Mostrar mensagens com a etiqueta dos blogues. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dos blogues. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, setembro 13, 2007
Hoje...
a minha capacidade de concentração no trabalho está pelas ruas da amargura. Assim sendo, abro um cantinho ali, outro aqui, e pasmo-me com o que perdi no entretanto.
Como já alguém, que me é muito caro, disse, aqui a vida corre à velocidade da luz.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Blog Action Day
On October 15th, bloggers around the web will unite to put a single important issue on everyone’s mind - the environment. Every blogger will post about the environment in their own way and relating to their own topic. Our aim is to get everyone talking towards a better future.
Blog Action Day is about MASS participation. That means we need you! Here are 3 ways to participate:
Post on your blog relating to the environment on Blog Action Day
Donate your day’s earnings to an environmental charity
Promote Blog Action Day around the web
Porque falar sobre o ambiente nunca é demais, toca a aderir a esta iniciativa cheia de mérito.
Todos juntos poderemos fazer alguma diferença.
segunda-feira, agosto 20, 2007
Do regresso às lides...
não comento a minha conta do bloglines.
[até à data de hoje, considerem-se todas lidas e comentadas, ok?!]
quarta-feira, julho 25, 2007
Se já...
andava arredada de blogs alheios há uns tempos, a partir de agora vou tornar-me numa miragem.
[três semaninhas de férias... está quase!!!]
quinta-feira, julho 12, 2007
Eu já não me lembro...
de quem foi, nem há quanto tempo me desafiaram para um "meme" (nem me peçam para ir à procura da descrição e tal e coiso que não sei onde é que vou encontrar isso).
Na altura achei giro, mas não me consegui decidir por nenhum em particular. Depois de ontem, descobri aquele que me assenta que nem uma luva.
Tristezas não pagam dívidas.
Ora vamos lá a animar, que por aqui a boa disposição já reina novamente!
Adenda: Afinal foi a Sara e só teve de esperar dois meses pela resposta :p
quarta-feira, junho 06, 2007
Minha...
amiga, deves ser a única a pensar que este blog faz pensar alguém. Também já houve quem - há muito, muito tempo :p - considerasse que o meu photoblog desse que pensar. Esse, talvez.Aqui não há essa pretensão rapariga! Se há meia dúzia de posts que possam fazer alguém puxar pelos neurónios, os outros são do mais sem pés nem cabeça que há, sem falar de que, a maioria, escorre baba de mãe por todas as letras.
Obrigada, mas honestamente, para mim, esta coisa dos prémios (e estou-me a recordar de uma iniciativa idêntica há uns bons meses atrás) puxa mais às afinidades do que aos méritos propriamente ditos.
Caberia-me agora a vez de nomear outros cinco para ostentar este galardão, mas vou ignorar essa obrigação.
Há muitos blogs que leio e que me fazem pensar a certa altura. Há outros que me fazem quase sempre rir às gargalhadas, outros que me comovem, outros de que gosto nem sei porquê. Todos eles merecem um prémio à sua maneira.
Enfim, isto tudo só para dizer, que eu e esta coisa de prémios e nomeações não nos damos mesmo lá muito bem...
segunda-feira, abril 16, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
E o vício...
instalou-se.
Não páram de me chegar quer por email quer por comentários, novos records deste joguinho.
O que eu fui arranjar... :)
domingo, março 11, 2007
Photoblog...
Chateei-me com o flickr. Não me quero gastar dinheiro e na versão gratuita só vemos as últimas duzentas fotos que carregámos. Além disso, ao deixar de aceder às fotos, perco também o acesso aos comentários que me foram deixando. O facto que ainda me incomoda ainda mais, é das fotos ficarem ad eternum num qualquer servidor sem eu as poder apagar se me apetecer (só consigo apagar as fotos a que ainda tenho acesso).A ideia de criar um novo blog apenas com fotos já tinha surgido há muito, mas agora esta irritação veio dar um empurrãozinho.
Então o Aos meu olhos foi a solução. Posso organizá-las por temas, posso apagá-las quando quiser, não perco comentários, nem deixo de as ver. Mas principalmente, posso-as partilhar.
E ver algumas das minhas fotografias favoritas organizadas naquele espaço, está a dar-me um prazer enorme.
terça-feira, março 06, 2007
Ali ao lado...
