Mostrar mensagens com a etiqueta toma lá que é para aprenderes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta toma lá que é para aprenderes. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, outubro 18, 2012

Ler com atenção...

Nós, os crescidos, temos a mania de mandar bitaites sobre como eles hão-de proceder nas suas provas de avaliação. Tu toma atenção! Lê bem o que está escrito! Tu revê o que escreves! Verifica bem se não falta nada! E tudo dito assim naquele tom condescendente de quem leva anos e anos de prática e já se escaldou de tantas maneiras diferentes.

E depois, depois chega um dia que temos um filho (ou dois) e eles gozam connosco com uma mestria daquelas.

Ontem, ela fecha-se no seu quarto de estudo e passado um bocado chega com duas folhas de teste, uma para mim e a outra para o pai. E diz-nos:

- Têm de começar a fazer o teste assim que eu o der! Leiam bem e com atenção!

Nas costas ainda nos presenteava com um:


E no início do teste dizia Lê tudo com muita atenção e resolve a seguir!

E nós claro, toca de resolver até que...


A sério, nós não estamos apenas tramados, na verdade apenas existimos para eles se divertirem às nossas custas!

[o que eu me ri, senhores... o que eu me ri...]

terça-feira, outubro 16, 2012

É para isto que estamos guardados...


Ele num ataque de mau feitio:

- e vocês são uns burros pais!
- oh Miguel não é assim! - contrapõe ela - é ao contrário! se fosse "burros pais", também eras um burro!


obrigada pela correção, filha. obrigada.

Conversas com ela (às prestações)...

durante a semana passada:

- então que bolo é que queres para os teus anos? posso fazer-te o meu bolo de aniversário de sempre?
- como é que é?
- pão-de-ló...
- iiiihhhh pão-de-ló!? não gosto nada! não, eu para a minha festa vou pedir à Guida para fazer o bolo de bolacha dela! nham nham!
- e para levares na segunda para a escola?
- não te preocupes que eu já pedi à avó para ela fazer o bolo dela.
- ok...

segunda de manhã:

- qual é o bolo que estás a fazer?
- pão-de-ló.
- pão-de-ló?!?! mas eu não gosto nada de pão-de-ló! porque é que tiveste de fazer pão-de-ló?!
- olha, porque não tinha chocolate em casa para fazer bolo de chocolate e a esta hora não podia ir comprar.
- mas estás a por farinha em cima do bolo porquê?
- não é farinha, é açúcar em pó e é só para decorar um bocadinho.
(resmungos e resmungos à conta do pão-de-ló e do açúcar em pó)

segunda ao final do dia:

- olha o teu bolo afinal é bom.
- ai é, gostaste?
- sim, mas o açúcar em cima não fica lá muito bem.
- pronto, costuma ser chantilly mas não tinha como bater as natas.
- ai é? chantilly? adoro chantilly!
- sim. chantilly, morangos e ananás. este é o bolo de aniversário que eu te perguntei se te podia fazer!
- ai era?! então olha, podes fazer para o ano! mas sem ananás...
- ai posso, é?
- sim, a Mariana até disse "não sei quem é que fez este bolo mas é delicioso!"
- fixe...


mãe sofre.

terça-feira, julho 17, 2012

Coisas simples não são para mim...

Na última ida à neve, desequilibrei-me numa descida e antes de conseguir voltar a recuperar o equilíbrio assentei o rabo e bati com os dedos da mão (que andavam sem luvas, só com as proteções, por causa do calor que estava) no gelo. Foi coisa pouca, tão pouca que nem foi suficiente para me parar e só quando cheguei às cadeiras é que dei conta de estar a pingar sangue e foi porque me avisaram.

No cimo das cadeiras fiz um curativo e disseram-me apenas para proteger as feridas com pensos, que me forneceram com prontidão. Quando cheguei a Lisboa e só por não gostar do aspeto das crostas, fui ter com a enfermeira que levou as mãos à cabeça e me disse que por baixo das crostas tinha uma necrose de todo o tamanho. Passei quase um mês em curativos diários, que foram ficando mais espaçados até finalmente a enfermeira achar que a última das feridas já estava suficientemente curada para andar ao ar, mas avisou logo que a recuperação total ainda tardava.


o "à chegada" a Lisboa e "à saída" da enfermeira


no dia da "alta" dos curativos

Mas agora, cerca de três meses depois, achei estranho que as cicatrizes ainda me doessem quando lá toco e como no fim-de-semana dei um jeito ao pescoço que não há forma de passar (a dar um beijinho de despedida, se isto é lá coisa que justifique um torcicolo!) e na última aula de surf levei com a prancha um dedo mindinho e o malandro também ficou assim a modos que queixoso, achei que as três queixas juntas já eram suficientes para justificar uma ida ao médico e hoje lá me apresentei no consultório.

