sexta-feira, junho 27, 2008

Só nos faltava mais esta...

(extracto de email recebido):
Amigos, Chamo a vossa atenção para a mensagem que se segue, uma vez que é do interesse de todos. Esta malta pretende pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra em meados de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP, pelo menos que eu saiba. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP. A DECO teme que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Há que agir rapidamente. Basta enviar um e-mail com a nossa opinião, o que também pode ser feito por fax ou carta. Divulguem isto o mais possível, para bem de todos nós cumpridores. Passem este e-mail a todos os vossos contactos e mobilizem-nos a enviar o texto que está a bold para o endereço abaixo. É que se não houver gente suficiente a participar na consulta pública eles vão mesmo pôr-nos a pagar a factura de electricidade dos devedores. Texto a enviar para: consultapublica@erse.pt Exmos. Senhores, Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a V. Exas. a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à "proposta" - que considero absolutamente ilegal e inconstitucional - de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores. Com os melhores cumprimentos, (indicar nome e dados do BI)
Depois aqui, li ainda algo mais giro:
"(...) essa consulta pública está disponível para consulta aqui, e tem como data limite o dia 7 de Julho. após isto ainda será feita uma audição pública, após o que a ERSE........... decidirá o que bem entender, já que a apresentação desta consulta pública termina com esta declaração tão curiosa: «Após a audição pública, e tendo em conta as várias contribuições recebidas, a ERSE irá proceder à elaboração e publicação dos novos regulamentos. Essa publicação será acompanhada de um documento justificativo das soluções adoptadas e da eventual não consideração de comentários recebidos.» (...)"
Minha gente, toca a protestar.

Não trazer o carro...

é um descanso.

[e um ano depois de ter deixado de trazer o carro, vejo muito mais vantagens do que desvantagens. Há males que vem por bem, essa é que é essa.]

No verão...

sinto-me sempre tão mais bonita...

quinta-feira, junho 26, 2008

Por esta altura...

anda meio mundo a gastar kleenex uns atrás dos outros, por causa das festinhas de fim-de-ano disto e daquilo dos filhos. Eu não verto lágrimas, mas sinto uma pressão cá por dentro que faz o meu corpo contorcer-se de dentro para fora, que me revira as entranhas, sobe-me pelo peito deixando-o a pondo de explodir e deixa-me na eminência de cuspir uma bola de basquete pela boca a qualquer momento. Este ano foram praticamente todas dela: a do ballet, a da natação (que também foi dele), a do piano, a da escola e a da sala. Para o ano deve haver menos dela mas juntam-se outras dele. Ainda expludo. Se calhar o melhor é reaprender a chorar.

As férias em quilómetros...

Nós chegámos à conclusão que se queremos descansar nas férias, o melhor é fazermos férias de praia.

Eu que nem sequer sou grande fã deste tipo de itinerários, rendi-me na nossa primeira viagem mais longa com a Joana.

Depois de mudarmos de destino consoante a vontade do momento e a existência ou não de quartos familiares, acertámos finalmente agulhas com a Playa del Carmen na Riviera Maia, México.

Como íamos só gastar nove dias dos quinze, decidimos partir com origem de Madrid e à volta gastarmos os restantes dias a conhecer alguma coisa do país. Isto permitiu-nos poupar algum dinheiro em voos e ter o carro à disposição no regresso.

O nosso único plano era não termos planos nem regras para esses dias. Sair apenas com o primeiro hotel marcado em Madrid, para chegarmos e podermos descansar sem preocupações, e o resto marcar na altura (viva os hotéis com acesso à web e às agências online que nos permitem fazer estas coisas todas nas calmas).

No entanto, ainda antes de partirmos, durante a minha pesquisa de cidades a visitar cruzei-me com a Isla Mágica e o Aquapólis em Sevilha, e a terceira paragem ficou marcada.

501km - carro

Chegou o dia e saímos de Portugal às quatro e meia da manhã. A viagem fez-se sem incidentes com os miúdos adormecidos quase até ao destino. Um mimo. Um mimo menos agradável foi a surpresa de nos aguardar uma viagem de dez horas e meia num avião. É que estávamos convencidos que seriam no máximo umas oito!

