segunda-feira, fevereiro 27, 2006

A última ecografia...

mostrou que eu tenho um filho saudável e sem vergonha nenhuma. Mostrou sem pudor os seus dotes para que não restassem dúvidas e Deus meu que aquilo promete! :p Deixou medir tudo logo à primeira, mas a carinha tentou mantê-la escondida. Deu para ver o narizinho igual ao da mana, uma boquinha linda e as bochechas bem nutridas. Nestas semanas aproveitou o espaço extra e acelerou o crescimento, passando de um P25/P50 para um P50/P75 (tal como a mana). O médico, que da mana errou em apenas 20gr o seu peso à nascença e não falhou o comprimento, pensa que ele deva nascer com 50cm e 3,500kg (aproximadamente claro). Vamos lá ver como é que ele (o médico) se sai desta vez. O que mais me marcou nesta eco, foi a carinha dele. Recuei no tempo e vi a carinha da Joana naquele ecrã. Será que são mesmo parecidos?! Depressa porém, voltei à realidade porque desta vez a Joana estava eléctrica e não se calou dois minutos, sempre a fazer perguntas e a dar palpites sobre o que via. Nem o pai conseguiu aproveitar a 100%. Enfim, está tudo bem comigo e com ele, e isso basta-me para ficar feliz.

Com 32 semanas...

feitas ontem, o misto de sentimentos que me assola varia consoante a hora do dia: Até às 12h00 (hora aproximada em que começam as dores nas costas a sério): Ai é tão bom estar grávida! [passarinhos a chilrear] Espero que ainda falte muito para ele nascer! [a imagem de um ribeiro no meio do monte] Sentir-te é o melhor do mundo! [risos de bebés contagiantes ouvem-se ao fundo] A partir das 12h00: Ai! Ui! [mão nas costas] Dói-me isto... dói-me aquilo... ai o peso... [vêem-se pernas inchadas] Quanto tempo é que ainda falta?! [balanças que só podem estar avariadas] Por mim podia nascer já amanhã! [contorção para a esquerda... contorção para a direita] E a poucas horas de ver o meu Miguelito mais uma dualidade de sentimentos: a euforia por ter mais uma hipótese de o espreitar vs o saber que vai ser a última vez (à partida) que vou fazer uma eco com um bebé dentro da minha barriga.

domingo, fevereiro 26, 2006

Conversas com ela...

Enquanto a preparava para a ecografia de amanhã: Eu - (...) e sabes quem é que vamos ver amanhã? Ela - O spótingue!!! :p No final do jogo do SLB-FCP, os avós (benfiquistas ferrenhos) já conformados com o facto da neta ser do sporting, dizem: Eles - O Miguel vai ser do Benfica! Ela (muito alto) - O MIGUEL É DO SEPÓTINGUE!

Há momentos...

que não se esquecem. Há certas pessoas que nos dizem muito. Há amizades que superam qualquer distância que nos separa. Por elas planeam-se viagens mais ou menos longas. Por uma breve troca de mimos, apagam-se distâncias. Para se satisfazerem certos desejos, não há frio ou chuva que resista. Duas viagens de comboio. Muita conversa, muita revista, muito Sudoku, algum soninho e desconforto. Alguns momentos de bimbalhice, como conversas a três com um telemóvel em "alta voz". Muito riso. Um almoço delícioso, um desejo concretizado. No sítio certo, na altura certa, com as pessoas certas (e possíveis). Uma viagem cujo destino era uma surpresa muito planeada, com direito a motorista. Um cartão multibanco que frequentou a faculdade. Uma alteração de planos e uma surpresa que acabou por ser feita uns quilómetros ao lado. Três barriguinhas, mas uma delas muito especial. Muita conversa. Muitos pés gelados. Muitos sorrisos de orelha e orelha. Um lanche tranquilo e quentinho. Um jantar magnífico. Muitas entradas proibidas e altamente calóricas. Muitos momentos bimbo. Uma senhora very-socialite altamente chocada. Muito "sinhuâre enginhêiro" para aqui, "sinhuâre enginhêiro" para ali. Um rodovalho bom comó... :p A espera por uma hora que tardava em chegar para uns e que que estava demasiado próxima para outra. Um hotel de luxo. Um pequeno engano para chegar à sala do pequeno-almoço (momento daaahh do dia!). Um pequeno-almoço digno de rainhas. A atenção. A hospitalidade. O bom-humor. A amizade. As saudades. Tudo o que fica. A vocês, que tornaram estes (quase) dois dias, em algo que não se esquece nem se agradece: Isto é para repetir, uma e mais uma, e muitas mais vezes. Aqui, aí ou em qualquer lado. Gostei, adorei... muito mais do que conseguiria dizer com todas as palavras do mundo.