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Para quem...
protesta que já não me vê no bloglines...
Desculpem, mas eu não mudei opção nenhuma nos settings no meu blog, e não encontro nenhum sítio onde esteja negada essa actualização.
Se alguém já tenha passado por isso e saiba como resolver, chegue-se à frente por favor! Obrigada :)
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Encontros...
Já tardava o encontro com estas duas meninas. Há já mais de dois anos que nos vamos falando mas nunca tinha surgido a hipótese de nos encontrarmos cara a cara.
Parecia que sempre tínhamos estado juntas. Parecia que os nossos filhos, sempre tinham brincado juntos. Não parecia que os nossos maridos nunca tinham trocado uma única palavra sequer.
Foi bom... muito bom!
segunda-feira, dezembro 04, 2006
No bloglines...
tenho uma média de quatro posts por blog marcados para ir comentar quando tiver tempo. Pois...
[quando chego a ter tempo, já os rabinhos não estão assados, nem os narizes ranhosos, os putos já têm umas semanas a mais que os meses festejados, outros já sobem escadas e uns que ainda lá estavam dentro, já cá estão fora! Enfim... tenham lá paciência!]
quinta-feira, novembro 23, 2006
No trabalho...
não consigo ver as fotografias dos posts.
Em casa, não consigo abrir os blogger beta com password.
Cheira-me a complô*...
* é assim que se escreve?!
domingo, outubro 08, 2006
O meu blog, a blogosfera e eu...
Este post anda para ser escrito há já umas semanas. Depois fui adiando porque não queria que ficasse associado a certos acontecimentos que foram surgindo pela blogosfera. Hoje acho que já não tenho motivos para o adiar, e é de aproveitar a grande vontade de o escrever.
Este blog já passou a fasquia dos dois anos. Quando o comecei estava completamente a leste do que era a blogosfera. Comecei-o simplesmente com o intuito de partilhar fotos da minha menina com os meus amigos e familiares. Costumava enviá-las por email, mas o limite das inbox de cada um dos destinatários era um grande obstáculo. Depois, esta amiga apresentou-me esta ideia, e eu segui-lhe as pegadas.
Eu trabalho com a internet há muitos anos e confiei o suficiente para por fotos da minha mais-que-tudo sem qualquer tipo de protecção e com uma selecção baseada exclusivamente no meu gosto pessoal. Não punha certas fotos, por as achar mais reveladoras, mas os critérios eram muito flexíveis. Aqui vinha apenas (ou pensava eu) quem me conhecia, e a quem tinha dado o link. Eu não tinha noção nenhuma do que era este mundo dos blogs. Eu estava-me pouco borrifando para a existência de outros além dos que conhecia por serem de meus amigos, e que tinham exactamente a mesma funcionalidade que o meu tinha: A partilha de fotos de cada um. Eu, inocentemente, pensava que os outros faziam o mesmo. Não tinha textos. Não tinha anotações. Tinha apenas imagens e umas quantas graçolas.
Depois veio a vontade de registar algumas coisas. De escrever alguns sentimentos. Não sei bem de onde surgiu esta vontade, mas surgiu. E com os textos, surgiram os primeiros comentários de quem me acompanhava em silêncio. A primeira reacção foi de: mas q'uesta merda?! Como é que deram comigo?! Porque é que me andam a acompanhar anonimamente se nem sequer me conhecem?!. Depois, foi o seguir os links que deixavam e ser totalmente absorvida por este mundo.
Dos primeiros blogs que visitei, são muito poucos os que ainda subsistem ou que ainda visito. Mas a presença de alguns, na minha memória, ainda é tão forte ao ponto de me lembrar das cores e de alguns textos que li. Que me encheram o coração e os olhos de lágrimas (a maioria das vezes de tanto rir!). Mas, de repente, caiu uma bomba que fez a primeira mossa neste cantinho que já não era só meu. Um caso de uma brasileira que usou um blog para ir relatando uma gravidez falsa. Veio o conhecimento, de que no Brasil, havia umas histórias mirabolantes de sequestro de bebés usando esta táctica. Foi o primeiro banho de água fria, e à conta dele, todos os posts com fotografias do meu blog foram simplesmente apagados. Esta foi a mais antiga que se escapou. A minha postura na blogosfera começou a mudar.
