segunda-feira, julho 07, 2008

Conversas com eles...

ela está a andar de baloiço já sem grande vontade e ele decide que é vez dele: - mana, Miéi quére andare! (ela ignora-o) - MANA! Miéi quére andare! (não lhe responde) - Joana, deixa agora o mano andar. (ela continua na cantoria dela) - mãe, éi eu! - reclama ele indignado - Joana, eu já te pedi como deve ser, deixa o mano andar. - ai não pediste, não! - não?! - não disseste "se faz favor"! ora toma que já almoçaste.

domingo, julho 06, 2008

sexta-feira, julho 04, 2008

O que o sono me faz...

Hoje fui eu a levá-la e, maravilha das maravilhas, ficou na maior! [o ciclo quebrou-se!] Depois de a deixar, de ultrapassar o autocarro que iria apanhar, arrumar o carro no parque e correr feita maluca para não o perder [e a sorte de ser o motorista porreiro, o que a Joana define como sendo o motorista-meu-amigo que sempre que me vê a correr espera por mim e não arranca quando eu alcanço a porta de trás ou, e aí torna-se ainda mais frustrante, a da frente] entro esbaforida e sento-me tentando respirar o menos ruidosamente possível. [podemos considerar isto como um mini-treino de ginásio certo?!] E é aí que o dia ilumina-se! O autocarro cheira bem!!! Cheira a baunilha e quer me parecer, logo a mim que nem gosto nada de ambientadores de baunilha, que este é o melhor cheiro para se pôr num autocarro! Será que vão passar a pôr este cheiro nos autocarros?! Será uma daquelas medidas a pensar nos utilizadores que eles estão sempre a falar?! Devem meter aquilo no sistema de ar condicionado de certeza. Hummm... que cheirinho! E assim fui eu perdida nas letras e no cheirinho-bom-a-baunilha até que olhe, desculpe, a menina vai sair? e não, não vou, por isso levanto-me para deixar passar a senhora simpática [chamou-me menina!] e dou conta que, com ela, some-se também o cheirinho-bom-a-baunilha. oh!

quinta-feira, julho 03, 2008

Este blog volta a mudar...

mesmo que nesta semana o calor nos esteja a abandonar aos poucos, já está na hora de ilustrar o Verão que se quer ter. Um Verão de céu azul e calor q.b., tal como eles nesta brincadeira a quatro mãos: nem tanto ao mar nem tanto à terra.À Primavera, que quase não se sentiu, resta-nos dizer um até p'ró ano!

Das férias... candeeiros

Madrid, Espanha

Quarta em grande...

. ele está nos avós (a fazer praia com o avô, a jogar à bola, a perseguir os coelhos, a esburacar a horta, a comer a sopa pela mão da avó, e a comida, a ser mimado)
. ela foi passar a noite a casa de uma amiga da escola (e estava em êxtase, feliz)
. ele (o grande) saiu cedo do trabalho (incrível! incrível!)
. eu saí (quase) à hora do trabalho (não subestimar o talento do chefe para as "reuniões" à hora da saída/almoço) e tinha-o à minha espera
. chegámos a casa cedo
. saímos de casa cedo
. fomos passear com tempo
. fomos ao cinema (ver o Sex and the City, e, se a Charlotte não nos furava os tímpanos com os gritinhos, a senhora ao lado - que curiosamente chamava histérica à primeira num tom que a primeira fila conseguia ouvir, estando ela na última - cumpria o serviço lindamente)
. adormecemos abraçados - um ao outro e não cada um a um deles - pele com pele, sem pedidos de xixis pelo meio.


[e por muito que os goste de ter ao pé de mim, por muito que me custe a ausência deles, aquele silêncio que nos grita ao coração, agradeço de mãos erguidas estes momentos a dois. este tempo para nós, sem pressas, sem preocupações, sem coisas-de-adultos-trabalhadores-e-pais. para fortalecermos o "nós dois" e para não me esquecer de mim.]

terça-feira, julho 01, 2008

Os dias longos...

tornam os finais do dia muito mais simples.

Das férias... by night

Madrid, Espanha

Se tudo neles são fases...

que fase é esta?! Desde que viemos de férias que, todas as manhãs, tenho de dar mais uma dose de beijos e abraços de despedida. Hoje, pela primeira vez desde sempre, deixei-a literalmente a gritar "quero só dar mais um beijinho à mamã!" num choro compulsivo e convulsivo. Isto depois de já lhe ter dado mil e um beijos e apertinhos e de ter voltado atrás na primeira sessão de histerismo. Os gritos ecoavam pela escola toda. Uma educadora junto à saída olhava para mim incrédula: mas é a sua?! Sim, era a minha e consta que passado pouco tempo já não era nada com ela. Mais, aposto que quando a for buscar vai mandar-me dar uma volta porque ainda não brincou tudo. Já tentei conversar com ela e perguntar-lhe o porquê desta dificuldade agora, mas se no meio do que ela me respondeu havia uma espécie de lógica, não a percebi. Primeiro culpei as duas semanas de férias e mimo non-stop. Depois culpei a festa da despedida dos amigos que vão mudar de escola e o desejo que ela tem de ser grande e ir para a escola dos grandes como os outros. Agora aposto em apenas mais uma fase. Mas se é uma fase, que fase é esta?! Pelo sim pelo não, amanhã é o paizinho a levá-la. A ver se se quebra este ciclo.