não se conforma que eu não os vá buscar juntamente com o pai e que tenha de ficar a trabalhar.
Eu também gostava muito de os poder beijar e abraçar e tudo e tudo e tudo daqui a umas horas mas, Domingo à tarde está quase aí e no entretanto, vou ocupar todas as horas que ainda faltam para eles voltarem a fazer algo que me trouxe uma satisfação pessoal e profissional como há muito tempo não sentia.
Mas o que importa mesmo reter é (ler com aquela vozinha irritante de pirraça):
- Os meus filhos vêm já Domingo! Os meus filhos vêm já Domingo! Os meus filhos vêm já Domingo!
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sexta-feira, agosto 27, 2010
sábado, agosto 07, 2010
Hora da sesta...

Hoje, para variar, só os mais novos descansam.
Sempre que chegamos às casas da aldeia, eles deliciam-se a redescobrir o que nelas está guardado. Este ano, cada um descobriu e escolheu para si um boneco dos muitos da minha infância e dos meus irmãos.
O que ele escolheu era simplesmente um dos meus bonecos preferidos e que eu demorei mais a largar. Adoro-o. Ainda.
quinta-feira, julho 29, 2010
Ela nos avós, ele connosco...
Miguel:
- quando é que a mana vem?
- a mana já chegou?
- é hoje que a mana vem?
- a mana ainda está nos avós?
- a mana?
- a mana vem logo?
Em modo non-stop, dia e noite [chega a acordar de noite a chamar por ela].
Joana (ao telefone):
- olá mãe! passa ao mano que quero falar com ele!
- olá mãe! o mano está aí?
- passa ao mano outra vez que quero lhe dizer mais uma coisa.
Nas poucas vezes que não está na rua a brincar com a prima e as amigas e tem tempo para falar connosco, claro está.
- quando é que a mana vem?
- a mana já chegou?
- é hoje que a mana vem?
- a mana ainda está nos avós?
- a mana?
- a mana vem logo?
Em modo non-stop, dia e noite [chega a acordar de noite a chamar por ela].
Joana (ao telefone):
- olá mãe! passa ao mano que quero falar com ele!
- olá mãe! o mano está aí?
- passa ao mano outra vez que quero lhe dizer mais uma coisa.
Nas poucas vezes que não está na rua a brincar com a prima e as amigas e tem tempo para falar connosco, claro está.
sexta-feira, abril 23, 2010
Há dois anos...

quinta-feira, abril 22, 2010
quarta-feira, abril 21, 2010
sábado, abril 17, 2010
Dez anos hoje...
e eu ainda não sei bem como viver plenamente sem ti.
[o que era mesmo bom, era que esta notícia se revelasse tão boa como promete e que daqui a mais uns anos, se possa evitar que ninguém tenha de sofrer o que sofreste...]
[o que era mesmo bom, era que esta notícia se revelasse tão boa como promete e que daqui a mais uns anos, se possa evitar que ninguém tenha de sofrer o que sofreste...]
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Saudades...
quero sair de casa, quero sair com eles, quero sol, quero calor, quero corridas ao pôr-do-sol, quer lutas de água, quero rebolar na relva, quero passeios em sítios que que não conheço, quero vê-los descobrir sítios que não conhecem, quero ar puro, quero.
quinta-feira, dezembro 31, 2009
Bom ano de 2010!