Passados uns tempos, instalei um contador na página, para poder controlar melhor as visitas (o que raramente fiz), as fotos que passei a publicar passaram a ser tratadas previamente e tinham de satisfazer mais limitações. Criei algumas dificuldades para o chegar-copiar-e-andar mas sabendo bem que a única forma de proteger uma foto é não a publicar na internet... onde quer que seja. A partir de nem sei bem quando, deu-se um boom de visitas e comentadores assíduos. Vieram as primeiras conversas extra-blogs. Vieram os primeiros encontros. O mundo que estava tão distante, transformou-se num bairro. As pessoas iam ganhando caras. O vício estava instalado. Passei aquela fase em que só via isto à frente. Era a necessidade de escrever. A necessidade de ler. A necessidade de comentar. A necessidade de ter comentários. A necessidade de conhecer novas caras. Muita necessidade para muito pouco tempo.
Chegou novamente a um ponto que tive de impor novas regras a mim própria. Como em tudo na vida, as regras fazem falta. Os meses foram passando e a experiência adquirida trouxe alguma maturidade. Descobri a minha maneira de estar neste mundo. E a partir daí, tento-me apenas manter fiel a mim mesma. Apercebi-me que as palavras têm muita força aqui. Apercebi-me que a responsabilidade de ter um blog que é muito lido não é fácil de lidar. Apercebi-me que mesmo sem termos essa intenção, conseguimos magoar alguém de quem até gostamos ou que nos é indiferente, mas que merece o nosso respeito, com palavras mal medidas, ou de sentido dúbio. Aprendi que os sentimentos aqui não estão à flor da pele. Eles são a pele. Os dedos que os escrevem. Vi serem começados massacres em colectivo, porque alguém não gostou do que outro alguém escreveu e quando um diz mata o outro diz esfola. Vi manifestações de carinho. Vi ordinarices, peixeiradas, lutas campais. Vi a união de quem nunca se viu por alguém que dela precisava. Vi muita coisa, mas agora tenho a certeza que ainda tenho muito para ver.
Os laços foram-se criando. Pessoas que me acompanhavam desde sempre afastaram-se, sem explicações. Novas pessoas foram chegando. Tenho a sensação que conheço o nickname de apenas uma infinidade de quem me visita na realidade. Tenho a certeza de que conheço muitos poucos. Tenho a certeza de que a vontade de conhecer novas caras se está a esfumar. Tenho a certeza de que me estou a tornar selectiva. Mas tenho a certeza de que o que aqui escrevo é para o mundo. Sem quaisquer pretensões. Apenas o de registar algumas memórias e me fazer feliz. Este blog agora existe para meu prazer. Este blog durará o tempo em que o prazer de escrever e de partilhar as minhas emoções com quem me segue, mesmo que anonimamente, existir. No momento em que este sentimento mudar, o blog por si só deixa de ter motivo para existir. Não vou criar nem um novo, nem filtrar quem me lê (se bem que tenho a certeza que há muita gente a ler-me só para criticar, para estar a par do que eu faço e digo. Mas esses têm bom remédio, dão meia volta ao cavalo e seguem com a sua vida. Se voltam, devem ter uma certa dose de masoquismo). Não se pode agradar a todos, nem estou aqui para agradar a ninguém.
Eu aqui revelo uma parte de mim. Revelo uma centelha do que é a minha vida. Aqui eu digo o que me apetece, independentemente de saber que me lêem pessoas que eu não conheço, amigos, familiares e outros conhecidos. Aqui a única coisa que me impõe limites é o meu bom-senso. Mesmo que não seja idêntico ao bom-senso dos outros. E quem acha que me conhece só pelo que escrevo aqui que levante os dedos. Hummm... um, dois, seis.. ena ena... então!? Estão loucos? Isso não funciona assim. As palavras que aqui deixo conduzem-vos sim por um caminho. Podem fazer juízos sobre a minha maneira de ser. Mas a conclusão a que chegam depende muita das lentes que usam ao me ler. E além disso, há muito de mim que aqui não está. Nunca vai estar. Nem poderia. Porque não me pertence só a mim.
