segunda-feira, janeiro 07, 2008

Ele...

também já aprecia a hora da história. Contar-lhe efectivamente a história é que (ainda) é uma aventura. Se tentamos contar a mesma história aos dois, temos de garantir que o imobilizamos, senão passa o tempo todo a tentar mudar as páginas do livro. Por isso, basicamente, ele escolha a história e conta-nos ele a história a um de nós, enquanto o outro conta a história à irmã. - tóia? do cão? - enquanto abana a cabeça em tom interrogativo - óia! óia! o cão! - apontando o cão - o pato! veis? - apontando cada pato da página - ohh pexinho! veis? - coeiiinho! óia! óia! - cabou! outa?

E na primeira festa do ano...

esqueço-me da máquina fotográfica em casa. Ainda não estou em mim...

Sou um 34! Eu sou um 34!

afinal a menina da loja estava errada! Este fim-de-semana voltei à loja: - boa tarde, podia dar-me este modelo num 32? - 32? A senhora não é um 32! - pois eu também não queria ser, mas na última vez que estive aqui os que me serviram eram 32... - não pode ser, a senhora é um 34 pelo menos. E era, ou melhor, sou. A rapariga que me atendeu da outra vez é que leu os tamanhos das etiquetas no país errado* :p * não vem na etiqueta a medida portuguesa, só estrangeiras.

Se o ano passado...

começou com surpresas desagradáveis, este ano está a começar com a realização de alguns sonhos. Só pode ser um bom auspício. Tem de ser.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Perguntas rápidas para respostas difíceis

No carro, no regresso da escola: - olha Joana, a "fábrica das nuvens"! - está a fazer nuvens! como é que ela faz as nuvens mãe? (ooopsss) - sabes na verdade esta fábrica que dizes que faz nuvens, não faz mesmo nuvens. Aquilo que sai da chaminé é fumo. As nuvens formam-se com as gotinhas de água que sobem para o céu e que se juntam todas na forma de nuvem. - ahh. (pausa) - no céu há muitos senhores e senhoras. a tua mãe está no céu. porquê é que a tua mãe morreu? - porque estava muito doente e os médicos não a conseguiram curar. - mãe, as pessoas todas morrem? - sim filha, todas as pessoas morrem. - tu também vais morrer? - sim filha, um dia também vou morrer. mas só quando for muito velhinha espero eu. - e eu também vou morrer mãe? (glup) - sim, tu também vais morrer. - mãe em que dia é que eu vou morrer? (glup) - só quando fores muito velhinha, muito velhinha. - quando formos muito velhinhas e morrermos, podemos ir para a mesma nuvem mãe? (mega-glup) - sim, filha. Quando formos muito velhinhas e morrermos vamos para a mesma nuvem. (pausa) - as pessoas quando morrem ficam sempre assim? - assim como? - com cara, com olhos, com roupa... - sim filha. - mas não ficam com esqueleto. ficam só por fora, não é? - não, as pessoas quando morrem ficam com tudo. (pausa) - mas como é que as pessoas vão para o céu? como é que elas sobem mãe? explica-me tudo. (glup) - sabes, na verdade as pessoas não vão mesmo para o céu. Ir para o céu é uma maneira de dizer, porque quando as pessoas morrem, são enterradas na terra, onde se vão transformando e servindo de comidinha para uns animais muito pequeninos e as árvores e as flores. - ficam na terra? - sim. - e servem de comidinha? - sim. - e a tua mãe vai ser comida? - sim filha, ela está a servir de comidinha para que as árvores ao pé dela cresçam muito muito. (já a chegar ao pé da padaria) - então não estão nas nuvens? - não filha. olha a mãe agora vai ali buscar pãozinho e já volto está bem? A cada pergunta que ela fazia mais eu me sentia num buraco sem fim, mas ao mesmo tempo feliz por estar a desconstruir algumas "ilusões" que tiveram a sua utilidade até agora, mas que algum dia teriam de ser devidamente explicadas.

Dois fins-de-semana...

prolongados seguidos, fazem mossa até às crianças: - mãe, um dia eu posso não ir à escola? podemos ficar de férias um dia? mas um dia de escola, está bem mãe? Só me apetecia pedir o mesmo para mim.