Entro, sento-me, mostro os deditos, conto a minha preocupação e levo logo com uma descompostura como se tivesse deixado aquilo curar ao ar e uma carta para me apresentar assim que possível num cirurgião plástico.

Senti-me pequenina, do tamanho do meu dedo mindinho, do qual nem me cheguei a queixar na esperança que os comprimidos do pescoço que receitou mal disse que me doía o pescoço, aliviem igualmente o raio do dedo.

E pronto... é uma animação. E há médicos que não deviam ter contacto com pessoas, mas isso são outros quinhentos.


sexta-feira, março 02, 2012

Conversas com ele...

No carro, à ida para a escola:

- mas afinal o que é que precisamos de fazer para termos um bebé, mãe? - em tom de mas-tu-explica-me-já-isto-bem-que-já-estou-a-começar-a-perder-a-paciência.
- tu queres ter muitos filhos quando fores grande, é?
- não. quero que TU tenhas UM bebé AGORA.

ah.

[a sério... é do tipo marcação cerrada... h.e.l.p.]

sábado, novembro 26, 2011

Toma lá que já almoçaste...

- aquele casaco é giro - repara a Natália.
- ele também é giro -  acrescento eu.
- mas não é mais giro que o pai, não é?! - remata ela num tom que não permite qualquer hesitação na resposta.

Claro que não, ora essa... claro que não.

quarta-feira, julho 13, 2011

Embrulha e vai buscar...

São eles que escolhem os brinquedos e livros que querem levar para as férias. Têm direito a encher uma mochila cada um, vai o que quiserem mas só vai o que couber.

Depois de ter devorado dois livros do Geronimo Stilton em menos de três dias e de eu ver os outros livros que ela tinha trazido, comento com ela:

- Devíamos ter trazido mais livros destes para leres. Se calhar o melhor é irmos comprar mais uns, não?
- Oh mãe, não te preocupes, não é preciso. Então tu não sabes que o bom dos livros é que os podemos reler muitas vezes?!

quinta-feira, maio 12, 2011

Quando começámos as obras...

decidimos perguntar-lhes se eles queriam continuar juntos no mesmo quarto ou ficar cada um com o seu. Em boa verdade, nós acreditávamos que fazer a pergunta era só um pró-forma porque a resposta nós já a sabíamos: queriam ficar juntos, obviamente. Ou então não.

Basicamente o diálogo foi assim:

- digam lá uma coisa, quando acabarmos as obras querem ter um quarto para cada um ou querem ficar os dois no mesmo quarto e ganhar um quarto de brincar?
- um quarto para cada um! - resposta imediata, em uníssono e em plena excitação.
- ... - pais com olhos esbugalhados a tentarem perceber o que se tinha passado.
- podemos escolher o quarto? podemos escolher a decoração? podemos? - perguntou um deles (acho que ela).

[toma e embrulha!]

Entretanto, as ideias deles para os respectivos quartos galopavam em direcções no mínimo estranhas. Ela queria um quarto de princesa com arco-íris nas paredes, nuvens no tecto e mais não sei quantas coisas (chegou mesmo a fazer um desenho com ideias para pintar as paredes) que podendo funcionar a solo - mantendo um espírito muuuiiiitooo aberto - misturadas criavam o caos em cuecas. Ele era mais simples. Só queria um quarto - mais concretamente, paredes e cama - em preto, azul e vermelho como o homem-aranha.

Com o evoluir das obras, e decididos a manter a decoração do quarto deles tal como estava, conseguimos convencê-los a manterem-se juntos mais uns tempos com a promessa de poderem colaborar na escolha da decoração do quarto de brincar. E eles passaram a ter as suas ideias delirantes apenas para um quarto o que sempre simplifica a negociação.

O meu problema agora é que com os dois quartos em branco, a ideia de lhes poder fazer um quarto que reflicta a personalidade de cada um cada vez me tenta e agrada mais, mesmo que a de ter a zona de descanso+estudo separada da zona de brincadeira ainda continue a ser a minha preferida.

