quarta-feira, janeiro 31, 2007

Em casa com o pai...

brincam aos castelos e às princesas. Quando telefono para saber dela, ouço-a ao fundo em diálogos intermináveis. Vem ao telefone e conta-me numa voz cheia de mimo (de muito mimo mesmo): Ela - Estou a brincar aos castelos com o papá! A princesa foi passear ao Jardim Zoológico. Eu - Olha que bom. E o que é que ela viu? Ela- Viu os macacos, os leões... Eu - E golfinhos, viu? Ela - Viu... estavam dentro de água! Eu - Ai sim? E o príncipe onde está? Ela - Está a trabalhar! E a princesa agora está a fazer a comida. A comida está ali na cozinha. Já não há principes como antigamente. Agora até eles têm de trabalhar fora e fazer a lide de casa :)

Dores...

o que eu gostava de as ter por eles. Ela quase só se queixava do ouvido quando lhe tocávamos sem querer, mas com o fim do dia o desconforto foi aumentando e a noite foi uma tortura. Lembro-me perfeitamente de quando era pequenina de me arrastar para fora da cama e deitar-me no chão frio da cozinha para tentar diminuir a dor que sentia. Lembro-me perfeitamente das tentativas da minha mãe em me consolar. Recordo melhor esta dor, que as dores de parto da Joana. As primeiras otites que ela teve não lhe causavam dor. Estas não lhe dão febre, mas a dor está lá e era escusado. Talvez por serem purulentas, não sei. Sei apenas que se pudesse escolher preferia as primeiras. Aliás... o que preferia mesmo é que nunca ficasse(m) doente(s). A consulta do otorrino já está marcada. Espero é que quando lá chegar ele me diga que foi apenas um acidente de percurso e que não é preciso mais nada.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Da sexta-feira a duas...

Mais uma vez...

que recorro à Estefânia e sou imediatamente atendida (e julguei que ia lá perder horas com tanta gente na sala de espera). Depois da triagem seguimos para a urgência de otorrino e nem aquecemos a cadeira na sala de espera. Seguiu-se a consulta mais silênciosa a que já assisti. O médico limitava-se a fazer caretas enquanto a observava e falou comigo exclusivamente para me dizer o que lhe tinha receitado, que não a podia deixar molhar os ouvidos e que tinha de passar a ser seguida por um otorrino. Vai tomar um antibiótico diferente dos habituais e espero que esta sucessão de doenças seja mesmo culpa do primeiro ano do colégio. Amanhã vai trabalhar com o pai e o resto da semana também (à partida) não vai à escola. Entretanto, o eczema do Miguel está muito melhor e o segundo dente de cima está a rebentar. Esperemos que com o fim de mês, regresse a tranquilidade...

Olhei para ele...

assim esventrado no chão e deu-me pena. Peguei nas ferramentas e devolvi-lhe as entranhas. Todas menos uma. A que tem as minhas memórias mais preciosas. A que maior desgosto me dava se se eclipsasse. A que tentei e (acho que) consegui salvaguardar completamente. Tapei-o e liguei-lhe os fios que o alimentavam. Pronto. Assim sempre fica melhor. Mesmo perdendo a vida devemos manter a nossa dignidade e ele não a tinha, tal como estava antes. Será que morreu mesmo? Será que ele não tem nada de felino? Toco-lhe, ao de leve, apenas com a força bastante para lhe dar vida. E não é que o raio do computador está aqui a funcionar como se nada tivesse passado?! Olha-m'ésta hem! [e já me safei de duas despesas...]

Dormiu...

da meia-noite e pouco às seis e tal. Nem acredito!

Janeiro...

acaba quando mesmo?! Ontem ao final do dia queixava-se imenso do ouvido esquerdo. A noite passou-se bem, mas de manhã a dor continuava forte. Trouxe-a comigo para o trabalho para ser vista pela nossa pediatra. Saímos da consulta sem medicação e com uma carta para ser vista ainda hoje no hospital por um otorrino. Assim não dá... [tem sido, desde o Natal, amigdalite-otite-amigdalite-otite e o último antibiótico, acabou-o ontem...]

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Da sexta-feira a duas...

ficou delirante quando me viu chegar à escola tão cedo. Almoçámos juntas, não numa esplanada como sugeriram mas quase. Pelo menos a vista para o rio estava lá e o sol que batia pelas vidraças aquecia-nos como se de um dia de Verão se tratasse. Depois fomos ao oceanário - porque ela está sempre a pedir-me para lá voltar - e ficámos por lá mais de duas horas. A maioria dos visitantes eram turistas e escolas, e a minha filha colou-se a todos os grupos de alunos que via para ouvir as explicações que estavam a ser dadas. Eu quero ouvir a senhora, mãe! E lá ficava eu com ela, no meio de uns quantos miúdos na pré-adolescência, a retribuir sorrisos às professoras e às guias, enquanto ela seguia a guia com os olhos e tentava encontrar tudo o que ela apontava. Têm neste momento uma exposição sobre os bastidores do oceanário, onde se podem ver ovos de tubarão (o que eu aprendi sobre a reprodução dos tubarões!), tubarões, raias e medusas bebés. Muito giro de se ver. Mas principalmente, gastámos o nosso tempo, sentadas no chão. Juntas, juntinhas. A ver os peixes, a ler-lhes sentimentos e vontades. A dar-lhes nomes e estados de espírito. Fotografias há poucas que fiquei sem pilhas logo no início. Mas a memória desta tarde tão bem passada, vai ficar para sempre.

Janeiro...

não está a ser um mês fácil a vários níveis. Agora foi a vez do nosso computador dizer que está cansado e que não lhe apetece mais. Os discos deciram todos dar erros, mas julgo que não cheguei a perder nada. Por outro lado, o meu telemóvel parece ter regressado à terra dos vivos... logo agora que já tinha um novo de baixo de olho e até foi contemplado nos saldos da TMN... humpf (:p) Adenda: Eu nem referi o acidente do papá com o carro novo na sexta porque pensei: "o seguro que resolva!"... mas lembrei-me agora (ou melhor, lembraram-me) que existe uma coisa chamada franquia e que a nossa embora seja baixa na percentagem, é alta no valor e como tal se calhar nem vale a pena accionar o seguro. Auuu, que esta agora doeu :s

sábado, janeiro 27, 2007

E a primeira palavra é...

... ... côn! Não perceberam?! Eu repito: côn! Sim é isso mesmo! Não foi mamã, nem papá, nem mana, nem papa, nem mama. A primeira palavra foi mesmo... cão! [eu é que acordo durante a noite e os cães é que têm este privilégio?! Está mali! Ai pois está!]

