Mostrar mensagens com a etiqueta dias que marcam. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dias que marcam. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, abril 18, 2011

Férias da Páscoa...

Esta semana ela ia ficar com os avós para ter um gostinho a férias e muito mimo. Ele ia ter direito a uma semana de filho único, o que acho que lhe ia fazer muito bem, mesmo tendo de ir para a escola normalmente.

Isto era o que estava previsto porque, à última da hora, ele trocou os pais pela irmã e mais uns crepes.

Vendido.


[a irmã é que não achou muita piada, mas quem disse que ser irmão mais velho era fácil?]

quinta-feira, abril 14, 2011

Ontem, novos treinos...

Enquanto o Miguel se treinava a fazer o pino e a cruzar as pernas ao mesmo tempo para imitar um passo de dança que viu no So You Think You Can Dance? a Joana treinava a respiração para se iniciar nas bombas para a asma.

Like. Don't like.

sexta-feira, março 18, 2011

Coração cheio...

Hoje fui buscá-lo ao ballet. Já não ia há muito tempo e ele fez-me uma festa (ao estilo dele, oferecendo-me um grande sorriso) assim que me viu.

Começo a ajudá-lo a acabar de se vestir e ele diz-me:

- porque não vieste um pouco mais cedo? tinhas visto a aula!
- gostavas que eu tivesse visto a tua aula? não te importavas?
- não! e sabes, já temos o espectáculo quase todo preparado! tens de vir ao nosso espectáculo.

Sorri.

[lembram-se?]

Quando nos estávamos a preparar para sair, pergunto à professora como é que ele estava e ela sorri-me com os olhos a brilhar.

E tudo o que me disse depois deixou-me sem palavras, e, embora este coração de mãe me dissesse que era algo assim, nunca imaginei tanto.

É só ele querer e continuar a gostar. Só isso.

sexta-feira, março 04, 2011

Já passámos os 100 dias de obras...


A foto não é de agora mas é cheia de significado para nós e merece ser a escolhida para comemorar estes 102 dias.

Estamos a entrar na recta final. Ou pelo menos é o que esperamos...

domingo, fevereiro 20, 2011

Ontem foi o dia...


Uma das surpresas que tinha preparadas para ela no dia dos seus sete anos, era ir satisfazer-lhe o desejo de furar as orelhas. Sempre lhe disse que podia furar quando se sentisse preparada para isso, e ela já ia falando em o fazer.

Quando a fui buscar à escola com o irmão e perguntei-lhe se queria ir, congelou de medo e não quis.

Há umas semanas, num fim-de-dia a duas, pediu-me para o fazer. Perguntei-lhe se tinha a certeza e ela que sim. Quando estávamos a chegar mudou de ideias. Seguimos em frente.

Ontem à tarde, pediu para o fazer decidida, e, depois de confirmar várias vezes que não ia desistir, lá fomos em busca de uma ourivesaria aberta à tarde. Rumámos ao Colombo com esperança mas nenhuma ourivesaria o faz. Perguntámos nas informações e havia um quiosque no primeiro piso onde era possível. Chegámos só para saber que a senhora que o faz tinha acabado de sair. A única possibilidade que restava era uma loja de piercings, e lá fomos nós, decididos a honrar a sua decisão.

Na loja de piercings não faziam furos "normais" pelo que rumámos a outra loja com o mesmo nome e na ponta oposta do centro, onde (supostamente) o fariam.

Chegámos, faziam, e a primeira coisa que a funcionária da loja me diz é:

- mas tem a certeza que a menina não vai desistir depois do primeiro? é que a maioria diz que quer, mas depois dói-lhe e já não deixa!

Apeteceu-me dizer umas quantas asneiras. Vi-a ali, a fazer um esforço para não desistir, e a ouvir isto. Ela sabe que dói e que depois passa, e foi justamente porque nunca lhe ter dito que não custa nada, que ela demorou até reunir a coragem para satisfazer o seu desejo. Olhei para ela e vi-lhe o brilho nos olhos de excitação - olhei para o pai e vi pânico - e afirmei à senhora que não sabia o que ela ia fazer, mas que se quisesse desistir, desistiria, pois ela estava ali por vontade dela.

Sentou-se, deixou que desinfectassem e segurei-lhe a mão - só para não segurar a do pai que estava quase a cair redondo de tanto nervoso - e portou-se à altura da ocasião.

Tenho uma filha com orelhas furadas, mas mais do que isso, tenho uma filha que aprendeu a combater o medo para conseguir o que deseja.

E só por isso, ontem é um dia para recordar.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Dia de São Valentim...


Foi passado entre abraços e beijos e sonecas enroscadas. Foi passado com muitos gosto de ti e festinhas na cara. Foi passado entre cuidados com pintas e comidas preferidas. Foi passado com surpresas-miminhos de mim para eles, deles para nós e dele para nós. Foi passado a dois e depois a outros dois e depois a quatro.

