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domingo, janeiro 25, 2009
A saga do dente desaparecido, parte 2
Nada.
Enquanto os miúdos se lavam a eles e à casa-de-banho, fui eu tratar do quarto deles. A missão era simples: encontrar o dente desaparecido.
Roupa de cama fora, camas arredadas, chão lavado de joelho no chão, colchões levantados e ripas limpas uma a uma, e tudo e tudo e tudo... e nada!
Não há vestígio do dente em lado nenhum.
Olha que esta!
sábado, janeiro 24, 2009
Será que há mesmo fada dos dentes?
A casa está silenciosa. O pai assiste ao seu Porto no sofá, eu faço e desfaço no álbum do baptizado, e, eles dormem. Há apenas um silêncio entrecortado pelas claques animadas, o crepitar da lareira e os cliques disferidos no teclado e no rato.
- Mãe, mãe!
- Diz filha. - sussurro.
- O dente desapareceu!
- Não pode ser! - digo eu com a convicção de quem ainda não fez a troca - tem de estar aí.
Abrimos a caixinha-coração mas nada. Não tinha nada.
- E agora mãe? Se não está aqui o dente, tenho de dormir de boca aberta. Xiii, toda a noite de boca aberta!
- Estás tonta? Porque é que tens de dormir com a boca aberta?
- Para ela saber que eu não tenho um dente!
- Oh filha, é claro que ela sabe que te caiu o dente! Ela sabe essas coisas todas!
- Ela sabe tudo? Como é que ela sabe tudo?
- Porque a fada dos dentes é como o Pai Natal! São mágicos!
- Se calhar a fada já veio mãe! Levou o dente e não deixou nada! - exclama sem reclamar.
- Não acredito filha.
Talvez estivesse aqui quando quiseste ir fazer xixi e teve de fugir antes que tu a visses. O melhor é adormeceres depressa para ela poder voltar e deixar-te a prendinha. E adormeceu.
O dente é que não sei onde pára. Se nenhum de nós lhe mexeu, será que foi mesmo a fada dos dentes?! Por esta é que eu não esperava.
- Mãe, mãe!
- Diz filha. - sussurro.
- O dente desapareceu!
- Não pode ser! - digo eu com a convicção de quem ainda não fez a troca - tem de estar aí.
Abrimos a caixinha-coração mas nada. Não tinha nada.
- E agora mãe? Se não está aqui o dente, tenho de dormir de boca aberta. Xiii, toda a noite de boca aberta!
- Estás tonta? Porque é que tens de dormir com a boca aberta?
- Para ela saber que eu não tenho um dente!
- Oh filha, é claro que ela sabe que te caiu o dente! Ela sabe essas coisas todas!
- Ela sabe tudo? Como é que ela sabe tudo?
- Porque a fada dos dentes é como o Pai Natal! São mágicos!
- Se calhar a fada já veio mãe! Levou o dente e não deixou nada! - exclama sem reclamar.
- Não acredito filha.
Talvez estivesse aqui quando quiseste ir fazer xixi e teve de fugir antes que tu a visses. O melhor é adormeceres depressa para ela poder voltar e deixar-te a prendinha. E adormeceu.
O dente é que não sei onde pára. Se nenhum de nós lhe mexeu, será que foi mesmo a fada dos dentes?! Por esta é que eu não esperava.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Quero fazer aqui um agradecimento público...
aos senhores motoristas da Carris, que me têm transportado diariamente, pois se não fosse pela simpatia e atenção da maioria, as minhas manhãs eram muito mais complicadas. Só para exemplificar, deixo dois exemplos que espelham bem a boa vontade da maioria:
- Na semana passada, num daqueles dias de chuva intensa e sem chapéu-de-chuva, vou a correr para me abrigar na paragem do autocarro. Tinha acabado de passar um autocarro pelo que achava que ainda demorava a passar outro, eis senão quando, o que ainda devia demorar surge.
Ainda longe da paragem e sem ninguém à espera para o mandar parar, maldigo a minha sorte, e aperto o passo. O autocarro começa a abrandar e eu vislumbro uma hipótese de o apanhar, mas de repente, o autocarro pára logo ali a dois passos de mim, fora da paragem (senhores fiscais/agentes da autoridade é favor ignorarem esta parte, por favor) e abre a porta para me deixar entrar, porque viu que eu não levava chapéu-de-chuva e que não chegava à paragem a tempo. Nem queria acreditar.
