falam quase exclusivamente nos benefícios da amamentação.
«(...) São todos esses benefícios que levam a OMS a recomendar a amamentação como alimento exclusivo até aos seis meses de idade do bebé e, depois, como complemento até aos dois anos (...)»
in Pais e Filhos, Janeiro 2005
Tudo muito giro mas trabalho e amamentação não é assim tão fácil de conciliar (especialmente durante a amamentação exclusiva!). Conseguir manter a produção de leite necessária a satisfazer as necessidades do bebé quando não estamos presentes, envolve muita força de vontade e um punho forte porque são precisas muitas "bombadas" para extrair o que os nossos bebés tiram em poucos minutos! A própria logistica não é pêra doce, andar de geleira, bomba e biberões de casa para o trabalho e vice-versa não agrada a todas! Conciliar o horário de trabalho com as horas das tomas é difícil e para muitas já era bom conseguirem as duas horas de amamentação, mesmo durante o primeiro ano de vida do bebé. Para mim, a amamentação sempre foi algo feito com muita naturalidade e com muito prazer, mas houve uma altura que me apeteceu parar.
«(...) Se é hoje um dado adquirido que o leite da mãe é o melhor para o bebé durante os primeiros meses, a verdade é que, a partir daí, os consensos desaparecem. Até aos dois anos? Que horror! É assim que muitas pessoas reagem perante a perspectiva de ver mamar um bebé que já anda, já fala e tem a boca cheia de dentes. (...)»
in Pais e Filhos, Janeiro 2005
A minha menina é assim, já fala, já anda e tem uma boca cheia de dentes. Mas principalmente, adora mamar! O que fazer nestes casos?!
«(...) O ideal é responder às necessidades do bebé e, se nos primeiros meses, um recém-nascido mama fundamentalmente para se alimentar e obtém como bónus calor e segurança do amor de mãe, já um bebé de oito, dez ou doze meses continua a mamar por razões que se prendem mais com conforto e segurança do que com necessidade alimentares. Ou seja, se oferecermos um biberão de leite a um bebé dessa idade, ele até pode aceitá-lo, mas isso não substitui, para ele, o colo e o contacto com a pele da mãe. E é isso que, para muitas pessoas, é motivo de preocupação. Será que a criança não vai ficar muito dependente da mãe? Será que vai tornar-se mimada? A estas perguntas, há quem responda com um simples: «Isso já é vício! O melhor é largar a mama!» Cristina Leite baseia-se em toda a informação que La Leche League disponibiliza, mas também em toda a experiência de quatro anos como moderadora de reuniões de mães que amamentam, para responder peremptoriamente: «Não! Não há quaisquer consequências negativas por uma criança ter dois anos e mamar. Pelo contrário, pode tornar-se mais segura e confiante. É um miminho.» (...)»
in Pais e Filhos, Janeiro 2005
E é isso mesmo que é para a minha filhota. Mas foi um miminho difícil de dar naquelas noites em que acordava, às vezes de hora em hora, todos os dias semanas a fio. E quanto a isto...
«(...) Outro argumento que costuma ser utilizado como contra-indicação da amamentação prolongada é o facto de os bebés acordarem mais durante a noite, para mamar, do que aqueles que já foram desmamados. Fernando Chaves considera que esta crença não tem fundamento: «Há bebés amamentados que dormem a noite inteira e crianças que aos três anos ainda acordam de noite para beber biberão. Isso tem a ver com o ritmo de cada bebé, mais nada.» (...)»
in Pais e Filhos, Janeiro 2005
E pronto resumindo e concluindo fiquei sempre sem resposta! Agora a fase difícil já passou e nós podemos novamente desfrutar da amamentação sem stresses. Mas a questão mantém-se "até quando?" O melhor é não pensar mais nisso e desfrutar enquanto dura!

terça-feira, fevereiro 24, 2004

Dicas sobre a Amamentação...

Durante a minha gravidez tentei reunir o máximo de informação possível sobre como estimular a produção de leite. Entre o curso de preparação pré-parto, revistas, livros, internet, obstetra e opiniões de conhecidos juntei algumas dicas. Comigo resultaram pois a Joana já vai com 16 meses e ainda mama! Duas primas minhas também tiveram bons resultados por isso espero que vos possa ser útil! Tudo o que é indicado a seguir deve ser feito sem causar desconforto! E em caso de dúvida devem falar sempre com o vosso médico!