Projecto Esperança

Para conhecer e divulgar, o Projecto Esperança abre uma pequena janela aos pais que vivem a agonia de ter um filho desaparecido. (link disponível na secção Ajuda@blogs)

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Depois de almoço...

a sobremesa é sentir-te!

Pior...

que o peso que marca a balança, é o peso que sinto na consciência depois de mais um bolinho a meio da manhã... (mas não tenho cura e faço todos os dias a mesma asneira! Sabe tão bem :p)

Durante o banho...

observo as suas brincadeiras, de longe sem interferir. Vejo a forma como se desloca, a sua conversa para o boneco a que ela dá banho, vejo-a esticada na banheira fingindo que está na natação, enquanto esbreceja e faz bolinhas. Vejo-a assim, tão crescida, e meço o tempo que passou pelos centímetros que sobram entre ela e a banheira. Já não precisa que a segure. Já não quer que seja eu a lavar-lhe o corpo. Ela não quer nem precisa, mas eu ainda não quero perceber isso. Fico então a vê-la, de longe. Observo-a e recuo no tempo. Mas vê-la assim, crescida e feliz, deixa-me tranquila. Junto-me então às suas brincadeiras. E volto a sentir que ela me quer ali. Que sou precisa. Gosto de me sentir assim.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Cremes...

O Creme Gordo da Barral pode cheirar definitivamente mal, mas na minha opinião é excelente e não abdico dele, especialmente durante a gravidez e no pós-parto. Os produtos de higiene que uso na Joana, são os mesmos desde o seu primeiro dia de vida e não conto em mudar tão cedo (em equipe vencedora não se mexe :p) e não uso habitualmente este creme nela. Durante a gravidez, além deste creme que uso para me besuntar de alto a baixo (especialmente para massajar os seios, barriga e coxas) uso um anti-estrias. No pós-parto, o creme gordo continua a marcar presença juntamente com um creme reafirmante de ventre. Da gravidez da Joana o resultado não podia ser melhor, por isso desta volto a repetir tudinho. É claro que nestas coisas, a forma física e a pele de cada uma tem muito a ver. :) Adenda: Para as meninas que andam à procura de cremes para acabar com a celulite, espreitem este post da minha guro dos cremes e esteticista favorita! Ahhh... e o motivo porque não entro em detalhes sobre marcas é porque nisto, como em tudo na vida, cada cabeça sua sentença e cada experiência gera uma opinião. Se ainda me dessem uns descontinhos por ajudar a promover uma determinada marca ainda pensava nisso, agora assim, não vale a pena mesmo :p

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Conversas com ela...

Por causa da pele dela, depois do banho tem de ser bem besuntada. Hoje, não reparei que o creme dela não estava na casa-de-banho. Para não sair e deixá-la sozinha já fora da banheira, fui buscar o meu Creme Gordo da Barral. Ela - O quéme do Miguel! Eu quéio poi! Eui quéio poi! Abro o pote, e ela enfia lá os dedos. Ela - Nos pés... nas pénas... nos báços... na baiga... Eu vou espalhando os montes de creme que ela vai deixando e às tantas (tanto ou tão pouco foi o creme que ela tirou) tenho um bom bocado na palma da minha mão. Ela - Agóia na cáia... Ohh não tenho mais. Eu - Tira deste creme que a mãe tem na mão. Ela - Vou poi no naíz. Assim que chega com o creme ao nariz: Ela (muito enojada) - Aaaiiii esse quéme não! É de oveias [ovelhas]! Esse não! Do outo! Não posso deixar de estar mais de acordo com ela! É que o raio do creme pode ser (e é) bom, mas que cheira muito mal ai isso cheira!!! PS: E com estas pergunto-me: doi-te o quê?! :p ... é que não há dor que resista! PPS: Ela associou o cheiro do creme ao cheiro das ovelhas do seu tio Zé, na terra dos avós paternos... e se pensarmos bem... a comparação não é assim tão descabida! :p