terça-feira, janeiro 15, 2008

Dia 3


No domingo fomos brindados com uma tempestade de neve. Fomos, aliás, dos últimos a sair da Serra nesse dia.

Se no sábado os -3ºC pareciam a 3ºC, os -0.5º de Domingo deixavam no corpo a sensação de estarem uns -5ºC.

Muito vento, muito nevoeiro e neve. Mesmo muita neve a cair incessantemente em flocos imensos. Numa das nossas paragens durante a descida, ficámos sem saber como é que íamos sair dali. A estrada em poucos minutos ficou coberta de um manto branco e nós não tínhamos correntes. Acabámos por ser safos pela passagem de um limpa-neves, mas a verdade, é que mesmo a escassos metros dele e com meia dúzia de carros entre nós, quando passávamos pela estrada já esta estava novamente coberta de uma camada de neve e gelo.

O Miguel nunca chegou a sair do carro e a Joana saiu e voltou logo a entrar. Já nós, os crescidos - só em altura neste dia - aproveitámos para grandes lutas de bolas de neve e descidas de sku.

Um dia assustador a nível de segurança mas indescritível a beleza de assistir a um fenómeno destes.

Deste dia só uma nota a fazer: quando fizerem lutas de bola de neve usem óculos ou mantenham os olhos o menos abertos possível. É que levar uma bola em cheio na cara de olhos abertos, dói. Ui se dói! :)

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Este blog volta a mudar...

e eu, atrasada como sempre, despeço-me do Outono

e recebo o Inverno, aproveitando para devolver os miúdos ao lugar que lhes assenta que nem uma luva.

Dia 2

Neve. Muita neve e um sol quente.

O dia esteve simplesmente perfeito.

A Torre estava cheia de gente ansiosa por dar uso aos trenós mais ou menos sofisticados. Lutas de bolas de neve um pouco por todo o lado. Miúdos divertidos. Adultos que pareciam miúdos. Bonecos de neve espalhados até pelos automóveis.

O Miguel não é grande fã de temperaturas extremas por isso a meio da manhã optou por dormir uma sesta de mais de uma hora, enquanto ela e o pai escorregavam de cada vez mais alto e com cada vez mais velocidade.

Brincámos muito. Rimos muito. Foi muito, muito bom.

O pior é entreter os miúdos numa aldeia que nada tem para fazer depois de anoitecer e neste dia acabámos por ir visitar o Museu do Pão. A Joana adorou a visita das crianças, mas o resto é demasiado chato para visitar com dois miúdos pequenos cheios de genica.

As duas noites que lá ficámos tivemos direito a jantar num restaurante onde éramos os únicos clientes. À excepção do almoço de sexta que foi na Pousada de São Lourenço e foi divinal - onde de resto também éramos os únicos a almoçar - as restantes refeições não foram nada de especial. A única coisa a merecer distinção é mesmo o pão. Delicioso!

Dia 1


Chegámos mesmo quando um nevão estava para começar. Consoante íamos subindo, a certeza que devíamos ter levado correntes de neve ia crescendo.

Paisagens lindas, estradas bastante perigosas, e a felicidade dela em ver nevar pela primeira vez e de sentir que a neve era realmente fria.

Ficámos instalados na aldeia mais alta de Portugal e constatámos que aquilo é um autêntico deserto aos dias de semana e depois de escurecer.

Depois de termos sido obrigados a contornar a Serra para chegar ao destino, por causa das estradas já estarem cortadas, quando voltámos a subir já não pudemos passar da Lagoa Comprida. É aqui que Portugal fica muito atrás dos outros destinos de Inverno. Basta nevar, para se deixar de poder chegar ao cimo da serra, onde está a neve propriamente dita.

Já voltámos...

e nestes três dias apanhámos de tudo. E depois de sermos recebidos com arco-íris bem vivos, nada como uma tempestade de neve como despedida.

Ela delirou, ele nem por isso.

Há, portanto, muito para contar... e mostrar.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Ela...

anda a pedir-nos para ir ver a neve desde que começou o Inverno. Anda também a pedir para ficar de férias um dia de escola desde o início do ano. Decidimos fazer-lhe a vontade e além de ir ver neve (esperamos) ainda vai fazer gazeta à escola. Vamos então, até terras mais altas, comemorar os recém-feitos trinta e um anos do pai com um bocadinho de sku à mistura. Até já!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Há uns tempos...

o meu problema era manter separadas as meias dele das dela. Já não o tenho. Agora usam os dois as mesmas meias. [ele está a calçar o 23,5 e ela o 26]

No carro...

a jogarmos um dos jogos habituais:

- não tem patas, é verde, vive nos lagos, é muuuuuuuito comprido e tem uma boca muito grande. qual é mãe?

Depois de várias tentativas falhadas da minha parte, admito a derrota:

- não faço ideia Joana. desisto, qual é?
- é o crocodilo!!!
- mas os crocodilos têm patas Joana!
- ah... mas este que eu disse não tem mãe! este é especial!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Eu devia ficar caladinha, mas...

o Miguel está (mesmo) a mudar o seu comportamento de sono. Agora dorme tão profundamente, que temos de o acordar a meio da noite para fazer o seu xixi nocturno e de seguida adormece quase instantaneamente, sem acordar mais vez nenhuma até de manhã. Hoje dormia tão profundamente que nem o conseguimos acordar como deve ser e foi embrulhado numa manta para a ama. Será que as nossas más noites têm mesmo os dias contados?!

A minha filha é uma querida...

No carro: - mãe, quando é que eu fico crescida? - todos os dias ficas mais crescida. tens é de comer sempre tudo e sopa, para poderes crescer muito. - não! quando é que eu fico assim muito crescida como tu? - então, comes sempre tudo e depois vais crescendo, crescendo, e sem dares por isso, um dia ficas do meu tamanho. - quantos anos tens mãe? - 32. - 32? iiiihhhh - em tom chocado - isso são muitos anos, mãe! [e desata a contar até 32 para me provar que 32 é realmente muito]