Uma manhã que começa bem, com filhos bem-dispostos e cooperantes, pequeno-almoço tomado com sorrisos e gargalhadas, acaba com mãe a disparar em todas as direções, todas as folhas de um dossier a caírem no meio da estrada molhada*, um dos filhos a entrar na sala de aula com o teste já a decorrer, mãe a bufar com o trânsito, todas as variedades de condutores domingueiros e semáforos que, claro, tinham de estar todos vermelhos.
E porquê?
Pois não sei... porque num daqueles segundos em que continuavamos todos em paz e sossego e eu até tinha tempo para me acabar de arranjar para além do tirar migalhas de cima, o mais novo entra em modo estou-do-contra-tu-és-má-feia-e-só-quero-o-que-não-posso-agora e a mais velha no modo eu-estou-na-lua-e-não-me-digam-para-fazer-nada-tragam-me-tudo.
Aaaaaaahhhhhhhhh como é linda a maternidade matinal.
* esta foi a primeira...
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quarta-feira, fevereiro 12, 2014
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
Qual é a coisa, qual é ela...
que acorda uma hora mais cedo que o habitual, despacha-se com um bom humor do catano e um desembaraço (é a palavra do dia) fabuloso, que fica pronto muito mais cedo que o normal, que sai de casa também muito mais cedo que o normal e que entre a porta da rua e a porta do carro consegue fazer uma birra que nos faz sair mais tarde que o habitual?!
[oh. paciência. de. santo.]
[oh. paciência. de. santo.]
quarta-feira, abril 27, 2011
Estão a ver o anúncio do danoninho?!
pois não tem nada a ver.
Mas ele hoje esteve a um bocadinho assim de ir em cuecas para a escola.
[e foi mesmo de cuecas até ao carro, mas depois lá mudou de ideias e vestiu-se.]
Mas ele hoje esteve a um bocadinho assim de ir em cuecas para a escola.
[e foi mesmo de cuecas até ao carro, mas depois lá mudou de ideias e vestiu-se.]
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Se um dia vos telefonar antes das oito, não me batam...
Hoje, até podia chegar um pouco mais tarde ao trabalho porque tinha uma reunião a começar às dez noutro edifício. Deixei-o dormir mais que o habitual porque se recusava a acordar, fui alinhando com ele, até ao momento em que ele descobre o convite para uma festa de uma amigo e quer porque quer telefonar aos pais do amigo para lhes dizer que o deixamos ir à festa.
Não o deixei e a partir daí foi sempre a abrir.
Cheguei à reunião às 10h03 (que tinha começado pontualmente às dez) e só porque, depois de experimentar todas as técnicas e mais alguma, a certa altura perguntei-lhe, com um ar muito infeliz, se ele ia se sentir bem se eu ficasse de castigo no trabalho por chegar tarde ao que ele disse que não, me deixou calçar os ténis pela terceira vez e saímos (finalmente) de casa.
Eles sabem estas coisas, não é? Eles sabem quando é que nós precisamos mesmo de estar em algum lado a uma determinada hora e aproveitam-se de nós, verdade? É um género de sexto sentido, certo?
Ai puto...
Não o deixei e a partir daí foi sempre a abrir.
Cheguei à reunião às 10h03 (que tinha começado pontualmente às dez) e só porque, depois de experimentar todas as técnicas e mais alguma, a certa altura perguntei-lhe, com um ar muito infeliz, se ele ia se sentir bem se eu ficasse de castigo no trabalho por chegar tarde ao que ele disse que não, me deixou calçar os ténis pela terceira vez e saímos (finalmente) de casa.
Eles sabem estas coisas, não é? Eles sabem quando é que nós precisamos mesmo de estar em algum lado a uma determinada hora e aproveitam-se de nós, verdade? É um género de sexto sentido, certo?
Ai puto...
terça-feira, novembro 09, 2010
O que será melhor...
descobrir uma inundação na casa-de-banho a chegar aos quartos quando estamos prontos a sair de casa ou uma birra do mais novo porque quero umas botas! Não há! Mas eu quero! (noto aqui alguma repetição no verbo querer... isto exige uma intervenção rápida) Leva as galochas. Ok. Quero ir com o pai! Hoje é a mana. Mas eu quero! (ai!) e por aí fora, até chegar com ele à sua escola.
Ah! Já sei! São as duas na mesma manhã!
%#$§"%&£%
Ah! Já sei! São as duas na mesma manhã!
%#$§"%&£%
segunda-feira, novembro 08, 2010
Mãe prossegue compras enquanto arrasta numa perna criancinha aos berros...