7952km - avião

Dessas dez horas e meia eles dormiram duas horas e meia ao início e outras tantas à chegada Sobraram portanto, cinco horas e meia de miúdos cheios de energia para gastar e pouco espaço para o fazer. Mesmo assim, acabou por ser pacífico embora cansativo. Levámos duas mochilas carregada com os brinquedos favoritos de cada um e adequados à situação. Jogámos às cartas, brincámos com carrinhos, lemos histórias, brincámos com bonecas, fizemos puzzles, pintámos livros de colorir e de actividades e vimos filmes no dvd. A certa altura, já tínhamos a menina do banco de trás sentada no meio dos quatro a brincar com eles.

Chegámos com os dois num sono ferrado e graças a isso e à simpatia de um polícia mexicano, passámos o controle fronteiriço pela área reservada a cidadãos mexicanos (porque para os estrangeiros as filas eram incrivelmente grandes).

70km - autocarro turístico

Para chegar à Playa del Carmen ainda demorámos cinquenta minutos de caminho. Os miúdos continuaram a dormir e nós aproveitamos fizemos o mesmo. As férias começaram no momento em que pusemos os pezinhos no hotel. As boas-vindas foram contagiantes, os miúdos despertaram e ainda aproveitámos o fim-de-dia.

2x190km - carro

Enquanto estivemos no México reduzimos as saídas grandes a uma só: Chichén Itzá. Eram quase três horas de viagem e o Miguel detesta andar de carro por isso tentámos poupá-lo a ele e à nossa sanidade mental ao máximo. Aproveitámos para mergulhar no Cenote Ik Kil logo junto a Chichén Itzá e conhecemos ainda Valladolid (que não achámos nada de especial mas pronto). Foi cansativo, mas compensou cada birra dele no regresso :)

70km - autocarro turístico + 7952km - avião

A viagem de regresso, foi feita à noite o que significou que pouco depois de termos descolado já estavam os dois a dormir, ela deitada nos dois lugares deles e ele no chão por baixo dela, numa caminha de mantas. Conseguimos sempre aqueles lugares de quatro o que nos permitiu mais alguma liberdade na gestão do espaço. Não chegaram a dez horas de voo e tirando o pequeno pormenor de chegarmos todos partidinhos por não nos termos mexido quase nada, foi uma boa viagem. eu não consegui dormir praticamente nada e acabei por ver dois filmes que estão prestes a estrear aqui em Portugal.

Em Madrid, arrumámos o carro e andámos única e exclusivamente a pé. O hotel era mesmo no centro e escusou-nos o uso de qualquer tipo de transporte. Só a lamentar o facto de termos optado por deixar o carrinho do Miguel em Lisboa, porque depois de um dia a carregá-lo no colo e de a Joana adormecer às minhas cavalitas de cansaço acabámos por entrar no El Corte Inglés mais próximo e comprar o carro mais barato que lá havia.

385km - carro

Como na capital o tempo era de chuva e frio, saímos mais cedo do que o planeado e rumámos a Sevilha. Parámos a meio do caminho para almoçar e entre sestas, filmes de dvd e chupas para acabar com sessões de gritos na criança mais nova, lá chegámos ao destino. As estradas nacionais são autênticas autoestradas e sem portagens o que dá um jeitão ao nosso bolso.

Em Sevilha, gastámos os dias em banhos de piscina e nos parques temáticos. A temperatura estava uma delícia e deu para descansarmos dos passeios pedestres feitos nos dias anteriores. De ressalvar que quem pensa ir de propósito a Sevilha por causa do Isla Mágica e tiver filhos, o melhor é esperar que tenham pelo menos 1,10m. Caso contrário, especialmente se não forem com um grupo de amigos, torna-se bastante limitativo. A ir, procurem no site da Isla Mágica e zona de entrada+hotel e com sorte conseguem um bom negócio.

113km - carro

Depois do primeiro dia de Madrid em que não podíamos mais dos braços, decidimos que havíamos de acabar as férias a fazer praia e longe de cidades para palmilhar. Descobri então Cartaya e a sua reserva natural de La Flecha de El Rompido e o destino ficou marcado. Foram uns dias deliciosos de praia entre mar e rio, com muitos mergulhos na piscina para os miúdos e piscina de SPA para os pais.

352km - carro

No último dia, atrasámos a hora de almoço o mais que pudemos e no final regressámos a casa, a contar com as sestas dos miúdos. Dormiram a viagem quase toda, tal como esperávamos e chegámos ainda a tempo de curtir as últimas horas de sol do dia na Costa da Caparica com amigos. Esta paragem de improviso, deu para os miúdos queimarem a energia acumulada da sesta e chegarem a casa tão estoirados como nós.

Foram cerca de 17775 quilómetros muito bem passados. Pena já terem acabado.