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sexta-feira, dezembro 27, 2013

Natal...


Dia 24, chove sem parar, a luz falta às 13h, o almoço é encomendado à Telepizza (já não usamos gás), o bolo rei vai para o forno dos sogros, telefonemas para a EDP, o jardim inunda mais uma vez, sem luz as bombas não podem funcionar para extrair a água, pelas 17h acendem-se a meia dúzia de velas de cheiro que existem em casa, o António baldeia água para a rua sem que a chuva lhe dê tréguas, pelas 19h temos os bombeiros a ajudar-nos a evitar que a água entre dentro de casa, mais telefonemas para a EDP que tinha dado o problema como resolvido, pelas 20h vê-se finalmente a carrinha do piquete de urgência da EDP, pelas 20h30 volta a luz, põe-se a mesa, pelas 21h chegam os avós com o bacalhau e as couves a fumegar dentro dos tachos, come-se, vê-se o episódio de Beirais e abrem-se os presentes. Fim.

Obrigada EDP.

Espero que o vosso Natal tenha sido bem mais típico que o nosso.

terça-feira, dezembro 25, 2012

Das trocas...


Depois de dois dias de casa cheia de gente e comida, e, vazia de silêncio, agora tenho a casa vazia de gente, cheia de sobras para comer e envolta num silêncio ensurdecedor.

É melhor começar a fazer caixinhas e a congelar ou os jantares dos próximos dias vão variar entre perú e bacalhau...

Para o ano há mais. Pelo menos é o que espero.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Feliz Natal!!!


Recebam estes votos como saídos diretamente do coração, da nossa família para a vossa. Que possam passar esta quadra com os que mais amam, com comida, calor, saúde e em alegria!

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Quando eles tomam o controle...







Com um dia de atraso, no dia 9 cumpriu-se a tradição e deu-se início ao Natal. Este ano limitei-me a pegar-lhes ao colo para chegar onde não conseguiam (e só até se tornarem novamente independentes quando se lembraram que uma cadeira fazia muito bem as vezes) e a apreciar o trabalho de equipa.

Esta árvore tem de tudo, o que combina e o que nem tanto assim, decorações de vidro com 13 anos (cada vez menos, é um facto), outras feitas especialmente a pensar neles, umas caras e delicadas, outras baratas e inquebráveis, pais natal de metal, mensagens deles e de outros para nós, anjos que foram outrora argolas de guardanapo. Esta árvore tem de tudo, e quanto mais cheia de coisas ela fica, mais ela se torna nós.

E eu gosto deste nós.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Tarde de Natal...


Dormiram quase até à uma da tarde. Agradeceram o Pai Natal não ter comido as bolachas todas (eram as últimas) e lamentaram não lhe terem deixado o leite para desembuchar. Tomaram o pequeno-almoço depois da uma. Almoçámos depois das duas. Continuaram a tentar descobrir o que era a prenda mistério e por fim, conseguiram*. Delinearam tácticas para no próximo ano provarem aos amigos que o Pai Natal afinal existe mesmo. Brincaram com os (poucos) brinquedos novos. Brincaram com os antigos. Brincaram com amigas. Jogaram bingo com as mulheres crescidas enquanto os homens crescidos jogavam uma suecada. Comeu-se muito.

Esteve sol.

[e acabou-se o dia numa marotona de filmes aninhados no sofá. foi bom.]



* repesquei uma tradição da minha mãe que era nos preparar uma prenda mistério que podíamos abrir quando descobríssemos o que era ou, no limite, na manhã de Natal. Valia tudo menos abrir para espreitar. Ela dava-nos a prenda uns dias antes e nós morríamos até ao dia de finalmente desvendar o mistério. Não me lembro nunca de ter acertado. Com eles fiz um pouco diferente. A prenda foi-lhes dada na noite de Natal com a condição de só abrirem quando conseguissem descobrir o que era. A brincadeira durou até à tarde de domingo quando finalmente acertaram: uma caixa de mikado :p

domingo, dezembro 25, 2011

Manhã de Natal...

