sexta-feira, julho 30, 2010

Eu hoje fiz a ponte...

atenção que eu não disse que "eu hoje fiz ponte". Fiz a ponte mesmo, o exercício, dobrar as costas para trás e ficar só apoiada nos pés e nas mãos.

Aos anos - tantos que é melhor nem fazer as contas - que eu já não era capaz de sequer me aventurar a fazer tal coisa, mas hoje a professora de BodyBalance não era a habitual e vinha com uma genica tal e uma vontade de nos puxar mais que o normal que acabei a fazer, tcharan!, a ponte.

Ahhh... até me sinto mais nova, pá! Fantástico! :p

E a horas...

de voltar a gozar umas merecidas férias, recebo um email da escola dela com todas as informações e calendário relativo ao início do novo ano escolar.

Muito obrigadinha, mas não quero saber disso agora, ok?! ó p'ra mim a fingir que nem fui ao email...

Estou a trabalhar noite dentro...

quando na janela do FB surge a notícia da morte do António Feio.

Não há como não ficar triste nem como não trazer à memória as minhas próprias vivências ao acompanhar a luta da minha mãe e os sentimentos de impotência e de não aceitação da morte de quem gostamos como a nós próprios.

E enquanto continuava de volta de trabalhos para entregar amanhã, revi a entrevista dele com o Daniel Oliveira e tudo o que ele diz ali é verdade e tudo o que ele diz ali foi uma lição que aprendi há já dez anos atrás. Uma lição aprendida a dois tempos e da forma mais dura que existe.

Vejam as entrevistas, absorvam as suas palavras e principalmente vivam sem adiar. Não é viver a supor que vamos morrer daí a cinco minutos, é procurar ser feliz hoje com o que se tem agora, é lutar pelo que se quer, é fazer bem a quem nos rodeia, é parar de colocar no que não se tem a única fonte da nossa satisfação. E se eu não sou ninguém para dar lições de vida, aprendam a dele.

quinta-feira, julho 29, 2010

Há alguma coisa melhor...

do que os levar ao médico e ouvir que "está tudo bem, só precisam de uma dieta"?

O mais velho anda nos 46kg e o mais novo nos 60kg, e à parte de umas orelhas sujas que foram prontamente limpas, deixaram fazer tudo - até análises sanguíneas sem protestar - e só mereceram elogios da médica.

Confusos? Estou a falar do Rufus e do Lucky os meus "filhos" mais velhos.

E lembram-se disto? Pois, pelas análises de hoje, o estado dele está perfeitamente estabilizado, o que significa que o nosso esforço e a sua resistência deram frutos. Foram meses de comprimidos e injecções diárias dadas por nós sem que ele sequer piscasse os olhos como se soubesse que eram a sua única hipótese. A doença está lá, mas temos um cão activo, feliz e saudável se ignorarmos a Leishmaniose.

Estou feliz.

Ela nos avós, ele connosco...

Miguel:

- quando é que a mana vem?
- a mana já chegou?
- é hoje que a mana vem?
- a mana ainda está nos avós?
- a mana?
- a mana vem logo?

Em modo non-stop, dia e noite [chega a acordar de noite a chamar por ela].

Joana (ao telefone):

- olá mãe! passa ao mano que quero falar com ele!
- olá mãe! o mano está aí?
- passa ao mano outra vez que quero lhe dizer mais uma coisa.

Nas poucas vezes que não está na rua a brincar com a prima e as amigas e tem tempo para falar connosco, claro está.

terça-feira, julho 27, 2010

3/11 e 4/11

Estas semanas passou-as na escola sempre em actividades bastante divertidas. Adorou regressar à escola e aos amigos depois de duas semanas fora, e, acho que estas semanas de convívio entre colegas e professores sem as formalidades escolares são bastante importantes para se solidificarem laços entre todos e promover o bom relacionamento entre os vários anos de escolaridade.

Foram para a praia, fizeram passeios e várias oficinas (de artes, de bijuteria,de culinária, de jornalismo, de xadrez e ciência divertida), aprenderam novos jogos de equipa, aventuraram-se no streesurfing e actividades mais radicais no Parque Sniper (e quer-me parecer que os miúdos lá de casa vão ser muito mais doidos que os pais nestas coisas :p), terminaram a pintura de um mural nas paredes da escola, e, talvez o melhor de tudo, brincaram muito.

Foram duas semanas em que a vi sempre animada, com muita vontade para ir para a escola e muito pouca para sair de lá. Agora escola só mesmo em Setembro. É aproveitar miúda, é aproveitar!

Eu não fui feita para fazer dietas...

Há quase duas semanas estive a um bocadinho assim de começar a minha primeira dieta de emagrecimento na vida. Estive, mas não passou de uma simples tangente à ideia.

Antes que os que me conhecem me venham dizer mas tu precisas de dieta para quê?! Eu explico: Eu não queria fazer dieta para ficar esquelética, eu queria a opinião de um nutricionista sobre os nossos hábitos alimentares e de caminho perder dois quilinhos que parece que não querem sair de jeito nenhum e que me fazem as calças ficarem mais justas e a barriga notar-se mais.