E aqui podem perguntar, mas então e as fotos dos teus filhos? O que expões deles? Eles também não te pertencem nem podem opinar sobre o que achas aceitável. É verdade. Mais verdade não poderia ser. Mas em vez de me alongar em grandes defesas de causa, digo apenas: Bom-senso. Haja bom-senso, em tudo o que fazemos. E cada um estabelece as fronteiras com as quais se sente à vontade. Há blogs para todos os gostos e eu também tenho os meus preferidos, os de que não gosto e os que me são indiferentes. Há blogs que raramente comento, que comento quase sempre ou que vou comentando sempre que posso.
Não gosto que me exijam visitas nem reclamem a ausência de comentários (quem é que gosta de ser chamado à atenção?). Mas nestas coisas, acho que quem faz um blog só para ser visitado, quem mede o qualidade (ou falta de) de um blog pelo número de comentários, etc e tal, está um pouco longe da minha realidade. E quanto mais me cobram, menos vontade me dão. Há também quem diga que os blogs sem comentários é que é! Que são mais isto e aquilo. Para mim não é assim. Não meço a honestidade de cada um nem a sua integridade pela presença ou falta de link de comentários. Eu prefiro a liberdade de deixar escrever quem nos acompanha. Mesmo correndo o risco de quando em vez ser atacado por algum idiota sem nada para fazer. Mesmo tendo que digerir algumas palavras menos agradáveis. Mesmo não recebendo apenas comentários positivos. Mesmo havendo pessoas que usam a nossa caixa de comentários para se publicitarem sem sequer se darem ao trabalho de ler uma palavra que escrevemos. Porque, para mim, é a troca de opiniões que nos enriquece. Pelo menos eu acho. Porque este mundo é muito grande e tem muitas cores, e mais uma vez, cada um escolhe para si o que lhe é mais confortável. E é uma das mais-valias de ter um blog. O de poder ver como é que a nossa experiência vai interagindo com a dos outros.
No que diz respeito ao meu blog é isto que eu tenho para dizer. Ele começou com um fim totalmente díspar do que tem hoje. Cresceu, amadureceu, evoluiu (nem sempre da melhor forma) e está aqui para as curvas. Enquanto valer a pena. E para quem me impele a escrever sobre o que devemos dizer quando se acaba um blog, eu respondo apenas: Se um dia este blog acabar, eu não sei como vai ser. Não tenho o dom de prever o futuro. Por isso, não posso debitar sobre a legitimidade de cada um em acabar com um blog à sua maneira. Porque justamente cada blog tem um dono, e é ele, em consciência, na SUA consciência, que sabe o deve fazer em determinada altura.
Mas a blogosfera... a blogosfera é um mundo imenso. Há uns tempos, parece que nasceram babyblogs às carradas. Paletes deles surgiram do meio do nada. Todos exigiam visitas, todos queriam ser dos mais visitados. Todos, todos, todos... como se o que passasse a ser importante era a notoriedade e não o prazer de ter um blog, o conteúdo. E da mesma forma que há blogs para todos os gostos, também há bloggers dos mais variados tipos. Há quem continue na blogosfera de olhos tapados. Indiferentes aos reais perigos que andam um pouco por toda a parte. Quem não usa do bom-senso nas fotografias que decide partilhar, nem na informação pessoal que escolhe revelar. Há quem continue a ser como eu fui há tempos idos. E isso é um perigo, que eles próprios nem sabem dimensionar. Há os que andam aqui por bem, e os que nem sei o que andam aqui a fazer. Mas o que é verdade, é que este mundo, é para mim um reflexo da vida real. Desde paixões a intrigas, aqui temos um pouco de tudo como na farmácia.
Depois guardo saudades dos que passaram a andar aqui anónimos. Daqueles que tinham o seu próprio blog, e que a certa altura decidiram que tinham de parar. Que a certa altura, se afastaram e deixaram também de comentar. Tenho saudades de quem sei que me lê mas que se mantém na sombra. Tenho saudades de quem o tempo roubou a vontade e a oportunidade. Tenho saudades. A blogosfera, trouxe-me amigos para a vida. Daqueles que são como o sempre tivessem sido. Daqueles que até os amigos de sempre já falam. Em boa verdade, também me trouxe dissabores, mas o amargo apenas dá mais intensidade ao doce... E eu... eu sou, em parte, aquilo que vêem aqui. E aqui. E aqui. Mas na verdade, um blog é só um blog. E um blogger é apenas mais um blogger.
