quarta-feira, setembro 06, 2006

Acho...

sempre muita piada às bolsas, sacos e saquinhos de oferta... Mas confesso que já não sei onde arrumar tanta coisa dessas. E o pior é que lhes acho tanta piada e úteis para tantas situações que não consigo desfazer-me deles. Na próxima limpeza da Primavera já sei o que é que tenho de atacar.

terça-feira, setembro 05, 2006

Sopa

Hoje foi dia de fazer sopa. A "base" era um caldo com cenoura, abóbora, batata, cebola e alho. Quando ia ligar a varinha mágica, o Miguel acordou e passei a sopa com ele ao colo. Ele atirava-se todo para a frente e arregalava os olhos como faz sempre que vê comida. Visto o puré ainda não ter sal nem azeite decidi dar-lhe uma colherzinha para ele experimentar, por graça. Ora o rapaz até se lambeu todo! E queria mais! Sentei-o na cadeira de comer, e tirei uma concha pequenina* para lhe dar. Em menos de nada comeu tudo e pedia mais. Voltei a por outra concha e comeu-a enquanto o diabo esfregava um olho! A seguir, mamou e dormiu uma sestazinha de quase uma hora. Estou feliz. Acho que desta vez não vou ter problemas quando introduzirmos os sólidos! O meu menino pelos vistos deu mesmo ouvidos à mãezinha dele enquanto estava no quentinho da barriga! Ai que bom! * daquelas dos molhos

E o segundo dia...

ainda correu melhor que o primeiro. Hoje, fui só eu levá-la e a vergonha inicial manteve-se. Mas depois de uma troca de palavras com a educadora, lá se despediu de mim e foi brincar com os amigos. Hoje o almoço era: sopa de feijão verde; lombinhos de pescada em molho de Cenoura com puré de batata e bróculos; e, gelatina ou pêra. Pensei logo que ela não ia comer, mas aguardei expectante pelo resultado. Com o calor que estava, nem sai de casa com o Miguel que estava bastante incomodado, e acabei por adormecer com ele. Quando acordei, eram 17h00. A essa hora já a educadora teria saído e fiquei a pensar como é que ela teria reagido. Quando cheguei, eram quase 18h e encontrei-a na sala dela, a brincar com plasticinas e a conversar com outra educadora. A ficha dela dizia que tinha comido tudo e eu pasmei. Enquanto a observava, veio ter comigo a auxiliar que estava na sala. Contou-me que não se importou que a educadora e auxiliar dela tivessem ido embora, mas que passados uns minutos de elas sairem, tinha ido ter com ela e perguntado com cara muito séria: Olha... a minha mãe está quase a chegar, pois tá?! Quando ela respondeu que sim, foi brincar mas lá ia repetindo a pergunta de vez em quando. Quando me viu, correu para mim e para o mano, e abraçou-nos. Começou logo a contar o que tinha feito e que tinha comido tudo: Sabes, eu não gostava da sopa, mas a T. disse "Come!" e eu comi tudo! A T. deu-me a sopa. Comi as batatas. E dancei assim qués vei? Na ficha diária, o dia de hoje correu assim pelas palavras dela: Andar à roda, fizemos barulho a ressonar. E comi ali em baixo! Melhor que isto não podia pedir mesmo! Depois, fomos até à beira-rio para a mãe descansar um pouco numa bela esplanada, o mano apanhar um pouco de ar fresco e ela andar de bicicleta e brincar com mais meninos que vão para lá fazer o mesmo. Às 20h chegamos a casa, e às 21h estavam os dois com banho tomado, ela tinha jantado duas conchas de sopa e uvas, bebido o leite, lavado os dentes, ouvido a história e ambos a dormir. Agora curto o sossego de uma casa em silêncio, enquanto o pai curte o som do concerto dos Pearl Jam. Neste momento, não trocava com ele :)

É impressão minha...

ou aquele calor estúpido está a voltar?! O meu carro marcou 42,5ºC, e às 23h00 marcava 27ºC. Mas nem precisava de termómetro para saber que estava um calor de rebentar a escala. Tinha o Miguel, desesperado e a escorrer água, só de fralda, a tarde toda :( Para a semana estamos de férias, e com a nossa sorte aposto que chove!

segunda-feira, setembro 04, 2006

O dia E... de Escola!

