sexta-feira, novembro 05, 2010

A campanha dos descontos de 50% em brinquedos está aí...

e está toda a gente em pulgas, mas eu confesso que o que me apetecia mesmo era combinar qualquer coisa com a malta amiga de forma a pouparmos todos uns trocos, não dar traquitanas aos miúdos nem castigar mais uma vez os adultos porque o natal é para as crianças. Sei lá, os pais dizerem um presente que os filhos gostassem mesmo muito de receber e a malta toda contribuir para a compra do mesmo. Ou combinar uma saída entre amigos e oferecer-nos uns aos outros a nossa companhia. Sei lá, qualquer coisa.

Qualquer coisa, menos andar aos encontrões ao pessoal para conseguir três caixas de bonecos de gormiti/hello kittys, ou outro brinquedo/livro qualquer, sair-se com o carro cheio de tralha, que os miúdos vão adorar abrir mas esquecer-se dela em menos de nada, que muitos nem sequer estimam por já nem saberem dar o valor, e que vão servir para os pais dizerem que nem sabem o que hão-de fazer a tanto brinquedo durante o ano seguinte.

Pronto apetecia-me. Mas isso sou eu.



Nota: sim pessoal, é o tal que começa por C e acaba em ontinente. É ir, é ir. É já amanhã.

15 comentários:

Célia disse...

Pronto... logo este ano que te tinha escolhido uma mansão em Cascais um Ferrari para o A.! Pronto tá bem, seja o jantar! :D

Madame Pirulitos disse...

Não és só tu não.
Não que precise de poupar mas esses aglomerados fazem-me mal à saúde.

e sinto, há tanto tempo, que os míudos se esquecem rapidamente das prendas que ganharam. ao mesmo tempo sei que os embrulhinhos são TUDO para eles, quase apetece pôr quinhentos embrulhos sem nada lá dentro:)

Ainda não sei o que lhes comprar. Mas apetecia-me fazer diferente. e especialmente apetecia-me que a eles agradasse esta ideia do fazer diferente... é que tenho as minhas dúvidas.

Costinhas disse...

Lá em casa sei que era totalmente pacífica esta mudança. Noutras casas amigas é que já tenho as minhas dúvidas.

Helena Barreta disse...

No Natal do ano passado, fiz uma doação à Terra dos Sonhos com o dinheiro dos presentes que não comprei aos meus sobrinhos-netos. Fiz uns cartões com o logotipo da instituição e escrevi uma mensagem para cada um dos meus meninos a explicar a prenda, ou melhor, a prenda que eles não tiveram, mas sim outros meninos, todos perceberam e gostaram da ideia. É que no meio de tantos brinquedos, não dão valor a nenhum.

E este ano faço o mesmo, escolho é outra instituição.

Tenho para mim que é bom que as nossas crianças percebam o Natal como momento de partilha, de solidariedade e família e não o consumismo, a ganância e a futilidade de oferecer qualquer coisa, mesmo que não se precise e não sirva para nada.

As crianças são generosas por natureza, cabe-nos a nós alimentar e facilitar isso.

Um beijinho

Costinhas disse...

Helena, essa era a minha ideia favorita... mas já comecei uma revolução no Natal da malta com esta ideia, pelo que acho que vou guardar essa para o ano ;)

[mas sim, o Natal é mais Natal assim!]

Avessa disse...

Estou plenamente de acordo. O ano passado prometi a mim mesma evitar ao máximo que os miúdos recebessem a mesma quantidade de "bugigangas" no ano seguinte, até porque para muitos dos brinquedos só olharam quando os desembrulharam. É mesmo um consumismo excessivo e somos nós que temos a obrigação de os educar a saber isso mesmo, e mudar mentalidades.

Rita disse...

Eu alinhava na hora nessa ideia e sei que a criançada cá de casa também. Mas em relação aos amigos é que já tenho algumas dúvidas...

Amores Perfeitos disse...

nós aqui não nos deixamos levar pelos descontos nem nunca saimos com prendas a mais. mas dado eu ver q depois n brincam com nada este ano levam um só brinquedo, depois levam uns cachecois giros, gorros, para a mais velha bolsinhas e ate ja vim cuscar ali a tua barra de gente com mãos maravilhosas.Seja gachos, fitas, para o do meio vai ser sem dúvida muitos livros e tá feito!!!

MakingMoney disse...

Pois eu quye adoro o Natal pelo consumismo próprio da época, este ano até já estou como tu... não há quem aguente com tanto brinquedo. Mas não sei se consigo fazer o pai cá de casa alinhar nessa ideia... é que ele é pior do que os putos... na verdade desde que vi uma reportagem na sábado sobre crianças que passam fome, que não tem mais do que meio copo de leite para beber e que ao jantar comem arroza com molho, olha nem sei... apetece-me agarrar no que tenho na carteira, ir ao LIDL (baratinho) e desatar a comprar comida para lhes levar, mesmo que sejam apenas mais uns pacotes de leite e mais uns pacotes de arroz...