Este podia ser o título de um feed nocturno de um qualquer jornal da praça online (já que agora tudo é notícia mesmo o que de notícia não tem nada).
Imaginem portanto, uma mãe e duas criancinhas num final de sexta-feira numa conhecida grande superfície comercial.
Começa por correr tudo bem. A mãe e suas crias acompanham a mais nova a cortar o cabelo num cabeleireiro de crescidos. A cabeleireira, quando percebe que ia cortar o cabelo a uma criança de quatro anos àquela hora, revira os olhos como quem diz: oh que miséria de sorte que eu tenho!, mas a partir do momento em que viu que a criatura era totalmente cooperante, começou a desfiar um rol de elogios só comparável ao de uma mãe embevecida.
Saem do cabeleireiro com a cria mais nova a ostentar uma semi-crista empastada em gel e um orgulho desmedido no coração da progenitora. (atenção que a fraca referência à cria mais velha nesta notícia deve-se ao facto de ela ter permanecido um elemento basicamente decorativo no desenrolar da história)
Jantam num dos locais favoritos da criançada (com a mãe a ir buscar o seu jantar à concorrência) como prenda de bom comportamento e no final vão comprar o leite que se tinha acabado em casa e absolutamente essencial para que o soninho venha depois da história.
Tudo perfeito até aqui. A-té a-qui.
Saem do elevador e a criatura da crista vê uns relógios às cores na montra de uma sapataria. Quer porque quer os relógios. A mãe, pouco habituada a ouvir este tipo de exigência dos filhos, explica que o relógio é oferta de determinados ténis, desvaloriza a demanda e pensa que se calhar até é de aproveitar entrar na sapataria para comprar uns sapatos ao filho. (ideiaidiotacomoseveioacomprovarlogoaseguir) Mãe entra, filhos seguem-na, mãe pesquisa a oferta e o filho aparece-lhe com os tais ténis que ofereciam o relógio acabadinhos de sacar da montra. Pronto mãe compramos estes!
Mãe em choque, lojista com ar de enjoo e a criança lá vai pôr os ténis no sítio contra a vontade enquanto a mãe diz boa noite e se apressa a sair porta fora, com a criança decorativa e a criança que a acusa de má e que ameaça não gostar mais dela.
Pronto, é o sono. Vamos lá comprar o leite e desopilar daqui para fora.
Entra-se na grande superfície horas antes de começar uma mega campanha de 50% de desconto em brinquedos e o que é que se vê por todo o lado?! Pois.
A criança que chegou ali a exigir o relógio de borracha calou-se com a visão. Mãe inspira e avisa: meninos, eu não vou comprar brinquedos nenhuns. É para irmos buscar o leite e ir embora. Se quiserem ver tudo bem, mas eu não vou comprar.
Tá bem, disseram eles. A mãe avança orgulhosa. (ainocênciamaternalàsvezesétãoparvinha)
Para vos poupar os ouvidos à birra (ou os olhos neste caso) digamos que a criança mais nova birrou suficiente alto e durante o tempo suficiente para ser ouvida em toda a loja enquanto agarrava e exigia (!) um camião do faísca mcqueen, e, que tanto a mãe como a cria decorativa esperavam, no meio do primeiro corredor central e em silêncio, que a dita acabasse. Finalmente aceitou, muito contrariado e com a t-shirt encharcada de lágrimas, voltar a pôr o camião na prateleira e seguiu agarrado a uma das pernas da mãe (que procurava apoio no carrinho das compras) em busca da promessa que ela o comprasse no dia seguinte, até ao corredor dos leites
A promessa não chegou e o espectáculo - embora fosse diminuindo de intensidade - durou basicamente até mãe e crias chegarem à caixa. Acabou definitivamente quando a mãe acedeu em comprar-lhes uma embalagem de pastilhas que trazem tatoos.
A mãe aprendeu a lição. Tal como nesta história, nunca mais vai desvalorizar os pré-avisos dados pelas suas crias. Isso e nunca mais vai deixar acabar o leite em casa nem se deixar entusiasmar com os elogios de lojistas. Não preciso de terceira, sim?! Ficamos bem assim.
Imaginem portanto, uma mãe e duas criancinhas num final de sexta-feira numa conhecida grande superfície comercial.
Começa por correr tudo bem. A mãe e suas crias acompanham a mais nova a cortar o cabelo num cabeleireiro de crescidos. A cabeleireira, quando percebe que ia cortar o cabelo a uma criança de quatro anos àquela hora, revira os olhos como quem diz: oh que miséria de sorte que eu tenho!, mas a partir do momento em que viu que a criatura era totalmente cooperante, começou a desfiar um rol de elogios só comparável ao de uma mãe embevecida.
