terça-feira, setembro 02, 2008
Passear com os dois na rua...
é tê-la a dançar enquanto anda, a trepar os muros todos que encontra, a mirar-se nos reflexos que descobre, a saltar de todos os muros que trepou, a não estar calada um segundo que seja, a apanhar todas as flores a que consegue deitar a mão, a ficar para trás por causa da dança/dos pulos/das flores, por tudo e por nada.
é tê-lo a correr à minha frente que nem louco, a trepar todos os muros que encontra, a chutar todas as pedras soltas, a saltar de todos os muros que trepou, a pontapear árvores/postes/vedações, a reclamar atenção a todos os instantes, a sair disparado na direcção de todos os cães que descobre, a pedir colo.
E ainda há pouco tempo estava desejosa que começassem a andar.
Ao que parece...
apesar do choro matinal, os dias estão a correr bem.
Ontem, acabou por passar parte da manhã na sala da irmã. Ela acompanhou-o no almoço e ficou com ele até adormecer enquanto o cobria de festas para deleite de quem me descreveu a cena. Quando cheguei, abraçou-me mudo e com a cara enfiada no meu colo mas passado pouco tempo era o menino cheio de genica que eu conheço.
Hoje, o entusiasmo da ida para a escola voltou a esfumar-se na hora da separação, no entanto, já se manteve quase sempre na sala dele, adorou a aula de música e ainda tentou servir o peixe (do aquário) como almoço ao hamster, no bocadinho que passou na sala da mana. Quando cheguei, estava na maior e caminhou para mim a sorrir.
Amanhã, logo se vê.
Segundo dia...
Foi feliz e contente, orgulhoso com a mochila às costas. Levou a mana à sala e atirou-lhe um até logo meio de lado já a caminho da sua sala. Bateu à porta confiante e ainda tentou arrancar o nariz à joaninha. Saí eu primeiro para ser mais fácil e no meio da resistência ainda tive direito a beijo. O pai teve direito a choro e braços estendidos do colo da doce S.
Um dia de cada vez.
[imagino a dúvida na cabeça dele: se a última vez - sem contar com ontem - em que nos tínhamos despedido dele para ir trabalhar, ficámos sem aparecer durante quinze dias, quem lhe garante que não vamos fazer o mesmo desta vez?]
E porque não?
Mudar de Vida, Humanos.
refrão:
Muda de vida, se... tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás... sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não... deves viver contrafeito
Muda de vida, se... há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
letra e música, António Variações
Um passo de cada vez. Mas sem voltar atrás.
segunda-feira, setembro 01, 2008
O que dizer...
de chegar do almoço e ter à espera, na caixa de correio (electrónico), palavras cheias de ternura e imagens deles no primeiro dia?
A minha boca emudeceu, e o meu coração transbordou.
Obrigada Sofikrida.
A minha boca emudeceu, e o meu coração transbordou.
Obrigada Sofikrida.
Primeiro dia... do mês e de escola
Ontem ficou tudo preparadinho. Roupas alinhadas aos pés da cama, roupas sobresselentes dentro das mochilas novas. A euforia reinava na casa.
Ele não parava de perguntar quando é que afinal ia para a escola. Ela interrogava-se sobre o que iria encontrar.
De manhã, tentativas frustradas de registar o momento. Queriam sair de casa a correr. Queriam entrar no carro mais depressa ainda. Entraram na escola sem dar tempo para nada.
Primeiro ele, apreensivo ao início mas decidido, lá ficou entretido com um carro. Despediu-se de nós mas fez-nos prometer um último beijinho depois de deixarmos a mana. Saímos felizes.
Depois ela, o reencontro aguardado, a descoberta de uma sala totalmente remodelada, os amigos antigos e os novos. Ignorou-nos a partir do momento em que entrou na sala. Saímos felizes.
Finalmente, o último beijinho dele e a promessa que se tornou em tormenta. O E. chorava inconsolável pelos pais e ele já estava ao colo da S. com a cara riscada de lágrimas e sem tirar os olhos do E. Agarrou-se a nós e assim ficou enquanto fixava o E. na tentativa de perceber o que se passava ali. Só passado um bom bocado consegui sair eu primeiro e só passado outro tanto saiu o pai. Ficou choramingar nos braços da S. Não saímos felizes, mas saímos tranquilos e confiantes na ternura da S. para resolver aquele choro por simpatia.
domingo, agosto 31, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
Tiveram...
coelhos a coabitar com eles, davam o pequeno-almoço à vitela que ainda não ia ao monte, levavam os restos às galinhas e roubavam-lhes os ovos, corriam felizes pelo meio das casas de pedra no meio dos outros miúdos, acompanhavam o gado de vara ao ombro, foram totalmente estragados de mimos pelos avós, deram mergulhos no tanque, dormiram noites inteiras, comeram sempre bem, respiraram ar puro, comeram gelados. Foram livres.
Com o fim do Agosto, terminam os dias sem horas.
Com Setembro chegam as rotinas, os horários, as pressas.
tic-tac-tic-tac
Filhos ao telefone...
Ele:
- mãe!
- sim filho!
- MÃEEEEE!
- diz!
- mãe, o lucky?!
Ela:
- mãe, sabes uma coisa?
- não, diz lá.
- tenho muitas saudades!
- eu também tenho muitas saudades tu...
- eu tenho saudades da Sofia, da Inês, da ...
Uns queridos, portanto.
Foi uma semana...
praticamente sozinha no trabalho.
A única coisa que me ocorre dizer é: ATÉ QUE ENFIM QUE É SEXTA!
[todos os erros que há para acontecer, decidiram acontecer todos ao mesmo tempo! É que não deve ter escapado nem um... 8|]
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e o coração cheio.