Estou...

com uma valente constipação desde o ano passado, e, estou tão desabituada de tomar qualquer coisa, que tenho insistido nas mezinhas caseiras para tentar levar a melhor. Hoje ando com um desequilíbrio que me faz ter a sensação que vou cair a qualquer altura mesmo sentada à secretária. Ou seja, parece que já bebi mais que a conta mas sem ter tocado em mais nada sem ser leite e café. A enfermeira nova diz que é de estar toda entupida. Eu vou acreditar nela e vou ter a honra de estrear a máquina verde este ano. O que eu gostava mesmo era que fosse a única a precisar dela este ano.

Carnaval...

Domingo é dia de Reis, mas na escolinha dela é comemorado já hoje com os meninos todos "vestidos" de Reis e Rainhas. Enquanto a vestia, lembrei-me que o Carnaval está quase aí e imaginando que ela ia desejar ser uma fada, ou princesa, ou bailarina, ou quem sabe, pedir para ser bombeiro novamente, achei melhor perguntar-lhe e dar-me um tempo extra para encontrar a fatiota. - sabes Joana, o Carnaval está quase aí por isso tens de pensar de quê é que vais querer mascarar-te. - eu já sei! - já? de quê? - de borboleta! Esta miúda é mais imprevisível que o tempo... [e acho que a máscara deste ano vai ser home made...]

quinta-feira, janeiro 03, 2008

O amor é lindo...

Já há algum tempo que há rebuliço naquela sala à conta de quem é namorado de quem.

A Joana ora namorava com o L. ora com o S. mas sem regime de exclusividade. No entanto, de há uns tempos para cá o L. perdeu vantagem, e o S. acabou por ser "só" dela.

Um dia, assim que abro a porta da sala, ele informa-me:

- olá mãe da Joana. Sabe, eu sou o namorado da Joana e vou casar com ela na sexta-feira.

(e vão-me, os dois, relembrando disso num regime quase diário)

Em conversa com educadora, ela diz-me que aquilo é paixão pegada. Que ele faz tudo por ela: corre para garantir que ela fica com o prato cor-de-rosa; vai-lhe buscar o gorro na altura de ir para o jardim; etc. Que ela não o larga e os abraços são uma constante assim como os beijinhos repenicados.

Para tentar pôr alguma água na fervura, e porque os beijinhos na boca são giros e inocentes mas também têm os seus limites, decidimos, fazer uma conversa com ela, ao jantar. Às tantas:

- mas sabes Joana, não precisam de estar sempre a dar beijinhos na boca. Podem dar apertinhos e beijinhos na cara. O pai e a mãe também dão beijinhos na cara, não é?
- mas é ele que me dá a mim, não sou eu!
- então dizes a ele, para dar antes na cara.
- oh mãe... - num tom de desânimo - mas eu gosto!

oh l'amour... l'amour... oh la la

quarta-feira, janeiro 02, 2008

adeus 2007, olá 2008

. a Joana aguentou-se até às duas da matina (mesmo sem sesta) . o Miguel adormeceu por volta das dez e dormiu até às dez e vinte (sem acordar) . eu bebi como já não bebia há muito tempo e soube-me muito bem . passar o ano em casa, com amigos/família não é bom, é óptimo (e as minhas últimas 32 passagens de ano foram assim) . a noite mais calórica das festas definitivamente não é o Natal, mas sim a passagem de ano . à meia-noite muitos tachos batidos, muita alegria, muitos beijinhos e algumas passas . os miúdos todos entretiveram-se sem uma única briga e deixaram os pais conversar enquanto resistiram . os miúdos já se aguentam mais que nós . uma passagem de ano sem telemóvel é um sossego . às quatro da matina já nenhum aguentava com uma gata pelo rabo . desde que o ano começou que o Miguel dorme a noite inteira (duas noites portanto) . 2008 já valeu a pena só pela a lei de proibição de fumar em locais públicos fechados . a Joana dormiu mais de catorze horas (seguidas) esta noite . o ano mudou, mas o mundo continua igual independentemente dos pedidos politicamente correctos feitos um pouco por todo o lado . já não recupero de uma noitada, como há uns anos . 30 anos podiam ter sido comemorados e não foram . a queda de mais um dente-de-leite da M., logo a começar o ano Bom 2008 para (nós) todos!