Saem do cabeleireiro com a cria mais nova a ostentar uma semi-crista empastada em gel e um orgulho desmedido no coração da progenitora. (atenção que a fraca referência à cria mais velha nesta notícia deve-se ao facto de ela ter permanecido um elemento basicamente decorativo no desenrolar da história)
Jantam num dos locais favoritos da criançada (com a mãe a ir buscar o seu jantar à concorrência) como prenda de bom comportamento e no final vão comprar o leite que se tinha acabado em casa e absolutamente essencial para que o soninho venha depois da história.
Tudo perfeito até aqui. A-té a-qui.
Saem do elevador e a criatura da crista vê uns relógios às cores na montra de uma sapataria. Quer porque quer os relógios. A mãe, pouco habituada a ouvir este tipo de exigência dos filhos, explica que o relógio é oferta de determinados ténis, desvaloriza a demanda e pensa que se calhar até é de aproveitar entrar na sapataria para comprar uns sapatos ao filho. (ideiaidiotacomoseveioacomprovarlogoaseguir) Mãe entra, filhos seguem-na, mãe pesquisa a oferta e o filho aparece-lhe com os tais ténis que ofereciam o relógio acabadinhos de sacar da montra. Pronto mãe compramos estes!
Mãe em choque, lojista com ar de enjoo e a criança lá vai pôr os ténis no sítio contra a vontade enquanto a mãe diz boa noite e se apressa a sair porta fora, com a criança decorativa e a criança que a acusa de má e que ameaça não gostar mais dela.
Pronto, é o sono. Vamos lá comprar o leite e desopilar daqui para fora.
Entra-se na grande superfície horas antes de começar uma mega campanha de 50% de desconto em brinquedos e o que é que se vê por todo o lado?! Pois.
A criança que chegou ali a exigir o relógio de borracha calou-se com a visão. Mãe inspira e avisa: meninos, eu não vou comprar brinquedos nenhuns. É para irmos buscar o leite e ir embora. Se quiserem ver tudo bem, mas eu não vou comprar.
Tá bem, disseram eles. A mãe avança orgulhosa. (ainocênciamaternalàsvezesétãoparvinha)
Para vos poupar os ouvidos à birra (ou os olhos neste caso) digamos que a criança mais nova birrou suficiente alto e durante o tempo suficiente para ser ouvida em toda a loja enquanto agarrava e exigia (!) um camião do faísca mcqueen, e, que tanto a mãe como a cria decorativa esperavam, no meio do primeiro corredor central e em silêncio, que a dita acabasse. Finalmente aceitou, muito contrariado e com a t-shirt encharcada de lágrimas, voltar a pôr o camião na prateleira e seguiu agarrado a uma das pernas da mãe (que procurava apoio no carrinho das compras) em busca da promessa que ela o comprasse no dia seguinte, até ao corredor dos leites
A promessa não chegou e o espectáculo - embora fosse diminuindo de intensidade - durou basicamente até mãe e crias chegarem à caixa. Acabou definitivamente quando a mãe acedeu em comprar-lhes uma embalagem de pastilhas que trazem tatoos.
A mãe aprendeu a lição. Tal como nesta história, nunca mais vai desvalorizar os pré-avisos dados pelas suas crias. Isso e nunca mais vai deixar acabar o leite em casa nem se deixar entusiasmar com os elogios de lojistas. Não preciso de terceira, sim?! Ficamos bem assim.
sexta-feira, outubro 15, 2010
Quando nos dotaram da capacidade de amar incondicionalmente...
podiam ter facilmente adicionado ao pacote a capacidade de encontrar nas birras matinais-sem-sentido-mas-altamente-sonoras-e-irritantes uma qualidade relaxante.
Mas não. E todos os dias, todos os santos dias, eu sinto a falta da segunda.
Se não fosse a primeira, puto estavas tramado...
Mas não. E todos os dias, todos os santos dias, eu sinto a falta da segunda.
Se não fosse a primeira, puto estavas tramado...
quinta-feira, setembro 30, 2010
Ora deixa lá ver, sobre o que é que falo hoje...
Sobre...
medidas de contenção ou birra descomunal sem razão do mais novo? menos dinheiro na conta ou choro ininterrupto durante quinze minutos? como sobreviver sem deprimir num país em crise ou como manter a condução segura numa crise de histeria infantil?
O melhor é ficar caladinha. Assim como assim, ambas estão a tornar-se muito mais habituais do que gostaria.