Já mudámos!

Agora somos do beta-que-já-não-é-beta... vamos lá ver como é que nos damos. Ignorem a pouca coerência visual que forem observando nos próximos dias. Estamos em testes.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Pedinchas...

Eu sei que não devemos ser pedinchas e há certas coisas que não se pedem, mas... Eu gostava (mesmo) muito de ter uma conta Pro do Flickr e gostava (mesmo) muito de uma festa surpresa (há anos que o digo e ninguém me liga nenhuma). Eu sei que não me fica bem... mas que se lixe :p

Hoje...

a minha filha foi para a escola de toalha da praia num braço e uma mochila com fato-de-banho, bóia, pás, formas e afins. Hoje, mesmo com os 2ºC que se sentiam de manhã, os meninos daquela sala iam todos para a praia! Ou melhor... vão todos fingir que estão na praia! [o tema desta semana é o faz-de-conta] O dia de hoje promete ser de aventuras para ela. Vou buscá-la antes do almoço e vamos almoçar e passear apenas as duas. Vai ser uma surpresa e tanto! [espero é que a sacana da enxaqueca que me apanhou de manhã desapareça totalmente...]

APSI e Auchan...

juntas para sessões de esclarecimento sobre segurança rodoviária infantil e verificação de cadeirinhas (dos carros). Mais informações aqui.

Assim não dá...

Ontem o pai chegou cedo a casa. Já estava a planear um fim-de-dia sem pressas, com muita brincadeira e um jantarinho à maneira. A primeira coisa a fazermos foi o banho dos miúdos. Enquanto a Joana acabava as suas pinturas (no papel e por ela toda) o António despia o Miguel. Assim que lhe tirámos o body nem queríamos acreditar. O peito e as costas estavam cobertos por um eczema vermelho vivo, e ele coçava-se todo. O banho foi uma tortura para ele e o eczema ainda ficou mais assanhado. Reacção alérgica, possivelmente a algum alimento*, foi a conclusão do médico. Ora se ele não comeu nada de diferente nestes últimos dias, além do leite com que temos feito as papas, espero bem que seja ele o causador da alergia. Até isto passar, vai tomar o Zirtec, por uma pomada e vamos ter de restringir a alimentação ao básico para depois começar a introduzir novamente os alimentos. Estou a ver que com este miúdo não vai haver facilidades... * a alergia alimentar é apenas uma hipótese levantada por um médico que não é o dele. Eu optei por pensar nela como explicação de todos os males, porque não o sendo, aumenta a probabilidade de ser mais uma manifestação da asma. Optei por iludir-me mais um pouco. Eu que nem sou muito disso... enfim. Hoje vou falar com o pediatra dele novamente para ver o que ele me diz. Adenda: A rinite alérgica que eles têm, tem manifestações dérmicas, ou seja, além do típico nariz ranhoso, provoca-lhes eczemas. A Joana desde que começou a soja que os eczemas dela desapareceram por completo e agora tem apenas mínusculos nas mudanças de estação. No entanto, o Miguel parece querer levar isto para um nível diferente... vamos lá ver o que o pediatra diz (ainda não consegui falar com ele).

quinta-feira, janeiro 25, 2007

De ontem...

tenho tanta coisa que gostaria de registar... ... como o (re)descobrir o quanto eu gosto de segurar um recém-nascido. Relembrar o que adoro neles. Aquela demora nos movimentos, a placidez, o sono profundo. O tamanho, a ausência de peso (por muito grandes que sejam). ... que há conversas que podem mudar as nossas vidas, e há pessoas que não percebem o poder de mudança que têm nas mãos. Que as palavras certas corrigem tudo, mas a falta delas corroem o pouco de bom que resta. ... como a emoção é sempre igual quando se vê um filho a fazer as primeiras tentativas de andar sem apoio (e consegue dar dois minúsculos passos sozinho). ... do como é bom a casa sossegada e nós dois enrolados num edredão no sofá. Tanta coisa e eu sem as palavras que gostaria de reler daqui a uns tempos.

9 meses de ti...

< Faz hoje nove meses, que te vi pela primeira vez. Que te cheirei. Que te senti. Faz hoje nove meses, que outros nove deixaram de ser contados. Faz hoje nove meses, que me perdi a conhecer-te os contornos, o toque, o sabor. Que te descobri. Faz hoje nove meses, que chegaste e nos conquistaste. Nove meses, de noites mal dormidas, de alguns sustos e preocupações. De choros repentinos e sem explicação. De gargalhadas silenciosas mas que gritam bem alto da tua expressão. De sonos profundos. De sonos agitados. Nove meses de mimo, de partilha, de enamoramento. De novos hábitos, novas rotinas e novas formas de ver o que se sempre viu. Nove meses que me mudaram. Que nos mudaram. Que te mudaram. Gosto tanto, mas tanto, de ti.

Mais um a caminho...

[dente!... Estou a falar de dentes! :p] Ontem à noite reparei que o incisivo superior direito já começou o seu caminho até ao lado de cá... Eles ficam com um ar tão cómico com aquelas dentolas de cima - que parecem tão mas tão grandes quando comparadas com os de baixo - mas eu gosto tanto daqueles sorrisos sem dentes...

Ontem...

quando cheguei à escola ainda estavam todos a lanchar. Sentei-me ao pé deles e ouvi todas as novidades que eles tinham para me contar:
- Ó mãe da Joana! Eu tenho um comboio que faz uuh-uhh e anda assim!
- Ó mãe da Joana! Eu também tenho um comboio mas só anda com a mão!
- Ó mãe da Joana!
- Ó mãe da Joana! Quando vier o carnaval eu vou ser o Peter Pan!
- Ó mãe da Joana! Quando vier o carnaval eu vou ser o Spidaméne!
- Eu também vou ser o Spidaméne!
- Eu quero ser uma princesa! (Joana)
- Mãe da Joana! Mãe da Joana! Eu vou ser a Mine [Minnie]!
- Eu também vou ser a Mine [Minnie]!
- Ó mãe da Joana! ...

Gosto tanto de poder me demorar em conversas com eles. Gosto tanto da excitação que lhes encontro no olhar. Gosto tanto que na escola nos deixem demorar nestas coisas.

[Ontem na escola foi dia de teatro com a colaboração de uma companhia de teatro profissional. Pelos vistos gostaram e era sobre piratas.]

