quinta-feira, janeiro 31, 2008
(e há outras vezes que) Estou...
a dormir profundamente e sou acordada com uma cabeçada.
Também reconheço imediatamente o filho que me bate. Miguel!
Atira-se todo ele sobre mim. Filho... Cabeça, tronco e membros. Joga-se com todo o seu peso. Cabeça contra cabeça, dedos pelo nariz acima. Não faças isso, Miguel! Dedos que pela boca dentro se entretêm a escarafunchar gengivas. Filho, pára!
Eram só mais cinco minutos. E tantos dedos que ele tem. Está quase na hora de levantar e estava finalmente a dormir tão bem. Olha ali o pai, filho. Unhas rentes e afiadas. Aaaiii. Testa contra testa. A chucha em ritmo acelerado tal e qual a Maggie. Filho, por favor.
Ele que quer o meu colo. Eu que queria o meu sono. Precisava de ser eu apenas durante só mais cinco minutos. Mãeee, papinha!
O meu pestinha.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Estou...
no computador a recuperar algum do tempo perdido, quando ouço chamar: Mãeeee... Mãeee. Ao primeiro mmm reconheço imediatamente qual os dois me reclama. Ele tem um chamar doce e impaciente. Mãeee! Tal como ele é.
Entro no quarto e ajoelho-me na cama. Ofereço-lhe a cara e ele percorre-a com a mão à procura dos olhos, do nariz, da boca. A respiração que acelera enquanto me identifica com os dedos.
Shhhh... a mamã está aqui. Está tudo bem.
Faz-me festas. Afaga-me o cabelo. E era tão bom que lhe pudesse afastar sempre o mal só por o deixar sentir-me. Acarinha-me como se fosse eu quem precisa de protecção.
E volta a adormecer, sem nunca ter acordado.
A mãe vai sair, mas está mesmo aqui ao lado. Dorme bebé. Dorme.
A mão que se deixa pousar na almofada. O suspiro. Já não precisa de mim. Saciou a vontade de festas e beijos. Talvez precise eu dele.
Ele está satisfeito. Fico eu com desejos de abraços apertados com cheiro de menino.
O meu bebé.
E aos 32 anos...
aprendo finalmente a jogar Gamão.
Sempre tive curiosidade em perceber como é que isto se jogava, mas enfiei na cabeça que era uma complicação pegada.
Afinal quem estava a ser complicada era eu. Mesmo sem nunca ter tentado.
Nunca uso...
fios, colares e afins.
Não é porque não goste, mas apenas porque nunca me lembro e atrapalham-me os colos.
Hoje escolhi dois colares compridos que se complementavam, e, enquanto me acabava de ajeitar, entra ela no quarto. Olha-me de cima a baixo surpreendida com o que tenho ao pescoço:
- mãe, tu tens fios! - exclama incrédula.
- sim tenho, fica bem?
- não! - enquanto continua o seu escrutínio visual.
- não?!
- não. não se usam dois fios ao mesmo tempo!
[querida]
segunda-feira, janeiro 28, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
Querem rir, querem?!
Há uns anos - que ainda não foram assim tantos que justifiquem o esquecimento - o que aconteceu na sala de espera do consultório de pediatra, devia ter servido para me ensinar uma lição.
Devia mas parece que não ensinou, pois esta mesma mãezinha, decidiu ir com as suas lindas criancinhas para um parque perto de casa, sem nada dentro da mala a não ser a máquina fotográfica.
Então, situemo-nos.
É quarta-feira e estou em casa com ele doente mas bem-disposto. Da escola dela, telefonam-me a dizer que ela estava com febre. Vou buscá-la e encontro-a no refeitório, quente, mas muito animada. O sol está tão bom que parece sacrilégio não o aproveitar - e toda a gente sabe que os raios de sol estão carregadinhos de vitamina D que lhes faz tão bem, e tal e tal - por isso sugiro uma ida ao parque perto de casa. Passamos só por casa para encher uma garrafa com água, verificar a temperatura dela e trazer os panamás que estavam confinados no fundo do roupeiro à espera de um dia como este.
A viagem ao som do Ruca é curta, e eles correm à minha frente em direcção ao parque deserto. Estamos há uns cinco minutos no parque quando ele me pede para fazer xixi. Sem casas-de-banho por perto, restam-nos os canteiros ali à volta. Passados outros cinco minutos se tanto, volta a pedir-me para fazer xixi em tom aflito. Grito-lhe a ela que não saia donde está enquanto eu vou com o irmão ver as flores novamente. Baixo-lhe as calças, mas já tinha feito e para mal dos meus pecados, não era xixi... - quem for sensível é melhor parar por aqui - O problema é que era suficientemente liquido para escorrer pelas pernas abaixo e pelas costas acima (?!?!) enquanto o aroma se espalhava mais depressa que o de uma bombinha de Carnaval.
