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sexta-feira, junho 26, 2009

Vou começar pelo mais fácil...

Depois de ter escrito o post do ar condicionado, achei melhor passar das palavras que não levam a lado nenhum às palavras que podem fazer a diferença e lá seguiu um email para o provedor do cliente da Carris. No dia seguinte a resposta, vinda da secretária do provedor, agradecendo-me a "comunicação" e que me informava que me voltariam a contactar depois de, e cito, "uma análise rigorosa e cuidada da questão colocada". Muito bem pensei eu, mas só pensei isso durante duas horas. E porquê? Porque foi precisamente duas horas depois que recebo novo email - desta vez do próprio provedor - com o pedido no mínimo insólito, que passo a citar: "Solicita-se indicação da data, hora, local e sentido de marcha de cada uma das situações referidas, a fim de se efectuar a averiguação." É a isto que se chama "análise rigorosa e cuidada da questão colocada"? Depois de uma resposta à altura do pedido, estou para ver no que é que isto vai dar.

terça-feira, junho 23, 2009

Para os senhores da Carris...

duas palavrinhas apenas: AR CONDICIONADO. Todos os finais de dia é a mesma brincadeira: autocarros cheios, de janelas abertas e um calor que não se aguenta. Há já uns tempos perdi a vergonha e passei ir ter com o motorista para pedir que ligasse o ar condicionado. A resposta também vem sempre pronta: está avariado. Tenho mais umas palavrinhas que lhes gostava de dizer, mas estas vou guardá-las para mim.

quarta-feira, abril 22, 2009

Conversas de autocarro...

Grupo de adolescentes do 9º ano em conversa no autocarro: - Yá eu tenho uma tia que também trabalha aí! - A sério? Como é que ela é? - Yá! É loura! E buéda boazona. - É boa? - Yá! Já tem 32 anos, mas ainda é bué boazona. Nada como um bando de miúdos para nos fazerem sentir bem (e rir) logo pela manhã.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Quero fazer aqui um agradecimento público...

aos senhores motoristas da Carris, que me têm transportado diariamente, pois se não fosse pela simpatia e atenção da maioria, as minhas manhãs eram muito mais complicadas. Só para exemplificar, deixo dois exemplos que espelham bem a boa vontade da maioria: - Na semana passada, num daqueles dias de chuva intensa e sem chapéu-de-chuva, vou a correr para me abrigar na paragem do autocarro. Tinha acabado de passar um autocarro pelo que achava que ainda demorava a passar outro, eis senão quando, o que ainda devia demorar surge. Ainda longe da paragem e sem ninguém à espera para o mandar parar, maldigo a minha sorte, e aperto o passo. O autocarro começa a abrandar e eu vislumbro uma hipótese de o apanhar, mas de repente, o autocarro pára logo ali a dois passos de mim, fora da paragem (senhores fiscais/agentes da autoridade é favor ignorarem esta parte, por favor) e abre a porta para me deixar entrar, porque viu que eu não levava chapéu-de-chuva e que não chegava à paragem a tempo. Nem queria acreditar. - Hoje mesmo, sem chuva mas com o chapéu-de-chuva pendurado no braço direito, caminhava calmamente na direcção da paragem. Como habitualmente vou deitando um olhinho para trás a ver se não aparece um autocarro ao longe e, numa das espreitadelas, vejo um autocarro já não tão longe assim e bem lançado. Desato a correr (nada como um belo exercício matinal para queimar calorias) mas o autocarro depressa me passa e não há novamente ninguém na paragem para me valer. Volto a desatinar para dentro com a minha sorte, quando vejo o autocarro a abrandar, a parar na paragem vazia, abrir a porta e ficar à minha espera. Srs. motoristas, muito obrigada. Eu agradeço-vos em cada boa acção, mas quero agradecer-vos também aqui por estes gestos e por me retribuírem os bons dias à entrada. A sério. Obrigada.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Durante as férias escolares...

passei a trazer o carro todos os dias para o trabalho. Sem trânsito e com lugares de estacionamento com fartura, o casa-escola-trabalho-escola-casa foi sempre feito em quase nada e na maior das calmas. Se por um lado andava rendida ao conforto inegável, por outro, sentia a falta às páginas dos livros nas pontas dos dedos e das caminhadas que fazia depois do trabalho. Foram praticamente dois meses sem ter correr para apanhar o autocarro. Mas hoje, com o previsto início do ano lectivo, decidi voltar à rotina. Pensei que me iria custar. Que depois de tanto tempo já me teria desabituado. Mas não. Parece que o folhear as páginas embalada pela brisa matinal na paragem do autocarro, a despreocupação com o pára-arranca e o atravessar o jardim e cheirar a frescura do orvalho em vez da fragrância artificial de maçã e flores verdes, me deixou revigorada. Com genica. Talvez tenha pesado o facto do tempo convidar a passeios, ter um livro novo para ler e uma capa para estrear - feita com toda a dedicação por umas mãos de ouro - mas lá que me soube bem, ai isso soube.

sexta-feira, julho 04, 2008

O que o sono me faz...

