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quinta-feira, setembro 20, 2012

Rotinas...

Mais do que as rotinas deles, mudei as minhas. O meu ritmo de trabalho é um bocado alucinado e as horas de sono diárias eram metade do que o normal para toda a gente e, mesmo que eu seja pessoa de dormir pouco, começaram a ser notoriamente insuficientes. Ainda assim, ou por causa disso mesmo, não conseguia dar despacho a tudo o que tinha em mãos - mesmo que parte da culpa recaia sobre outros fatores que fogem ao meu controle, mas adiante - pelo que estas férias comecei a pensar onde podia mexer, no que é que podia melhorar.

Assim, agora durmo umas seis horas por noite (e enquanto vocês pensam "só?!" eu digo "tanto!") e impus-me um horário de trabalho em casa. Um luxo.

Os dias começam pelas 6h30 para terminar alguma coisa que tenha deixado a processar quando me fui deitar no dia anterior - geralmente é quando faço os uploads das fotos ou ponho a gravar os DVD's) e se possível dar um jeito rápido a qualquer coisa em casa. À hora que estou a sair de casa, estão os miúdos a levantarem-se ou, com sorte, já acordaram e posso dar-lhes uns miminhos extra enquanto eles se despacham. O António que entretanto também já passeou os cães e está pronto, trata dos pequenos-almoços deles e vai deixá-los nas escolas. Pelas 8h00 já estou sentada no meu trabalho e daí até às 17h00 é sempre a bombar e a pedir que não surjam nenhum tipo de surpresas ao final da tarde (o que é altamente provável).

Se não houverem surpresas, vou-os buscar à escola e deixo-os na respetiva atividade do dia, e, enquanto os dias forem longos o suficiente, ainda vamos a um parque antes de regressar a casa.

À chegada, brincam ou terminam o que possam ter por fazer dos TPC enquanto despachamos o jantar e fazemos alguma coisa em casa, jantamos e estamos juntos (a tv foi banida nas noites de domingo a quinta) até por volta das 21h30 que é a hora limite para estarem na cama. É nesta altura que entro ao serviço novamente até cerca das 00h30.

Tem corrido bem até agora. As manhãs tem sido muito mais fáceis (também por termos estabelecido uma hora fixa para sair de casa e eles só poderem ver tv entre o momento que estão efetivamente prontos e a hora marcada para sair), os finais do dia muito melhores, eu tenho estado mais tempo com eles (embora de vez em quando ainda me apanhe a ir ao computador antes da hora estipulada) e tenho conseguido fazer render mais as noites.

Ainda assim, não é a solução que eu neste momento idealizava. Mas quem sabe se não virá a ser um dia destes...

segunda-feira, setembro 17, 2012

Hoje não assisti a resistências para ficar na escola...

foi o pai que os levou.


[mas ainda assim hoje já correu muito melhor. o pai deixou-os à entrada da escola e lá foram os dois juntos, lado a lado, para a escola e depois para as suas salas que ficam quase frente a frente. ajudou estar a chegar um colega dele quando ele começou a resistir. ajudou também saber que eu tinha saído mais cedo de casa para o poder (espero!) ir buscar mais cedo.]

sábado, setembro 15, 2012

A única coisa de que gosto no fim das férias grandes...

é que nos permite sem grandes resistências e com base nos problemas do ano anterior, estabelecer novas regras e rotinas que nos vão (esperamos nós) facilitar a vida até às férias grandes seguintes.

E este ano, parece que finalmente acertámos em cheio.

quarta-feira, julho 11, 2012

Ter filhos de férias...

é acordar à mesma hora, não ter de correr nem ter de fazer correr ninguém, sair com tudo o que é preciso, e, chegar (mais de) uma hora antes do habitual ao trabalho.


Quinze dias disto e fico mal habituada. Ai fico, fico.

quinta-feira, julho 05, 2012

E se um dia...

(num normalíssimo dia de semana) for buscar os miúdos à escola e lhes disser: Querem ir ao cinema agora?! Isso é?... A pura da loucura! :)

A Idade do Gelo 4. Foi ontem. Foi muito giro.