Eu sou uma pessoa, com defeitos e virtudes, gostos e desgostos, e, principalmente, com sentimentos. Fica aqui o desafio para quem chegou até aqui [aposto que mereciam uma prenda e tal, mas agora eu não tenho tempo, está bem?! Ando a organizar uma festa, tá! Ou como diz aquele senhor no anúncio da rádio, com pronúncia açoriana: eu teanho fiulhos!] Deixem a vossa opinião sobre este tema, mesmo aqueles que andam anónimos, mesmo aqueles que não costumam comentar [é agora que aqueles que vêm aqui controlar, coçam o nariz e dizem: ó p'ra ela a pedinchar comentários!]. Digam bem, mal, o que quiserem. Deixo-vos aqui as únicas condições: Haja respeito; Haja bom-senso.
Este blog já passou a fasquia dos dois anos. Quando o comecei estava completamente a leste do que era a blogosfera. Comecei-o simplesmente com o intuito de partilhar fotos da minha menina com os meus amigos e familiares. Costumava enviá-las por email, mas o limite das inbox de cada um dos destinatários era um grande obstáculo. Depois, esta amiga apresentou-me esta ideia, e eu segui-lhe as pegadas.
Eu trabalho com a internet há muitos anos e confiei o suficiente para por fotos da minha mais-que-tudo sem qualquer tipo de protecção e com uma selecção baseada exclusivamente no meu gosto pessoal. Não punha certas fotos, por as achar mais reveladoras, mas os critérios eram muito flexíveis. Aqui vinha apenas (ou pensava eu) quem me conhecia, e a quem tinha dado o link. Eu não tinha noção nenhuma do que era este mundo dos blogs. Eu estava-me pouco borrifando para a existência de outros além dos que conhecia por serem de meus amigos, e que tinham exactamente a mesma funcionalidade que o meu tinha: A partilha de fotos de cada um. Eu, inocentemente, pensava que os outros faziam o mesmo. Não tinha textos. Não tinha anotações. Tinha apenas imagens e umas quantas graçolas.
Depois veio a vontade de registar algumas coisas. De escrever alguns sentimentos. Não sei bem de onde surgiu esta vontade, mas surgiu. E com os textos, surgiram os primeiros comentários de quem me acompanhava em silêncio. A primeira reacção foi de: mas q'uesta merda?! Como é que deram comigo?! Porque é que me andam a acompanhar anonimamente se nem sequer me conhecem?!. Depois, foi o seguir os links que deixavam e ser totalmente absorvida por este mundo.
Dos primeiros blogs que visitei, são muito poucos os que ainda subsistem ou que ainda visito. Mas a presença de alguns, na minha memória, ainda é tão forte ao ponto de me lembrar das cores e de alguns textos que li. Que me encheram o coração e os olhos de lágrimas (a maioria das vezes de tanto rir!). Mas, de repente, caiu uma bomba que fez a primeira mossa neste cantinho que já não era só meu. Um caso de uma brasileira que usou um blog para ir relatando uma gravidez falsa. Veio o conhecimento, de que no Brasil, havia umas histórias mirabolantes de sequestro de bebés usando esta táctica. Foi o primeiro banho de água fria, e à conta dele, todos os posts com fotografias do meu blog foram simplesmente apagados. Esta foi a mais antiga que se escapou. A minha postura na blogosfera começou a mudar.
Passados uns tempos, instalei um contador na página, para poder controlar melhor as visitas (o que raramente fiz), as fotos que passei a publicar passaram a ser tratadas previamente e tinham de satisfazer mais limitações. Criei algumas dificuldades para o chegar-copiar-e-andar mas sabendo bem que a única forma de proteger uma foto é não a publicar na internet... onde quer que seja. A partir de nem sei bem quando, deu-se um boom de visitas e comentadores assíduos. Vieram as primeiras conversas extra-blogs. Vieram os primeiros encontros. O mundo que estava tão distante, transformou-se num bairro. As pessoas iam ganhando caras. O vício estava instalado. Passei aquela fase em que só via isto à frente. Era a necessidade de escrever. A necessidade de ler. A necessidade de comentar. A necessidade de ter comentários. A necessidade de conhecer novas caras. Muita necessidade para muito pouco tempo.
