terça-feira, janeiro 31, 2006
Constatações...
E agora vão ficar todos chocados por dizer isto, mas enfim:
Ficamos tão preocupados por um dos cães adoecer como por qualquer um de nós (Joana incluída)!
O Lucky já seguiu para o veterinário para ver o que se passa com ele... e eu e o António, no espaço de duas horas, já nos telefonámos duas vezes por causa do dito...
Pronto, agora que já vos choquei mais um bocadinho... vou ali já venho.
Adenda: O Lucky é um cão com mais 1,85cm se estiver apoiado apenas nas patas traseiras. O Lucky pesa mais de 60kg. O Lucky tem tanto de grande como de medricas!
Resultado, as idas ao veterinário são sempre uma aventura com ele. Giro, é entrarmos (nos últimos tempos tem ido apenas o António) com os dois, na sala de espera do consultório do veterinário, e ver o pessoal que lá está a encolher-se todo! É instintivo, e confesso que só o tamanhinho deles impressiona :p
Escolhemos sempre horas que sabemos que não vai lá estar quase ninguém para irmos com eles, primeiro, para não assustarmos ninguém (mesmo sabendo que eles não fariam mal), segundo para podermos estar sem pressas no consultório. É que se o Rufus, deixa fazer o que é necessário, já o Lucky dá luta até dizer "Chega!".
Hoje não foi diferente, e o Lucky não deixou ver a pata. Foi o António que teve de dar as vacinas como habitualmente, e apenas conseguiram ver que a pata está muito inflamada.
Fica o cão a tomar xarope e anti-inflamatórios com direito a receita da farmácia e tudo! A baixa médica é que não teve direito... :p Se não passar, vai ter de ser sedado para conseguirmos detectar qual a causa da inflamação.
Obrigada pelo vosso cuidado!
Bom dia?!
Hoje promete...
Cheguei atrasada, voltei a ter dores, a Joana tem tosse, o carro ainda não está pronto, um dos cães está coxo de uma pata... e ainda são nove da manhã...
Falta muito para ser amanhã?!
Brincadeiras com ele...
Ele, empurra um pezinho e deixa um alto na minha barriga. Eu, com os dedos, tento apertá-lo. Ele, tira-o do meu alcance para o esticar outra vez. Eu volto a apertar. Ele, volta a fugir. Ele volta a pô-lo a jeito de novo apertão. Eu aperto. Ele foge. Estica, aperto, foge. Por enquanto brincamos assim.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Conversas com ela... que me deixam sem resposta!
A comer a papa ao pequeno-almoço:
Ela - hummm, está delichioujo!
Sempre que se descuida e faz um umas gotas de xixi nas cuecas:
Eu (ar desapontado) - Oh filha! Fizeste xixi nas cuecas!
Ela (ar traquina) - Não fiz não mamã!
Eu - Fizeste sim, olha aqui nas cuecas. Não pode ser filha. Tens de vir logo!
Ela (com aquele ar que derrete qualquer um) - Foi só um piqueninho mamã. Gostas de mim tá bem!? Não zangas tá bem?!
Na última quinta-feira:
Na hora do jantar, ela ajuda o pai a por a mesa. Faço os pratos na cozinha e ela leva o dela como habitualmente, mas sai disparada. O pai avisa-a para ir devagar que pode cair e quase a chegar à mesa, tropeça e deixa cair o prato. É esparguete à bolonhesa espalhado no chão, nas paredes, na roupa, etc...
Pai (zangado) - Vês o que fizeste? Não pode ser, tens de segurar bem o prato ...
(ela começa a ficar muito aflita)
Eu (a tentar evitar um pranto dela) - Foi sem querer não foi Joana?
Ela (envergonhada e quase a chorar) - Foi. Foi xem quêre.
Eu - Pronto, então pede desculpa ao papá, e vamos limpar isto. Para a próxima tens de ter mais cuidado.
Ela (vai dar um beijinho ao pai) - Dixculpa pai!
Pai - Estás desculpada. Desculpa filha.
Ela (vem ter comigo e dá-me um beijinho) - Dixculpa mãe. A Joana limpa. Vou buscai a esfegona - e sai disparada!
Na última sexta-feira:
Ligo a televisão, e surge uma novela qualquer da TVI...
Ela - É os muangos mamã!
(what?! ela já sabe o que são os Morangos com Açúcar?! :\)
domingo, janeiro 29, 2006
O primeiro boneco...