[é a loucura no dia e uma valente moca de sono no dia seguinte. mas que valeu a pena, ai sem dúvida!]

quarta-feira, maio 23, 2012

Hoje não me esqueci de nada...

mas pareceu-me que houve pelo menos um metro que se esqueceu de passar à hora habitual.

[um metro a menos + greve dos comboios = a-tra-so-e-sar-di-nha-em-la-ta]

Livres, doidos ou simplesmente masoquistas...


A primavera deixa-nos fungosos, comichosos e espirrentos, mas à mínima aberta lá estamos nós enfiados no meio dos nossos piores inimigos. Os pólens.

[é que já estava farta fartinha dos finais do dia sempre a correr para casa...]

quarta-feira, novembro 23, 2011

Dias loucos...

Ontem acedi ao email por telemóvel e pela última vez às 19h00 para só voltar a aceder hoje pelas 16h, responder a um email e só voltar a esta hora.

Tenho trabalho até vir a mulher da fava como dizia a minha mãe e assim é que eu gosto de estar, sem dar pelas horas a passar, a fazer o que eu sei, a descobrir o que ainda não sei, e sempre, mas mesmo sempre, a dar o melhor de mim com o bónus de ver o esforço e o empenho reconhecido.



[mas ao mesmo tempo tenho cada vez mais a certeza que a escolha entre um e outro está mesmo aí ao virar da esquina...]

segunda-feira, agosto 29, 2011

Autch...

O nosso Rufus está quase a fazer 11 anos. O nosso Rufus, sempre que fica a ser tratado por uns amigos enquanto vamos de férias, engorda sempre uns quilitos (é tipo os miúdos quando vão para os avós :p). E o nosso Rufus não pode engordar por causa do seu problema nas ancas. Por isso, quando regressámos, decidimos passar a levar o nosso Rufus para um treininho pelas sete da matina para não complicarmos as manhãs e não termos desculpa de estarmos muito cansados à noite.

Este fim-de-semana, como o pai foi buscar a criançada, calhou-me a mim - e fui contrariada mesmo, especialmente no sábado em que ainda estava a recuperar de uma enxaqueca que se instalou na quinta-feira - ser arrancada da cama para uma corridinha.

É certo que uns 45 minutos depois estava na cama novamente. É certo que voltei a adormecer e só acordei às dez em ambos os dias. Confesso que - e especialmente no sábado - a corridinha até me fez muito bem, embora deteste correr e fique sempre aflita das costas. Mas o que eu não estava à espera é de andar à dois dias com umas dores nas pernas como se tivesse passado umas horas intensas no ginásio e fazer uma figurinha sempre que subo e desço escadas.

O nosso Rufus já está mais magro e até já aguenta o percurso todo a correr, mas está visto que o nosso Rufus não é o único a precisar de umas corridinhas matinais sistemáticas.

quinta-feira, junho 30, 2011

E no entretanto...


ele continua a mergulhar na piscina natural da praia como se não houvesse amanhã, ela divide-se entre experiências de streetsurfing, bodyboard, ateliers de jornalismo e não sei quantas coisas mais incluindo o simplesmente brincar, e a vida vai(-lhes) seguindo normal, feliz e indiferente a todas as arrelias e deformações que os crescidos ganham por se terem tornado nisso mesmo. Crescidos.

Tão bom ser criança. Tão bom vê-los crianças. Tão bom deixá-los ser crianças e comportarem-se como tal (birras de sono excluídas).

quinta-feira, março 31, 2011

O sol não quer saber da mudança da hora...

No caminho diário passamos por um relógio de sol e eu nunca resisto a comparar as horas que ele marca com as do relógio do carro.

Hoje havia sol e o relógio mantinha-se fiel ao horário de Inverno.