Chegou novamente a um ponto que tive de impor novas regras a mim própria. Como em tudo na vida, as regras fazem falta. Os meses foram passando e a experiência adquirida trouxe alguma maturidade. Descobri a minha maneira de estar neste mundo. E a partir daí, tento-me apenas manter fiel a mim mesma. Apercebi-me que as palavras têm muita força aqui. Apercebi-me que a responsabilidade de ter um blog que é muito lido não é fácil de lidar. Apercebi-me que mesmo sem termos essa intenção, conseguimos magoar alguém de quem até gostamos ou que nos é indiferente, mas que merece o nosso respeito, com palavras mal medidas, ou de sentido dúbio. Aprendi que os sentimentos aqui não estão à flor da pele. Eles são a pele. Os dedos que os escrevem. Vi serem começados massacres em colectivo, porque alguém não gostou do que outro alguém escreveu e quando um diz mata o outro diz esfola. Vi manifestações de carinho. Vi ordinarices, peixeiradas, lutas campais. Vi a união de quem nunca se viu por alguém que dela precisava. Vi muita coisa, mas agora tenho a certeza que ainda tenho muito para ver.
Os laços foram-se criando. Pessoas que me acompanhavam desde sempre afastaram-se, sem explicações. Novas pessoas foram chegando. Tenho a sensação que conheço o nickname de apenas uma infinidade de quem me visita na realidade. Tenho a certeza de que conheço muitos poucos. Tenho a certeza de que a vontade de conhecer novas caras se está a esfumar. Tenho a certeza de que me estou a tornar selectiva. Mas tenho a certeza de que o que aqui escrevo é para o mundo. Sem quaisquer pretensões. Apenas o de registar algumas memórias e me fazer feliz. Este blog agora existe para meu prazer. Este blog durará o tempo em que o prazer de escrever e de partilhar as minhas emoções com quem me segue, mesmo que anonimamente, existir. No momento em que este sentimento mudar, o blog por si só deixa de ter motivo para existir. Não vou criar nem um novo, nem filtrar quem me lê (se bem que tenho a certeza que há muita gente a ler-me só para criticar, para estar a par do que eu faço e digo. Mas esses têm bom remédio, dão meia volta ao cavalo e seguem com a sua vida. Se voltam, devem ter uma certa dose de masoquismo). Não se pode agradar a todos, nem estou aqui para agradar a ninguém.
Eu aqui revelo uma parte de mim. Revelo uma centelha do que é a minha vida. Aqui eu digo o que me apetece, independentemente de saber que me lêem pessoas que eu não conheço, amigos, familiares e outros conhecidos. Aqui a única coisa que me impõe limites é o meu bom-senso. Mesmo que não seja idêntico ao bom-senso dos outros. E quem acha que me conhece só pelo que escrevo aqui que levante os dedos. Hummm... um, dois, seis.. ena ena... então!? Estão loucos? Isso não funciona assim. As palavras que aqui deixo conduzem-vos sim por um caminho. Podem fazer juízos sobre a minha maneira de ser. Mas a conclusão a que chegam depende muita das lentes que usam ao me ler. E além disso, há muito de mim que aqui não está. Nunca vai estar. Nem poderia. Porque não me pertence só a mim.
E aqui podem perguntar, mas então e as fotos dos teus filhos? O que expões deles? Eles também não te pertencem nem podem opinar sobre o que achas aceitável. É verdade. Mais verdade não poderia ser. Mas em vez de me alongar em grandes defesas de causa, digo apenas: Bom-senso. Haja bom-senso, em tudo o que fazemos. E cada um estabelece as fronteiras com as quais se sente à vontade. Há blogs para todos os gostos e eu também tenho os meus preferidos, os de que não gosto e os que me são indiferentes. Há blogs que raramente comento, que comento quase sempre ou que vou comentando sempre que posso.