Costinhas disse...

fazedora-de-guito: é isso. Se eu já nunca fui muito fã deste consumismo típico, quanto mais esta crise se adensa e nos chegam ao conhecimento tanta gente com uma mão à frente e outra atrás, mais me custa gastar rios de dinheiro (mesmo com nós próprios) com tretas (que podem ser muito giras e muito úteis e nos fazer muito felizes, mas ainda assim: tretas).

Enfim... este ano aponto para uma redução drástica de prendas e a ajuda que costumo fazer em regime de voluntariado, para o ano quero ir mais além.

Monica disse...

Apoiado!

MakingMoney disse...

Passei ontem ao fim da tarde pelo Jumbo e fiquei em choque. àquela hora à sexta-feira aquele hipermercado costuma (ou costumava) estar apinhado de gente. Ontem estava quase às moscas. Horrivel mesmo.
Acreditas que até me senti mal? O meu mais que tudo completou ontem meio século e fui ao Jumbo abastecer-me de algumas coisas boas, nada de especial, umas gambas, uns queijos, material para um bolo de chocolate e pouco mais.
E não conseguia deixar de pensar que há crianças já a passarem fome, seja pela descida de 25% nos abonos nos escalões mais altos, seja pelo desemprego dos pais. E não conseguia deixar de sentir que tudo aquilo que estava a comprar era supérfluo, o marisco, os queijos especiais. Horrivel mesmo...
Cá em casa vamos-nos aguentando mas o clima que se vive começa a meter medo.
Se eu ganhasse agora o Euromilhas (que nunca ganharei simplesmente porque não jogo) realizava alguns dos meus projectos pessoais (para os quais 300 mil chegam perfeitamente) realizava alguns projectos de investimento (para os quais mais 500 mil também chegam) e o resto usava em ações beneméritas (um lar de idosos com as condições que considero ideiais e que pudesse albergar o meu pai daqui a uns anos) e o restante em apoio às crianças (um campo de férias for free para crianças carenciadas) e um centro de apoio às familias com dificuldades.
Não queria mansões, não queria viajens à volta do Mundo (ok, talvez uma viajemzita de uma semana a Londres) e muito menos Ferraris (embora uma jipose e um monovolume de sete lugares sejam bem-vindos).
Neste momento acho que até me sentiria mal se me passeasse num carro luxuoso.

mãeee disse...

Sandra, cá por casa também seria pacífico implementar a ideia:aliás, tanto a título particular, como na escola dos mais pequeno (que já foi dos mais pequenos) a festa de Natal é substituída por uma festa de solidariedade, em que cada menino leva um brinquedo/livro/roupa e vai oferecer a meninos institucionalizados, que não podem ter presentes no Natal (gastamos menos dinheiro do que em fatos de carneirinhos e pastores e estrelas e sei lá, e os pequenos e os pais vivem o verdadeiro espírito de Natal). Devo-te dizer que a dona da escola teve dificuldade em explicar a muitos pais, porque não havia espectáculo de Natal ...
Já aplicá-lo a todos os nossos amigos, é mais difícil.
Cada vez ofereço menos brinquedos.Com os dias que se vivem, cada vez me custa mais perceber continuar este clima consumista, da satisfação imediata que logo se esfuma ...
Ainda este fds eles têm 2 festas de aniversário: levam 4 livros
Bem, beijos e desculpa o comentário já ir longo, mas o verdadeiro significado do Natal dá azo a muitas e importantes conversas/partilhas/reflexões...

kombi disse...

como não gostamos de datas impostas, consumismo e afins, o Natal é reunião da pouca familia que temos e alguns amigos, lembraças no sapatinho só para as crianças, quanto aos 50% de desconto em brinquedos é para esquecer acho que é uma campanha só para fazer as pessoas comprarem aquilo que não querem, é que já que lá foram não vão sair sem comprar nada, mesmo que não haja nada que lhes interesse.
Por aqui sou mais adepta do comercio tradicional, hipermercados só para comprar alguns produtos que não encontro em outro local.

Rita (a minha pequena lua) disse...

eu confesso que fui aos 50% mas não foi para a minha filha. cá em casa temos a filosofia de lhe dar apenas uma prenda. ela acaba por receber várias porque pais, avós dos dois lados, bisavós, madrinha e algumas tias tb oferecem, mas sempre 1, só 1. e muitas vezes, dispensa-se a prenda e vem antes o envelope com dinheiro para a conta dela, que é útil, muito útil no futuro. mas nunca descuramos a parte verdadeira do Natal. e é a essa que damos sempre maior valor. a familia toda junta na nossa casa (desde que casamos, há 8 anos, que tem sido sempre lá. o convivio, a conversa até tarde, os carinhos, as velhotas bem dispostas e felizes... só tenho pena que faltem crianças. só há a nossa. e sei que se houvessem mais, tudo seria mais mexido e ainda melhor... mas é o que temos e é bom!)