sexta-feira, julho 27, 2012

Hoje...

é o último dia dele* no pré-escolar.

Hoje, é o último dia que tenho um filho no pré-escolar.

Hoje, eu queria ter tirado uma foto para registar este facto, para ilustrar este post, mas para não variar as manhãs são sempre ao contrário, sempre com alguma coisa a ficar para trás, sempre com uma boa dose de correria à mistura à hora de saída por mais cedo que acordemos todos.

Hoje é o nosso último dia de cookiescola, mas nem nós deixamos a cookiescola para sempre, nem a cookiescola nos deixa e este dia é apenas o fechar de um capitulo e o começar de outro.

Assim sendo, a foto que não fiz e queria ter feito, surgiu a meio da manhã e aqui está ela, a ilustrar este facto, este post, porque nestas coisas não há palavras que se comparem à força de sorrisos misturados.


Porque há colos que duram para sempre. E o nosso coração transborda de afetos.

Hoje é, definitivamente, uma sexta-feira fantástica que não se vai esquecer.



* a escola não fecha, ele é que vai de férias e só regressa em Setembro.

quinta-feira, julho 26, 2012

A vida medida em esperas...


Com a maternidade habituamo-nos à vida medida em fases. A fase das cólicas, a dos dentes, a dos primeiros passos, a das primeiras palavras, a das primeiras leituras, dos primeiros namorados...

Mas para mim, na verdade, a vida sempre se mediu em esperas.

Hoje terminámos uma, começámos outra.

Espera a espera, crescemos e aprendemos a aceitar que tudo tem o seu ritmo, tudo tem o seu tempo e que tudo tem uma razão, mesmo que para que a possamos compreender tenhamos, mais uma vez, de esperar, e, mesmo que essa espera possa demorar o tempo de uma vida inteira.

E é assim que descobrimos que viver é a única coisa nesta vida que nunca pode ser posta em espera. E isso é tudo.

terça-feira, julho 24, 2012

Para o que uma mãe está guardada...

Ontem, ela:

- oh mãe estás feia assim toda branca! Olha para nós todos morenos, só tu é que estás assim toda branca!  Acho que tens de ganhar um bocadinho de cor...

Mais uma destas e penduro-a no estendal pelas orelhas.



[em compensação, ontem deixaram tirar uma foto comigo. ainda me estou a beliscar para ver se é verdade... o luxo senhores, o luxo!]


segunda-feira, julho 23, 2012

Primeiras vezes...

Hoje ela estreou-se na colónia de férias de praia organizada pelo meu trabalho, e eu estreei-me na preparação de um farnel (para o almoço e um lanche, que o outro é fornecido) antes das oito da manhã.


Ter pão fresco todos os dias em casa para o pequeno-almoço (mas pão da padaria mesmo e cozido em forno de lenha) é coisa de que tenho saudades, mas hoje tivemos e aquele cheirinho logo pela manhã parece que torna tudo mais fácil.

Ontem já planeámos por alto os menus da semana e hoje tem sandes de paio para o lanche e sandes de carne assada (feita pela avó) e alface com tomatinhos (da horta dos avós) para o almoço. Vamos ver como corre.

sábado, julho 21, 2012

Esta semana sozinha...

soube-me pela vida, mas...


já estamos todos juntos, outra vez!!!

[e não há nada melhor que reencontros com quem se ama]

quinta-feira, julho 19, 2012

A sério, eles descobrem-me...

Na consulta com o médico da empresa o homem pintou um filme de todo o tamanho. Que devia ter apanhado um nervo ou tendão e que tinha de ir imediatamente a um cirurgião plástico e que o mais certo era ele ter de debridar a ferida e voltar a iniciar o processo de cicatrização do início e que tinha sido feito tudo mal e mais não sei quê e o diabo a sete.

Teve sorte que à frente dele, tinha alguém habituado a dar desconto a estes filmes e que não se dedica a tornar os filmes de suspense em filmes de horror, por isso, lá peguei na credencial da consulta e preparei-me para ouvir o cirurgião plástico rir na minha cara.