[e hoje, como em todos os hoje dos anos que ainda hão-de vir, tenho saudades tuas. Este dia não voltará a ter o mesmo brilho que tinha quando era o teu dia, mas continuará a ser brilhante só por ti. Parabéns mano.]
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Dia 8 de Dezembro...
Este dia sempre foi muito importante para a minha mãe. Todos os anos ela repetia que este era o verdadeiro Dia da Mãe e eu, todos os anos, não dava importância a esse facto por aí além. Agora sei que a podia ter deixado muito feliz se ao menos num destes dias lhe tivesse desejado um bom Dia da Mãe.
Mas para mim, habituada a ver o Dia da Mãe sempre em Maio, o dia só era verdadeiramente especial porque era o dia de escolhermos a árvore de Natal.
Aqui mantivemos a mesma tradição, ou pelo menos tentamos manter sempre que possível. Já não há a magia de irmos escolher o pinheiro, mas há espirros partilhados pelo pó acumulado nos ramos do pinheiro artificial. Agora também já não há quem queira comer bolas de vidro mas há dois ajudantes ansiosos por amonto... decorar com bolas os ramos da árvore que nos acompanha há já dez anos.
Mas este ano o Natal também está a mexer comigo de outra forma. Faz dez anos que passámos o primeiro Natal nesta casa, com uma puxada de luz da casa do vizinho. Faz dez anos, que passei pela última vez o Natal com a minha mãe e o meu irmão. Faz dez anos em que tivemos o único Natal com as duas famílias juntas em torno de uma lareira incansável e do bacalhau com todos.
Faz dez anos, e isso está a mexer comigo mais do que eu gostaria.
Mas para mim, habituada a ver o Dia da Mãe sempre em Maio, o dia só era verdadeiramente especial porque era o dia de escolhermos a árvore de Natal.
Aqui mantivemos a mesma tradição, ou pelo menos tentamos manter sempre que possível. Já não há a magia de irmos escolher o pinheiro, mas há espirros partilhados pelo pó acumulado nos ramos do pinheiro artificial. Agora também já não há quem queira comer bolas de vidro mas há dois ajudantes ansiosos por amonto... decorar com bolas os ramos da árvore que nos acompanha há já dez anos.
Mas este ano o Natal também está a mexer comigo de outra forma. Faz dez anos que passámos o primeiro Natal nesta casa, com uma puxada de luz da casa do vizinho. Faz dez anos, que passei pela última vez o Natal com a minha mãe e o meu irmão. Faz dez anos em que tivemos o único Natal com as duas famílias juntas em torno de uma lareira incansável e do bacalhau com todos.
Faz dez anos, e isso está a mexer comigo mais do que eu gostaria.
domingo, agosto 30, 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
Conversas com ele...
- mãeee, vem agora...
- não posso filho. já falta pouco.
- nãaaao mãeeee, agora! traz o carro!
- falta pouco filho.
- andaaa. eu quero ir para aí mãe.
- tens saudades da mamã, é?
(silêncio)
- eu quero ir para a escola! anda buscar-me mãe.
ah.
[é já amanhã... huuummmm :)]
terça-feira, julho 28, 2009
A chegada...
Não há nada que se compare a uma chegada. A chegada ao nosso refúgio de férias. A chegada a casa. A chegada de alguém de quem gostamos. A chegada junto a alguém que nos quer bem.
Mas a espera por quem chega, essa espera, deixa-nos a rir que nem tontos, a morder lábios, a soltar risinhos histéricos e a fixar os olhos em portas que abrem e fecham, abrem e fecham e parece que deixam sair todos menos quem por quem aguardamos.
Mas depois, depois abrem-se as portas e no meio de uma massa humana nota-se a pontinha de um casaco. Reconhece-se uma altura, vêem-se dois olhos que procuram, procuram e parecem não encontrar. E grita-se! Grita-se o nome, e parece que não nos ouve. Grita-se mais alto, e olha tudo mas quem queremos continua a procurar, a procurar. Grita-se e acena-se e pula-se e ri-se e os nervos são tudo agora. Tudo até quem encontrámos, no meio daquela gente que nada nos diz, nos encontrar também e aí, no momento em que os nossos olhos se fixam mutuamente, então aí sim é tudo. É o amor, é as saudades, é a alegria, é o nervoso, e numa corrida tem-se novamente o bocado que nos faltou. Recuperamos o coração num abraço. Em sei lá quantos mil beijos.
Recuperamos tudo menos a mala, e por isso mantemos as figas até agora. Mala, malinha onde andas tu...
A minha menina chegou! Maior, mais bonita, mais tudo. Chegou!
segunda-feira, julho 27, 2009
Como é que se medem as saudades entre irmãos?
Pelo número de horas que conseguem brincar juntos, com carros, sem chamarem pelos progenitores e sem desentendimentos ao final do dia.
Duas horas! Duas!
sexta-feira, julho 10, 2009
E birras à parte...

este miúdo é mel puro.
Cheio de vontade de aprender, de agradar, que sabe o que quer e que não desiste assim sem mais nem menos. Destemido mas prudente. Seguro. Bem-disposto, ternurento, e sensível. Extremamente sensível à forma como se dirigem a ele.
E cada vez mais, me faz lembrar alguém que era assim tal e qual. Tal e qual.
sexta-feira, abril 17, 2009
quarta-feira, dezembro 31, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Tradições...
Hoje montámos a nossa Árvore de Natal.
E finalmente, graças a eles, este dia volta a ter a graça de outrora.
terça-feira, outubro 07, 2008
É um facto...
a minha actividade blogosférica pela vizinhança resume-se (praticamente) a deixar votos de felicidades e parabéns, sendo que, na maioria das vezes, deixo-os com um atrasado considerável.
Isto nos públicos, pois ainda os vou conseguindo acompanhar grosseiramente via bloglines, que nos privados é o descalabro.
O pior, é que nem posso dizer "melhores dias virão". Isto está bonito, está.
terça-feira, setembro 16, 2008
Fingi-me má...
e deixei os dois sozinhos no quarto, apenas com uma musiquinha de embalar a tocar no leitor de cd's.
Até agora, nenhum chamou por mim, mas a avaliar pelas gargalhadas que me chegam pelas frestas da porta mal fechada, também me parece que ainda falta um bom bocado para adormecerem.
Ai as minhas farras de adormecer com o meu irmão... que saudades.
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ainda (ante)ontem não os tinha e agora já os tenho cá!