domingo, agosto 21, 2011

Matar saudades do que ficou...


As árvores de fruto que o meu sogro plantou nas traseiras começam agora a dar frutas com toda a garra. Enquanto me delicio com os caranguejos (ou "Rainhas Cláudia" para a maioria) vou ansiando fervorosamente que o diospireiro comece também ele a deliciar-nos (na verdade "me" porque sou a única que gosto) com os seus frutos suculentos.

Sábado a trabalhar em casa...


a ver a chuva quente a cair lá fora, a derreter com o calor húmido que se cola à pele e a recordar o que sentiu quando visitou pela primeira vez um país tropical.

Por mim, que volte a Primavera.

sexta-feira, agosto 19, 2011

Hoje é dia mundial da fotografia...

e supostamente devia colocar/dizer qualquer coisa relacionada com fotografia em jeito de comemoração. Mas não o vou fazer. Ao invés, vou-vos contar um bocadinho da minha conversa ao telefone com ele ontem à noite e convido-vos a tirarem uma fotografia à minha cara durante a mesma usando a vossa imaginação:

- olá mãe!
- olá filho, então o que andaste a fazer hoje?
- fui agora ver o bezerrinho que nasceu. Sabes, falei com a Fernanda e ela vai vender-nos duas vacas. Olha que vamos ter duas vacas, mãe!
- vamos!? duas vacas?!
- sim, mas eu não quero touros, agora é só vacas.
- mas... e pomos as vacas onde?!
- ora! ficam com os outros animais claro!

outros?! animais?!

medo.

[tiraram a foto? que tal? fiquei bem? :D]

terça-feira, agosto 16, 2011

Saudades do que ficou...

Almoçar à sombra fresca de um castanheiro.


Jantar sem outra luz que a do sol que se esconde por trás do monte.


Tomar o café enquanto o sol se põe


E acordar tarde, empurrada da cama pelos miúdos, para abrir a janela de par em par e sentir o cheiro a terra.


[e partir-se a única objectiva que se levou a meio das férias e andar-se um bocadinho viciada no instagram resulta num post como este...]

Ai como foi bom...

acordar à hora que o corpo mandava.

[lembro-me de ouvir, à noite, este relógio tocar no quarto da minha avó. a porta dela fechada, a minha fechada também, um silêncio absoluto na aldeia e já nessa altura eu dormia menos que todos os outros. agora não incomoda ninguém, não preenche o silêncio, emudeceu, mas em compensação enche-me o coração de lembranças.]

segunda-feira, agosto 08, 2011

Até para a semana...


Deixámos Trás-os-Montes e entrámos na Beira Alta. Pelo meio cruzámo-nos com o camisola amarela, desfrutámos de vistas desafogadas e agora remetemo-nos ao silêncio que a ligação ao mundo moderno vai acabar.


domingo, agosto 07, 2011

Relíquia...


À procura de uma toalha de mãos, abro uma gaveta e descubro uma receita de Bolo Rei escrita pela minha mãe uns meses antes de eu própria nascer.

Sem palavras.

Das coisas que não se percebem...


Agosto, domingo à noite, o FCP a jogar na TV, a terra cheia dos filhos que andam por fora e o único café da aldeia fechado.

Ir ao rio...






não tem de ser só para dar mergulhos.