- Hoje mesmo, sem chuva mas com o chapéu-de-chuva pendurado no braço direito, caminhava calmamente na direcção da paragem. Como habitualmente vou deitando um olhinho para trás a ver se não aparece um autocarro ao longe e, numa das espreitadelas, vejo um autocarro já não tão longe assim e bem lançado.
Desato a correr (nada como um belo exercício matinal para queimar calorias) mas o autocarro depressa me passa e não há novamente ninguém na paragem para me valer. Volto a desatinar para dentro com a minha sorte, quando vejo o autocarro a abrandar, a parar na paragem vazia, abrir a porta e ficar à minha espera.
Srs. motoristas, muito obrigada. Eu agradeço-vos em cada boa acção, mas quero agradecer-vos também aqui por estes gestos e por me retribuírem os bons dias à entrada. A sério. Obrigada.
sexta-feira, julho 21, 2006
Continente Online e Fraldas com 75% de desconto...
Sobre as fraldas:
Mães de bebés que gostem das fraldas da huggies, alguns modelos desta marca estão com 75% de desconto total (50% do valor em talão continente para gastar em Agosto + 25% do valor em talão continente para gastar em Setembro).
Eu acho que já não vou precisar de comprar mais fraldas na vida, por isso façam bom proveito. :)
Sobre o Continente Online:
Decidi começar a fazer assim as compras e gastar o tempo que se poupa a fazer coisas bem mais interessantes como ir passear com as crianças cá de casa. Estava já toda lançada para escrever um post sobre as maravilhas do serviço e tal e tal, mas achei melhor esperar pela entrega para poder fazer o relato completo.
Pelas experiências de amigos com este serviço tinha as expectativas muito altas. Resumindo, vou-me abster de fazer qualquer tipo de comentário. É que não tenho uma única palavra positiva a dizer do serviço de entrega. Muuuuuuuito pelo contrário. Muito provavelmente fizemos a nossa primeira e última encomenda. Só estou à espera de ler a resposta à reclamação que lhes enviei, para decidir se lhes hei-de dar o benefício da dúvida.
Adenda: Pronto, visto a enchente de boas opiniões nos comentários, acho que é justo explicar porquê fiquei assim tão desiludida com o serviço. Não houve nenhum problema com os produtos que recebi, se não contar com os 20% (11 produtos distintos) da encomenda inicial não estavam disponíveis para entrega (e que eu não quis substituir por nenhuns outros). Os problemas todos foram mesmo com o serviço de entrega e de apoio ao cliente, como referi inicialmente. Passo a explicar: Pedi que me entregassem as compras entre as 16h e as 18h30.
Dessa forma, deixava a Joana na ama até eles chegarem. Como, em geral, é a partir das 19h00 que as coisas se complicam aqui por casa (hora do mau-feitio do Miguel e das asneiras da Joana) evitava receber os senhores sozinha e com um a chorar e a outra no banho.
Às 18h40 nem tinham aparecido nem telefonado a dar satisfações. Telefonei eu, e depois de estar um bom bocado à espera, enquanto a operadora via o que se passava, recebo a informação que tinha havido um atraso na saída da loja e que estaria aqui até às 19h15. Pedi que me avisassem no caso de novo atraso, e a operadora garantiu que o fariam se acontecesse. Comecei a dar início ao jantar. Tinha planeado fazer bacalhau com natas, e só havia um pequeno senão... faltavam as natas que ainda andavam numa qualquer carrinha de entregas!
Às 20h05, sem compras nem telefonema, o jantar a meio por falta de um ingrediente que digamos ser essencial, uma criança ao colo para não chorar e a outra a atacar-me o frigorífico com fome, voltei a telefonar. Novo operador, nova explicação do que se passava, nova espera e a informação de que o motorista estava atrasado e que só conseguia estar aqui por volta das 20h40. Avisei que se atrasassem um minuto sequer as compras voltavam para trás (e lá eu ficava sem natas para o bacalhau com natas). Estava danada e com a paciência a chegar ao fim.
Às 20h39 telefona-me o último operador a pedir indicações para chegar a minha casa, pois o motorista estava perdido. Dou e passados uns minutos eis que chegam finalmente as compras. O António, já tinha chegado entretanto a casa, o Miguel já estava a dormir e a Joana já tinha matado a fome com iogurtes. Quando, chego ao pé dos senhores um deles sai-se com "para a próxima em vez do código postal escreva o nome do bairro. Andámos aqui perdidos sem ser necessário" Foi a gota de água. Quer dizer, nós preenchemos os campos do formulário correctamente; ainda me dei ao trabalho de no campo "indicações" escrever como se chega aqui a partir de um sítio chave; eles não se dão ao trabalho de verificar as moradas e os caminhos antes de sair; e depois, a culpa ainda é nossa! Ora... Depois desta, perguntei ao motorista o porquê de ele não ter telefonado, como era suposto, para dar conta do atraso. Ele disse "não telefonei, porque não estou atrasado!" Como?! Passei-me pois claro.
