Mostrar mensagens com a etiqueta coisas que mexem comigo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas que mexem comigo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, setembro 28, 2012

Quanto vale uma vida humana?

[escrito a 27 de Setembro de 2012]
Depois de ouvir esta notícia hoje de manhã, e de me recordar o que vivi há doze anos atrás, a conclusão a que chego é que eu sou culpada por parte do grande buraco orçamental.
A minha mãe viveu três anos, quando não era expectável viver mais do que alguns meses, tendo feito nesse tempo alguns tratamentos experimentais caríssimos - que por acaso até a iam matando mais cedo - cirurgias, quimioterapias, radioterapias, etc etc etc.
Fez tudo no IPO de Lisboa, consoante o proposto pelos médicos, sempre a contrariar expetativas e taxas de sobrevivência, sempre a mostrar que estava ali para lutar uma guerra e vencer batalha a batalha.
Não venceu, mas conseguiu ver-me a definir o futuro com o homem que hoje é meu marido (e por quinze dias apenas não nos viu casar), viu o meu irmão prestes a concluir os seus estudos com distinção (mas foi poupada à sua perda, pelo menos isso) viu a minha irmã chegar aos treze anos (e treze é muito diferente de nove).
Desculpem sim, por ter tido a minha mãe mais dois anos e meio do que previsto. Desculpem o que a presença dela nas nossas vidas custou ao estado. E perdoem pensar que a vida humana não tem preço e que o Serviço Nacional de Saúde devia ser cego a classes sociais e influências.
Quem achar que isto é realmente uma medida equilibrada, tem dinheiro para pagar o que for preciso do seu bolso. Quem não achar que isto, mesmo podendo até parecer sensato no papel mas que, na realidade vai ter um efeito perverso, nunca passou por uma situação em que a sua vida ou a de alguém que ama dependa da decisão de outrém e não tem meios para se valer de outra forma.
Eu tinha escrito isto ontem, mas deixei em banho Maria porque escrevi de rajada e nem sempre digo bem o que quero nessas situações. Eu até tenho uma opinião formada sobre o mau uso de alguns recursos por parte dos médicos e dos utentes do SNS. Eu até tenho opinião formada sobre outras coisas importantes relacionadas com os jogos psicológicos que fazem sobre doentes e familiares de doenças terminais, mas não vou por aí. Porque o que escrevi ontem, é mesmo o que eu quero dizer sobre esta medida.

E desculpem qualquer coisinha, sim.

sexta-feira, julho 27, 2012

Hoje...

é o último dia dele* no pré-escolar.

Hoje, é o último dia que tenho um filho no pré-escolar.

Hoje, eu queria ter tirado uma foto para registar este facto, para ilustrar este post, mas para não variar as manhãs são sempre ao contrário, sempre com alguma coisa a ficar para trás, sempre com uma boa dose de correria à mistura à hora de saída por mais cedo que acordemos todos.

Hoje é o nosso último dia de cookiescola, mas nem nós deixamos a cookiescola para sempre, nem a cookiescola nos deixa e este dia é apenas o fechar de um capitulo e o começar de outro.

Assim sendo, a foto que não fiz e queria ter feito, surgiu a meio da manhã e aqui está ela, a ilustrar este facto, este post, porque nestas coisas não há palavras que se comparem à força de sorrisos misturados.


Porque há colos que duram para sempre. E o nosso coração transborda de afetos.

Hoje é, definitivamente, uma sexta-feira fantástica que não se vai esquecer.



* a escola não fecha, ele é que vai de férias e só regressa em Setembro.

terça-feira, julho 10, 2012

Eu explicada aos outros...


Eu não sou daquelas pessoas que estão sempre a receber prendas e mimos e surpresas e afins. Eu sou do grupo dos que cuidam e não dos que são cuidados.

Mas ele, de vez em quando consegue surpreender-me e nem sabe o quanto isso significa. Seja com uma flor que arranca de um jardim alheio num dos passeios com o cão, seja com uma prenda de algo que ele sabe que eu gosto e que nunca iria comprar para mim - porque estou sempre a pensar no que podia comprar com esse dinheiro para eles ou para a casa ou para outra coisa qualquer menos para mim.

Quando regressou de deixar os filhos de férias com os avós surpreendeu-me com esta t-shirt, e, ela é o exemplo perfeito do quanto ele me conhece bem. É justamente isso que a torna numa prenda ainda mais valiosa.

segunda-feira, julho 09, 2012

Este é o país que temos...


Eu sei que ninguém já consegue ter paciência para as piadas à volta do "Há uma linha que separa" mas isto não é uma piada nem é para ter piada.