Até porque as ideias para transformar as camas deles em algo totalmente diferente recorrendo apenas a lixa, tinta e rolo, não querem parar de surgir...

[oh my oh my... how I just love this!]


[Republicação do post apagado pelo blogger]

sexta-feira, abril 01, 2011

Ontem fomos ao pediatra...

A consulta começa sempre com conversa e desde que eles começaram a ser capazes de manter um diálogo, a nossa participação nesta fase passou a resumir-se a umas caretas e mãos na boca para não nos desmancharmos a rir. Ontem depois de já estarem nisto há uns bons minutos, o Miguel:

- o melhor é pararmos de conversar e começar a trabalhar! ainda não nos viste as doenças!



toma, embrulha e vai buscar.


[tudo maravilha]

terça-feira, outubro 19, 2010

Conversas com/entre eles...

no carro a regressar a casa, ele tem um dúvida já não sei sobre o quê e eu depois de lhes explicar e de a coisa correr bem, saio-me com um:

- então e mais dúvidas têm? se tiverem digam que eu explico.
- não é preciso mãe. se tivermos alguma dúvida vamos a dabliu dabliu dabliu ponto canal panda ponto pêtê, dizemos qual é a nossa dúvida e eles explicam-nos. não precisamos que expliques mãe.

lembra-te do que disseste pequena monstra... lembra-te dessa...

sexta-feira, novembro 20, 2009

Sniff...

Ele faltou ao primeiro passeio da escola. Ela faltou ao primeiro passeio da escola. Eu vou faltar ao primeiro jantar de gajas out/inv 09. buáaaaaaaa [ele ficou a semana passada em casa com o pai, eu fiquei esta semana com ela, e, ao que parece, vou ficar a próxima em casa sozinha... será que o pai quererá ficar comigo?]

terça-feira, janeiro 13, 2009

E quando descobrimos...

não sei quanto tempo depois, que apagámos ficheiros importantíssimos sem nos apercebermos o que é que fazemos?! 1. dizemos umas quantas asneiras 2. choramos 3. dizemos que se lixe e apagamos mais uns só pelo gozo 4. descarregamos o undelete plus e tentamos a nossa sorte 5. batemos na pessoa que está mais à mão 6. um misto de todas as opções anteriores pois. [e fixe fixe, é ter tido até ontem a informação replicada em 3 sítios diferentes e ter apagado por falta de espaço duas delas... ai se a esperteza saloia matasse...]

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Saiu-me a fava no Dia de Reis...

Hoje era o primeiro dia de curso e o nosso jantar de Natal. À hora de começar a aula ainda estava em casa e julgava já não poder juntar-me ao grupo, mas lá fui rendida a tempo e fui directa para o jantar. Foi bom rever o pessoal, a troca de prendas original foi, na minha opinião, um sucesso, mas era totalmente escusado o que veio a seguir. Pois que dei boleia a duas colegas. Pois que íamos devagarinho e tal, mas numa grande galhofa. Muita conversa, blá blá blá, muito riso, e ooopppsss! que estou a passar um vermelho. Não há crise, penso eu. A estrada não tem quase ninguém, não está ninguém à espera para passar no outro sinal, por isso mais vale seguir do que fazer uma travagem brusca. E segui, sem acelerar nem travar. Pois. Só é pena que o carro patrulha que estava atrás de mim não pensasse da mesma maneira. Fica lá então à espera de uma multa na caixa do correio e para a próxima não penses tanto e trava. Os sinais vermelhos são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão... [E parece que estou a criar uma tradição de ano novo, ano sim ano não.]

quarta-feira, outubro 22, 2008

Conversas com ele...

Num jantar em casa da madrinha, anda a namorar o bolo desde que chegámos. Quando finalmente se abre o bolo, ele come a sua fatia satisfeito e volta para pedir mais: - mãe, dá mais! - e como é que se pede filho? - ou, ai-meu-rico-menino-mostra-lá-a-esta-gente-toda-que-a-mamã-também-te-ensina-as-boas-maneiras. - quero uma rrraaande*! Era um buraquinho se faz favor... * grande

segunda-feira, março 24, 2008

hi5

por causa de um primo, fui contra uma resolução antiga e aderi ao hi5. Ainda não tinha aderido há um par de horas e já recebia emails de gente com quem troquei no máximo um email, a aceitar convites supostamente enviados por mim. Como é que é?! Eu não enviei convites a ninguém!!! Será que aquilo varreu a minha lista de contactos do email?! Estou tramada... [priminho, esta vai sair-te cara!] Adenda: e hoje descobri que já tenho um registo no hi5, com outro email, desde 2005... e pelo uso que dei ao primeiro registo, acho que não demora muito a que desapareçam os dois em breve... aquilo dá para apagar, certo?!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

No carro...

a jogarmos um dos jogos habituais:

- não tem patas, é verde, vive nos lagos, é muuuuuuuito comprido e tem uma boca muito grande. qual é mãe?