Perguntei-lhe então se não estava atrasado, o que é que estava, pois eram praticamente 21h e a encomenda devia ter chegado até às 18h30. Ele responde-me que estar aqui a essas horas era impossível, porque a encomenda só tinha saído da loja às 19h30. Explodi.
Peguei no telefone e voltei a telefonar aos serviços. Mal a operadora acaba de dizer a frase inicial começo a bombardeá-la com o que se tinha passado, ainda com os homens a descarregar as compras. Calhou a ser a mesma operadora que me atendeu da primeira vez e ainda teve a lata de dizer que não tinha dito o que me disse.
Como podem ler, não correu bem. Foram desorganizados, não tiveram em consideração o cliente e ainda insolentes. A única coisa que diziam além de me dar razão e pedir desculpa era: "mas nós vamos oferecer a taxa da próxima entrega para minimizar os danos". Próxima entrega?! Isso é o que vamos a ver! (Fiz além da reclamação telefónica, uma reclamação por email. Estou a aguardar uma resposta)
Mães de bebés que gostem das fraldas da huggies, alguns modelos desta marca estão com 75% de desconto total (50% do valor em talão continente para gastar em Agosto + 25% do valor em talão continente para gastar em Setembro).
Eu acho que já não vou precisar de comprar mais fraldas na vida, por isso façam bom proveito. :)
Sobre o Continente Online:
Decidi começar a fazer assim as compras e gastar o tempo que se poupa a fazer coisas bem mais interessantes como ir passear com as crianças cá de casa. Estava já toda lançada para escrever um post sobre as maravilhas do serviço e tal e tal, mas achei melhor esperar pela entrega para poder fazer o relato completo.
Pelas experiências de amigos com este serviço tinha as expectativas muito altas. Resumindo, vou-me abster de fazer qualquer tipo de comentário. É que não tenho uma única palavra positiva a dizer do serviço de entrega. Muuuuuuuito pelo contrário. Muito provavelmente fizemos a nossa primeira e última encomenda. Só estou à espera de ler a resposta à reclamação que lhes enviei, para decidir se lhes hei-de dar o benefício da dúvida.
Adenda: Pronto, visto a enchente de boas opiniões nos comentários, acho que é justo explicar porquê fiquei assim tão desiludida com o serviço. Não houve nenhum problema com os produtos que recebi, se não contar com os 20% (11 produtos distintos) da encomenda inicial não estavam disponíveis para entrega (e que eu não quis substituir por nenhuns outros). Os problemas todos foram mesmo com o serviço de entrega e de apoio ao cliente, como referi inicialmente. Passo a explicar: Pedi que me entregassem as compras entre as 16h e as 18h30.
Dessa forma, deixava a Joana na ama até eles chegarem. Como, em geral, é a partir das 19h00 que as coisas se complicam aqui por casa (hora do mau-feitio do Miguel e das asneiras da Joana) evitava receber os senhores sozinha e com um a chorar e a outra no banho.
Às 18h40 nem tinham aparecido nem telefonado a dar satisfações. Telefonei eu, e depois de estar um bom bocado à espera, enquanto a operadora via o que se passava, recebo a informação que tinha havido um atraso na saída da loja e que estaria aqui até às 19h15. Pedi que me avisassem no caso de novo atraso, e a operadora garantiu que o fariam se acontecesse. Comecei a dar início ao jantar. Tinha planeado fazer bacalhau com natas, e só havia um pequeno senão... faltavam as natas que ainda andavam numa qualquer carrinha de entregas!
Às 20h05, sem compras nem telefonema, o jantar a meio por falta de um ingrediente que digamos ser essencial, uma criança ao colo para não chorar e a outra a atacar-me o frigorífico com fome, voltei a telefonar. Novo operador, nova explicação do que se passava, nova espera e a informação de que o motorista estava atrasado e que só conseguia estar aqui por volta das 20h40. Avisei que se atrasassem um minuto sequer as compras voltavam para trás (e lá eu ficava sem natas para o bacalhau com natas). Estava danada e com a paciência a chegar ao fim.