Esta é a realidade do nosso país. De um lado, uma classe mimada que não olha a meios para atingir os seus fins. Do outro uma classe resignada que aceita dia após dia os desvaires da primeira.

Ontem vi a Grande Reportagem da SIC sobre "Profissão: ex-Ministro", em que há um em particular que diz não se achar rico por ter ganho sete milhões de euros com um único negócio. Hoje dei de caras com a imagem de cima e o respetivo texto (para ler) e é para esta gente e a todos os restantes "comuns mortais" como eu e vocês, que eles já estão a estudar novos cortes e mais impostos para sustentar as dívidas criadas pelos negócios e interesses dos grandes, muito mal geridos - para o país, não para os bolsos deles - por aqueles - não só mas também - que ontem se sentavam de consciência tranquila em frente às câmaras.

Eu posso não saber escrever ou passar as minhas ideias decentemente, eu posso não ter uma célula política no meu corpo, eu até posso só perceber de gestão o que aprendi no meu curso de Informática de Gestão e do que aprendi com o lado doméstico da vida, mas merda (é nestas alturas que eu gostava de conseguir dizer asneiras mais fortes que merda) até quando é que vamos continuar a aceitar isto como normal? Até quando é que vamos continuar a abanar a cabeça a cada notícia de novo escândalo e a deixar andar, dizendo que se mantém a cruzinha no mesmo sítio porque "são todos iguais" ou que não se põe cruzinha porque "não vale a pena"? Eu incluo-me no grupo do deixa andar, mesmo que com a minha cruzinha nunca tenha estado do lado dos "vencedores", mas ao mesmo tempo, pouco faço além de me indignar, expressar a minha indignação no boletim de voto e escrever meia dúzia de patacoadas que poucos lêem.

segunda-feira, julho 02, 2012

Isto é estúpido...

Monstro das Bolachas vai comer fruta e vegetais

e é estúpido (na minha opinião) por vários motivos, mas principalmente por revelar que se supõe que os exemplos que se vêem na televisão são mais importantes do que os que se recebem em casa.

Eu via Rua Sésamo, via o Tom & Jerry e cantava o Atirei o Pau ao Gato em criança, e, nem como bolachas habitualmente (aliás, é coisa que raramente/quase nunca mesmo se compra lá em casa) não ando à porrada (tirando uma vez que me fizeram uma espera à saída da escola e tive de me valer) e nunca fiz mal a animais (pronto, já tive de eliminar uma família de ratinhos do campo que se alojou e destruiu parte do conteúdo da minha garagem, mas primeiro tentámos durante algumas semanas que eles se fossem embora de livre vontade...).

Mas se é assim, e o Noddy quando é que deixa de se alimentar exclusivamente de queques e gelados? E quando é que passa a usar o cinto no carro? E a Barbie, quando é que engorda?!


PS: Nada contra as séries excelentes e cheias de boa informação e bons exemplos para os miúdos que se fazem atualmente, muito pelo contrário!

segunda-feira, junho 11, 2012

Saber esperar...

No fundo a vida mede-se em esperas. Algumas são propositadas, outras impostas, umas saboreiam-se, outras desesperam-nos. É suposto atravessar todo o tipo de esperas como se fossem coisas normais e inerentes à nossa condição de ser vivo, mas a verdade, é que atravessar momentos de espera impávidos e serenos é uma prova dura e exigente.

tic. tac. tic. tac.


É preciso saber esperar, sim. Mas mais do que isso é fundamental viver-se enquanto se espera como se de nada se estivesse à espera.

domingo, abril 08, 2012

Um cartaz, um filme a não perder...

Na última noite sem filhos, saímos tarde do trabalho - que ao contrário dos governantes a malta não teve direito a tolerância, ou folga, ou a nada do género - e eu ainda tive de ir até um centro comercial fazer tempo até ele se despachar e ir-me buscar.

Enquanto esperava, surgiu a vontade de ver um filme e quando me preparava para lhe ligar, telefona ele a perguntar o mesmo.

Já tinha percorrido os olhos rapidamente pelos cartazes e do que havia só duas hipóteses pareciam prováveis: American Pie - sim, ainda nos fartamos de rir com este tipo de filmes - e Amigos Improváveis (porque gostei do cartaz).

A sessão das nove do American Pie estava já completa a 80% com adolescentes munidos de hormonas, pipocas e coca-cola, a do outro estava a 8%. A escolha tornou-se demasiado fácil.

Um jantar rápido (não fazia ideia que a Portugália tinha um serviço do género MacDonald's muito fixe!) e lá fomos nós para a sala, eu com a imagem do cartaz na ideia, ele nem isso.