E não me parece que nem uma nem tenham os dias contados...
medidas de contenção ou birra descomunal sem razão do mais novo? menos dinheiro na conta ou choro ininterrupto durante quinze minutos? como sobreviver sem deprimir num país em crise ou como manter a condução segura numa crise de histeria infantil?
O melhor é ficar caladinha. Assim como assim, ambas estão a tornar-se muito mais habituais do que gostaria.
E não me parece que nem uma nem tenham os dias contados...
sexta-feira, junho 11, 2010
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Podemos voltar...
às manhãs tranquilas?
E já agora podemos voltar a ter a miúda que não fazia birras?!
[estas birras dos seis anos são um bocado lixadas, não?! Ou deverei dizer apenas: "as birras matinais são um bocado lixadas"?! Seja lá qual for o caso, eu quero a miúda que não fazia birras de volta. Agradecida.]
E já agora podemos voltar a ter a miúda que não fazia birras?!
[estas birras dos seis anos são um bocado lixadas, não?! Ou deverei dizer apenas: "as birras matinais são um bocado lixadas"?! Seja lá qual for o caso, eu quero a miúda que não fazia birras de volta. Agradecida.]
domingo, novembro 01, 2009
O esqueleto mais lindo...
[foto da Soph]sexta-feira, julho 10, 2009
Então é assim...
Lamento meninas, mas eu não descobri a pólvora :p
A única coisa que consegui fazer foi ir testando várias técnicas até ver qual é que surtia efeito com ele.
Quando ele começou a reagir desta maneira comecei por tentar ignorar mas sempre dizendo-lhe que estava a proceder mal. No entanto a calma, depressa passou - especialmente com o cansaço acumulado - a reacções que de calmas não tinham nada, e dei por mim ou a gritar com ele, ou a castigá-lo sem sucesso, ou até, dar-lhe uma palmada. Tudo o que fizesse era como se conseguisse enervar ainda mais e muitas vezes ele entrava numa espiral incontrolada.
Até que decidi experimentar outra coisa: quando ele se enerva ao ponto de (tentar) bater, pegava nele e punha-o de castigo sentado no chão (onde quer que estivesse) , ficava lá com ele e agarrava-o se fosse preciso para ele não sair. Gradualmente, ele deixava de tentar bater e começava o choro/birra. Esperava e quando já não tentasse sair, dava-lhe espaço saindo de ao pé dele e garantindo que voltava quando estivesse mais calmo.
Aqui, muitas vezes ele começava ainda a chorar mais para eu não o deixar mas não saía do sítio. Se tentasse sair, eu voltava a pô-lo no mesmo sítio, reafirmava que não podia sair dali e que eu voltava quando estivesse mais calmo e repetia tudo as vezes que fossem precisas.
Se ele começasse a quebrar esperava mais um pouco a ver se parava efectivamente o choro, caso contrário ia ter com ele e perguntava-lhe sem me aproximar muito (sempre com uma voz calma mas firme) se ele já estava mais calmo. Aqui em geral, ele calava-se ou pelo menos acalmava-se e assentia. Nesse momento, eu voltava a sentar-me com ele no chão, abria-lhe os braços e deixava-o acabar de se sossegar em mim.
Quando ele estivesse mesmo mais calmo, virava-o de frente e falava com ele - olhos, nos olhos e com voz firme - sobre o que tinha feito, explicando-lhe que gosto muito dele, mas que fico muito triste quando se porta assim e que ele tinha de tentar controlar-se. Depois pedia-lhe para ele pedir desculpas, fazíamos as pazes e não se falava mais no assunto.
Assim que comecei a fazer isto, consegui limitar-lhe estes ataques de fúria na sua duração e na sua frequência, no entanto, ainda tinha (tenho) não os consigo evitar por completo, ou seja, ensiná-lo a controlar-se sozinho sem ter de intervir é algo que ainda está a ser trabalhado.
Foi passados uns tempos de ter começado a ter sucesso que me lembrei de algo que tinha usado com a Joana quando ela lembrou-se de ensaiar as primeiras birras. O "1,2,3".
Ora, o "1,2,3" não é nem mais nem menos do que assim que perceber que eles estão a começar alguma tontice/birra, afirmar com uma voz bem firme, que vou contar até 3 e que se não pararem no entretanto recebem algum castigo imediato. O truque aqui, é contar efectivamente até três (demorando mais ou menos tempo a contar consoante o que eles precisam para terminar o que eu não quero que façam) e se quando chegar ao 3 eles não tiverem parado mesmo, então cumprir o castigo sem cedências.