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11h50 e tudo dorme (tirando eu obviamente). Vou por o peru no forno.

Noite do dia 24 de Dezembro...

Uma consoada passada pela primeira vez sem a minha irmã (e um viva ao skype!).


Celebrada com Bolo-rei feito por mim,


e com chocolates de fantasia pendurados por eles.


Um lanche para o Pai Natal devidamente providenciado.


E uma ida para a cama pelas duas da manhã com muita resistência de meninos que acham que o sono é uma cena que não lhes assiste para estarem a dormir segundos depois de encostarem a cabeça na almofada.

sábado, dezembro 24, 2011

Tarde do dia 24 de Dezembro...

Enquanto se preparavam para ir andar de bicicleta e skate para a rua pois mesmo não tendo neve, o sol abunda:

- sabes mãe, se eu tivesse uma máquina do tempo agora fazia ser amanhã de manhã para poder ver as prendas!
- mas é esta espera de hoje que ainda torna tudo mais especial filha!
- pois... até poder ser, mas a mim irrita-me! - diz cheia de nervoso miudinho.

Feliz Natal e coiso e tal...


noite de 23:

- Mamãããããã, a nossa prenda é deixarmos tu tirares fotos!!!

manhã de 24:

- ...


[duas fotos! duas! as que estão aí em cima. um luxo.]


Feliz Natal, malta! Que seja tudo aquilo que idealizaram que fosse.
(e se não idealizaram nada, se andam com o espírito natalício assim por baixo - como eu ando, por exemplo - melhor! está garantido que vai ser o que desejam :p)

Manhã de dia 24 de Dezembro...

filho ensonado e remeloso ao colo:

- mãeee, quando é que começa a nevar?

segunda-feira, dezembro 05, 2011

O que é para ti o Natal?

 

Hoje vinha um pedido especial da escola do mais novo: que definíssemos em cinco palavras o que era o Natal para a nossa família.

Entre eles disseram as palavras, escreveram uma delas cada um, e, ilustraram os cinco pensos rápidos enviados para o efeito (o que irá sair dali?!).

E é assim que eu vejo como o Natal vai muito para além da religião e que, mesmo eu sendo assumidamente ateia, lhes transmito os valores que para mim são realmente os mais importantes de enaltecer nesta quadra e sempre: A família e os amigos. O dar em vez de receber. A liberdade de descobrirem a sua própria fé e a poderem descobrir não apenas onde eu escolho descobrir a minha. O tirar prazer das coisas simples e feitas com quem se quer bem, como é a montagem da árvore.

E para mim, mesmo não tendo aberto a boca para sugerir uma palavra sequer, concluo que não podiam ter escolhido melhores palavras que estas.

domingo, dezembro 04, 2011

Cartas ao Pai Natal...

Hoje lembraram-se e lá foram escrever ao Pai Natal.

Ele pediu apenas uma coisa porque - e nas palavras dele - está crise: um beyblade amarelo e para isso cortou uma tira de papel, copiou "BEYBLADE AMARELO" e desenhou o brinquedo.

Ela usou uma folha A4 dobrada em postal, endereçou-a, ilustrou-a e escreveu:
Querido Pai Natal,

Eu gostava que me desses a Flora de Belivix; a tira-colo da color me mine; paz; sossego; boas notas; um Natal feliz para todos e o que achares que mereço.

Obrigada.
Há aqui pelo menos um irmão iludido com o poder mágico do Pai Natal e o que ele pode realmente fazer. E parece-me que não é o mais novo.


[mas o facto de usarem o gostava em vez do quero, enche-me o coração mais do que tudo...]

sábado, dezembro 03, 2011

A tradição já não é o que era...

Aqui, a árvore só se monta no dia 8 de Dezembro mas quis o destino que este ano a mãe da casa esteja o dia inteiro a fotografar muitas famílias, pelo que a cumprir a tradição só o iríamos conseguir à noitinha.