Não gosto que me exijam visitas nem reclamem a ausência de comentários (quem é que gosta de ser chamado à atenção?). Mas nestas coisas, acho que quem faz um blog só para ser visitado, quem mede o qualidade (ou falta de) de um blog pelo número de comentários, etc e tal, está um pouco longe da minha realidade. E quanto mais me cobram, menos vontade me dão. Há também quem diga que os blogs sem comentários é que é! Que são mais isto e aquilo. Para mim não é assim. Não meço a honestidade de cada um nem a sua integridade pela presença ou falta de link de comentários. Eu prefiro a liberdade de deixar escrever quem nos acompanha. Mesmo correndo o risco de quando em vez ser atacado por algum idiota sem nada para fazer. Mesmo tendo que digerir algumas palavras menos agradáveis. Mesmo não recebendo apenas comentários positivos. Mesmo havendo pessoas que usam a nossa caixa de comentários para se publicitarem sem sequer se darem ao trabalho de ler uma palavra que escrevemos. Porque, para mim, é a troca de opiniões que nos enriquece. Pelo menos eu acho. Porque este mundo é muito grande e tem muitas cores, e mais uma vez, cada um escolhe para si o que lhe é mais confortável. E é uma das mais-valias de ter um blog. O de poder ver como é que a nossa experiência vai interagindo com a dos outros.
No que diz respeito ao meu blog é isto que eu tenho para dizer. Ele começou com um fim totalmente díspar do que tem hoje. Cresceu, amadureceu, evoluiu (nem sempre da melhor forma) e está aqui para as curvas. Enquanto valer a pena. E para quem me impele a escrever sobre o que devemos dizer quando se acaba um blog, eu respondo apenas: Se um dia este blog acabar, eu não sei como vai ser. Não tenho o dom de prever o futuro. Por isso, não posso debitar sobre a legitimidade de cada um em acabar com um blog à sua maneira. Porque justamente cada blog tem um dono, e é ele, em consciência, na SUA consciência, que sabe o deve fazer em determinada altura.
Mas a blogosfera... a blogosfera é um mundo imenso. Há uns tempos, parece que nasceram babyblogs às carradas. Paletes deles surgiram do meio do nada. Todos exigiam visitas, todos queriam ser dos mais visitados. Todos, todos, todos... como se o que passasse a ser importante era a notoriedade e não o prazer de ter um blog, o conteúdo. E da mesma forma que há blogs para todos os gostos, também há bloggers dos mais variados tipos. Há quem continue na blogosfera de olhos tapados. Indiferentes aos reais perigos que andam um pouco por toda a parte. Quem não usa do bom-senso nas fotografias que decide partilhar, nem na informação pessoal que escolhe revelar. Há quem continue a ser como eu fui há tempos idos. E isso é um perigo, que eles próprios nem sabem dimensionar. Há os que andam aqui por bem, e os que nem sei o que andam aqui a fazer. Mas o que é verdade, é que este mundo, é para mim um reflexo da vida real. Desde paixões a intrigas, aqui temos um pouco de tudo como na farmácia.
Depois guardo saudades dos que passaram a andar aqui anónimos. Daqueles que tinham o seu próprio blog, e que a certa altura decidiram que tinham de parar. Que a certa altura, se afastaram e deixaram também de comentar. Tenho saudades de quem sei que me lê mas que se mantém na sombra. Tenho saudades de quem o tempo roubou a vontade e a oportunidade. Tenho saudades. A blogosfera, trouxe-me amigos para a vida. Daqueles que são como o sempre tivessem sido. Daqueles que até os amigos de sempre já falam. Em boa verdade, também me trouxe dissabores, mas o amargo apenas dá mais intensidade ao doce... E eu... eu sou, em parte, aquilo que vêem aqui. E aqui. E aqui. Mas na verdade, um blog é só um blog. E um blogger é apenas mais um blogger.
Eu sou uma pessoa, com defeitos e virtudes, gostos e desgostos, e, principalmente, com sentimentos. Fica aqui o desafio para quem chegou até aqui [aposto que mereciam uma prenda e tal, mas agora eu não tenho tempo, está bem?! Ando a organizar uma festa, tá! Ou como diz aquele senhor no anúncio da rádio, com pronúncia açoriana: eu teanho fiulhos!] Deixem a vossa opinião sobre este tema, mesmo aqueles que andam anónimos, mesmo aqueles que não costumam comentar [é agora que aqueles que vêm aqui controlar, coçam o nariz e dizem: ó p'ra ela a pedinchar comentários!]. Digam bem, mal, o que quiserem. Deixo-vos aqui as únicas condições: Haja respeito; Haja bom-senso.
domingo, junho 25, 2006
E a cor vencedora é...
o VERDE*!