Puxo-lhe as calças para cima e levo-os para o carro fazendo fé nas tolhitas que nunca saem de lá e na garrafa de água que pensei ter deixado no carro, e, chegados ao pé do dito, dispo-o da cintura para baixo. Todo ele fedia e eu própria já não estava em bom estado. O problema agravou-se no momento em que me apercebi que o pacote-de-toalhitas-que-nunca-saem-do-carro, imagine-se, não estava lá, e que a garrafa de água tinha ficado esquecida em cima do muro de casa.
Temos portanto, um parque deserto, um miúdo borrado dos pés aos ombros, uma miúda a perguntar quando é que os três regressavam ao parque, uma mãe com um miúdo nu e totalmente coberto de caca mais uma miúda que reclama pela diversão perdida e mais um monte de roupa nojenta, tudo do lado de fora do carro, e, qual cereja no topo do bolo, um mecânico que assiste de forma nada discreta ao que se passava ali enquanto se debruçava sobre um motor a uns metros dali e por certo pensava que preferia as suas mãozarras cheias de óleo às minhas maozinhas cheias de... bom... vocês imaginam.
Pego no miúdo tal e qual como estava, sento-o na cadeira tal e qual como estava, prendo os dois, abro as quatro janelas e seguimos em direcção à banheira mais próxima. A nossa claro está.
Será que à segunda a lição fica aprendida?! Aceitam-se apostas.
Então, situemo-nos.
É quarta-feira e estou em casa com ele doente mas bem-disposto. Da escola dela, telefonam-me a dizer que ela estava com febre. Vou buscá-la e encontro-a no refeitório, quente, mas muito animada. O sol está tão bom que parece sacrilégio não o aproveitar - e toda a gente sabe que os raios de sol estão carregadinhos de vitamina D que lhes faz tão bem, e tal e tal - por isso sugiro uma ida ao parque perto de casa. Passamos só por casa para encher uma garrafa com água, verificar a temperatura dela e trazer os panamás que estavam confinados no fundo do roupeiro à espera de um dia como este.
A viagem ao som do Ruca é curta, e eles correm à minha frente em direcção ao parque deserto. Estamos há uns cinco minutos no parque quando ele me pede para fazer xixi. Sem casas-de-banho por perto, restam-nos os canteiros ali à volta. Passados outros cinco minutos se tanto, volta a pedir-me para fazer xixi em tom aflito. Grito-lhe a ela que não saia donde está enquanto eu vou com o irmão ver as flores novamente. Baixo-lhe as calças, mas já tinha feito e para mal dos meus pecados, não era xixi... - quem for sensível é melhor parar por aqui - O problema é que era suficientemente liquido para escorrer pelas pernas abaixo e pelas costas acima (?!?!) enquanto o aroma se espalhava mais depressa que o de uma bombinha de Carnaval.
Puxo-lhe as calças para cima e levo-os para o carro fazendo fé nas tolhitas que nunca saem de lá e na garrafa de água que pensei ter deixado no carro, e, chegados ao pé do dito, dispo-o da cintura para baixo. Todo ele fedia e eu própria já não estava em bom estado. O problema agravou-se no momento em que me apercebi que o pacote-de-toalhitas-que-nunca-saem-do-carro, imagine-se, não estava lá, e que a garrafa de água tinha ficado esquecida em cima do muro de casa.
Temos portanto, um parque deserto, um miúdo borrado dos pés aos ombros, uma miúda a perguntar quando é que os três regressavam ao parque, uma mãe com um miúdo nu e totalmente coberto de caca mais uma miúda que reclama pela diversão perdida e mais um monte de roupa nojenta, tudo do lado de fora do carro, e, qual cereja no topo do bolo, um mecânico que assiste de forma nada discreta ao que se passava ali enquanto se debruçava sobre um motor a uns metros dali e por certo pensava que preferia as suas mãozarras cheias de óleo às minhas maozinhas cheias de... bom... vocês imaginam.
Pego no miúdo tal e qual como estava, sento-o na cadeira tal e qual como estava, prendo os dois, abro as quatro janelas e seguimos em direcção à banheira mais próxima. A nossa claro está.
Será que à segunda a lição fica aprendida?! Aceitam-se apostas.
sábado, janeiro 26, 2008
Back on business!

Agora é só tentar actualizar tudo o que ficou por registar nestes últimos quatro dias...
[e a criançada está a melhorar]
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poder (também) dar mais atenção a ela.
poder vê-lo brincar.
poder velar-lhe o sono.