Começou o filme e com as primeiras falas percebo que é francês. Fico na dúvida se ele vai achar piada e espero o pior.

Mas não foi, muito pelo contrário.

O que posso dizer sobre o filme... nada. Não digo nem uma palavra e a minha sugestão é: Vão ver! Vão ver assim que puderem e sem ler nem uma palavra sobre ele ou ver qualquer trailer. Quanto muito levem apenas a imagem deste cartaz na ideia. Vejam e depois venham cá dizer o que acharam.

Não se vão arrepender.

terça-feira, março 06, 2012

Gosto de contrastes...


Gosto de brancos imaculados e gosto do tosco que me lembra a casa da aldeia. Gosto de luz. Um dia, um destes dias, terei novamente isso tudo na minha cozinha.

Um dia.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Assim não vamos longe...

De há uns tempos para cá que a recolha do lixo tem deixado muito a desejar na nossa zona. Ora não levam o lixo, ora não levam um dos tipos de lixo, ora não recolhem o lixo a ninguém, ora não recolhem a uma porta sendo que recolheram na anterior e na seguinte.

Enfim, esta semana voltaram a brincar e hoje decidi que estava na hora de reclamar a sério.

Abro o google, pesquiso os meus serviços municipalizados e contacto a divisão dos resíduos sólidos. O telefone toca toca mas nada, até que a chamada é desligada por eles.

Ligo para o número geral, digo que preciso de falar com alguém dos resíduos sólidos e além de levar com alguém com muito pouca vontade de me atender, percebo que a estou a privar da galhofa que ouço ao fundo e  que é perfeitamente audível para saber do que estão a falar. Diz que me passa para a divisão e depois de três minutos a ouvir o telefone a chamar sou eu que desligo. Volto a ligar para o geral e nada. Telefono cinco vezes de seguida e nada.

Minha gente, não é assim que se dá o exemplo que se faz falta nos serviços onde se está...

terça-feira, janeiro 17, 2012

Vergonha do que este país se está a tornar...

A miúda não conseguia adormecer com tanta comichão na perna. Fomos ver e tinha uma das pernas num estado lastimável. Sem saber o que lhe havia de colocar nesta situação em particular impunha-se que fosse vista por um médico e já depois das dez da noite saiu mais o pai direitos ao CATUS. Chegados lá apenas uma porta fechada com a indicação de quem precisasse se dirigisse a uma urgência hospitalar. Pesados os prós e os contras, lá foram os dois direitos à Estefânia e a uma urgência apinhada de crianças doentes. Voltaram para casa e amanhã um de nós vai ter de perder no mínimo a manhã de trabalho para tentar que seja atendida pela médica de família.

Já vínhamos a ser empurrados sem dó nem piedade para os seguros e serviços privados de saúde, mas neste momento é flagrante e isso só me faz aumentar o asco que sinto pela nossa classe política e seus compadres.

O facto de grandes empresas procurarem alternativas noutros países que lhes dão mais garantias eu compreendo e não me incomoda em nada. Agora, o que se está a passar na saúde é vergonhoso. O que se preparam para fazer nos transportes públicos, idem. E no mercado de trabalho tanto publico como privado, é o mais puro desrespeito pelos trabalhadores.

E nós calamos e consentimos e a maioria ainda volta a colocar nos lugares de decisão quem nos roubou e abusou da nossa confiança, ou, pior ainda, calam-se quando a sua voz faria realmente diferença para agora andar a gritar em manifs e facebooks a sua indignação.

domingo, janeiro 15, 2012

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Mas depois, no outro prato da balança...

Miguel, auto-retrato
(desenho a carvão em papel vegetal sobre pintura com anilina)

Há pequenas coisas que sem esperarmos nos saltam à vista e nos fazem sorrir e perceber que deixar que nos derrotem, que nos afetem, é parvo. Se há coisas que simplesmente não controlamos, se há pessoas que são capazes de viver com as suas consciências fazendo o que fazem, pois bem, é batalhar com as armas que temos e continuar a viver, felizes e de bem com a vida, pois não há bem maior que esse e esse só depende de nós.

Para mim 2012 começou hoje. Bom ano!



[desculpem a má qualidade da imagem mas de bicos de pés e com o telemóvel foi o que se arranjou...]

segunda-feira, outubro 24, 2011

O que o nosso país precisava...


era de uma bela limpeza de cima a baixo, que tanto foge o grande como o pequeno e ainda se gabam.

[conhecem o Má Despesa Pública? Não? Então passem lá e indignem-se...]

quinta-feira, outubro 13, 2011

E a brincar, a brincar...


Já só faltam dois dedos para duas mãos cheias.

