domingo, agosto 07, 2011

Das coisas que não podem faltar...





Agora é a minha tia Celina que trata de vir aqui a casa encher as jarras com as flores e plantas que colhe do seu jardim. Em Lisboa, é raro ter flores dentro de casa. Sabe-me bem receber de quando em vez, mas comprar não me faz sentido. Gostava sim, de poder colhê-las dos canteiros e enfeitar as jarras com elas. Em tempos, quando realmente tinha tempo para cuidar deles (dos canteiros), colhi muitas túlipas, coroas imperiais, narcisos e outras variedades de fácil manutenção, mas agora apenas umas coroas imperiais mais teimosas continuam a brotar quando chega o seu tempo e tenho um saco de bolbos de túlipas que um amigo me trouxe da Holanda guardado para plantar há já um ano e não há meio de arranjar tempo para o fazer.

Quanto finalmente me tiver visto livre das obras é algo a que quero voltar a dedicar mais tempo. Porque flores em casa transformam por completo o ambiente. Especialmente quando nelas vemos os frutos da nossa dedicação.

sábado, agosto 06, 2011

Viagem no tempo II








A secretária onde a minha avó nos fazia camisolas e vestidos a combinar em malha de fibra que ela adorava por não se alterar, que me fazia ranger os dentes ao tocar e que por causa da minha alergia me obrigava a ter de vestir camisolas e collants por baixo para poder passear orgulhosa do que ela me fazia.

Que pena que ela nunca me tenha chegado a ensinar a trabalhar com ela.

Hoje poupo-vos aos mergulhos...


dou-vos céu.

Do que não pode faltar nestes dias...


Que as férias na aldeia são muito mais que mergulhos no rio...

sexta-feira, agosto 05, 2011

Panda Kung Fu


Como na aldeia não há cinema, vem o cinema a nós :)

Vai uma pessoa apanhar a roupa e dá de caras com uma visita destas com cara de poucos amigos. E o Miguel que o diga que foi todo feito pegar nele e acabou ficou com ele preso por uma pinça a um dedo que os Louva-a-deus não estão para brincadeiras.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Da vontade de mudar...

Acabei de receber uma sms da minha irmã a dizer-me que tinha tirado umas fotos em Pisa de me fazer inveja.

Inveja faz-me a coragem (e alguma loucura é certo) de trocar algo que era certo por outro que não o era mas que à partida lhe ia trazer mais desafios e passado pouco tempo, ao ver que também não era ali que ia ser feliz, de o largar também e dedicar-se a procurar algo que a preenchesse mais.

É claro que ela tem menos 11 anos que eu e a sua única responsabilidade era o carro, mas eu nem com a idade dela (aliás menos, que com a dela já tinha casado) seria incapaz de fazer o mesmo e a prova é estar a trabalhar há dezasseis anos na mesma empresa e desta ser a única que conheci até hoje além da que criei para a fotografia.

Resumindo, ela encontrou algo que a desafiou e vai continuar a desafiar por muito tempo, que a levou a fazer um curso na Alemanha, a assentar morada na Escócia e que lhe vai permitir descobrir o mundo.

Por isso, manda quantas fotos quiseres para me fazeres inveja que eu estou aqui a torcer para que o faças por muitos e muitos anos.

Parabéns mana!

Viagem no tempo I








A maioria das coisas aqui em casa estão tal e qual como a minha avó as deixou, bem marcadas pelo uso e são agora uma verdadeira máquina do tempo que me transporta à minha infância e aos gostos da minha avó. Cada gaveta aberta é uma caixinha de tesouros a estimar por nós.

O valor da água...


Há coisas que nos habituamos a dar por garantidas na cidade. Pressupondo o pagamento e excluindo uma ou outra situação especial, temos sempre água, luz e gás.

Na aldeia, a água é definitivamente um bem que não damos por garantido. Aqui a água que chega às casas é pura e gratuita. No entanto, especialmente as casas no cimo do povo sabem que há meses que abrir a torneira não significa que dela saia água.

Há muitos anos, quando as águas corriam livres pelos regos e pertenciam em dias diferentes a famílias diferentes intituladas por herança, o meu avô foi morto pelo próprio irmão durante uma disputa de água. Um virou a água para os seus lameiros no dia do outro e a discussão acabou com uma sacholada fatal. Não era caso raro infelizmente.

Há já sei lá quantos anos desde que canalizaram a água da nascente que pertence ao povo, todos os dias do ano, duas vezes por dia, uma tia minha sobe ao depósito para o abrir de manhã e voltar a fechar ao fim do dia. Serve isso para garantir que a nascente encha o depósito e no dia seguinte haja em quantidade suficiente para forrar os canos que atravessam a povoação.

Todos os anos, desde que me lembro de vir para cá, que se reclama a falta de civismo de uns que usam a água da rede para regar hortas privando outros de a ter e os obrigam a instalar depósitos em casa ou encher todos os tarecos para poderem fazer o comer, lavar-se e usar a casa-de-banho. Todos os anos, se repete a mesma ladainha e as discussões sobre se se devia pagar ou não a água que até pertence ao povo mas que acaba sempre por ser mais de uns que outros. Todos os anos, temos de garantir que há sempre reserva de água para quando faltar não ficarmos às secas.

Esta água é a água mais macia que conheço. Esta água é a única que me faz ter sede. E é esta água a que me lembra ano após ano do privilégio que é ter água a sair das torneiras e o importante que é não a desperdiçar.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Das férias...

Não me consigo desligar totalmente das coisas que deixei para trás. As novas tecnologias são muito giras e tal mas também são altamente perversas.

Assim sendo, estou mortinha pela próxima semana em que mudo de aldeia e não há nova tecnologia que resista. No alto do monte não há rede de telemóvel a menos que subamos um penedo e façamos o pino ao mesmo tempo e internet é coisa que não existe a menos que tenhamos um modem e ligação à PT.

Mas até lá, já se sabe... e sempre vou postando mais umas fotos de mergulhos que esta tarde ainda souberam melhor pois tivemos a companhia das primas Inês e Raquel.


Só era dispensado o azar da Joana ter partido um dos dentes da frente (e nem sequer foi num mergulho, foi a levantar a cabeça ao chegar à beira da piscina que mediu mal a distância e bateu com o dente na parede). Se alguém conhecer um bom dentista pediátrico por Lisboa, agradeço a dica.

terça-feira, agosto 02, 2011

Composição de um bom mergulho a pés juntos...

1. preparar

2. ganhar velocidade

3. escolher bem o momento

4. saltaaaaaarrrr

5. apontar

6. e splash!

E repetir sem parar para aperfeiçoar a técnica.

[sim eu sei que não paro de bater na mesma tecla... mas é que é mesmo fixe :p]