Hoje fui eu a levá-la e, maravilha das maravilhas, ficou na maior! [o ciclo quebrou-se!] Depois de a deixar, de ultrapassar o autocarro que iria apanhar, arrumar o carro no parque e correr feita maluca para não o perder [e a sorte de ser o motorista porreiro, o que a Joana define como sendo o motorista-meu-amigo que sempre que me vê a correr espera por mim e não arranca quando eu alcanço a porta de trás ou, e aí torna-se ainda mais frustrante, a da frente] entro esbaforida e sento-me tentando respirar o menos ruidosamente possível. [podemos considerar isto como um mini-treino de ginásio certo?!] E é aí que o dia ilumina-se! O autocarro cheira bem!!! Cheira a baunilha e quer me parecer, logo a mim que nem gosto nada de ambientadores de baunilha, que este é o melhor cheiro para se pôr num autocarro! Será que vão passar a pôr este cheiro nos autocarros?! Será uma daquelas medidas a pensar nos utilizadores que eles estão sempre a falar?! Devem meter aquilo no sistema de ar condicionado de certeza. Hummm... que cheirinho! E assim fui eu perdida nas letras e no cheirinho-bom-a-baunilha até que olhe, desculpe, a menina vai sair? e não, não vou, por isso levanto-me para deixar passar a senhora simpática [chamou-me menina!] e dou conta que, com ela, some-se também o cheirinho-bom-a-baunilha. oh!

sexta-feira, junho 27, 2008

Não trazer o carro...

é um descanso.

[e um ano depois de ter deixado de trazer o carro, vejo muito mais vantagens do que desvantagens. Há males que vem por bem, essa é que é essa.]

terça-feira, abril 08, 2008

Hoje à saída do trabalho...


enquanto tentava saltar por cima das poças que se formavam no passeio e afastar-me o suficiente da berma para não levar um banho de água suja, pensava com os meus botões que afinal até gostava de não ter de andar a conduzir naquela zona em dias de chuva.

São as filas intermináveis, o pessoal irritado e pronto a buzinar ao primeiro que não arranque em .087 segundos após o da frente o ter feito, os derrapanços que às vezes resultam em toques da treta que provocam ainda mais filas e mais gente irritada.

Penso com os meus botões, enquanto me abrigo debaixo do chapéu que rapinei lá do gabinete, que é muito bom deixar-me ir, mesmo com os encontrões e afins, em autocarros mais ou menos cheios de pessoas, mais ou menos bem-dispostas, e não me ter de preocupar com o pára-arranca-pára-PÁRA! guardando essa chatice para os motoristas que fazem disso o seu ganha-pão.

Eis que chega então o autocarro e arranca-me para a realidade. A porta abre e a fila avança. Um por um, qual ovelha seguindo o rebanho, vão entrando todos os que me precediam na espera dentro do bicho, até chegar a vez da senhora à minha frente, senhora bem-posta e conhecedora do que está in, com postura elegante e sapatos que destoam com o chão de tão limpos que estavam. Avança segura em direcção da porta e, num movimento fluído, sobe o primeiro degrau baixando o chapéu-de-chuva e deixando perceber a intenção de o fechar. Eu avanço e quando me preparo para entrar, a senhora abre e fecha o chapéu, uma, duas vezes para sacudir a água, pensando talvez em poupar o chão já bastante enlameado de mais umas pingas sorrateiras. Abre e fecha, abre e fecha, mesmo na minha cara.

Retirei logo ali o meu pensamento sobre o bom que é andar de autocarro em dias de chuva. Mesmo.

terça-feira, junho 05, 2007

Descobri...

algo pior que o cheiro a sovacos mal lavados nos autocarros. O cheirinho a protector solar (do pessoal armado de chinelas, geleira e chapéu-de-sol) faz-me muito mais mossa! inveeeeeeejjjaaaaaaaaa! :p

quinta-feira, maio 10, 2007

Dos transportes públicos...