Aproveitei não ter a Joana por perto e fui dar uma arrumação no quarto dela.
No meio dos brinquedos estava o quadro magnético, e os meus olhos nem queriam acreditar no que estava a ver!
Havia um desenho, um boneco, com cabeça, olhos e pernas. Eu sei que pode não ser nada de mais, mas a Joana ainda andava na fase das bolas para representar tudo, e não estava à espera de ver assim um boneco mais evoluído.
A baba pode ser muita, mas maior é o meu encantamento pelo desenvolvimento humano enquanto crianças! A velocidade com que aprendemos as coisas nestas idades é quase assustadora!
E por aqui... NEVA!!!
sábado, janeiro 28, 2006
Pior do que...
ter de fazer análises, lembrar-me de tomar os comprimidos, aturar birras de sono, contrariar a vontade de ficar na cama todas as manhãs, a ciática e afins...
é ter de beber dois litros de água no mínimo por dia!
Beber água, para mim, é mesmo um sacrifício!
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Sustos, MAC e dia de consulta...
Há uns dias senti umas pontadas estranhas. A seguir senti o que me pareciam ser contracções. Como não sou de entrar em pânico esperei por ver se se repetia ou se tinha sido apenas um caso isolado.
A memória prega partidas, especialmente no que não se gosta de lembrar como aquelas dores que nos fazem parar e respirar fundo.
A seguir devo ter tido uma baixa de açúcar (a glicémia continua muito abaixo do mínimo) e senti-me a desmaiar. Adivinhem, era sexta-feira e o papá não estava. Apenas eu e a Joana. Como sentia que ia cair a qualquer momento, chamei a Joana para ver um dvd do Noddy e sentei-me no sofá com ela enquanto media a tensão. 12/3. Não me mexi e telefonei ao pai a avisá-lo que podia desmaiar a qualquer instante. Ele pede-me 15 minutos! :p
Não desmaiei, mas voltou a acontecer-me mais duas vezes. No dia seguinte reforcei as doses de açúcar... remédio santo!
Quanto às pontadas, de vez em quando lá vinham elas, e na terça, depois das análises e a caminho do trabalho, voltaram as contracções. Não conseguia andar, a barriga dura e aquela impressão que cada vez se tornava mais conhecida.
Falei com o obstetra que me aconselhou alguns cuidados e indicações sobre o que devia fazer se continuassem as contracções. Tínhamos consulta hoje e as análises que tinha feito estariam prontas na quarta por isso, era uma questão de esperar e se não se agravasse nenhum sintoma não era razão para alarme.
Na quarta pela hora do almoço o cenário repetiu-se. Telefonei ao laboratório a saber se os resultados estavam prontos. O da urina e algumas análises ao sangue sim, mas faltava ainda uma. Pedi para me enviarem os resultados parciais por fax, mostrei-os à enfermeira do meu trabalho, que me confirmou a suspeita de infecção urinária. Como não consegui entrar em contacto com o meu obstetra decidi passar pela MAC, depois do trabalho, a ver o que me diziam.
Quando cheguei, pensei que me tivesse enganado. Não sabia que as obras já tinham acabado. As urgências apresentavam-se como um local aprazível, iluminado e com as condições mínimas que se merecem.
Agora podemos esperar acompanhados, o que torna a espera menos penosa, e embora tivesse ido sozinha, o sossego que se sentia na altura ajudou muito.
Pouco depois fui chamada para a triagem, e fui para o CTG. Felizmente contracções nem vê-las mas o coração deste bebé bateu forte o tempo todo, o que espantou as enfermeiras, pois diziam que com 27 semanas era normal que o deixássemos de ouvir frequentemente. O Miguel mostrou bem o seu incómodo pelo aperto a que foi sujeito e os pontapés eram certeiramente dirigidos à cinta elástica que segurava os sensores.
Novamente, a calma e o conforto de uma sala nova, com cadeirões rebatíveis e muita atenção do pessoal.
Depois de vista pela médica, uma nova análise de urina apenas para juntar ao processo e confirmar o resultado das que eu levava.
Quando chegaram os resultados, foi outra médica que me atendeu e esta, decidiu fazer o toque para ver se teria dilatação. Tudo nos trinques, um antibiótico, cuidados básicos e alertas sobre o que me traria de volta às urgências no caso de aparecerem.
Conclusão, uma MAC diferente foi o que encontrei. Humanizada, agradável e sem ficar atrás de nenhuma urgência privada, antes pelo contrário.