Eu sei que disse que não ligamos muito à data, mas também é um facto que gosto pouco de desperdícios. E porquê desperdiçar tanto mel se nem sequer é preciso corrompê-lo com consumismo?


O amor é simples.

sábado, janeiro 01, 2011

1.1.11


Quando se comemora a entrada no novo ano duas vezes com um intervalo de cinco minutos, isso só pode significar que o ano que começa vai ser em grande. No mínimo.


[amigos, muita conversa, muita comida, muita bebida, filhos, jogos, muita (e muito boa) música, amor, danças tontas, chá no sofá, uma noite longa e levantar tardio. foi tão bom.]

sábado, dezembro 11, 2010

Festa do Ballet...

A aula aberta aos pais começava às 18h. Para todos os efeitos não íamos, mas fomos.

Uns minutos depois das 18h00, já com todos os pais dentro da aula e eles já a seguirem as instruções da professora, cheguei, fiz sinal à professora e enfiei-me dentro de uma casa-de-banho que fica junto à sala, sem porta, onde praticam.

Via-o pelo reflexo nas janelas em frente. Feliz, compenetrado e com os vários passos bem sabidos.

Pouco depois chega o pai com a máquina. Os dois enfiados no WC a espreitar e a escondermo-nos sempre que podíamos ser vistos.


Umas fotos tiradas à surra e pimbas fomos apanhados. Mas ele sorriu. Sorriu e continuou, compenetrado, a sorrir. A sorrir muito sempre que nos via.



E nós sentámo-nos à porta da sala. E sorrimos para ele. Muito.

segunda-feira, novembro 22, 2010

E depois não querem que o ballet seja só para meninas...

Texto retirado do email enviado aos pais, pela professora de ballet:

(...) Irá realizar-se uma aula aberta para os Encarregados de Educação,e no final haverá uma pequena surpresa para as nossas pequenas BAILARINAS! (...)

Ainda bem que o miúdo ainda não sabe ler...

Hoje...

é mais um "primeiro dia do resto das nossas vidas".

E se até agora já andava a mil, agora é como se tivesse entrado para a F1.



[antes que comecem para aí já os pulinhos e os sorrisinhos, não, não há nenhuma criancinha a caminho]

terça-feira, novembro 02, 2010

Lucky...

ou Patolas, ou Patolecas, ou Luckyzolas, ou Luckyzudo.

Caíste há oito anos de pára-quedas na nossa casa e apropriaste-te de nós todos. Eras o maior, o mais pesado, o mais chato, o mais medricas, o mais doce, o mais terno e o maior compincha.

Obrigada por tudo o que nos deste. Obrigada por teres fingido ser um cavalo tantas vezes e teres levado ao lombo as muitas criancinhas que nos visitavam. Obrigada pela paciência sem limites. Obrigada por teres ajudado tanta gente a perder o medo de cães com a tua meiguice. Obrigada pelos ratos que caçaste e obrigada por ter teres mantido tanta gente a uma distância considerável do nosso portão (se bem que o carteiro e os homens da pizza tinham dado jeito às vezes mais perto).

Eu que mandei vir tanto contigo, que te enxotei tantas vezes quando vinhas com essa cabeçorra encostar-te a mim e quase me fazias cair, que te evitava todas as manhãs para tentar chegar à rua sem babas enooormes na roupa lavada, que me passei com as tuas asneiras e maldisse o dia em que acedi a ter dois cães tão grandes, eu na verdade rendi-me a ti no primeiro minuto que te vi.

Só quem te conheceu sabe o quanto eras especial. Só quem te viu a lutar contra a doença como tu lutaste (conseguiste ganhar a luta a uma leishmaniose e a um melanoma, sabes o quanto isso é raro?!) sabe como gostavas de viver. E só quem te viu o olhar hoje sabe como nos soubeste mostrar que estava na hora.

Ninguém desistiu de ti e tu não desististe de nós. Obrigada meu querido. Obrigada do fundo do coração. Eu vou-me lembrar sempre de ti assim: chato. Chato como é o Miguel quando só quer o colo da mãe ou a Joana quando quer um miminho nas horas mais impróprias. Chato como só um filho pode e sabe ser. O nosso chato.

Do Lucky...

ontem de manhã chegámos a despedirmo-nos dele. Deixou de ter vontade de comer e beber, e não segurava nada dentro do estômago. Explicámos aos miúdos o que iria acontecer e que provavelmente ele já não voltava connosco da veterinária.

Saímos de coração partido e o caminho fez-se em silêncio. Mas à boa maneira dele, surpreendeu-nos e voltou connosco.

A veterinária, gostou de ver que ele tinha desinchado quase totalmente e nem pensou em desistir. Deu-lhe medicação para lhe parar os vómitos e acalmar o coração descompassado com tanto tratamento em tão poucos dias, e, voltámos para casa os três na esperança de lhe recuperar o apetite.

