quarta-feira, agosto 20, 2008

Largo dos Reformados

Sempre...

que chego das férias da aldeia, custa-me sair da minha concha. São muitos dias sem telemóveis, internet e mais do que um ou dois canais de televisão cheios de chuva. Muitos dias sem saber o dia a que estamos e a medir o tempo pela altura do sol no céu e as badaladas do sino da igreja. Demoro sempre uns dias a entrar neste ritmo frenético da modernidade. É-me difícil acertar novamente o passo com a velocidade a que surgem novidades de todos (ou com a noção da ausência delas). Os encontros que se tentam ir adiando. As obrigações. O tempo medido. Custa-me. E quando regresso, prometo sempre guardar mais tempo para elas no ano seguinte. Promessas.

Nas férias...

[a dele][a dela]
tudo ganha outro sabor. Seja pela água que vem direitinha da nascente do monte, seja pelos legumes que são apanhados imediatamente antes de se cozinharem, seja pela carne - mesmo a comprada no talho - que se sabe quem a criou e o que comeu, seja pelo ar puro que nos enche os pulmões, seja pelo pão acabado de sair do forno que nos vêm oferecer embrulhado num paninho, seja pelas memórias de tudo o que nos rodeia. Seja lá pelo o que for, as férias na aldeia deixam-me sempre com água na boca.

terça-feira, agosto 19, 2008

Tecnologia de ponta...

["tire fotografias à vontade! Olhe, quando me reformar - se Deus quiser para o ano que já não tenho vida para isto - fica para si... Já ninguém liga a isto. Mas olhe que há tempos uma senhora que está lá para a França comprou-me uma quase igual por vinte contos! Já ninguém faz estas coisas. É coisa antiga..."]

Nas férias...

os ovos não vêm em caixas.

sexta-feira, agosto 01, 2008

São 15 dias...

para nós e um mês para eles, de rio e piscina e do que é que me
esqueci de pôr na mala? Do meu biquíni, claro.

[até parece que a consigo ouvir: daah mãe!]

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Sandra (Costinhas)