Às 20h39 telefona-me o último operador a pedir indicações para chegar a minha casa, pois o motorista estava perdido. Dou e passados uns minutos eis que chegam finalmente as compras. O António, já tinha chegado entretanto a casa, o Miguel já estava a dormir e a Joana já tinha matado a fome com iogurtes. Quando, chego ao pé dos senhores um deles sai-se com "para a próxima em vez do código postal escreva o nome do bairro. Andámos aqui perdidos sem ser necessário" Foi a gota de água. Quer dizer, nós preenchemos os campos do formulário correctamente; ainda me dei ao trabalho de no campo "indicações" escrever como se chega aqui a partir de um sítio chave; eles não se dão ao trabalho de verificar as moradas e os caminhos antes de sair; e depois, a culpa ainda é nossa! Ora... Depois desta, perguntei ao motorista o porquê de ele não ter telefonado, como era suposto, para dar conta do atraso. Ele disse "não telefonei, porque não estou atrasado!" Como?! Passei-me pois claro.
Perguntei-lhe então se não estava atrasado, o que é que estava, pois eram praticamente 21h e a encomenda devia ter chegado até às 18h30. Ele responde-me que estar aqui a essas horas era impossível, porque a encomenda só tinha saído da loja às 19h30. Explodi.
Peguei no telefone e voltei a telefonar aos serviços. Mal a operadora acaba de dizer a frase inicial começo a bombardeá-la com o que se tinha passado, ainda com os homens a descarregar as compras. Calhou a ser a mesma operadora que me atendeu da primeira vez e ainda teve a lata de dizer que não tinha dito o que me disse.
Como podem ler, não correu bem. Foram desorganizados, não tiveram em consideração o cliente e ainda insolentes. A única coisa que diziam além de me dar razão e pedir desculpa era: "mas nós vamos oferecer a taxa da próxima entrega para minimizar os danos". Próxima entrega?! Isso é o que vamos a ver! (Fiz além da reclamação telefónica, uma reclamação por email. Estou a aguardar uma resposta)
segunda-feira, julho 10, 2006
Foram...
quase quatro dias em que se conversou muito, brincou muito, riu muito. Que quase não se ligou a televisão com os seus únicos três canais com chuva. Que não nos preocupámos com almoços e jantares. Que não houve telemóveis para ninguém (e viva a ausência quase absoluta de rede). Que não houve computadores ou internet. Que o meio de transporte usado para visitar amigos eram os nossos pés.
O único problema foi voltar a casa, com a mais velha a tossir sem parar. Os telemóveis que ressuscitaram. Os cães terem aberto a porta da rua (que deve ter ficado mal fechada) e terem feito chichi um pouco por toda a parte (e outros sólidos que a vó Tina fez o favor de limpar :s). Enquanto o pai e filha tomavam banho tentar sossegar um momento de stress do filho (que pelos vistos gosta mesmo é de dormir ao ar livre) e pensar no que fazer para jantar. Ter um saco de viagem cheiiiio de roupa para lavar. Faltar sempre pelo menos um ingrediente para todas as hipóteses de jantar que se congeminaram. Limpar o que os cães fizeram. Decidir fazer bacalhau com natas e o pai ter de sair para comprar leite. Cortar cebola fininha e partir as batatas aos bocadinhos enquanto se abana a espreguiçadeira com o pé e responde aos pedidos gritados pela filha doenti a partir do sofá. O gás acabar quando se começa o jantar. Ter a cebola e as batatas partidinhas, o bacalhau desfiado, o leite e tudo o que é preciso, e o pai não conseguir ligar a botija de reserva. Ter de encomendar pizza e aquecer a água do banho do Miguel na chaleira eléctrica. A filha continuar com tosse e a mãe lembrar-se de lhe dar uma colher de mel. A filha vomitar por cima dela e da caminha acabadinha de fazer de lavado e não haver água quente para a lavar. A filha continuar a tossir, ter deitado o jantar fora e estar a ser limpa com toalhitas e água fria. Fazer a cama de lavado e voltar a deitá-la. As séries da praxe na televisão estarem a dar e não se conseguir ver nenhuma por completo.
Aaahhhh! Como é bom regressar a casa...
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Tudo em grande estilo...
É como eu gosto das coisas. Nem que sejam avarias de automóveis!
De tarde perguntava-me uma amiga:
Ela: Então, estás satisfeita com o teu carro?