O cheiro é, definitivamente, o que me vai custar mais a habituar. À parte disso, das publicidades irritantes mas, felizmente, esporádicas e de alguns comentários de pessoas com idade já para ter juízo mas que aparentemente, pelas postas de pescada que lhes saem das bocas enrugadas, já o perderam há muito, a coisa até se leva muito bem. Em média, gasto uns quarenta minutos da escola da Joana ao meu trabalho, e, aproveito-os a devorar tantas linhas quanto possa do livro que vai certamente acabar antes que o mesmo aconteça a esta semana de trabalho. Não me incomodam os encontrões inocentes ou até as pisadelas inevitáveis, mas já os solavancos verticais, muitas vezes comparáveis às melhores montanhas russas, tiram-me do sério e fazem-me agradecer não ser uma pessoa de vómito fácil. Também já andei mais esta semana do que nas outras todas que trabalhei este ano. Não porque o tenha de fazer mas porque até apetece. O não ter o carro à porta, obriga-nos a uma outra gestão do tempo. Permite-nos deambular nas ruas ao nosso bel-prazer sem as amarras a um ticket de parqueamento. O tempo tem ajudado e as ruas da baixa de Lisboa têm um não-sei-quê que me impele a calcorrea-las sempre que posso. E depois de um dia de trabalho, poder disfrutar nem que seja meia-hora do rebuliço das vidas que não as nossas, enquanto derivamos ao sol e ao som da música de rua e antes de cairmos nas pressas dos banhos, das sopas, dos leites, das histórias e das birras de sono, dá-nos justamente esse alento que tanto nos faz falta para enfrentar os banhos, as sopas, os leites, as histórias e as birras de sono, e a energia para ainda arranjar espaço para umas danças malucas com eles em frente à televisão com muitos pulos e colos e cambalhotas no ar presos pelas mãos da mãe. Faz-me falta aquela sensação de liberdade que me permitia ir para onde quisesse assim que pudesse. É o que me faz mais falta e tenho a certeza que não me vou habituar tão cedo. Mas mesmo assim, e porque a minha natureza é mesmo essa, acho que saí a ganhar. PS: respondido Moquinhas? :p

quinta-feira, abril 19, 2007

(alguns) Prós e contras...

de vir de autocarro da escola dela até ao meu trabalho: - começar o dia com eles; poder rir logo de manhã com eles; tomar o pequeno-almoço com eles (esta parte ainda em afinação); levá-la à escola; tempo para ler (hoje experimentei e consegui ler no autocarro sem enjoar!); chegar ao trabalho com ar de quem já está acordado e não de quem acabou de sair da cama; não ter de procurar estacionamento. - deixar de trabalhar das oito à uma e passar a trabalhar das nove às três (para não ter de me por a pé às seis da matina e poder levar a Joana à escola que só abre às oito); os cheiros, ai os cheiros; o stress de sair do primeiro autocarro e correr que nem uma louca para apanhar o segundo que acabou de chegar à sua paragem uns quantos metros à frente. Adenda: Decidimos que por enquanto não vamos comprar segundo carro. Esta solução agrada-me (mesmo com os contra todos que possam existir para mim) e como tal, vir de transportes não irá ser temporário, mas sim, o meu dia-a-dia por tempo indefinido. E sim, estes prós compensam tudo! :)

Dos transportes públicos...

o que eu aprendi: um rectângulo amarelo com letras pretas*, preso a um post junto à estrada (visto ao longe) não é necessariamente uma paragem de autocarros. Ai o que eu andei, mãezinha! :s * era um aviso de obras! (mas era em tudo idêntico aos que marcam as paragens de autocarro)

quarta-feira, abril 18, 2007

Dos transportes públicos...

gastei mais meia-hora do que o habitual; intoxiquei com os litros de perfume diferentes e outros odores menos simpáticos (uma bebedeira às nove da manhã fica sempre bem...); e, ainda alanquei com duas sacas de favas a uma senhora à saída do autocarro. O que eu aprendi: - usar um perfume forte (pode ser que assim me intoxique a mim própria e o resto me passe ao lado) - se não se tem passe, convém pelo menos ter dinheiro na carteira (faltava-me trinta cêntimos para o segundo bilhete de autocarro). Agora é só tratar do passe. [e habituar-me...]