O primeiro dia, pela ficha diária O que fiz hoje na escola: Nas minhas palavras: brinquei com os jogos Nas palavras da T.: A Joana esteve muito bem a conhecer a sala e amigos novos. Esteve muito concentrada no centro de matemática com um jogo e mais três amigos. Ao almoço adormeceu à mesa! Novos horários custam!!! Almoço: comi tudo Tempo de repouso: dormi das 14 às 15h15 Esta semana estamos a falar sobre: conhecer-mo-nos uns aos outros O primeiro dia, nas palavras da Joana Eu comi a sopa toda! Xozinha! Eu binquei muito com os meninos! Sabes mãe, a MINHA escola blá blá blá... Na MINHA escola blá blá blá.... Eu já sou gande blá blá blá.... :)) O primeiro dia, nas palavras da mãe (que se adivinham bastantes, para não variar :p) O dia começou com pompa e circunstância. Pai e mãe acordam mais cedo, para tomar a banhoca, preparar a roupa e o pequeno-almoço. Tudo decorre de forma tranquila e a Joana a primeira coisa em que fala (depois de acordar) é na escola. Com o pequeno-almoço tomado é altura de sairmos os quatro para levarmos a princesa à escola. A viagem de carro não é grande e a mãe dá os últimos conselhos (Não faças asneiras! Come tudo e sozinha! Faz tudo o que a T. mandar! Não te esqueças do se faz favor e do obrigada! mães...). À chegada, pouco antes das 10h00, vê-se a rua cheia de carros e pais com uma ou duas crianças pela mão. Mais mães aliás. Muito mais mães mesmo. Gosto da sensação de também nós estarmos a fazer o mesmo. Entramos no jardim-de-infância e depois de trocarmos os bons dias com a directora seguimos para a sala dela. Ela de mão dada com o pai, a mãe com o filho ao colo e máquina em punho. O pai num passo demasiado rápido para a velocidade de disparo da máquina para desespero da mãe. Ao entrarmos na sala somos recebidos com um bom-dia musical. A educadora de viola na mão, a auxiliar e os meninos, estão todos sentados no cantinho das histórias. A Joana, envergonhada, saltita entre as pernas da mãe e do pai. Recusa-se a juntar-se ao grupo e observa apenas, calada. Quando a sinto mais solta, peço-lhe um beijo para mim e para o pai e despedi-mo-nos. Saímos da sala e quando espreitamos pela janela da porta já ela está sentada no meio do grupo. Deixamos uma muda de roupa no cesto que lhe pertence e vamos tratar das burocracias que faltam. Na entrada da escola, há um pouco de tudo. Mães mais nervosas que os filhos a pensarem que vai acontecer o pior e a não desarredar pé. Mães experientes. Mães tranquilas porque tudo correu bem. Mães tranquilas que tentam acalmar crianças que choram a bom chorar. Por volta das 16h30 voltei eu e a madrinha a busca-la. Estava sentada na mesa a acabar de lanchar. Quase todos já tinham acabado o lanche, mas ela lá continuava (com mais duas) a dar dentadinhas no pão. Viu-nos, mas nem assim se levantou da cadeira. Só quando lhe deram autorização é que o fez. Não correu para nós, mas sim para os amigos e para a cozinha miniatura. Na conversa com a educadora, falámos sobre o almoço. Comeu tudo sozinha: sopa de alho francês, arroz de cenoura e ervilhas com almôndegas e maçã. Arregalo os olhos e pergunto se ela comeu mesmo as ervilhas e as cenouras. Comeu sim. E a sopa?! Sozinha! A minha filha?! Bendita escola é a conclusão! :p Da educadora, só ouvi louvores: que era uma menina muito calma e serena. Que não se metia em confusões. Que tinha reagido lindamente e relacionado com todos sem problemas. A baba e o brilhozinho nos olhos já deviam ser mais do que óbvios por essa altura. Saímos da escola, fomos passear, brincar, correr e comer um gelado numa bela esplanada. A minha menina hoje merecia todos os gelados do mundo!

domingo, setembro 03, 2006

Importas-te de repetir?!

Ela (muito zangada) - Mãaaaaeeee, aquela disse que eu éia piquenina, mas eu sou gande, pois sou?! Eu não sou piquenina. Eu - Oh filha, tu és mais pequenina que ela, mas és maior que o mano. Vá vai lá brincar, esquece lá isso. Ela - Mas eu sou gande! Anda lá mãe. Foi aquela que disse. Anda mãe! - enquanto me faz levantar da cadeira. Eu - Mas vou aonde Joana? Ela - Foi aquela mãe. Vá, vai lá! - enquanto me continua a puxar na direcção da miudita. Eu - Mas o que é que queres que eu faça filha?! - sem perceber mesmo o que é que ela queria que eu fizesse. uns segundos de silêncio, e... Ela - Bates a ela! Como?! PS: Antes que julguem que fui bater à criancinha (mesmo que quisesse não tinha forças com o ataque de riso que me deu :p) é claro que eu não o fiz e depois de uma curta explicação que não se resolvem as coisas a bater, mandei-a brincar e a coisa acabou mesmo ali... agora, o que eu gostava mesmo de saber, era de onde é que ela foi buscar esta bela forma de resolução do problema!!!