De manhã pintei-lhe as unhas de cor-de-rosa. Ficou extasiada. Fiz-lhe duas trancinhas. Ficou vaidosa. Os avós foram buscá-la à escola com o irmão e levaram-na a lanchar. Ficou encantada. A grande amiga veio connosco depois da catequese, jantar a nossa casa. Ficou para lá de feliz. A tia juntou-se a nós via skype para cantar os parabéns. Ficou nas nuvens. Recebeu telefonemas de gente de quem gosta muito (e foi tal o congestionamento que houve quem não conseguisse falar, mas ela soube da intenção de todos). Ficou de coração cheio.

A felicidade é simples. É fácil fazer feliz alguém quando se gosta. Basta estar atento.

Obrigada do fundo do coração a todos (quem vier deixar ainda os parabéns, não peçam desculpa pelo o atraso, sim? isso nada importa). E sinceramente, ver comentários de gente que me acompanha por aqui há já sete anos ou quase, alguns já sem blog mas que vão aparecendo para deixar uma palavra no bom e no mau, deixa-me para lá do sem palavras. Porque é aqui que tudo para mim continua ainda a fazer sentido. Estou feliz.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Aos estudantes universitários que deviam era estar nas aulas...


Sabem o jardim público que começam a ocupar a partir das nove empunhando imperiais (sim, às vezes cada um tem mais do que uma) e mais recentemente acompanhados de imberbes amarrados a latas de cervejas pelos tornozelos?

Esse jardim, por mais estranho que vos pareça, não é só para vocês nem para os senhores que vão queimar a relva e outras plantas com os xixis e cócós dos seus cães pela manhã (poupo-vos à foto). Nesse jardim, mesmo no meio da cidade, há quem queira aproveitá-lo para se sentar a uma sombra e ler um pouco no intervalo do almoço e há miúdos que correm e jogam à bola nessa relva que com o passar do dia vai ficando escondida por latas e copos, xixis - ok, não esconde nada, mas cheira mal - e cócós, e, beatas e outros lixos.

Mas sabem uma coisa? O pior de tudo são as garrafas partidas que deixam para trás e que por vezes a equipa de limpeza, que passa logo de manhãzinha antes de voltarem a assentar arreais, não vê e acaba por deixar para trás.

E se experimentassem ir às aulas para variar? Se calhar até aprendiam qualquer coisa, não?


[desculpem a acidez, mas os vidros partidos de hoje tiraram-me mesmo do sério. ou não carregasse há 30 anos a marca de uma garrafa partida que deixaram caída junto à minha escola primária...]

terça-feira, setembro 20, 2011

three really big stickers...


- ena Joana! hoje vens cheia de autocolantes!
- não são autocolantes quaisquer mãe! são dos grandes! e ganhei-os de uma só vez!!!
- de uma só vez?! bolas! mas o que é que fizeste para os mereceres?
- então, a professora disse que o primeiro que dissesse bem o número que ela ia escrever ganhava três autocolantes dos grandes, ela começou a escrever e assim que parou eu levantei o braço no ar, como ela me deixou responder eu disse e ganhei os autocolantes!
- então e que número era?
- era o M-M-C-C-C-X-L-I-I-I  e eu disse 2343 *. hoje aprendemos a numeração romana. mas é fácil. ainda por cima a Raquel já me tinha ensinado nas férias quando brincávamos às professoras.

E assim num abrir e piscar de olhos, senti-me numa viagem no tempo e lembrei-me de quando era eu que preenchia páginas e páginas a fio de números romanos do I ao M e depois o milhar seguinte, e o seguinte, e por aí fora até eu própria, que era a doidinha dos trabalhos de casa, já deitar numeração romana pelos olhos.

E logo a seguir agradeci a sorte que temos tido com as educadoras e professoras que têm feito parte da caminhada que sendo deles acaba por ser de todos, e que tudo têm feito para que eles aprendam mas aprendam com gosto e satisfação, estimulando-lhes a curiosidade e a vontade de ir mais além.



* pode muito bem não ter sido este que a memória já não me chega para tudo, mas era um dois ou três mil e qualquer coisa

domingo, setembro 04, 2011

Amor de mana é...

no único dia em que esteve separada do irmão, fazer-lhe o seu bolo favorito antes de voltar para casa só para o fazer feliz.



[é bolo de bolacha, para o caso de terem ficado na dúvida com a apresentação que ela lhe escolheu dar]

quarta-feira, junho 22, 2011

sexta-feira, junho 17, 2011

Aviso...


[e quando a própria polícia diz que tem todo o aspecto de ser obra de gente "da casa"... tão triste que estou. que estamos. os vizinhos não compreendem, nós e os amigos também não :(]