Desculpa sol, mas eu gosto bem mais deste.

terça-feira, junho 23, 2009

Para os senhores da Carris...

duas palavrinhas apenas: AR CONDICIONADO. Todos os finais de dia é a mesma brincadeira: autocarros cheios, de janelas abertas e um calor que não se aguenta. Há já uns tempos perdi a vergonha e passei ir ter com o motorista para pedir que ligasse o ar condicionado. A resposta também vem sempre pronta: está avariado. Tenho mais umas palavrinhas que lhes gostava de dizer, mas estas vou guardá-las para mim.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Acho que vou deixar de andar de carro...

- Mãe, como é que as vozes saem daí [entenda-se rádio do carro]? - Então, imagina uma sala fechada. Nessa sala há uma mesa com muitos botões, um computador, um leitor de CD's... - Mãe, frio? - pergunta ele. - Acho que sim. - Puque está frio? - Porque é Inverno, Miguel. - e continuo - Nessa sala também há um microfone... - Puque é Inverno? - Já explico Miguel. - e tento continuar - Os senhores que trabalham na rádio escolhem as músicas e falam para esse microfone... - Um microfone como o meu? - pergunta-me ela. - O que é aquela estrada? - ... sim. Esse microfone está ligado por um fio muito comprido a uma antena mesmo gigante. Essa antena transmite para o ar o som que o microfone recebe em forma de ondas... - Mãeeee! Aquela estrada vai p'ra onde? - Vai para a escola de outros meninos. Ora essas ondas têm um nome muito esquisito, são as ondas hertzianas! - Puque os meninos estão nouta escola? - Porque não cabiam todos na tua. - e tento continuar novamente - Depois as ondas estão espalhadas pelo ar e o nosso rádio através da antena do carro, consegue apanha-las e transforma-las em som novamente. - Mas de onde é que sai o som? - Puque não cabem todos mãe? Puquê? - Porque há muitos meninos Miguel. O som sai pelas colunas, vês esses buraquinhos aí na tua porta. Ai estão uns altifalantes que emitem o som. - E nós vemos as ondas mãe? - Quando for quescido posso beber vinho? - Vemos mãe? E como é que são os botões, mãe? Nós podemos fazer uma rádio mãe? - Posso mãe? Posso beber vinho? 1.º Tentar arranjar forma da miúda visitar uma rádio; 2.º Comprar uma enciclopédia... Para mim.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Miguel. 2 anos. 8 e picos de 2ª feira...

- eu queria xábado! eu queria xábado! EU QUERIA XÁBADO!

Também eu!

[tudo porque queria ir para a piscina ao invés de ir para a escola]

quarta-feira, setembro 10, 2008

Até pode haver...

quem não ache piada, mas eu adoro chegar à escola e encontrá-los assim. E como depois de lavar cara, braços e mãos ficam a contrastar em demasia com a roupa, depois de sairmos ainda vamos rebolar na relva, fugir sem convicção dos jactos de água, lambuzar-nos com gelados e transpirar com mais corridas. O sujo, a água do banho leva. A felicidade fica. [e os fins de dia são muito mais pacíficos, ou não fossem eles estar esfomeados e para lá de estoirados :p]

Durante as férias escolares...

passei a trazer o carro todos os dias para o trabalho. Sem trânsito e com lugares de estacionamento com fartura, o casa-escola-trabalho-escola-casa foi sempre feito em quase nada e na maior das calmas. Se por um lado andava rendida ao conforto inegável, por outro, sentia a falta às páginas dos livros nas pontas dos dedos e das caminhadas que fazia depois do trabalho. Foram praticamente dois meses sem ter correr para apanhar o autocarro. Mas hoje, com o previsto início do ano lectivo, decidi voltar à rotina. Pensei que me iria custar. Que depois de tanto tempo já me teria desabituado. Mas não. Parece que o folhear as páginas embalada pela brisa matinal na paragem do autocarro, a despreocupação com o pára-arranca e o atravessar o jardim e cheirar a frescura do orvalho em vez da fragrância artificial de maçã e flores verdes, me deixou revigorada. Com genica. Talvez tenha pesado o facto do tempo convidar a passeios, ter um livro novo para ler e uma capa para estrear - feita com toda a dedicação por umas mãos de ouro - mas lá que me soube bem, ai isso soube.