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terça-feira, julho 12, 2011

Do ballet e dos medos...

Partimos para férias meio dia depois do que podíamos só para assistir ao espectáculo de final de ano do ballet.

Sabíamos que o mais certo era ele não querer participar, e a certeza absoluta chegou a uma semana do espetáculo quando uma dor de barriga verdadeira o impediu de ir à escola normalmente. Tudo nervos, porque era também dia de ensaio e aquilo andava a consumi-lo.


Achámos que com dor de barriga ou sem, devia ir à aula já que era essa a causa e estas coisas na nossa opinião não são para fugir ou ignorar. Há que aprender a lidar com elas, a percebe-las normais e tentar resolve-las. A professora falou com ele e garantiu-lhe, como sempre o fez desde o início, que era ele quem decidia se participava ou não e que ninguém o iria obrigar. Passou.


No dia do espectáculo, foi ao ensaio geral mas não ensaiou. Elas enganam-se muitas vezes e é muito chato. Quando começou o espectáculo, sentou-se ao meu lado no chão e aí ficou. A professora disse que se eu quisesse podia ir só à última. A última chegou mas ele não foi capaz.



A meio da última já queria ir, mas apenas se a irmã fosse com ele. Correu ao palco duas vezes, das duas voltou para trás. Não gosto das palmas, fazem muito barulho.

E deixou-se ficar, ora colado a mim, ora ao pai, a ver o final com as 80 meninas de tutus a rodopiarem e a agradecerem as palmas.  Saímos, antes dos pais que esperavam pelas suas prima donas e fora da sala, só connosco, rodopiou e dançou para nós.

És o meu herói.

segunda-feira, abril 18, 2011

Férias da Páscoa...

Esta semana ela ia ficar com os avós para ter um gostinho a férias e muito mimo. Ele ia ter direito a uma semana de filho único, o que acho que lhe ia fazer muito bem, mesmo tendo de ir para a escola normalmente.

Isto era o que estava previsto porque, à última da hora, ele trocou os pais pela irmã e mais uns crepes.

Vendido.


[a irmã é que não achou muita piada, mas quem disse que ser irmão mais velho era fácil?]

quinta-feira, abril 14, 2011

Ontem, novos treinos...

Enquanto o Miguel se treinava a fazer o pino e a cruzar as pernas ao mesmo tempo para imitar um passo de dança que viu no So You Think You Can Dance? a Joana treinava a respiração para se iniciar nas bombas para a asma.

Like. Don't like.

sexta-feira, março 18, 2011

Coração cheio...

Hoje fui buscá-lo ao ballet. Já não ia há muito tempo e ele fez-me uma festa (ao estilo dele, oferecendo-me um grande sorriso) assim que me viu.

Começo a ajudá-lo a acabar de se vestir e ele diz-me:

- porque não vieste um pouco mais cedo? tinhas visto a aula!
- gostavas que eu tivesse visto a tua aula? não te importavas?
- não! e sabes, já temos o espectáculo quase todo preparado! tens de vir ao nosso espectáculo.

Sorri.

[lembram-se?]

Quando nos estávamos a preparar para sair, pergunto à professora como é que ele estava e ela sorri-me com os olhos a brilhar.

E tudo o que me disse depois deixou-me sem palavras, e, embora este coração de mãe me dissesse que era algo assim, nunca imaginei tanto.

É só ele querer e continuar a gostar. Só isso.

sábado, dezembro 11, 2010

Festa do Ballet...

A aula aberta aos pais começava às 18h. Para todos os efeitos não íamos, mas fomos.

Uns minutos depois das 18h00, já com todos os pais dentro da aula e eles já a seguirem as instruções da professora, cheguei, fiz sinal à professora e enfiei-me dentro de uma casa-de-banho que fica junto à sala, sem porta, onde praticam.

Via-o pelo reflexo nas janelas em frente. Feliz, compenetrado e com os vários passos bem sabidos.

Pouco depois chega o pai com a máquina. Os dois enfiados no WC a espreitar e a escondermo-nos sempre que podíamos ser vistos.


Umas fotos tiradas à surra e pimbas fomos apanhados. Mas ele sorriu. Sorriu e continuou, compenetrado, a sorrir. A sorrir muito sempre que nos via.



E nós sentámo-nos à porta da sala. E sorrimos para ele. Muito.

segunda-feira, novembro 22, 2010

E depois não querem que o ballet seja só para meninas...

Texto retirado do email enviado aos pais, pela professora de ballet:

(...) Irá realizar-se uma aula aberta para os Encarregados de Educação,e no final haverá uma pequena surpresa para as nossas pequenas BAILARINAS! (...)

Ainda bem que o miúdo ainda não sabe ler...

terça-feira, outubro 26, 2010

Este não foi um fim-de-semana fácil...