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Quality time...

ontem saí do trabalho, fui às compras e preparei um almoço rápido para mim (hamburgueres com cogumelos salteados, azeitonas fatiadas e queijo mozarella derretido). Dobrei alguma roupa e fui buscar o Miguel. Como estava a dormir, voltei para casa. Assim que entro, ponho um balde gigante a encher de água - havia corte do fornecimento, mas ainda corria um fiozinho. Penso no que vou fazer. Lavar o monte de louça não posso, porque não há água (oh que pena :p). Dobrar a roupa não me apetece. Passar a ferro muito menos. E o meu livro que está quase no fim... Embrulho-me numa manta e refugio-me no sofá. Leio mais um capítulo (afinal faltava-me mais do que um) e sinto-me bem. Como se estivesse parada no tempo. Só faltou mesmo uma chávena de chá para ir bebericando... [Estes tempos para mim, roubados aos afazeres domésticos sabem-me delícias!]

Já nasceu...

o filho da nossa amiguita Tânia. Ela passou a gravidez quase toda de repouso absoluto e quando deixou o seu cantinho (em casa não tem internet) pensava que estava à espera de receber uma linda menina. Chegou hoje por volta da meia-noite um rapaz de cabelo clarinho e orelhas como as da mamã (diz o pai :p) com 2,340kg e muito bem de saúde. É o Rui. E eu estou mortinha por o conhecer. Parabéns minha amiga. Estou muito feliz por vocês!

terça-feira, janeiro 23, 2007

Conversas com elE...

[as primeirinhas!] Eu - Como faz o cão?! O cão, Miguel?! Ele - an! an! an! - ao mesmo tempo que se atira em direcção à porta da rua.

Susto...

Ontem, assim de repente, à hora de dormir, o Miguel começa a tremer sem controlo ao colo do pai. Todo ele treme. O pai pensa que ele se engasgou e bate-lhe nas costas. Ao tremer involuntário junta-se um fio de sangue a sair da boca. Ele chama por mim e vejo o Miguel com ar assustado e cheio de sangue na boca. Vem para o meu colo e começa novamente a tremer. Enquanto pensamos a quem é que vamos pedir ajuda, lavo-lhe a boca com água para tentar perceber de onde vem o sangue. Vem da gengiva ou do lábio superior, não conseguimos perceber. Instintivamente, levo-lhe a mão à testa para ver se tinha febre e se poderia ser uma convulsão. Não pareceu estar quente. Dou-lhe a chucha, ele enrosca-se a mim, e passado pouco tempo adormece. Dormiu normalmente e hoje de manhã estava como se nada se tivesse passado e não se vê nenhum corte na boca. Quatro adultos (todos pais) a assistir à cena. Quatro adultos (todos pais) assustados e sem saber o que fazer, mas que conseguiram transmitir calma uns aos outros. Mas o que raio é que se passou?! Adenda: Nós também pensamos que o sangue da boca se deve a ele ter trincado ou o lábio ou a gengiva quando o pai lhe "bateu"... mas os tremores é que continuamos sem perceber. Adenda 1: Já falei com o pediatra. Disse que só haveria motivo de preocupação (uma vez que ele não perdeu os sentidos) se ele se apresentasse febril ou se a urina tivesse mudado de cor ou cheiro. Como à partida não aconteceu nem uma nem outra, é algo sem importância. No entanto, devo confirmar ambas as situações e se alguma se verificar ou se se repetirem os tremores contactá-lo imediatamente. Estou à espera que ele acorde para o ir buscar à ama, mas estou muito mais descansada. (obrigada pelas palavras e experiências que deixaram nos comentários)

Do fim-de-semana...

não digo mais nada... ou arrisco-me a uma espera :p

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Do fim-de-semana...

os passeios.De bicicleta (ai as pernas bambas no final) ou simplesmente a pé, Caldas de Monchique são um sítio lindo de se conhecer, em plena harmonia com a natureza. Um Algarve bem diferente do que estamos habituados a ver.

Do fim-de-semana...

a água.Acho que vai ser impossível não deixar escapar um sorriso sempre que vir uma garrafa desta marca.

Do fim-de-semana...

o SPA.Ficam apenas imagens de uma das piscinas mais fantásticas que já conheci. A água quente, quente. Os jactos de água que nasciam do chão (tipo jacuzzi) e das paredes. As quedas de água que amaciavam o corpo. Os jactos de água fortes que nos massajavam os ombros tensos. A calma. Tanta era a calma que se sentia. A paz. Usámos e abusámos do circuito termal (piscina, sauna e banho turco). Fizemos um tratamento tonificante que incluia massagens, envolvimentos em algas, aerobanhos aromatizados e duches de jacto. A cada novo tratamento, sentia apagar-se todos os sinais de noites mal dormidas, de falta de exercício. A simpatia do pessoal, as condições das instalações e a qualidade dos tratamentos, tudo joga a favor destas termas. Se eu pudesse, voltava já este fim-de-semana :)

Do fim-de-semana...

nós dois.O namoro fez-nos tão bem. [Tão bem que até me pôs a desenhar corações em plena praia da Rocha... eu! Incrível :p]

Do fim-de-semana...

os filhos. Ficaram nos avós cheios de recomendações (os avós, não eles :p). Fomos tranquilos por sabermos que eles ficariam bem entregues e entusiasmados com um fim-de-semana a dois, mas também a quatro (os padrinhos da Joana foram connosco). No entanto, não conseguiamos eliminar por completo a preocupação. É claro que depois do primeiro telefonema (sábado de manhã) a preocupação sumiu por completo! Para os miúdos que entretanto recuperaram, o fim-de-semana também foi de aventura patrocionada pelos avós babados. O Miguel ia para a cama por volta das 21h00 e, de sexta para sábado, dormiu das 23h30 às 6h30, e de sábado para domingo das 0h40 às 7h20. Fez os aerossóis à noite, vomitou expecturação uma vez e melhorou bastante. Bebeu pela primeira vez leite de soja (em pó) e se tinha recusado quando eu lhe tentei dar pela primeira vez, com a avó bebeu os 210ml de seguida. Comeu sempre lindamente para a delícia dos avós. A Joana que ainda esteve murchinha na sexta, arrebitou no sábado e delirou a correr atrás dos coelhos do avô e a fazer castelos na areia. No sábado adormeceu antes das 19h00 e só acordou às 7h20. A comida é que para não variar, custou mais a entrar. O reencontro foi fantástico, com um filho espantado por nos ver ali e uma filha numa correria a mostrar-nos as surpresas todas que tinha feito para nós (desenhos atrás de desenhos). Adenda: O leite (à base de soja) em pó (acho que o nome é Voyo chama-se Visoy e é da Wyeth) foi recomendado pelo pediatra e pode ser tomado desde o nascimento. Introduzi agora porque vou ter de parar com as papas lácteas por uns tempos - para ver se as crises diminuem e os eczemas desaparecem - e não cheguei a tirar leite suficiente para deixar para o fim-de-semana. Não vou deixar de amamentar e a bomba foi uma constante no fim-de-semana (de manhã e à noite).