Nessa madrugada, novas contracções acordaram-me. Estas eram mesmo contracções e as memórias do que julgava esquecido depressa voltaram. O Miguel acusava os apertos, eu só pensava no que fazia à Joana se tivesse de ir para a maternidade àquela hora, que 27 semanas era ainda muito pouco, que as coisas dele ainda não estavam lavadas, e nada tinha para um prematuro. Nunca acreditei verdadeiramente que ele pudesse nascer, mas enquanto aquelas dores não desapareceram totalmente, era apenas nisto que conseguia pensar.
De manhã estava como nova e tranquilizei qualquer medo.
Até hoje apenas as pontadas mais incómodas se mantiveram, o que é normal numa infecção urinária. Da consulta de hoje não podia vir mais tranquila. Os conselhos mantém-se, o aumento de peso foi aceitável, o útero continua acima da média e o rapaz tem espaço até dizer chega!
Saí de lá com a indicação para fazer novas análises à urina, e a eco às 32 semanas. Nem consigo acreditar que a última eco está quase aí.
Assim, este fim-de-semana a Joana vai passá-lo com os avós para tentar descansar o mais que puder.
A única coisa que peço neste momento é que este menino espere. O antibiótico já deve começar a fazer efeito e as contracções não se vão repetir. Não é preciso ter pressa. E a mãe não está preparada para ter de ficar em casa antecipadamente.
Estes pequenos sustos são só para manter a mãe em sentido e não voltar a dizer que esta segunda gravidez não dá tantas "preocupações" :p
Enfim... serviram para por a mãe a pensar nas listas e por a jeito o que pode ser preciso de um momento para o outro... daqui a pelo menos (no mínimo) 10 semanas de preferência! 10 semanas... aaaiii
Quando a Joana estava para nascer...
fiz uma série de listas das coisas que precisava para ela.
Dividi a lista nas seguintes categorias: Farmácia, Higiene/Banho, Roupa (0 a 3 meses), Quarto, Passeio, Acessórios/Brinquedos, Refeição, Saúde, Outros e Maternidade.
Além disso, fiz também uma lista do que precisava para mim, com as categorias: Farmácia, Higiene, Roupa (Pré e Pós Parto), Corpo e Maternidade.
E qual é a novidade? Todas fazemos isso! - pensam vocês... (eu gosto tanto de antever os vossos pensamentos :p)
É que acoplada à lista da maternidade da mãe e da filha estava a lista do pai. O pai só tinha uma lista, a da materninade.
A lista dele rezava assim:
- Carro (com gasóleo de preferência)
- Mãe/Joana
- Máquina Fotográfica Digital
- Máquina Fotográfica
- Rolos
- Câmara de Vídeo
- Comida (para ele)
- Água
- Moedas
- Telemóvel
- Muda de Roupa (para ele)
- Mala da Mãe/Joana
Depois havia ainda a lista de contactos que andava junto do meu boletim de grávida, ou seja, comigo, e que se destinava a quem estivesse ao pé de mim, com os nomes e respectivos contactos de quem devia ser avisado:
Pessoas a quem telefonar se eu for para a maternidade de repente:
- António (o pai)
Obs.: Se for sexta-feira à noite(*) não vale a pena tentar...
- Pais do António
Obs.: Se não estiverem em casa, o mais certo é ficarem a saber dias depois mas no entanto pode-se tentar...
- Potenciais Sogros da Joana
Obs.: Pedir para avisarem a V. para ela transmitir a novidade pelo resto da malta, sempre é de borla!
- Sandra F.
Obs.: Se a deixarem de ouvir durante o telefonema é porque desmaiou. Não se assustem...
(...)
Pessoas a quem telefonar quando a Joana nascer:
Se for sexta-feira à noite(*):
- António (o pai)
Obs.: Provavelmente não vai atender!
Se não estiverem no local (mesmo tendo dito que não é para lá estar ninguém!):
- Potenciais Sogros da Joana
Obs.: Pedir para avisarem a V. para ela transmitir a novidade pelo resto da malta, sempre é de borla!
(...)
Pessoas a quem enviar SMS quando a Joana nascer:
(...)
Mulher prevenida vale por duas. :)
O melhor é começar a preparar a do Miguel!
(*) Noite de bola do pai!
Adenda: As listas deram mesmo muito jeito! É claro que a do pai, era mais destinada à mãe, porque se a mãe é despassarada, o pai ainda o é mais... never trust!
:p
Subscrever:
Mensagens (Atom)
às 28 semanas.