Hoje lá fui eu à consulta e tinha à minha espera um cirurgião sorridente, acompanhado de uma assistente bem queimada do sol e tal e qual como esperava o homem desvalorizou a situação. As cicatrizes não estão bonitas é um facto mas podem ser melhoradas com algumas massagens e ao fazê-lo as dores também vão desaparecer, além de que tenho o movimento total dos dedos logo não há nada comprometido.

Às tantas perguntei se o facto das cicatrizes estarem assim feias não eram realmente algo inerente ao meu tipo de pele, apontando a cicatriz que tenho na cara, mas ele que não, que esta cicatriz podia ser muito melhorada e que nos dias que correm não há motivo para não a corrigir, especialmente ela estando tão "feia". Eu meia apanhada de surpresa, confessei-lhe que tinha tirado isso da ideia depois de um cirurgião plástico que consultei nos meus vinte anos, me ter dito secamente que não adiantava mexer. Acrescentei ainda que nem sabia se valeria a pena mexer-lhe, já que eu nunca me lembro dela sequer (a não ser quando alguém a descobre pela primeira vez e se fixa nela) e é aí que ele diz sorrindo em jeito de validação: sabe que conseguir isso revela que tem uma cabeça forte.

E eu fiquei a olhar para ele.

Saí com a receita de um óleo, uma frase na cabeça e um ligeiro aliciamento à vaidade. Que o primeiro resulte, o resto logo se vê.

[e repito novamente: há médicos que deviam ser proibidos de contactar com pessoas.]

Não se iludam...

a mesma miúda que me fez a declaração do post anterior, é a mesma que já me disse:

- oh mãe, sabes que eu gosto mais do pai, porque o pai compreende-me e tu nem sempre me compreendes!
- como é que é?! - respondo.
- estás a ver! não me estás a compreender!

[I rest my case...]

Eles lá, eu cá...


Fui eu que fiz gostas eu adoro-te
Beijinhos Joana

[há lá coisa melhor para receber a meio de uma manhã complicada?]

terça-feira, julho 17, 2012

Coisas simples não são para mim...

Na última ida à neve, desequilibrei-me numa descida e antes de conseguir voltar a recuperar o equilíbrio assentei o rabo e bati com os dedos da mão (que andavam sem luvas, só com as proteções, por causa do calor que estava) no gelo. Foi coisa pouca, tão pouca que nem foi suficiente para me parar e só quando cheguei às cadeiras é que dei conta de estar a pingar sangue e foi porque me avisaram.

No cimo das cadeiras fiz um curativo e disseram-me apenas para proteger as feridas com pensos, que me forneceram com prontidão. Quando cheguei a Lisboa e só por não gostar do aspeto das crostas, fui ter com a enfermeira que levou as mãos à cabeça e me disse que por baixo das crostas tinha uma necrose de todo o tamanho. Passei quase um mês em curativos diários, que foram ficando mais espaçados até finalmente a enfermeira achar que a última das feridas já estava suficientemente curada para andar ao ar, mas avisou logo que a recuperação total ainda tardava.


o "à chegada" a Lisboa e "à saída" da enfermeira


no dia da "alta" dos curativos

Mas agora, cerca de três meses depois, achei estranho que as cicatrizes ainda me doessem quando lá toco e como no fim-de-semana dei um jeito ao pescoço que não há forma de passar (a dar um beijinho de despedida, se isto é lá coisa que justifique um torcicolo!) e na última aula de surf levei com a prancha um dedo mindinho e o malandro também ficou assim a modos que queixoso, achei que as três queixas juntas já eram suficientes para justificar uma ida ao médico e hoje lá me apresentei no consultório.

Entro, sento-me, mostro os deditos, conto a minha preocupação e levo logo com uma descompostura como se tivesse deixado aquilo curar ao ar e uma carta para me apresentar assim que possível num cirurgião plástico.

Senti-me pequenina, do tamanho do meu dedo mindinho, do qual nem me cheguei a queixar na esperança que os comprimidos do pescoço que receitou mal disse que me doía o pescoço, aliviem igualmente o raio do dedo.

E pronto... é uma animação. E há médicos que não deviam ter contacto com pessoas, mas isso são outros quinhentos.