À primeira eles acham que nós não cumprimos e vem birra na certa quando aplicarmos o castigo. À segunda - se tivermos cumprido na primeira, claro - já podem tentar a sorte mas já não se sentem tão confiantes. A partir daí, vai melhorando até ao ponto de eu já só precisar de dizer "olhem que vou começar a contar até 3!". Nada de inventar castigos para umas horas depois, ou impossíveis de concretizar. Pensar em coisas simples e que possam ser aplicadas nesse preciso momento.
Este método, ajudou-o a controlar-se, mas há ainda situações (especialmente em público) em que a coisa nem sempre corre da melhor maneira, especialmente quando eu nem sequer tenho tempo de dizer "olha que...".
Portanto, como viram, não há segredo nenhum nem cura fantástica. Nós enquanto mães é que temos de tentar perceber qual é o método que melhor resulta para os nossos filhos e para nós. No nosso caso, foi encontrar algo que ajudasse a quebrar a fúria antes de começar ou logo que começa (o "1,2,3"), usar o castigo como forma de dar-lhe espaço para libertar alguma da frustração através do choro e depois dar-lhe o colo para o acalmar e conseguir explicar-lhe o porquê do que ele fez ser tão errado, e colocar o episódio para trás das costas garantindo-lhe que gosto dele sempre, mas que gosto ainda mais quando ele tem calma e tenta falar em vez de bater.
Não sou psicóloga por isso, se alguém da área andar por aqui e quiser dar a sua opinião é mais do que bem vinda. Há muitas mães por aqui a precisar desta ajudinha :)
quinta-feira, julho 09, 2009
Ontem...
ficaram com a nossa Soph e impressionaram uma nutricionista com o bem que se portaram durante a consulta, conquistando o título das "crianças mais bem-comportadas de sempre".
Hoje, o mais novo deu-me uma valente palmada na cabeça, no meio de um parque infantil cheio de pais e criancinhas, só porque eu não o deixei entrar dentro do parque com um pau enorme que tinha ido buscar para ir buscar uma bola que ficou presa debaixo de uma brincadeira.
Acho que os paizinhos que assistiram à cena e à birra de hoje não devem concordar muito com o título conquistado ontem.
Quando é que estes ataques de raiva às contrariedades lhe irão passar? Já está muito melhor, e têm-se tornado cada vez mais raros, mas mesmo assim não há meio de ver esta fase(?) terminada.
Pelo menos já sei como o acalmar, o que foi algo difícil de descobrir...
quarta-feira, abril 08, 2009
Há dias...
que só não saio por vestir de casa, porque me visto antes de começar a tratar deles.
Hoje: uma birra que durou praticamente duas horas porque não queria as meias que escolhemos. Ele.
Mãezinha...
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Parece que eles já não têm saudades minhas...
Depois da festa, fomos pôr gasóleo. Quiseram sair do carro e ajudar-me e eu deixei. Saímos os três, ajudaram-me a pôr o gasóleo e fomos pagar. A senhora gabou-lhes o comportamento e eu, quase de certeza, perdi um neurónio com o elogio porque propus-lhes ir ainda fazer umas compras ao supermercado.
Dois putos entusiasmados, uma mãe ainda inebriada de saudades e um supermercado vazio tinha tudo para dar certo... ou não, ou não. Mal pusemos o pé lá dentro os disparates começaram. Ele sai disparado para dentro da loja e ela atraca-se ao carro do Noddy.
Se fosse inteligente, percebia que este era o sinal para fingir qualquer coisa e pôr-me a milhas, mas não. Mal habituada, segui com os dois pela mão disparando apenas uns avisos a cada um, convencida que seria o suficiente.
Primeira cena: bancada da fruta. Enquanto eu procuro clementinas ou tangerinas, ele sai disparado aos pacotes de amendoins e desata a correr com um pelo corredor enquanto ela cobiça o tabuleiro com formas de oferta das gelatinas de forma bem audível. Um já vou ver! para ela, um aviso para ele e pumba, pacote de amendoins atirado ao chão. Mais um ralhete para ele, um espera filha! para ela e pumba, puto esparramado no chão preso por um pulso a rir-se feito tolinho. Comecei então a ver a coisa mal parada, mas insisti e não desisti. Estava sem leite e não queria sair dali sem pelo menos um pacote.