Em idade adulta sempre me considerei uma pessoa normal, nem magra nem gorda, simplesmente normal. O meu peso sempre variou pelos mesmos valores: 58-61 kg (o que para quem tem 1,62m não é mau) sendo que era bastante musculada logo mais pesada do que realmente parecia.

Com os anos e o facto do único exercício regular que fazia ser levantamento de bebés e correr atrás deles, o músculo foi ficando menos tonificado, as dores das costas reapareceram e fui-me começando a sentir com menos resistência. Assim sendo, o ano passado regressei ao ginásio e as melhorias de postura e de tónus muscular não se tardaram a sentir.

No entanto, e principalmente nos últimos meses, percebi que o corpo já não responde tão bem às oscilações de peso habituais em mim, ou seja, para cima era sempre a abrir mas para baixo... nem por isso.

Assim e como a nossa dieta habitual é bastante saudável mas a idade já exige outros cuidados, queria saber quais os meus maiores erros e ver onde poderia melhorar. Da consulta da nutricionista vi que os nossos hábitos alimentares não precisam de grandes ajustes (o que é excelente!) e que a minha maior asneira, além de comer pão até dizer chega, era efectivamente o que eu já sabia: não beber água. No entanto, fiquei chocada com a minha percentagem de massa gorda que era de 28,9% e que mesmo estando dentro dos limites estava bem lá para cima. Deu-me então um plano alimentar para me ajudar a perder esses dois quilos (e que se resumia a tirar à minha alimentação normal os hidratos de carbono - arroz, batatas, etc... - e a comer pão em menos quantidade) e sugeriu-me uns desintoxicantes do organismo à base de chá verde.

Comecei nesse mesmo dia a missão de beber água mas a história da dieta... bom, não é para mim. O que acabei por fazer foi - e isto passou a ser válido para a família toda - apenas trocar o fiambre de porco por fiambre de peru ou frango e o pão branco por pão escuro (que até é o nosso preferido). O queijo fatiado magro já era a regra lá em casa e o leite magro também desde que surgiu o Vigor magro.

Agora, dizer adeus às patuscadas, aos gelados e ao pão encharcado de gordura da sardinha e andar a comer meios pães por dia,  isso meus amigos, tenho de muita pena mas não é para mim.

Pronto, comer um gelado por dia - às vezes dois :p - dá para evitar. Deixar de comer arroz e batatas na maioria das refeições agora nem me custa nada porque o que me sabe bem são mesmo as saladas. Deixar o croissant simples - com massa de pão de leite - ao meio da manhã e comer um pão de cereais com fiambre,  só me custa o sair do trabalho e andar uns metros até à padaria mas isso até me faz bem. Deixar de beber às refeição não custa absolutamente nada porque, adivinhem, nunca bebia :p

Feitos estes ajustes e, regressando às aulas do ginásio, sardinhadas, mariscadas e idas ao MacDonald's - que nem gosto mas os miúdos deliraram com o programa de Shreck e Mac tudo de seguida :p - é com agrado que me medi ontem no ginásio e vi que, uma semana e meia depois, o meu peso continua agarrado aos 61kg, mas a percentagem de massa gorda desceu mais de dois pontos, o IMC desceu mais de um ponto e perdi 1cm na cintura, outro no peito e dois nas coxas.

Dietas de emagrecimento não, bons hábitos alimentares e exercício físico regular sim. Este é o meu lema e acho que vou continuar agarrada a ele.

segunda-feira, julho 26, 2010

Sim, está calor...

e depois de andar uns quilómetros a pé, correr para um autocarro e ficar a torrar ao sol à espera de outro, o que não precisava era desta temperatura no carro.

O que safou é que depois de uns minutos com o AC a 16º o indicador já mostrava uns frescos... 46,5º!

[e para quando é que inventam os bancos arrefecidos, hum? É que pele preta e Verão não é decididamente uma boa combinação :s]

Também pode ser uma questão de companhia...

Quando vamos para a praia não levamos muita comida. Se vamos de manhã, por volta das onze e pouco já estamos a sair da praia e como tomam o pequeno-almoço antes de sair de casa, levo apenas umas quantas peças de fruta (ameixas, pêssegos, maçãs e uvas são os favoritos) e água fresca.

Nunca houve reclamações da parte deles mas, bastaram três idas à praia com amigos que levam também bolachas, bolos e sumos, para no Domingo ouvir da boca dele:

- mas levas fruta ou comida da praia?!

Ora toma lá que já almoçaste.

O fim-de-semana era de trabalho...

mas, como a saúde às vezes troca-nos as voltas, ambas as sessões que tinha planeadas acabaram por ser desmarcadas à última da hora.

Ao princípio fiquei triste porque com dias destes e com a agenda como está parecia um desperdício não fotografar, mas depois... depois ganhei dois dias fantásticos com eles e um tempinho extra para estar com amigos.

Há males que vêm por bem, e sempre que me pareço esquecer, surge mais uma prova que é assim mesmo.