Do fim-de-semana...

o vinho.Pensava que ao fim do primeiro copo estaria mais para lá do que para cá, mas não! Bebi o meu adorado vinho verde que tantas saudades me dava. Bebi tinto, melosas e mosquitos, e ainda era capaz de fazer o quatro, tocar com o dedo no nariz e essas habilidades afins. O riso é que saía com muita facilidade! :) Soube tão bem relembrar o seu gosto fresco. Soube bem conhecer o seu corpo intenso e aveludado. Soube bem o sentir-lhe o gosto a mel e o seu ardor. Eu nunca fui de beber bebidas alcoólicas, mas tinha (tantas) saudades de um bom vinho à refeição. E os jantares com amigos (e sem crianças)... as saudades que tinha disso!

Do fim-de-semana...

tempo para mim.Eu li um livro! Eu li um livro! Eu li um livro!

[Na verdade, falta-me apenas um capítulo para o acabar. A dúvida é: Quantos meses vou precisar agora para o conseguir?! :p]

PS: Para usar como marcador levei os pezinhos dos meus filhotes :p

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Fiquem bem...

que eu também vou fazer por isso! Até segunda!

Das dores de dentes (do pai)..

- Não há por aí bagaço?! - Dito com o ar mais sofredor do mundo, depois de três comprimidos para as dores, antibiótico e chá quente. [Agora imagina-me a mim a tomar apenas ben-u-ron há uns meses atrás! :p Percebeste o que me doia?!]

Depois...

de uma noite terrível em que não me lembro sequer de dormir, arrastei-me para o trabalho e o pai deixou os dois na ama. Se fosse apenas a amigdalite da Joana, custava-me vê-la doente mas sabia que podia ir descansada, porque agora é só esperar que o antibiótico faça efeito. Mas é o estado do Miguel que me está a assustar. Ainda não é nada, mas se o tratamento preventivo que comecei ontem não resultar o estado dele vai agravar-se rapidamente. E explicar aos avós como usar a máquina dos aerossóis? E explicar-lhes todos os sinais de perigo, as dosagens dos medicamentos e a melhor maneira de limpar o nariz? E fazer isso tudo em pouco tempo e sair com a sensação que ficou tudo mais ou menos sabido? E a casa dos avós que é tão fria! A ver se dou um estalo a mim própria porque eles vão ficar bem nos avós. Com cábulas a explicar tudo, os avós vão conseguir fazer o que for preciso, e para o frio junta-se mais um irradiador a óleo à bagagem das crianças e pronto. Hoje é sexta-feira, tenho umas unhas cor-de-cereja (daquelas suculentas e quase pretas) e daqui a umas horas vou a caminho de um merecido fim-de-semana tonificante. Eles é que podiam ficar finos nas próximas horas... pode ser filhos? combinado?

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Sinto-me rica...

quando me apercebo que tenho amigos que se congratulam com as conquistas dos nossos, como se dos deles se tratassem. Que sentem os nossos como deles. Porque os meus não são meus apenas. Os amigos, também são para os bons momentos.

Aiaiaiaiai...

ontem quando a fui buscar estava cheia de febre. Passou com ben-u-ron e só voltou no início da noite. De manhã, deixámo-la dormir até às dez horas e acordou fresca que nem uma alface. Agora que me ia entregar aos cuidados da esteticista e ficar sem os inestéticos pêlos mas ganhar umas unhas à maneira (o fim-de-semana assim o exige :p), telefonam-me da escola a dizer que a febre voltou e com força. Como se não bastasse o Miguel está todo entupido. Aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai que eu não estou a gostar nada disto. Adenda: A Joana está novamente com amigdalite, tive de fazer aerossóis ao Miguel e o pai está que nem pode com uma dor de dentes... isto promete...

Estou...

a um dia de um fim-de-semana a dois. Sem filhos e num SPA termal. Até estou com inveja de mim própria. (lol) [agora o que dava jeito, era que o tempo passasse assim a modos que para o rápido :p]

Tenho...

três tubos de cubos Peek-a-blocks para a troca (um deles tem o cubo do Panda e os outros dois têm o cubo da escavadora). Quem quer trocar comigo?! :p [é o que dá atacar em cheio a promoção dos 50% do continente. Fiquei com quatro tubos diferentes em casa, mandei três para a casa da ama e vão dois para a casa dos avós]

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Papás de bebés com fraldas...

há campanha de 50% (fraldas e toalhitas Dodot) no Continente de 17 a 19 de Janeiro! Ver mais informações aqui. Yeeeessss! (ainda não comprei fraldas para o Miguel desde que ele nasceu! ainda estou a gastar as da última promoção que estão mesmo a chegar ao fim :p)

Do usar saltos (fininhos)...

e da calçada portuguesa: Passar a andar na beira dos passeios. [andar aos pulinhos no passeio e prender o salto a cada dez passinhos... definitivamente não é para mim]

terça-feira, janeiro 16, 2007

Reunião de pais...

Hoje foi dia de reunião de pais individualizada. O objectivo era falar sobre a evolução da Joana nos primeiros quatro meses de pré-escolar. A primeira coisa que a educadora nos disse foi: "Antes de mais nada, o que se nota mais na Joana é que ela é uma criança feliz!". A reunião podia ter acabado mesmo ali que vinha satisfeita. A timidez dela limita-a muito, especialmente nas tarefas em grupo e que a obriguem a falar. Não gosta de ser o centro das atenções e fica muda sempre que lhe é feita uma pergunta directa. Não reagia quando lhe tiravam os brinquedos e procurava outra coisa para brincar, mas com algum estímulo por parte da educadora já luta pelos seus direitos. Quando uma área de brincadeira começava a ter muitos meninos, ia brincar sozinha para onde estivessem menos. Aos poucos, tem vido a ganhar confiança e a interagir mais com as educadoras, mas é um processo muito lento e que tem de ser muito bem trabalhado. O seu forte sentido de independência aliado à timidez, ainda a empurra para jogos sozinha e com o grupo de amigas que ela escolheu. Quer fazer tudo sozinha, tem uma grande necessidade de agradar e fazer as coisas bem. Quando é repreendida fica muito sentida e precisa de muita atenção. Do que ela transmite de casa, a educadora percebe que neste momento ela está a sentir a minha falta. Quando se refere a qualquer coisa que eu faça é sempre em relação ao Miguel: "A mãe deu banho ao Miguel."; "A mãe deu o comer ao Miguel."; etc. Por isso, vou ter de voltar a reforçar o nosso tempo a duas. Tem uma relação com a natureza excepcional (é o que dá ter avós e tios com hortas e animais). No avaliação do inglês teve Good e nas notas da professora veio indicada a imensa dificuldade que tem em fazê-la falar e participar, e, consequentemente, em a avaliar. Depois vem a parte onde ela brilha. A expressão plástica, o controle perfeito dos lápis, pincéis e afins. O rigor no desenho e recorte de formas geométricas. O conhecimento das letras e números. A lógica. Dá-nos os parabéns porque nota que muito se deve às brincadeiras que ela tem em casa. Pergunto à educadora se já reparou que ela já sabe desenhar as letras A, U, O e J. Ela responde-me (cheia de entusiasmo): - E a mãe já reparou que ela sabe escrever o nome dela? Que ela já sabia organizar as letras no quadro magnético para formar o nome dela, o meu e o do pai (os nossos ainda com falhas) sabia, mas escrever?! Foi buscar o livro de actividades mensais e lá estava, numa das páginas, um Joana totalmente legível. Ficámos os dois de queixo caído. Um "J" maiúsculo e as restantes letras minúsculas em letra de máquina. Todas alinhadinhas e quase perfeitas. - Este ela desenhou com o nome dela à frente, e este (mudou a folha do livro) ela desenhou sem ver o nome. - mostrou a educadora. Lá estava um "J", um "o" e depois as restantes letras mais riscadas e baralhadas. É escusado dizer que houve uma inundação na escola com tanta baba destilada, não é?