Segunda cena: na direcção ao corredor dos frescos. Desaparece-me ele e ela pára em tudo o que é prateleira. Chamo-o a ele, apresso-a a ela e só ouço as correrias dele e os risos. O segurança mal-humorado (porque está sempre assim) começa a andar ao pé de nós com aquele ar de poucos amigos. Eu ainda tento o sorriso desculpe-mas-eles-não-sempre-assim-e-eu-sou-uma-mãe-responsável-e-também-não-estou-à-achar-piada, mas não tenho sorte nenhuma. Ele num braço, o litro de leite no outro e rápido em direcção à caixa. Ou pelo menos, o mais rápido que pude, já que ela parecia um caracol.
Terceira cena: à saída do supermercado. Enquanto pago o litro de leite e as gelatinas, eles vão para o carro do Noddy. Quer saco? Não obrigada, que o carro está mesmo ao pé da porta e não vale a pena gastar dois cêntimos. Chego ao pé deles, quando estão a começar a desentender-se. Quero moeda! Não dou, porque não se portaram bem. Mas eu quero! Mas eu não dou. E ali estava eu, com dois putos pouco cooperantes, um litro de leite, dois pacotes de gelatina, um tabuleiro de formas, uma carteira e um segurança que deitava fumo pelas orelhas.
Vamos meninos. Não quero ir para casa! Vamos... NÃO! Miúdo deitado no chão a espernear. Miúda ainda dentro do carro sem querer sair. Vamos que eu já estou a perder a paciência (e era mentira que já a tinha perdido há muito). Não! Vamos ou eu dou-vos uma palmada! Ui que medo, que nem se mexeram. E ameaço e eles ignoram. E ameaço e ele atira-se para o chão. E ameaço e há protestos. Equilibro as compras o melhor que posso num braço, pego nele ao colo, vou-a empurrando a ela para a porta e o espectáculo é de chorar. Eu só peço um buraco para me enfiar (e de preferência sem eles), o segurança só nos quer ver do lado de fora e eles estavam decididos em fazer com que todos olhassem para eles.
Finalmente, saímos da loja e atiro tudo para dentro do carro enquanto eles ficam estáticos à porta da loja a continuar o espectáculo. A vontade era de os atirar a eles também (vá... chamem a protecção de menores) mas, muito choro e uma palmada depois, tenho os dois sentados e devidamente acondicionados no banco de trás. Foram os dois de castigo para a cama sem direito a história nem miminhos, e eu vou dar uns dias até lá voltar às compras.
[e eu juro que só me apetecia atirar para o chão como aquela mãe do vídeo, mas confesso que tive medo do segurança. Muito medo mesmo.]
Dois putos entusiasmados, uma mãe ainda inebriada de saudades e um supermercado vazio tinha tudo para dar certo... ou não, ou não. Mal pusemos o pé lá dentro os disparates começaram. Ele sai disparado para dentro da loja e ela atraca-se ao carro do Noddy.
Se fosse inteligente, percebia que este era o sinal para fingir qualquer coisa e pôr-me a milhas, mas não. Mal habituada, segui com os dois pela mão disparando apenas uns avisos a cada um, convencida que seria o suficiente.
Primeira cena: bancada da fruta. Enquanto eu procuro clementinas ou tangerinas, ele sai disparado aos pacotes de amendoins e desata a correr com um pelo corredor enquanto ela cobiça o tabuleiro com formas de oferta das gelatinas de forma bem audível. Um já vou ver! para ela, um aviso para ele e pumba, pacote de amendoins atirado ao chão. Mais um ralhete para ele, um espera filha! para ela e pumba, puto esparramado no chão preso por um pulso a rir-se feito tolinho. Comecei então a ver a coisa mal parada, mas insisti e não desisti. Estava sem leite e não queria sair dali sem pelo menos um pacote.
Segunda cena: na direcção ao corredor dos frescos. Desaparece-me ele e ela pára em tudo o que é prateleira. Chamo-o a ele, apresso-a a ela e só ouço as correrias dele e os risos. O segurança mal-humorado (porque está sempre assim) começa a andar ao pé de nós com aquele ar de poucos amigos. Eu ainda tento o sorriso desculpe-mas-eles-não-sempre-assim-e-eu-sou-uma-mãe-responsável-e-também-não-estou-à-achar-piada, mas não tenho sorte nenhuma. Ele num braço, o litro de leite no outro e rápido em direcção à caixa. Ou pelo menos, o mais rápido que pude, já que ela parecia um caracol.
Terceira cena: à saída do supermercado. Enquanto pago o litro de leite e as gelatinas, eles vão para o carro do Noddy. Quer saco? Não obrigada, que o carro está mesmo ao pé da porta e não vale a pena gastar dois cêntimos. Chego ao pé deles, quando estão a começar a desentender-se. Quero moeda! Não dou, porque não se portaram bem. Mas eu quero! Mas eu não dou. E ali estava eu, com dois putos pouco cooperantes, um litro de leite, dois pacotes de gelatina, um tabuleiro de formas, uma carteira e um segurança que deitava fumo pelas orelhas.