:))
(o que eu me ri Nádia!)
E oh meninas... acham mesmo que eu deixava nas vossas mãos a cor das minhas paredes?! Naaaaa... esperem para ver! :p
* Porque foi a cor sugerida nos comentários pela nádia... ganhou pela originalidade da escolha!
Mas verdade seja dita, o laranja ficou à frente... mas as outras duas também foram contempladas, agora só têm de esperar. E volto a repetir, não é nenhuma cor de tintas para paredes!
quarta-feira, abril 12, 2006
Desafios I
Uma série de meninas já me desafiou para responder a mais uma série de questionários... tenho andado a adiar um pouco por falta de tempo e de vontade. Hoje como estou meio aflita do dente que parti há uns meses (o penso temporário saltou) e não me apetece tecer grandes considerações, aproveito para responder aos ditos.
Aqui vai o primeiro:
Há 10 anos...
- trabalhava onde trabalho actualmente (o meu primeiro e único trabalho)
- estava a passar as férias da Páscoa em Lagos, sozinha e a estudar para os exames da faculdade
- não tinha namorado
- estava a planear umas férias sozinha no Reino Unido
- gastava grande parte do que ganhava em boa vida (roupa, férias, saídas)
O ano passado...
- estava a preparar-me para umas férias no Brasil
- começámos a planear, para um futuro próximo, a chegada de mais um filhote
5 petiscos de que gosto
- caracóis
- chouriço, linguiça, morcela, farinheira, etc. (assados na brasa)
- pipis
- lapas (nos Açores)
- ameijoas à Bulhão Pato
5 músicas cujas letras conheço de cor
- Atirei o pau ao gato
- Olha a bola Manel
- O balão do João
- Doidas andam as galinhas
- Abram alas para o Noddy
5 coisas que faria se fosse milionária
- comprava o terreno dos meus sonhos e construia a casa que sempre quis
- deixava bem todos os que me são próximos
- viajava, viajava
- dedicava-me 100% a ser mãe
- tinha mais filhos
5 coisas que gosto de fazer
- ser mãe
- namorar
- viajar
- estar com os amigos
- "não fazer nada"
5 coisas que nunca voltaria a vestir/calçar
- calças (muito) elásticas
- folhos
- saias acima dos joelhos
(não me lembro de mais)
5 (ou 6) brinquedos favoritos
- computador
- puzzles
- televisão/dvd
- carro/os meus pés (para andar a passear)
- livros
- máquina fotográfica
E para não variar, não passo a ninguém, quem quiser que se sirva!
sexta-feira, abril 07, 2006
E dou as boas vindas...
quinta-feira, março 30, 2006
A ervilha...
é impressionante a ligação que criamos com alguém que não temos de conhecer necessariamente cara-a-cara, só pela leitura das suas aventuras e desventuras do dia-a-dia.
A Inês e suas ervilhas já conquistaram um cantinho no coração de muita gente, e é por isso que nos põe a rir e a chorar com as suas palavras.
Este seu último post, deixou a maioria com o coração nas mãos por eles, e tenho recebido através de sms, telefonemas, email e msn, muitos pedidos de novidades sobre eles.
A única coisa que vos posso dizer é que eles os quatro estão bem de saúde. Vamos dar-lhes um tempo e de certo que ela virá acalmar toda essa ansiedade que se sente ao ler as suas palavras.
A única razão que me leva a escrever estas palavras é porque todos, invariavelmente, temem pela saúde da Sara, mas está tudo bem com ela.
Um grande beijinho Inês.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Sobre o almoço de Reis...
nem sei se vos diga se vos conte. A companhia era mais que boa (13 Caramelas - algumas com recheio :p, e um sugo com muita pinta!) a comida serviu de acompanhamento à conversa.
E para terminar um brownie com gelado... huuuummmmm (só falhou o sabor do gelado que devia ter sido de nata e foi de morango mas enfim...)
Resumindo, só é pena ser um dia de trabalho, caso contrário, acho que ainda lá estávamos todas!
Aahhh! E quase me esquecia da visita relâmpago de um caramelo motorista... esteve pouco tempo, mas com muita pinta!
PS: Gelado e dor de garganta não combina... aaaiiii :s (já tinha idade para ter juízo... enfim...)
Subscrever:
Mensagens (Atom)