Eu: Sim, nunca me deu chatices. Tive duas avarias mas que até são comuns (em quase todas as marcas) e devem-se ao desgaste de peças.
Já decidimos comprar carro novo, mas ainda não decidimos totalmente se vendemos este ou não. No entanto, acho que o meu carrito ressentiu-se deste nosso súbito desinteresse na sua chapa e decide mostrar isso. Como?! Da melhor maneira possível claro! Avariou!
Ai que chatice! - dizem vocês. Eu acrescento: Mas avariou com uma pinta que só visto!
Imaginem aqui a grávida, ao volante do bólide e a desafinar uma música qualquer (a parte do vidro aberto e cabelos ao vento dispenso, porque já andam desgrenhados no dia-a-dia e está um frio do caraças). Estou a (mais ou menos) um quilómetro de casa. Espero a minha vez de entrar numa rotunda (com duas faixas), e começo a contorná-la pela esquerda. Digo "começo" por que não chego a contornar. Em plena curva (e cantoria dentro do carro) o carro bloqueia.
Olá... então minha?! Deixaste o carro ir abaixo?! Penso eu ainda a por as culpas na minha pessoa e não no meu carrinho. Desliga, liga e não pega. As rodas bloqueadas e o travão também. Em vez de curvar estou a ir direitinha.
Xiii! Que chatice, pensam vocês. É uma grande chatice. Mas o pior é que do meu lado direito vinha um camião TIR. Sim, um TIR (dos tais que gostava de conduzir). Daqueles grandes. Mesmo! E eu estou a ir direitinha para cima dele! (para cima?! 'tás parva?! hahahaha, deixa-me rir, quanto muito para debaixo! Só o tamanhinho duma roda daquelas!)
Entretanto, já se eclipsaram umas fracções de segundo e eu penso o que devo fazer:
- será que consigo passar à frente ao TIR? - Ligo os 4 piscas.
- será que consigo travar? - Tento e não consigo
Bem, o melhor a fazer é tentar que o carro passe o mais depressa possível à frente do camião. Ponho o pé na embraiagem e sinto-o a soltar-se um pouco mais. Abro a janela e ponho o braço de fora, para ver se o camião se apercebia do meu estado.
Passo o camião. O camião passa por mim. Não dei conta que ele tivesse travado, mas também não podia desviar os olhos. À minha frente tenho os rails de protecção. Mais umas fracções de segundo e mais umas questões:
- será que consigo travar? O travão não mexe e se travasse a direito ficava com o carro a cortar uma faixa de rodagem.
- será que ele perde balanço? Não parece nada.
- será que consigo virá-lo um pouco? Ligo o carro, tento arrancá-lo para conseguir guinar ligeiramente a direcção para a esquerda e consigo. Ligo guino ligo guino ligo guino.
Quando tenho o carro quase paralelo aos rails, e quase todo na berma, puxo do travão de mão e já está. Estacionadinho em segurança.
Primeiro, chamar a assistência em viagem porque o carro não sai dali, isso é mais que certo. Segundo, telefonar ao pázinho para dar conta do sucedido. Terceiro, sair do carro, vestir o belo do colete (o meu é laranja... tenho de trocá-lo :p) e colocar o triângulo a não sei quantos metros (alguém sabe?! São 50?! E contamos como?! :p).
Mas alto aí! Acham que é só abrir o porta-bagagens e tirar o triângulo?! Acham?! Nãaa... eu gosto de tudo muito mais rebuscado! Por isso, imaginem esta pançuda de colete cor-de-laranja (e bem vivo porque nunca tinha sido usado!) a tirar uma dezena de pacotes de fraldas (que lá estavam desde sexta-feira) e um carrinho de bebé para a estrada, para conseguir levantar um pouco do fundo do porta-bagagens e aceder ao triângulo.
Bom, agora é ficar dentro do carrinho a ouvir uma musiquinha e esperar pelo reboque. Acham mesmo?! Uma pessoa normal era o que tinha feito, eu que tenho a mania de ser diferente até comecei por fazer isso, mas depressa acabou, e porquê?! Porque vejo pelo retrovisor um carro igual ao meu parar atrás de mim, com dois senhores lá dentro. Mau... o que é que estes querem? Serão a polícia?! Penso eu. Verifico as trancas da porta, telemóveis à mão, etc e tal, porque nunca se sabe.