Vamos meninos. Não quero ir para casa! Vamos... NÃO! Miúdo deitado no chão a espernear. Miúda ainda dentro do carro sem querer sair. Vamos que eu já estou a perder a paciência (e era mentira que já a tinha perdido há muito). Não! Vamos ou eu dou-vos uma palmada! Ui que medo, que nem se mexeram. E ameaço e eles ignoram. E ameaço e ele atira-se para o chão. E ameaço e há protestos. Equilibro as compras o melhor que posso num braço, pego nele ao colo, vou-a empurrando a ela para a porta e o espectáculo é de chorar. Eu só peço um buraco para me enfiar (e de preferência sem eles), o segurança só nos quer ver do lado de fora e eles estavam decididos em fazer com que todos olhassem para eles.
Finalmente, saímos da loja e atiro tudo para dentro do carro enquanto eles ficam estáticos à porta da loja a continuar o espectáculo. A vontade era de os atirar a eles também (vá... chamem a protecção de menores) mas, muito choro e uma palmada depois, tenho os dois sentados e devidamente acondicionados no banco de trás. Foram os dois de castigo para a cama sem direito a história nem miminhos, e eu vou dar uns dias até lá voltar às compras.
[e eu juro que só me apetecia atirar para o chão como aquela mãe do vídeo, mas confesso que tive medo do segurança. Muito medo mesmo.]
quarta-feira, novembro 19, 2008
Aviso...
Agradece-se a quem levou a criança de acordares bem-dispostos e cooperante, e que deixou no seu lugar a criança pica-miolos, o favor de proceder à sua devolução o mais depressa possível.
Agradece-se também, por muito parecida fisicamente que seja a criança que deixaram com a original e mesmo já tendo assumido que gostava de ter gémeos, que a levem no momento da devolução.
Caso não o façam, afigura-se como solução a criação de um livrinho de rifas, a sair na comemoração dos 225 anos de Lotaria Nacional, e cujo prémio será esta criancinha amorosa. As rifas serão grátis.
Agradece-se a máxima urgência. Obrigada.
A mãe.
quinta-feira, outubro 09, 2008
Hoje a manhã...
correu tão bem, tão bem, tão bem, que me senti aliviada quando me encontrei sozinha depois de os ter deixado na escolinha.
Inspira... expira...
[ou porque a papa acabou - e não tinha mais em casa - e não deu para a quantidade habitual, ou porque depois de lhe perguntar se queria pêra-maçã-manga-uvas-melancia ele escolhe banana e não havia,ou porque queria mudar as pilhas ao piano, ou porque queria o microfone e eu não o encontrei, ou porque não queria tirar a camisola, ou porque eu lhe dei um beijinho, ou porque não gostou da cor da camisola que escolhi, ou porque queria andar de triciclo e no escorrega, ou porque não queria meias, ou porque queria vir comigo para o trabalho, ou porque queria ir na "carrinha grande", ou porque eu olhei para ele, ou porque queria o impossível, ou porque queria a sala da mana, ou porque... hoje tudo serviu para uma birra. Estou muito mal habituada é o que é.]
quinta-feira, maio 24, 2007
Eles e as birras...
O meu filho é um grande fiteiro. Até aí tudo bem. Mas além de ser fiteiro está a desenvolver um talento no que toca a fazer birras.
Vamos por partes.
A minha filha não faz muitas birras, e, felizmente, até as resolvemos facilmente (embora haja alturas que só apetece mandar a miúda pregar para outra freguesia, enfim...). Não tinha ainda dois anos (acho) quando se atirou para o chão a espernear num acesso de fúria à hora do jantar. Eu e o pai, continuámos a comer como se nada fosse, engolindo o riso e escondendo a cara de espanto. Repetiu a proeza apenas mais uma única vez, que tal como a primeira, foi totalmente infrutífera.
As birras dela, ficam-se por chorar de boca escancarada, imóvel e com lágrimas que correm aos litros pela cara abaixo. Deixá-la chorar e libertar aquela tensão inicial, seguida de uma conversa ao nosso colo, no meio de abraços e outros mimos, em geral termina com o show sem que se ceda às suas reivindicações. Outras vezes há, que pelo meio, não se escapa de ouvir um grito meu, ou, de ficar de castigo.
Isto tem sido ela até agora. Ele, é outra conversa.