Mas em compensação (será?)...

consigo falar da morte sem nenhum tabu. Explico-lhe que as pessoas morrem, que ela e eu e nós todos vamos morrer um dia. Que a morte nem sempre acontece quando somos velhinhos ou estamos doentes. Que se ela deixar as pecinhas pequenas dos brinquedos ao pé do mano ele pode engolir e morrer. Que se ela teimar em subir as janelas, pode cair e morrer. Que a morte é tão natural como o nascimento. E depois ele morre e vai ter com a tua mãe? Tremo só de imaginar que os posso perder. Tremo só de pensar que um dia os posso deixar cedo demais (não por mim, mas por eles). Sim filha, é isso mesmo. Por enquanto.

Palavras difíceis...

Eu já lhe expliquei (ou melhor fui obrigada porque ela não se calava com isso) que os bebés não nascem só pela barriga (de cesariana). Já lhe expliquei, que o normal é nascerem por um buraquinho que temos. Já lhe expliquei que o pipi tem dois buraquinhos, que um é por onde sai o xixi e que o outro é por onde nascem os bebés (e basta de funcionalidades por agora :p). Já expliquei o processo de nascimento todo, mas ainda não fui capaz (ao contrário de ti) de dizer que esse buraquinho se chama "vagina". É este pudor herdado dos meus pais que me impede de dizer estas palavras. É ele que me faz soar as palavras a coisas feias quando as digo. Que me impele a dizer "pipi", "pilinha" e por aí fora. E eu queria tanto ser capaz de chamar as coisas pelos nomes certos. Queria tanto que não houvesse pudor nas nossas conversas (principalmente daqui a uns anos). A vergonha que me passaram é muito forte, e custa-me muito contrariá-la, mas quero ultrapassá-la e (acho que) vou conseguir. Os filhos também servem para nos ajudar a combater papões.

Do usar saltos

Passar a andar com uns sapatos no carro só para conduzir. [consigo conduzir com saltos, mas passados uns tempos, acabam por ficar com mais vincos "à frente" e os saltos maltratados... tratar bem as minhas coisas é outra resolução.]

Ajudar...

«Sozinhos não podemos mudar o mundo... mas muitos bloguistas juntos podem melhorá-lo.»
Vamos dar colinho?

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Agora...

os jantares são dados a 3/4. Uma colher para ele, uma colher para ele, uma colher para ele, uma colher para ela. Uma colher para ele, uma colher para ele, uma colher para ele, uma colher para ela. Uma colher para ele, uma colher para ele, uma colher para ele, uma colher para ela. Hoje foi sopa de espinafres e arroz de cebola com frango estufado.

Mas as mudanças...

não se ficaram apenas pelo exterior. O que se passa no exterior, é apenas o reflexo da verdadeira revolução que se passa cá dentro. Decidi pôr o ponto final a assuntos que se arrastavam e que me incomodavam. Decidi que vou novamente à luta. Desisti de viver num estado de hibernação e de arranjar desculpas para o fazer. Quero voltar a ter o que mereço. Quero deixar de ouvir os silêncios que me magoam. Quero voltar a ter orgulho em mim. As mudanças no exterior são bonitas e necessárias, mas é o interior que eu quero mesmo mudar. E vou conseguir. Adenda: Obrigada pela força :)

Ouvi-la...

ao telefone, a chamar-me mamãzinha derrete-me. O pior é o sorriso parvo que teima em não me largar. [o pai é papázinho e o mano é Miguélinho/Miguélzinho]

Feminina...

Agora que já não planeio voltar a engravidar, comecei a refazer o meu guarda-roupa que estava mais que ultrapassado. Comprei novos fatos e mais camisas. Autorizei-me a comprar sapatos de salto, bicudos (credo, achava que nunca ia calçar sapatos destes!). Abri a mente a novas formas, cores e feitios. Entrei em lojas de acessórios com o intuito de comprar (espanto!). Voltei ao meu lado feminino, que já tinha guardado há uns anos, quando o práctico ganhou terreno. Abandonei o clássico-totalitário. Gosto de me ver assim, especialmente quando estou a trabalhar. Hoje de manhã, quando me olhei no espelho de fato, sapatinho estiloso e unhas castanho-chocolate, encontrei a mulher que andava escondida há uns tempos. Senti-me bem. Senti-me cheia de energia para atacar a segunda-feira (o fim-de-semana bem dormido também ajudou). Estou a ficar uma senhora. [Isso ou perdi totalmente o juízo! A idade não perdoa, verdade?! :p]

domingo, janeiro 14, 2007

E ontem...