Mas no dia 1 estávamos todos por casa, pelo que a ideia surgiu. Assim, este ano a árvore foi montada no dia 1 e terminada no dia 2 porque as lâmpadas tinham dado o badagaio.

Somos agora os felizes donos da árvore de Natal mais multicor e menos homogénea de sempre. Temos enfeites de vidro, de plástico, de papel, de tecido, de porcelana de metal e de coisas que nem sequer sabemos bem definir. Temos bolas clássicas, modernas, com brilhantes e assim-assim. Temos bolas com onze anos e outras com apenas horas. Temos corações, pingentes, pais natais (ou pais natal, é como quiserem), anjinhos e fitas. Temos bolas prateadas, douradas, verdes, azuis, brancas e vermelhas. Muitas bolas vermelhas. E temos luzes que piscam, de LED's, super modernas (e baratinhas que isso também interessa). E temos zonas cheias de bolas e outras que parecem o deserto mas a criatividade é soberana por isso está muito bem assim.


Acho que lhes vou sugerir que no dia 8 estreiem o spray de neve nas janelas. Ao menos escuso de sofrer ao ver a criatividade deles e do pai que vou ter de (ia escrever "sofrer a", mas depois repetia-me e não fica bem) limpar umas semanas depois...

terça-feira, dezembro 28, 2010

Do Natal...

Consoada

Adorei voltar à minha casa (há-de ser sempre a minha casa) adorei preparar as coisas lá, adorei que o meu padrinho e a minha tia passassem lá a noite connosco.

Não gostei de ter de andar com a tralha atrás, não gostei de ter de tirar os miúdos do quentinho à uma e tal da manhã, não gostei de ter de sair do quentinho à uma e tal da manhã, não gostei de não ter lareira.


Dia de Natal

Gostei de poder acordar tarde e de não ter de pensar em absolutamente nada a não ser em apresentar-me à mesa e comer.

Não gostei de ter de sair de casa.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Uma família muito à frente... excepto a mãe

Noite de Natal. Os miúdos desembrulham as prendas e eis que surge a vez de ele abrir a dos patins desejados e comprados pelo avô paterno. Quando a abre, ele alegra-se e eu suspiro:

- mas não eram esses! Estes são cor-de-rosa e tudo!

Todos os outros - avós incluídos - em coro:

- e então?!

Toma lá que é para aprenderes mãe. Toma lá.

Natal...


Eu até queria fazer aqui um texto profundo sobre este ter sido o nosso primeiro Natal fora de casa, dizer que gostei e que não gostei ao mesmo tempo e tudo e tudo, mas... estou a ressacar de algumas horas sem comer bolo rei e não consigo articular os pensamentos.

Deixo-vos assim algo ainda mais inédito que ficar na cama até tarde: duas fotografias no dia de Natal com filhos sorridentes, pai, mãe e até o cão.

Ainda nem estou bem em mim com tamanha raridade.

A melhor prenda deste Natal...

três dias a levantar depois das onze da manhã.


Inédito.



[o facto dele ter ficado adoentado contribuiu para este feito, mas ainda assim... foi um luxo!]

terça-feira, dezembro 21, 2010

Família Von Trapp em versão portuguesa...

Para vos desejar aqui as boas festas, já fiz desde vídeos com várias fotos do ano a simples postais, mas este ano decidi eternizar uma cantiga que inventei (ie, a letra) numa brincadeira com eles o ano passado, que eles nunca mais esqueceram e que me fazem cantar diariamente seja quase natal ou pleno verão.

Por isso protejam os ouvidos que isto correu tão bem como a sessão fotográfica. Depois não digam que não vos avisei :)


Um bom, mas mesmo bom Natal. E que 2011 nos surpreenda a todos pela positiva.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Sandra na idade dos porquês...

Porque é que eu nunca sei o que lhe - ao cara-metade - dar no Natal? Porque é que eu nunca soube o que dar ao meu pai no Natal? Porque é que eu nunca soube escolher uma prenda que gostasse de receber no Natal que não fosse útil?

Porquê?