Depois de várias tentativas falhadas da minha parte, admito a derrota:

- não faço ideia Joana. desisto, qual é?
- é o crocodilo!!!
- mas os crocodilos têm patas Joana!
- ah... mas este que eu disse não tem mãe! este é especial!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Tento na língua, mãezinha...

Ontem, no carro, um simpático condutor faz uma série de asneiras umas atrás das outras e quase que me faz perder a saída, só para o evitar. Não consigo conter uma interjeição proibida: - Olha-me este estúpido! Frase proferida e, de repente, soam os meus sininhos de alarme: Fizeste asneira! Fizeste asneira! Fizeste asneira! Antes de ter tempo de tentar corrigir, qualquer coisas, ouço: - Oh mãeeee! - num tom de desaprovação. Pronto, estou tramada, estes miúdos não deixam escapar nada. É então que ela acaba a frase num tom de quem explica o óbvio: - Se dizes estúpido, tens de apitar! Vou ali auto-flagelar-me um bocadinho e já volto, ok?!

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Primeiras vezes...

Desta vez é minha e era bem escusada. Nos meus quase catorze anos de carta, fui hoje autuada pela primeira vez. [não há dúvidas que este ano está a começar em grande...]

segunda-feira, setembro 11, 2006

Eu sempre achei...

ridículo medir-se o crescimento de uma criança pelo tamanho das roupas que veste, ou, das fraldas que usa. Primeiro, porque cada marca tem a sua escala, e quanto às fraldas depende muito do tamanho da barriguita do bebé e da grossura das suas pernocas. Um bebé não é grande só porque já usa a fralda número xpto, ou já veste roupa não-sei-quantos meses acima, ou porque simplesmente nós achamos que sim. Para mim, são os números reais que determinam a sua grandeza. A altura. O peso. Tanto me faz que sejam bebes grandes ou pequenos em relação à média - a única coisa que desejo é que sejam saudáveis e felizes - mas nunca gostei de defini-los pelo número de uma etiqueta. Eu sou uma pessoa de números, mas de números concretos. Esta minha teoria foi ganhando força com o crescimento da minha filha. Neste momento veste roupa dos 18 meses aos 4 anos. Se quisesse vincar a ideia de que ela está enorme, comentaria que já veste roupa de 4 anos. Se pelo contrário, achasse engraçado evidenciar a sua pequenez, bastaria dizer que ainda veste roupa de 18 meses. Mas hoje, depois de ter lavado, dobrado e arrumado a roupa do Miguel. Ter separado a que já não lhe serve e ter ido buscar roupa para o tempo que se adivinha. Depois de ter guardado toda a roupa dos três aos seis meses (ficou a uso apenas uma ou duas peças). Depois de reparar que a roupa que lhe começa a ficar pequena é já a dos seis aos nove meses. Depois de reconhecer que a roupa que melhor lhe fica é a que tem um nove na etiqueta. E finalmente, depois de por já no seu roupeiro algumas peças de um ano que não deve tardar a usar... acho que tenho de voltar a repensar bem nas ideias formadas que tinha sobre este tipo de medição. Porque dei por mim a pensar que ele está mesmo grande, única e exclusivamente, por causa das etiquetas. Porque até as fraldas tamanho três estão a chegar ao limite. Porque ele ainda não tem cinco meses... e porque a balança confirma o que dizem as etiquetas (e o metro de madeira, daqui a umas semanas, também não irá negar). Cuspi para o ar... e acertou-me em cheio.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Mas quem...

é que teve a infeliz ideia de sugerir ao avô que lhe oferecesse um piano electrónico, com não-sei-quantos acompanhamentos que não páram, com um volume máximo muito máximo, e que ainda se deu ao trabalho de fazer uma pesquisa de mercado e de comprar o dito cujo?! Oooops, fui eu! :s (note to self: estúpida!) PS: Mas que ela fica o máximo a cantar ao microfone e a tocar, ai isso fica! E o que ela gosta daquilo!