segunda-feira, setembro 10, 2012

Dia 1...

O primeiro dia de um quarto ano é um tudo nada diferente do primeiro dia de um primeiro ano.




[para eles, porque para mim a excitação é a mesma... ai quem me dera poder ser omnipresente durante as próximas horas...]

sexta-feira, setembro 07, 2012

Casa cheia...

Estive a casa em silêncio durante semanas seguidas. Hoje, depois das reuniões do colégio vieram dois manos connosco para jantar. Agora ficam para dormir. Amanhã os dois mais novos, que andaram desde os dois anos até o ano passado juntos, vão a uma festa de anos comum. Os dois mais velhos, que andam desde os três anos juntos, conversam e matam as saudades e estão tontos de todo. O pai da casa regressou ainda há pouco às noitadas de futebol com os amigos, e eu estou aqui a trabalhar no escritório  e a ouvi-los a brincar aos super-heróis com peças avulsas dos fatos de máscaras.

Eu gosto assim da casa cheia. Cheia de amigos e filhos de amigos. E este barulho feliz enche-me as medidas.

miúdos na tenda (ie, um fio de lã, três lençóis, dois cortinados, o colchão da cama dela e molas da roupa qb)



* barulho feliz: som mais ou menos alto, de gritos, urros e exclamações de alegria ou típicas de super-heróis e simulações de lutas, sem birras, desentendimentos ou amuos fraternos, alternado com momentos, poucos e curtos, de silêncio ou de negociações de mudanças de brincadeiras.

Dia 0...


E a emoção da descoberta do que é novidade.

[aquela também vai ser minha professora? e aquele é professor de judo? tem cara de professor de judo... mas estes livros todos são mesmo para mim? estes todos? não há nenhum para a mana? e eu posso mesmo escolher o meu lugar? quer dizer, posso escolher se não for o último a chegar, não é? porque se for o último tenho que ficar com o que houver!]

quinta-feira, setembro 06, 2012

Sobre o quadro de comportamento...



Esta foto é do primeiro quadro que lhe fiz. Na altura ele fez um disparate que (para nós) foi tão grave que a primeira coisa que me saiu da boca é que estava de castigo um mês, o que é um verdadeiro exagero para uma criança que tinha cinco anos na altura.

Logo a seguir ao castigo e depois dele estar mais calmo, levei-o comigo para fazer o quadro que colei no meu escritório. Tirei uma folha A4 normalíssima da impressora, peguei na caneta que estava mais à mão e tracei uma tabela de cinco por seis onde apontei o dia do mês respetivo, ao mesmo tempo que lhe explicava o objetivo e as regras: cada quadrado correspondia a um dia do castigo que, conforme iam passando, eram marcados com uma cruz para haver uma noção visual do tempo, e, combinámos que se ele conseguisse chegar a metade do tempo sem se portar mal lhe retiraríamos o castigo.

Nessa altura, lembrei-me de pedir a opinião à minha querida Rita dos baguinhos e ela deu-me umas dicas valiosas sobre os pormenores que podem fazer a diferença, como por exemplo:
-  a importância de o incluir no preenchimento do quadro - e foi por isso que no primeiro quadro, no lugar das cruzes surgiram autocolantes personalizados por ele;
- a valorização do bom comportamento premiando-o pelo mesmo - coisa que eu achava que não seria correta pois pensava que o bom comportamento devia ser tomado como norma e que a norma não devia ser premiada (com algo mais que elogios, entenda-se);
 - o agir no imediato - ou seja, se ele num dia se portar menos bem é nesse dia que se deve aplicar o castigo combinado;
 - ajudá-lo a deitar cá para fora o que o levou a portar-se dessa maneira - isto foi uma coisa que sempre fizemos com ambos. Depois de cada momento menos bom, e depois de estarem mais calmos, conversamos sobre o que se passou, o que eles sentiram e explicamos porque é que esse tipo de comportamento nos magoa, não de forma física mas no coração de mãe/pai;
- ter as rotinas mais definidas no dia-a-dia ajudam a controlar essa impulsividade - não significando isso que não haja lugar para a quebra de rotinas, de preferência no fim-de-semana; e,
- a importância do pai e da necessidade de existirem momentos e projetos só deles os dois.

Com estes conselhos, adaptámos o quadro ainda mais à nossa realidade e é esta possibilidade, a de fácil adaptação às necessidades e realidades de cada um num determinado momento, que é para mim uma das maiores vantagens deste método, além de que é eficaz e simples de seguir.

Os quadros que fizemos a partir daí nunca foram exatamente iguais, nem os castigos ou os prémios, e, confesso, estes últimos dependem muito do que nos ocorre e do que é possível fazer no momento (ie, se estamos de férias não podemos agir da mesma forma que agiríamos se estivéssemos em casa, por exemplo) no entanto, a base de partida é sempre a mesma.

Basicamente é isto. Se tiverem dúvidas ou questões, avancem que eu posso ter saltado alguma parte importante e nem me ter apercebido.

Brincadeiras numa casa em obras...

quarta-feira, setembro 05, 2012

Da PDI...

Ninguém me preparou para pelos brancos.

[devia ter fotografado a minha cara quando descobri o primeiro...]

1º B

E a história repete-se. Que seja um bom augúrio para ele, já que com ela também o foi.

terça-feira, setembro 04, 2012

WIP: iNstapola wall...



iNstapola wall: parede decorada com fotografias tiradas exclusivamente com o iphone, partilhadas através do instagr.am e impressas em papel fotográfico com o formato habitual das polaroid.

Pareceu-me um bom nome para a parede que me vai acompanhar nas noites de trabalho e que irá sendo aumentada com as imagens que mais me fizerem sentido. Era uma ideia que já me fazia cócegas há muito tempo, mas que por não ter encontrado ainda a distribuição mais funcional do meu escritório ia sendo adiada. Agora já está finalmente tudo no sítio que mais jeito dá (até ver) e ela pôde finalmente nascer.

Posto isto, parece-me que este vai ser um WIP (work in progress) ad eternum. E isso agrada-me.

domingo, setembro 02, 2012

Das saudades...

Os meus filhos cbegam das férias depois de duas semanas e meia sem me verem e passadas quatro horas já desopilaram de casa, para irem brincar com o primo Martim a casa dele.



Esqueçam a herança, sim?

sábado, setembro 01, 2012

Das arrumações...

- António: 22 camisolas interiores (vários comprimentos de mangas, grossuras, com alças, etc e depois de ter separado umas quantas para dar ou aproveitar para panos)

- Sandra: 4 camisolas interiores

Há aqui alguém que é a modos que friorento. Isso, ou tem uma panca por camisolas interiores.