A bisavó Emília, pregou um susto e a si e a todos e teve de ser levada de urgência para o hospital com um princípio de AVC. Ontem já tinha saído dos cuidados intensivos, e, depois de mais uns dias de recuperação, voltará à casa da aldeia sem sequelas.

Podia ter sido pior, se ela não fosse uma pessoa que sai todos os dias de casa, se não se tivesse queixado da dor que sentia no peito e se a ambulância não chegasse quando chegou porque o hospital fica a muitos quilómetros de distância. Podia mas não foi e só podemos agradecer por isso.

Toca a espevitar (bis)avó Emília. Queremos esse seu sorriso por muitos mais e bons anos.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Da vergonha...

nós nunca o podemos espreitar numa aula a não ser na natação. No minuto em que se apercebe de que nós o estamos a ver encolhe-se e deixa de participar ou vem mesmo ter connosco a mandar-nos embora. Deixámos de o levar às apresentações do judo por causa disso mesmo. Ele não queria juntar-se aos outros e nós passávamos o tempo todo a tentar dar-lhe a força e a motivação para que ele fosse. Desistimos e decidimos voltar a tentar apenas quando ele por iniciativa própria quisesse ir.

Quando a professora do ballet me disse que ia preparar um espectáculo para o Natal, falei com ela sobre a grande probabilidade de ele não querer participar com vergonha de aparecer em público e ela ficou de tentar ajudá-lo nesse aspecto. Na sexta quando o fui buscar ao ballet, perguntei à professora como estava a correr e ela chamou-me à parte enquanto ele se ficou a vestir.

Começaram nessa aula a ensaiar para o espectáculo e ele assim que se apercebeu disso recusou-se a continuar. Disse-lhe logo que não queria entrar no espectáculo porque tinha vergonha que os pais o vissem e só com uma boa dose de motivação - e a "dica" de que o Pai Natal está a chegar e que tem uma surpresa para os meninos que participem no espectáculo - é que ela conseguiu que ele continuasse a aula. Continuou, fez tudo lindamente e com entusiasmo, mas deixou claro que não queria que os pais o vissem.

Depois disto confesso que me senti um pouco aliviada. Mesmo com ele a dizer que não queria que nós o víssemos no espectáculo, ele finalmente conseguiu verbalizar o que o atormentava e acredito que é um passo em frente.

Se for preciso abdicar de o ver para ele participar no espectáculo assim seja. Hão-de haver mais e é com passinhos pequeninos que vamos crescendo e conseguindo a força que precisamos para vencer aquilo que nos limita.

Pelo menos assim o espero.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Quando o nosso pai...

aquele que nunca se lembra dos anos de ninguém, ou de qualquer data comemorativa que seja, nos diz que colou um papel no tablier do seu carro a dizer "7 anos" em letras garrafais para não se esquecer de telefonar à neta no seu dia de anos e dos anos que ela fazia para não se enganar, isso é... ?!

Sempre a surpreender-me, pai. Sempre.

quarta-feira, setembro 29, 2010

sábado, setembro 25, 2010

Amanhã a avó da casa faz anos...


e diz que vai ter direito a duas prendas que são uma verdadeira raridade.

[eles deixaram-me tirar-lhes fotos! eles deixaram-me tirar-lhes fotos! eles deixaram-me tirar-lhes fotos! ok, custou-me uma caixa de gormitis, mas isso agora não interessa nada...]

sexta-feira, setembro 17, 2010

É oficial: Sou mãe babada de um bailarino clássico...

Sempre atento, sempre interessado e esforçado.

Quando cheguei no final da aula, encontrei-o no meio de meninas igualmente atento e bem-comportado. Vi-o a fazer um pequeno plié, de mão na cintura, a despedir-se da professora com um abraço e a caminhar concentrado, mas já de olhos postos em mim, para o comboio que se começou a formar à porta.

No meio do abraço que me deu perguntei-lhe ao ouvido se tinha gostado. A resposta foi tudo menos sussurrada: Muito! Gosto muito!

Antes de vir pergunto à professora o que ela tinha achado dele: "olhe que ele tem muito jeito! Mesmo muito! Que idade é que ele tem? Quatro?! Ai tem mesmo de o deixar vir!"



Eu deixo pois. Já foi.

Mãe, é hoje a aula de ballet?


2ª feira

- mãe, é hoje a aula de ballet?
- não filho, é na sexta.

3ª feira

- mãe, é hoje a aula de ballet?
- não filho, é na sexta.

4ª feira

- mãe, é hoje a aula de ballet?
- não filho, é na sexta.

5ª feira

- mãe, é hoje a aula de ballet?
- não filho, é amanhã.
- então temos de preparar a mala! é tudo branco*  tem de ser tudo branco!

6ª feira

- mãe, é hoje a aula de ballet?
- é, filho!
- é já?!
- não, é depois de dormires (a sesta).
- oooohhhh não quero!!! quero que seja jáaaa! porque é que não é jáaaaaaa?!