Reparo melhor e vejo o logótipo da marca do meu pópó, nos pull-overs dos senhores. Ena ena! Ganda pinta. Trocamos meia dúzia de palavras, ligam o computador ao carro (que por acaso tinham com eles) verificam que não tem problema nenhum na parte electrónica. Mandam abrir o capot, dar à chave. Uma, duas, três vezes e voilá! Descobriram o problema!
A correia de distribuição foi-se. Não me faltava mais nada. Fora a correia o mais certo é que mais alguma coisa tenha ficado "empanada", e o arranjo promete ser bonito de se ver!
Agora resta esperar, para ver o que provocou a quebra da correia. Se se partiu sozinha, então o problema é do fabricante porque tinha sido trocada à 15.000km, se não for... que bela coisa que nos tinha de acontecer agora.
Agora digam lá, seguindo ainda a filosofia deste post: tenho azar... ou tenho sorte?!
De uma coisa eu tenho a certeza: comigo nada é simples!
terça-feira, novembro 29, 2005
Os bilhetes... a saga
quinta-feira, novembro 10, 2005
Jogo no Euro Milhões ou não?!
Hoje a ama não podia ficar com a Joana. Por isso, trouxe-a comigo até ao meu trabalho e a avó veio buscá-la mais tarde.
Estacionar aqui nesta zona é quase impossível, e quando vi um lugar mesmo aqui na rua, numa zona de parquímetros mas que não estão sempre a funcionar, nem hesitei. A Joana vinha a dormir, e eu não me apetecia ter de andar muito com ela ao colo!
Passada uma hora, uma colega minha corre na minha direcção e diz-me: "Sandra, vai já ao pé do teu carro, que tens a polícia à tua procura!"
AAAiiii... estou tramada, pensei eu. Imaginei logo que já tinha o carro bloqueado e peguei na mala e nas chaves a ver se escapava do reboque. Deixei a Joana com as minhas colegas e corri até ao carro.
Assim que cheguei, reparei que estava estacionada no lugar que tem um sinal de proibido parar e estacionar, e pensei, pronto, agora é que estou tramada mesmo!
Olhei de soslaio e vi uma mulher polícia a falar com uns homens ao fundo, e precipitei-me a pedir desculpa ao senhor do camião que esperava que eu saísse para fazer cargas e descargas.
De repente, só ouço a polícia: "Olhe, espere aí! Espere aí!"
Já tinha olhado para as rodas do carro e já tinha visto que não estavam bloqueadas, mas com esta chamada, imaginei o talãozinho da multa já na minha mão!
Eu: Peço desculpa por ter estacionado aqui, mas é que vinha com a minha filha e nem reparei no sinal...
Polícia: Não se preocupe. Pedimos desculpa mas vamos precisar de estacionar aí este camião.
Eu: Eu tiro já! (enquanto me tentava enfiar o mais depressa possível dentro do carro)
Polícia: Mas espere, eu guardei-lhe ali um lugar atrás. O que vamos fazer é o seguinte. Eu páro o trânsito da rua (uma rua com bastante movimento!) e a senhora faz marcha-atrás e estaciona ali.
Eu: O-o-obrigada! (com cara de parva)
De seguida a polícia pára o trânsito nos dois sentidos, e eu faço uma marcha-atrás de alguns metros para chegar ao lugar que ela me tinha guardado! Infelizmente o meu carro é grande e não cabia.
Eu: Olhe, obrigada na mesma, peço desculpa pelo incómodo que causei. Vou dar uma volta a ver se encontro lugar.
Polícia: Que chatice. O seu carro é grande mesmo. Mas espere aí que se calhar ainda lhe resolvo o problema. Fique aí que já a chamo.
A polícia vai até ao fim da rua, vejo-a a falar com um condutor dentro do carro, e de seguida apita e chama-me. Quando chego, apercebo-me que o senhor estava à espera de alguém que estava no café ao lado. Ela manda-o sair, para eu estacionar! Ainda por cima, o lugar era pequeno e fiquei com a um pouco da frente em cima da passadeira (daquele primeiro risco horizontal)!
Como se não bastasse, o polícia sinaleiro que costuma estar nesse cruzamento, ficou de olhar pelo carro, não fosse um colega embirrar com o dito!
Voltei a pedir desculpa e a agradecer, e ela voltou a pedir-me desculpa a mim!
Agora, com esta sorte toda, acham que jogue no Euro Milhões ou não?! É que eu acho que já gastei a minha quota-parte durante uns tempos! :p
(É a sorte de ter um anjo-polícia a olhar por nós!)
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