Até hoje ainda não conseguimos que voltasse a querer comer sozinho. Comeu a carne picada e o mel que lhe enfiamos garganta abaixo e bebeu a água que me lambia da mão (recusava beber de onde fosse a não ser da nossa mão). Está mais abatido como é expectável, mas curiosamente, hoje achei-o mais reactivo aos sons e aos nossos chamados (por levantar as orelhas e olhar na direcção do som, pois quase não tem força para se levantar e deitar).

Os últimos três dias foram passados sempre junto dele. O cinema no sábado e o dia de volta dos tachos no domingo foram tentativas de respirar e entreter os miúdos. Ontem foi a casa que saiu a ganhar com a nossa necessidade de nos mantermos ocupados.

Não consegui fazer absolutamente nada do trabalho. Não me consigo concentrar e não tenho paciência para comentários do género "mas é só um cão", por isso, para os que pensam assim, pensem no vosso melhor amigo. Naquele mais leal que daria a vida por vocês se preciso fosse. Se tiverem a sorte de ter um assim, voltem a ler o desenrolar desta história com o nome dele como protagonista. Dói? Pois é assim que me dói a mim. Se não dói... pobres amigos.

As próximas horas deverão ser decisivas e eu não me conformo por ter de estar aqui e não com ele.

12:13 - A decisão foi tomada. É tudo o que consigo dizer.

terça-feira, outubro 26, 2010

Este não foi um fim-de-semana fácil...

A bisavó Emília, pregou um susto e a si e a todos e teve de ser levada de urgência para o hospital com um princípio de AVC. Ontem já tinha saído dos cuidados intensivos, e, depois de mais uns dias de recuperação, voltará à casa da aldeia sem sequelas.

Podia ter sido pior, se ela não fosse uma pessoa que sai todos os dias de casa, se não se tivesse queixado da dor que sentia no peito e se a ambulância não chegasse quando chegou porque o hospital fica a muitos quilómetros de distância. Podia mas não foi e só podemos agradecer por isso.

Toca a espevitar (bis)avó Emília. Queremos esse seu sorriso por muitos mais e bons anos.

sábado, outubro 23, 2010

O meu Lucky...

está neste momento sob observação no hospital veterinário. Os rins pararam totalmente, e, ou ainda está em condições para poder fazer hemodiálise ou não há nada a fazer.

Não tenho palavras. Só espero que o nome o ajude.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Da vergonha...

nós nunca o podemos espreitar numa aula a não ser na natação. No minuto em que se apercebe de que nós o estamos a ver encolhe-se e deixa de participar ou vem mesmo ter connosco a mandar-nos embora. Deixámos de o levar às apresentações do judo por causa disso mesmo. Ele não queria juntar-se aos outros e nós passávamos o tempo todo a tentar dar-lhe a força e a motivação para que ele fosse. Desistimos e decidimos voltar a tentar apenas quando ele por iniciativa própria quisesse ir.

Quando a professora do ballet me disse que ia preparar um espectáculo para o Natal, falei com ela sobre a grande probabilidade de ele não querer participar com vergonha de aparecer em público e ela ficou de tentar ajudá-lo nesse aspecto. Na sexta quando o fui buscar ao ballet, perguntei à professora como estava a correr e ela chamou-me à parte enquanto ele se ficou a vestir.

Começaram nessa aula a ensaiar para o espectáculo e ele assim que se apercebeu disso recusou-se a continuar. Disse-lhe logo que não queria entrar no espectáculo porque tinha vergonha que os pais o vissem e só com uma boa dose de motivação - e a "dica" de que o Pai Natal está a chegar e que tem uma surpresa para os meninos que participem no espectáculo - é que ela conseguiu que ele continuasse a aula. Continuou, fez tudo lindamente e com entusiasmo, mas deixou claro que não queria que os pais o vissem.

Depois disto confesso que me senti um pouco aliviada. Mesmo com ele a dizer que não queria que nós o víssemos no espectáculo, ele finalmente conseguiu verbalizar o que o atormentava e acredito que é um passo em frente.

Se for preciso abdicar de o ver para ele participar no espectáculo assim seja. Hão-de haver mais e é com passinhos pequeninos que vamos crescendo e conseguindo a força que precisamos para vencer aquilo que nos limita.

Pelo menos assim o espero.

sábado, outubro 16, 2010

Ela quis uma festa dos piratas...



por isso teve um bolo a condizer.

Só tenho pena de não o ter conseguido fotografar melhor mas assim que ele entrou em cena, os miúdos concentraram-se todos em bloco de volta dele.

Estava fabuloso tanto no detalhe como no sabor. Obrigada Elisabete pelo trabalho magnífico. Adorei!

[gostei mais ainda pelo facto de as moedas e notas de chocolate terem dado por distribuir por eles - obrigada filha por teres abdicado da tua moeda senão ia ser complicado - porque no momento de partir o bolo estava verdadeiramente rodeada de piratas em pleno saque ao tesouro! :p]