Só espero que não venha lá desiludido. Até porque tem uma mala de ballet tão gira... tão pitxupitxupitxu... (é a da foto, ok?! :p)


* acho que pensa assim por o da irmã o ser, porque ainda não fizeram nenhum pedido nesse sentido.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Ballet...

saiu ela (trocou o ballet pelo Teatro Musical) e entrou ele (vai em experiência a ver se gosta tanto como apregoa ou não).

Pelo menos safei-me aos penteadinhos-sem-um-único-cabelinho-fora-do-sítio-e-frou-frous-milimetricamente-colocados.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Nem a propósito...

(do post anterior)

Toca o telemóvel e do outro lado a voz, de um deles, ansiosa por me contar a última aventura.

- Mãe, acabámos de fazer doce de amoras!

Apanharam dois sacos cheios, lavaram, puseram no tacho, o Miguel acendeu o lume e a avó mexeu.

Doce de amora, hum! A mãe agradece.

[Já agora peçam à avó para cozer pão no Domingo para trazerem e comer-se com o doce.]

sexta-feira, agosto 06, 2010

Entradas directas para o TOP10...

dos "discos" pedidos pelos miúdos:

- Tony Carreira e Quim Barreiros.

(com o alto patrocínio do avô como é bom de se ver)

Em Roma sê romano, já dizia o ditado.

sexta-feira, julho 16, 2010

2/11

Diz que hoje é Dia dos Avós*, mas lá por casa liga-se pouco a isso. A avó foi hoje passar a manhã com o neto à escola e a importância que damos ao dia fica mesmo por aí.

Podem não levar prendas hoje, mas aposto que haveria poucas que eles agradecessem mais que os dias que tiveram com os netos a semana passada.

A segunda semana de férias da miúda foi passada em casa dos avós. Praia de manhã com o avô e o mano, sestas e brincadeiras sem brinquedos de última geração à tarde, bolos e outras receitas feitas com a avó, muitas cavadelas na horta e perseguição de coelhos com o avó e noitadas a ver programas na TV - o Salve-se Quem Puder é um deles - "proibidos" em casa.

Não faço questão de saber muita coisa sobre estas semanas com os avós. Não faço ideia do que comeram ou a que horas foram para cama e muito menos de todas as transgressões às nossas "regras de bom funcionamento". O tempo que falo com eles durante essa semana deve-se resumir a alguns minutos e fico-me pelo estás bom? divertiste-te hoje? beijinhos! não porque não tenha assunto para desenvolver mas porque eles estão sempre a meio de uma actividade qualquer e não podem perder tempo com conversas.

No final de Agosto repetem a dose a duplicar e com outros ares e, para mim, vão ser estas as férias que eles vão recordar com mais nostalgia quando forem crescidos como tanto querem ser. São nestas semanas que têm a liberdade total de ser crianças, de serem simplesmente mimados e de aprenderem com quem tem outra calma para ensinar, outros valores.

* uma pesquisa rápida no Google diz-me que afinal é só no dia 26 de Julho :p Como hoje na escola dele o dia é dedicado aos avós meti na ideia que era hoje mas afinal não. Fica a correcção feita.

terça-feira, dezembro 15, 2009

E se de repente...


descobrem na lista dos pedidos da professora do ballet, para a actuação delas na festa de Natal, uma nota a pedir para mandarem as sapatilhas das meninas com os elásticos cosidos para elas não caírem, isso não é Impulse. É um melão do caneco.

(anda já há umas três semanas - e não são quatro só porque faltou uma delas - com um dos elásticos por coser... shame on me, shame on me. Vou ali agarrar na agulha, agora que já despachei mais qualquer coisa e já volto.)

sexta-feira, novembro 27, 2009

Perguntas difíceis...

Anda aflito pela casa, como de costume. Depois de o pressionarmos para ir à casa-de-banho pede-me para ir com ele e lá vamos os dois. Estou a acabar de o sentar na sanita, quando:

- porque é que a avó Lurdes morreu?

(whaaaat?!)

- porque estava muito doente, filho.
- porquê?
- porque há doenças muito más filho.
- porquê?
- não sei, filho.
- onde é que ela está agora?

(glup)

- então filho, quando morremos vamos para debaixo da terra descansar*.
- para descansar muito?
- sim.
- quando é que a avó morreu?
- quando como? com que idade é?
- sim.
- era já muito crescida filho, assim como o avô Guilhermino.
- o avô Rilhémino já está morrido?
- não filho!
- quando é que o avô morre?
- só quando ele for muito velhinho.
- mas eu já estive doente e não morri!
- pois não filho, mas a avó estava mesmo muito doente.
- olha quando os dois formos velhinhos e formos morridos, vamos os dois descansar para debaixo da terra e depois vimos para casa está bem?



* a parte do céu e das nuvens já tinha sido usada e já não convencia...