Os seus acessos de fúria sempre foram mais trabalhados. Desde bebé de colo que se atirava para trás e chorava baba, ranho e lágrimas à catadupa. Sempre ignorámos o filme todo e geralmente a coisa resolvia-se bem porque quase sempre não passava de fita.
Depois com o crescimento foi percebendo que quando a mana o magoava nós ralhávamos com ela. Assim, desenvolveu ainda mais a sua veia artística com o alto patrocínio da sua pele clara que marca ao mínimo toque. Então, a mana toca-lhe (e outras vezes aleija-o mesmo) e ele irrompe num choro enquanto nos procura com os olhos semi-abertos, para manter-se sempre de frente para nós, com pausas pelo meio para avaliar o grau de sucesso que está a ter.
Mudámos de táctica sempre que a história se repete e conseguimos resultados positivos.
Mas agora temos a cereja quase no topo do bolo (e eu espero mesmo que não passe daqui).
Já por duas vezes, e por ter sido contrariado, desatou numa birra que consiste em: por-se de pé a bater os pés no chão, contorcer o corpo, esbracejar, chorar alto até ficar vermelho que nem um tomate. Pelo meio, faz as tais pausas para abrir os olhos e avaliar a nossa reacção. Depois, atira-se para o chão (literalmente) e esperneia e esbraceja e chora lágrimas, atrás de lágrimas, atrás de lágrimas.
Além disso, quando está tão cansado que lhe custa adormecer, faz birras de sono em que mesmo no nosso colo esperneia, atira-se para trás e chora (alto :p). Estas só temos conseguido resolver deitando-se um de nós (escolhido por ele) na cama com ele até que adormeça.
Está-me a parecer que vamos ter de ter com ele outra sensibilidade que não se esgota no ignorar a birra. E ou muito me engano, ou daqui a nada, faço como aquela mãe do anúncio, e antes que ele o faça atiro-me eu para o chão a gritar, a espernear e a esbracejar.
Vai ser giro, vai...
domingo, fevereiro 18, 2007
Birras de sono...
Aos fins-de-semana, nunca quer dormir à tarde. Precisa da sesta como precisamos de água para sobreviver, mas ao fim-de-semana, resiste-lhe com todas as suas forças e enquanto resiste, as birras aparecem inevitavelmente.
Hoje, depois de mil e uma pequenas asneiras, encontrou as velas de aniversário. Quis porque quis brincar com elas.
- É para cantar os parabéns ao meu querido mãe! (o querido é o Gonçalo)
Eu entendi que não, e ela respondeu-me com uma valente birra.
Chorava, porque queria aquilo. Gritava, porque queria aquilo. Chorava e gritava, chorava e gritava.
Deixei-a assim um bocado enquanto descascava as cenouras para a sopa do irmão, mesmo ali ao lado dela.
O choro e os gritos que pediam cama.
Cheguei-me ao pé dela e abracei-a. Dei-lhe o meu colo e o meu abraço e sentei-me no chão da cozinha com ela enrolada em mim. Não se ouviram mais gritos, nem choros. As lágrimas, que sequei com os meus lábios, não voltaram. Não se ouviram palavras. Ficámos quietas apenas, misturadas nos braços uma da outra.
Ela adormeceu a sorrir e eu desejei que todas as birras se pudessem resolver assim.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Ela...
aos quase 38 meses (acho um piadão dizer a idade dela em meses... é um choque!).
Anda numa fase complicada. As birras são frequentes o que nunca foi normal nela. Surgem agora as primeiras manifestações de ciúmes em relação ao irmão. Acho que o facto de ele ter começado a movimentar-se por ele próprio e a interagir mais com todos, despoletou este sentimento. É tudo muito subtil, mas eu julgo que ela esteja a sentir-se mais insegura e a marcar território.
Nós vamos levando tudo com muita calma, muita conversa e muita orelha mouca aos ataques de choro e gritos que vão aparecendo de vez em quando. Mas também já houve uma vez que a paciência acabou. Já estávamos atrasados para um almoço com amigos (no primeiro feriado de Dezembro) e ela não queria porque não queria vestir-se. Tentámos tudo e ela cada vez gritava mais. Ficou sozinha a ver se se acalmava, demos mimos, gritámos, falámos-lhe com calma, ameaçámos, até que a minha mão voou lançada até ao rabo dela. A primeira palmada a sério. Que lhe doeu, mas que me doeu bem mais a mim. A palmada que a parou, deixou sem reacção e que nos permitiu vesti-la. A palmada que funcionou, mas que não me convenceu.
Fora as birras, continua a calma em pessoa. A minha menina está a crescer e a aprender a uma velocidade que me desconcerta.
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