encomendámos o jantar. Jantámos no sofá a ver um dvd sem interrupções. Adormeci abraçada a ele, perto do fim. Fomos para a cama nem sei a que horas. Acordei algumas vezes mas voltava logo a adormecer. Às seis e meia toca o telefone e pensámos que fossem os pais dele aflitos por alguma coisa. Era um fax (:s). Voltámos a dormir. Depois, acordei com a sensação que eram umas oito da manhã. Achei que era uma injustiça, acordar tão cedo, sem sono, quando podia dormir até mais tarde. Olhei para o relógio e eram 11h15. 11h15! Já não me lembro de ter acordado a uma hora destas há muitos anos! Foi delicioso! E acreditem, dorme-se lindamente mesmo com unhas cor-de-chocolate! :p Quanto ao leite, mandei leite que já tinha congelado para darem ao Miguel durante a noite (ele acordou de três em três horas como habitualmente) e só precisei de tirar (com bomba) de manhã. A amamentação não foi nenhum obstáculo. :) Acho que para o fim-de-semana que vem há mais... mas se tudo se confirmar, acho que ainda vai ser um bocadinho melhor. A ver vamos!

sábado, janeiro 13, 2007

Primeiras vezes...

esta noite somos só os dois. Esta noite não temos nem filha nem filho. O filho ficou a dormir pela primeira vez fora de casa. Para se começar a habituar a ficar mais tempo sem nós. Sem mim. Para eu própria me habituar a estar sem ele. Foi antes do jantar, vem depois do pequeno-almoço. Os avós estão radiantes. A filha, ficou a brincar com a amiga e quando a fomos buscar, perguntaram-nos se a queríamos lá deixar a dormir, já que não tínhamos também o filho. Ficou. Ela delirou com a ideia. Nós delirámos com a perspectiva de uma noite inteira de sono interrupto. É o que dá termos uns amigos com "A" grande. Será que vamos mesmo conseguir dormir a noite inteira sem acordar? Ainda me parece impossível! :p

Afinal...

não é só o cansaço acumulado que me leva a fazer loucuras! O excesso de descanso dá no mesmo! :p Pela primeira vez deixei que me pintassem as unhas num tom escuro. Acabou-se a exclusividade do branco leitoso, do cor-de-rosa transparente, do cor-de-pele, ou das unhas à francesa! Dou as boas-vindas ao castanho-chocolate, ao vermelho-carmim e outras que tais :p [achei que ia detestar, mas afinal até gostei]

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Não vão acreditar! Não vão acreditar!

Mas o meu filho, o meu rico menino, o meu tesouro precioso, o meu mais-que-tudo-pequenino, o meu anjinho, o meu doce, enfim... o meu miúdo, dormiu das oito da noite... às sete e meia da manhã, e acordou apenas duas vezes para mamar (às dez e às quatro). E sabem o que isso quer dizer, sabem?! Que eu fiquei acordada até à uma e quarenta à espera que ele acordasse para mamar - em geral acorda sempre entre a meia-noite e a uma - e ele não acordou. E sabem que mais!? Que foi a primeira noite, em meses, que dormi bem. Pouco mas um sono profundo, reparador. E sabem ainda mais uma coisa?! Que quando ele acordou, eu pensei que fossem as habituais seis horas e meia e deixei-me ficar, e quando a minha filha chamou por mim, ainda me fui deitar um bocadinho ao pé dela. E o que é que aconteceu depois, huuummm?! Levantei-me às dez para as oito, tive um ataque de pânico com as horas e entre descobrir o que havia de vestir, preparar o Miguel e levá-lo à ama, já só saí de casa às oito e um quarto. Resultado, cheguei hora e meia atrasada ao trabalho. Mas o que importa mesmo, é que: O meu filho dormiu bem esta noite! O meu filho dormiu bem esta noite! O meu filho dormiu bem esta noite! E eu também!!!

Little helper...

Eu que detesto miúdos na cozinha quando há tachos ao lume, agora para haver jantar na mesa, tem de ser com o miúdo atrelado às pernas.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Se a realidade não dá jeito...

arranja-se uma forma de dar. Como ela de vez em quando levava a mão ao pipi e dizia que doía, falei nisso ontem ao pediatra (para despistar uma possível infecção). Ele aconselhou a fazer uma desparasitação e depois logo se via o que acontecia. Ontem começámos o longo processo de mentalização para ela tomar o xarope. Hoje, no carro, à vinda da escola, começa ela: - Mãe eu não preciso de tomar o remédio. Eu não tenho bichinhos. - Precisas sim, filha. Tem de ser. Foi o sr. doutor que disse que tinhas de tomar. - Mas ó mãe. A S.* telefonou hoje ao sinhô doutôi e perguntou: - Ó sinhôu doutôi, a Joana tem de tomar o remédio? - e o sinhô doutôi disse assim: Não, a Joana não toma o remédio. Por isso eu não tomo o remédio! - Ai foi? Então eu amanhã falo com a S. e pergunto-lhe. - Não mãe! Não podes perguntar! - Não posso? Então porquê? - Porque é seguêdo! E os seguêdos não se podem dizer! [Depois de ler isto, percebi que era uma questão de tempo até que a fase das verdades-que-lhe-convém cá chegasse... não esperava é que fosse tão cedo! :p] * auxiliar

Gracinhas e graçolas...

Ele faz gracinhas Bate palminhas, dá cinco, dá gritinhos e pulinhos para nos fazer rir e quando consegue, ri ele próprio à gargalhada. Consegue repetir tudo em ciclo infinito. Cansamo-nos nós primeiro. Ela faz graçolas Aproveita tudo o que ouve/vê para fazer uma piada. Diz a piada, solta um "óh", encolhe-se, tapa a boca com a mão e ri baixinho. Se não lhe damos troco, insiste, até rirmos também e pergunta-nos se percebemos. O tema predilecto dela para as piadas é "dar um pum" e encaixa-o em todo lado, exemplo: Olha a bola Manel, olha a bola Manel deu um pum...

Sono...

Aos poucos vamos reaprendendo a nossa rotina de deitar. O Miguel, já não vai para a cama às 19h como fazia. Agora não abdica de se sentar connosco à mesa e gritar por comida. Têm-se deitado tarde, quase às dez. Esta hora, de dormir, baralha-nos também as nossas voltas, nem que seja para poder ver, tranquilamente, aquela série de que se gosta na televisão. Mas o problema que se punha, era como adormecer os dois ao mesmo tempo, no mesmo quarto, de forma tão diferente? Ela não dispensa a sua história na cama, contada a duas vozes (a dela sempre bem alta) e com a luz acesa. Ele, quer sossego, escuridão e a nossa cara por perto. No entanto, até foi fácil. O pai deita-se com ela e conta-lhe a história que ela escolheu. A luz fraquinha do candeeiro dela, alumia a história, mas deixa o berço na penumbra. Eu, deito-o a ele, dou-lhe a chucha, aconchego o edredão e fico de cara colada a dele, até ele desistir de resistir. Ainda o pai não acabou a história, já ele dorme e eu saio. Muitas vezes, basta dar-lhe a chucha e aconchegá-lo que ele adormece imediatamente. Adormecê-lo(s) é fácil... pena é que ele queira que o "adormeçam" de hora a hora... durante toda a noite. Tem um sono demasiado superficial, que não o deixa descansar em condições, e o facto de ter uma data de dentes a querer romper também não ajuda... (e eu em geral, nunca me deito antes da uma, porque ele acorda sempre por volta da meia-noite para mamar... o corpo pede cama, mas o espiríto agradece esta casa silênciosa e o tempo só para si) PS: Ele quando acorda também é a chorar bem alto. A Joana não lhe liga nenhuma e continua a dormir. Mas acho-lhe piada porque de vez em quando, mesmo a dormir, vai soltando uns "ssshhhhiiiuuuu" muito zangados, ou uns "não faças barulho Miguel!".