Cuidados durante a gravidez:

  1. Todos os dias deves massajar os peitos com um creme específico ou simplesmente com um bom creme gordo (tipo Barral), os movimentos devem ser circulares a partir do mamilo.
  2. Durante a massagem deves dar a atenção ao mamilo para tentares evitar o mamilo invertido. Deves com a ponta dos dedos "enroscar" o mamilo, ele deve ficar logo "teso" e a formar o bico! Isto ajuda depois o bebé a agarrar melhor. (eu nunca tive bicos antes de engravidar os meus peitos eram planos, mas desde que comecei a fazer isso, começou a notar-se qualquer coisa e depois com a amamentação nunca mais tive os peitos planos!)
  3. Durante o duche, com uma esponja natural, massajar o peito também em movimentos circulares e apontar o chuveiro com água morna e não muita pressão para cada um dos peitos. (desde que eu comecei a fazer isto com regularidade começou a produção de colostro. Eram só uma ou duas pingas se apertasse os bicos mas saia!)
  4. A alimentação é importante especialmente por causa do bebé! Mas isso já sabes não é! No entanto os líquidos são muito importantes para a produção do leite! Se não gostas de água vai te lembrando de vez em quando! (eu nunca bebi muita água nem mesmo durante a gravidez, mas no dia que a Joana nasceu, menina! A partir daí bebia litros de água! O corpo assim o pedia!)

Cuidados após o parto:

  1. O bebé após nascer e dependendo de como corre o parto, é colocado assim que possível ao peito. Ele não sabe mamar e à partida uma enfermeira há-de ir com ele "ensiná-lo" a agarrar a mama! A tua mama passa a ser da enfermeira! Mas se tudo correr bem, a partir do momento que o bebé percebe a técnica nunca mais esquece!
  2. Não te preocupes se as primeiras vezes não se entenderem (tu e o bebé!) é que nem um nem outro ainda com lição aprendida, mas com alguma calma as coisas ajeitam-se.
  3. Tenta encontrar posições confortáveis para dares de mamar. Deitada, sentada com uma almofada por baixo do bebé, ou outra qualquer que tu inventes, não importa, tens é de estar confortável assim como o bebé!
  4. Atenção à pega do bebé! Ou seja, verifica se ele tem o bico todo na boca e se tem os lábios para fora. Ás vezes eles não abrem bem a boca, ou pegam só na ponta do bico, ou deixam os lábios para dentro. Resultado, causa-te dores a ti e eles não conseguem sugar bem! Com os dedos puxa os lábios para fora, ou, volta a repetir a pega até estar tudo nos trinques! Para tirares a maminha, com um dedo empurra o mamilo no canto da boca e ele solta-a sem magoar.
  5. Quando ainda tens colostro o horário entre tomas deve ser aproximadamente 4 horas durante o dia e 6 horas à noite. Eles devem mamar entre 10 a 15 minutos. E deves dar apenas de uma mama em cada toma. Ou sejas vais alternando os peitos entre tomas.
  6. É normal um peito produzir mais do que outro, ou ser mais fácil de sugar o leite, por isso, eles às vezes gostam mais de uma maminha que outra. Se isso acontecer, deves dar sempre a que ele não gosta tanto primeiro, porque ele vai estar com fome e não vai protestar. Assim que ele já estiver mais cheio e se recusar essa mama dá-lhe a outra, ele à partida vai deixar de reclamar após se habituar!
  7. O colostro é amarelado, espesso e muito mais rico que o leite normal, por isso não fiques assustada se ele mamar poucos minutos! Se ele adormecer logo após, é sinal que está satisfeito! Se o bebé for daqueles muito mandriões que só querem dormir e que achas que ele ainda não ficou bem. Aproveita, troca-lhe a fralda. Ele vai despertar e depois vai querer a sua maminha outra vez!
  8. A subida do leite às vezes é muito violenta! As mamas ficam cheias de repente e doridas! Ás vezes ficam tão duras que nem o bebé consegue fazer uma boa pega! Por isso o melhor a fazer quando elas ficam assim é esvaziá-las um pouco com a bomba primeiro, e depois por o bebé a mamar. Podes aproveitar o leite que tiraste ou não. Com a subida do leite os horários entre tomas também se mantém, mas às vezes durante o dia podem fazer intervalos de 3 horas. Agora cada toma deve durar o tempo necessário a que o bebé fique satisfeito e cada mama devia ser completamente esvaziada. Deves continuar apenas de uma mama em cada toma. Isto potencializa a produção de leite mas às vezes é um pouco incómodo porque as mamas ficam "desiguais". Deves adaptar o esquema às tuas necessidades.
  9. Após cada toma deves esvaziar a mama se for preciso com a bomba. Não estás a tirar leite ao bebé mas sim a estimular uma maior produção de leite.
  10. Não deves lavar constantemente as mamas com água. Isso seca muito a pele e pode levar à formação de gretas. Após cada toma basta limpares o bico do peito com o próprio leite/colostro e sempre que possível deixares secar ao ar. Não deves por logo o disco e "arrumares" porque o bico mantém-se húmido e pode formar gretas. Se pressentires alguma greta a formar-se no bico do peito põe uma ligeira camada de creme específico tipo gretalvite.
  11. Deves controlar as mamas com os dedos à procura de durões. Se encontrares algum é sinal que existe uma das bolsas de leite que não foi esvaziada e pode originar uma mastite (inflamação do peito), nessa altura (ou se tiveres o peito muito duro) deves usar uma toalha turca encharcada em água quente e colocares sobre a mama. Isso alivia e ajuda a soltar o leite, depois só tens de tirar o leite com a bomba e massajar a zona afectada para libertar o leite.
  12. Uma mastite é uma inflamação da mama, reconheces-a por ficares com a mama muito vermelha, com durões e febre. Deves contactar o médico imediatamente. Ele possivelmente receitará um antibiótico mas não precisas de deixar de dar de mamar. Deves estimular bastante a mama afectada porque ás vezes pode não ser capaz de produzir leite da mesma forma. (tive duas mastites, uma aos 10 dias após o parto, tomei antibiótico e estimulei tanto a mama que ficou a ser a que produz mais leite ainda hoje e a favorita da Joana! E aos 15 meses! Aqui bastou usar as técnicas de esvaziamento e nem sequer fui ao médico!)
  13. Se tiveres os mamilos invertidos (em vez de virem para fora eles vão para dentro), deves estimular os mamilos e podes usar os mamilos de látex ou silicone para facilitar a pega. Estes "falsos" mamilos também podem ajudar a mãe quando há gretas ou os mamilos estão muito sensibilizados!
  14. Se achas que a tua produção de leite não é suficiente podes sempre estimular a mesma tirando leite com a bomba nos intervalos das tomas. Podes usar o leite que tiras e isso indica ao teu corpo que é preciso produzir mais leite!
  15. A alimentação é importante durante a amamentação por vários aspectos: porque se não te alimentares bem (não é necessariamente a dobrar se bem que às vezes é isso que apetece!) o teu corpo pode não ser capaz de produzir o leite necessário, mas principalmente porque falham nutrientes na alimentação do teu bebé! Além disso à certos alimentos que deves banir do teu menu, por serem potencialmente alergénicos e de dificil digestão, como por exemplo: - laranjas, kiwis, café, chá preto, álcool, tabaco, grão, feijão (só frade), enchidos, chocolate, morangos, bebidas com gás, produtos com edulcorantes, aspartame, couves, picante, muitos fritos, marisco, etc. Se notares alguma reacção no teu bebé como borbulhagem ou cólicas (que eles têm quase sempre mesmo que tu sigas uma dieta cuidada.) pensa no que comeste, às vezes pode estar aí a causa. Em caso de dúvida, consulta o pediatra. (a linha pediatria 24 é óptima para estas questões!) 16. Muita água.
  16. Apreciares a amamentação. É importante que a amamentação seja um prazer e não um sacrifício. Isso também é importante, e só assim vão poder gozar em pleno esta fase!
  17. A amamentação não te impede de poderes sair de vez em quando sem o bebé. Podes sempre retirar o leite com a bomba e deixares tudo preparado para alguém dar. O leite aguenta-se 24 horas no frigorífico e 6 meses no congelador. (eles é que às vezes não aceitam muito bem os biberões mas deves escolher uns com tetinas largas como os da Avent ou os novos da Chicco que são mais idênticos ao peito, no entanto, cada bebé tem a sua mania só se sabe experimentando)
Não me lembro mais nada agora mas se me lembrar de alguma coisa acrescento a este post! Espero que achem útil e que vos ajude de alguma forma! Se souberem de outros truques ou sugestão deixem nos comentários!