Não faço ideia, como resistiram elas a tanto uso. Parecem-me novas.
Pergunto-lhe se as quer usar. Já não as queres mais, mãe? pergunta-me. Quero. Quero sim. Tesouros destes são os que me mantêm capaz de acreditar em momentos que me parecem cada vez mais perdidos na minha memória. Cada vez mais irreais.
Mas quero também vê-las rodopiar agora nela. Como se ao vê-la com elas, conseguisse ver-me a mim a executar as mesmas danças. Me permitisse descobrir as mãos macias, de que tanto sinto a falta, mas aspereza das minhas próprias mãos.

Percebo então que nunca estará longe de mim. Está em tudo o que faço. O que sou.
Mas isso às vezes não me chega.
ver o Capuchinho Vermelho no 
Esta é a razão.