Pós-multa - constatações...

- Perceber que afinal os meus carros também fazem bons consumos! (nunca um litro de gasóleo me tinha dado para tantos quilómetros!) - É ter de ouvir, do banco de trás: - Ó mãe, anda lá mais depressa! Vais muito devagarinho! (se eu fosse rica, agora dedicava-me aos karts ou coisa do género...)

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Consulta dos oito meses...

Gastámos a consulta quase toda a analisar estas crises do Miguel. Possivelmente não serão simples bronquiolites, por isso, temos de ficar alerta a partir de agora. O que importa é que ele já está bom, e pode parar a cinesioterapia (começa e acaba sem que a credencial esteja pronta... enfim). Quanto ao resto, introduzimos os iogurtes de soja (o que eu já tinha feito) e nada mais. Até completar o primeiro ano, não vamos introduzir mais nada. Pode petiscar da nossa comida (desde que sejam coisas que ele esteja autorizado a comer e que não estejam muito condimentadas) e como ele gosta tanto de mastigar, passo a dar-lhe mais vezes a comida aos bocados para ele poder agarrar, comer sozinho e fazer-nos companhia à mesa (dá gosto vê-lo comer comida de prato). No que diz respeito a pesos e medidas, tudo normal. Ele assim que adoece perde peso (ao contrário da irmã, que comia mal, mas ficava igual) e neste momento ainda está a recuperar o que abateu. Com estas maleitas e a actividade que tem, é normal que as características técnicas do moço acusem qualquer coisa, assim sendo, o rapazolas tem: Peso: 9 kg (P50) Altura: 72 cm (P50/75) P. cefálico: 45 cm (P50) Mas se abrandou no crescimento, acelerou no desenvolvimento, e nesta área não podia estar mesmo melhor, por isso, a ordem é de voltar apenas para a consulta do primeiro ano, a menos que surja alguma coisa que justifique uma visita. [e o único pensamento que trazia à saída do consultório era: voltar na consulta do primeiro ano? PRIMEIRO ANO? Já? Aaaiii...]

A primeira frase...

que toda a gente diz quando lhe pega ao colo pela primeira vez é, sem excepção: - Ele pesa! (variantes: Ele está muito pesado! Ele pesa tanto! Que pesado!) Tenho dois filhos que enganam. Aparentam sempre pesar menos do que realmente pesam. Têm muito músculo. São duros, como também gostam de dizer. Saiem a mim.

Dos Saldos...

Já comecei as minhas compras de saldos/promoções há algum tempo. Gosto da vantagem de poder ir às lojas às horas que quase ninguém pode e poder encontrar o que gosto (e que vale a pena) no meio de montinhos de roupa arrumados. Gosto da disponibilidade para nos atenderem sem pressas. Gosto da sensação de poupança com que saio, dos braços cheios de roupa que me enche as medidas. Na segunda-feira, até me aventurei com os dois num centro comercial, para comprarmos umas prendas para o pai. Consegui entrar numa das minhas lojas de roupa (para eles) favoritas e experimentar roupa aos dois. O facto de a loja estar vazia e a simpatia das empregadas que aturaram as reorganizações dos móveis da loja por parte da Joana, ajudaram! Hoje tentei aproveitar os saldos das marcas de venda por catálogo. Definitivamente, não me dá a mesma "pica".

Conversas com ela...

Na carrinha, o pai a fazer manobras, para conseguir entrar e descer uma rua estreita e muito íngreme. De repente, ouve-se de quem se pensava já estar a dormir: Ela - Yuuupppiiii! É um escorrega para carros!

sábado, janeiro 06, 2007

Nós por cá...

Tínhamos uma festa de anos às 16h. Tentámos tudo para que a Joana adormecesse mais cedo. Adormeceu ao meu colo às 15h15 em menos de 10 segundos e a dizer que não tinha sono.Ainda está a dormir. A festa já era. O pai está engripado e dormiu a tarde toda. Fiquei eu e o pimpolho, juntos em pequenas brincadeiras e conversas. Saímos de casa apenas para ouvir cantar as Janeiras à nossa porta (aqui ainda existe um grupo de pessoas que percorre todo o bairro). Lá se foi mais uma tarde de laréu...

Dia de Reis

Ontem aprenderam o significado do Dia de Reis na escola. Para festejar a ocasião, fizeram coroas e bolos-rei com as suas próprias mãos. As coroas ficaram na escola, mas o bolo-rei que cada um fez, veio para casa :) Apesar do aspecto não ser o tradicional e de ter apenas frutos secos e passas, até não estava mau!

Miguel Andador - O vídeo!


Miguel Andador
Vídeo enviado por costinhas
Este puto promete! :p PS: Eu ainda não saí de 2006... escrevi 06/01/06 como sendo a data do vídeo :s estou bonita, estou!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

É oficial...

... diz "á-cá" quando quer alguma coisa. Isso e atira-se todo na direcção do que quer. ... hoje deu os primeiros passos sozinho, agarrado a um andador (até agora, andava agarrado às nossas mãos ou ao sofá). E eu sem a máquina para filmar o momento :s (mas houve um amiguinho que fotografou!). Bye bye sossego!

Ele...

está a pedi-las. Ai está, está! De manhã, tive de o acordar, aturar uma choradeira-mor para o conseguir vestir, dar-lhe três ou quatro colheres de sopa e chegar a horas à sessão de cinesioterapia (também podiam ter dado a isto um nome mais curtinho). Chegámos a casa, com ele todo bem disposto e decido telefonar a uma amiga a confirmar a ida à casa dela (estou farta de estar sozinha... preciso de alguém para dar à língua!). Pouco depois de desligar o telefone o puto adormece-me (ainda antes das três). E agora está a dormir num sono profundo que só visto! Ó rapaz... assim não nos entendemos. Ai não, não! Dormir é de noite, pá! (estou mesmo a ver que hoje à noite temos farra novamente...) Em relação à cinesioterapia, ainda vai precisar de pelo menos mais uma semana, porque embora as secreções estejam mais soltas, ainda está carregadinho delas.

E o meu filho...

Então não é, que o meu querido menino, o meu filho favorito (já que a outra é a minha filha favorita), o meu tesouro, o meu mais-que-tudo-e-ainda-mais-um-bocadinho, o meu amor, o meu encanto, agora está a domir desde as dez para as onze e não há meio de acordar?! E ainda lhe tenho de dar o almoço, vesti-lo e estar no centro de fisioterapia às 13h30. Ai agora queres dormir?! Ai queres!? hummmpfff... o pior é que sou incapaz de te acordar, se não ias a ver o que era bom para a tosse! (ai que má que eu sou... ui!)

Não me sinto com a idade que tenho...

mas pelo sim pelo não, comprei um creme, para a cara, anti-idade.

Do ser mãe...

fazer sopa enquanto se toma o pequeno-almoço.

Não dormir...

faz bem à pele e emagrece, não é?! Digam que sim, vá! A noite foi horrorosa. Desta vez nem eu nem o pai dormimos. Ele dormia meia-hora (no máximo uma), acordava a chorar como se o estivessem a matar e mantinha-se assim uns vinte minutos. Ao princípio ainda pensei que fossem os dentes, porque pus-lhe o bálsamo e ele acalmou (tem as duas favolas de cima a nascer) mas à segunda o bálsamo já não fez efeito nenhum. Às tantas desistimos, acendemos a luz e ficámos uma meia-hora a brincar com ele. Às oito levantou-se cheio de genica e bem-disposto. Acho que vamos ali fazer umas sonecas e já voltamos...

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Acho que já posso dizer...

que ele já está a ficar bom. Os três dias de corticóides acabaram ontem, e a respiração dele mantinha-se alterada depois do tratamento da manhã. Manteve-se sempre assim, recusou o almoço e estava muito cansado e rabugento. Mas depois da sessão de cinesioterapia (a terceira) começou a melhorar. Melhorou tanto, que não fiz o tratamento da tarde e decidi espaçar o intervalo para doze horas. Agora à noite, o apetite voltou, a rabugice mantém-se, mas não há dificuldades a respirar e o nariz parece menos obstruído. Não voltei a fazer o tratamento (a médica disse para o suspender ao final de três dias se já não fosse necessário). Acho que agora posso começar a respirar de alívio... Tem sido desgastante. Ele chora simplesmente por tudo e por nada, não me larga e eu pouco tenho descansado ou feito alguma coisa em casa. As noites foram passadas com ele a dormir em cima de mim e a acordar num choro aflito quase de hora a hora. Não queria a chucha, não queria a mama, não queria nada. Acho que queria apenas dormir mas simplesmente não conseguia. Agora está a dormir, tranquilo, na cama dele. Esperemos que esta noite comecemos, aos poucos, a voltar à nossa normalidade. O que importa mesmo, é que ele está melhor. (obrigada pelo cuidado. Desculpem as mensagens a que não respondi)

Primeiras vezes...

Desta vez é minha e era bem escusada. Nos meus quase catorze anos de carta, fui hoje autuada pela primeira vez. [não há dúvidas que este ano está a começar em grande...]

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Conversas com ela...

Ao jantar, lembro-me de um jogo de animais que uma amiga gosta de jogar com os filhos. Começo a jogar com ela para ver se a consigo distrair e fazer com que acabe de comer. Eu - Olha vamos jogar um jogo. A mãe vai descrever um animal e tu tens de adivinhar. Tem pêlo branquinho, olhos vermelhos, orelhas compridas, come cenouras e faz assim (mexo o nariz ao jeito do "Casei com uma feiticeira")? Ela - É um... coelhinho! Eu - Boa! - e enquanto isso lá iam entrando mais umas garfadas. - Agora é a tua vez. Ela - Tem pêlo comprido... castanho... e é um? Vou adivinhar! huummm... é o macaco! Cá para mim... alguém fez batota! :p

Optimismo...

Quase toda a gente acha que 2007 vai ser um bom ano. Espero bem que sim. Já está na hora dos portugueses deixarem de ver pintado um cenário tão negro à sua frente! Agora vê lá ó 2007... não nos deixes todos pendurados, ok?!

A nova cadeirinha...

está encomendada! acabámos por optar pela Römer Kidfix. E está mesmo na altura, porque o cinto de segurança na cadeira actual já está esticado ao máximo e não é por causa dos casacos de Inverno (com casaco vestido fica mesmo apertada e farta-se de reclamar... não faço ideia a quem ela sairá! :p) De todas as que estudámos esta pareceu-nos a mais segura e confortável de todas (dos modelos com ISOFIX). Esperamos mesmo que assim seja. Mas principalmente, o que desejamos é que nunca seja posta à prova.

Conversas com ela...

Na primeira manhã do ano, também se começou por dar uso à máquina de aerossóis. Ela ia mantendo o irmão distraído para fazer o tratamento e às tantas quis tirar-nos fotografias. O pai explicou-lhe como é que ela havia de segurar a máquina para nos apanhar, e ela começa: - Vá, agora têm de ficar quietinhos! Miguel não te mexas! Pára Miguelinho! - Ohh... não resultou pai! - Não se mexam... boa mãe tu não te mexeste! Tu és sempre simpática mãe! - Não se mexam... não se mexam... ó Miguel! Fica quietinho... assim... boa! Consegui! (tenho pena de não ter conseguido comprar esta máquina fotográfica para ela no Natal... mas ainda a vou comprar! Acho que ela vai adorar!)

As coisas como elas são... cont.

Afinal, os problemas não se esfumaram só por causa do factor "amigo". Realmente fazia falta lá a cruzinha e era bem melhor se tivesse o tal carimbo atrás, mas uma criança doente não pode esperar, por isso começou a fazer o tratamento e eu fiquei de levar a credencial com a tal cruzinha que faltava. Ele levou a tareia (que me impressionou muito menos do que eu esperava) e eu sai de lá agradecida. Hoje de manhã decidi ir dar algum trabalho ao pessoal do Centro de Saúde, e a meio da manhã (hora a que os velhotes já costumam estar despachados) apresentei-me lá com a papelada do hospital. Não disse que já tinha a credencial verde e expliquei que no hospital tinham receitado a tal de Cinesioterapia Respiratória e que precisava da credencial. Não perceberam o nome e troquei por miúdos, chamando-lhe ginástica respiratória. A senhora da secretaria falou com a nossa médica de família pelo telefone: - bzz bzz bzz ... tem um papelinho do hospital... bzzz bzzz bzz... é seguido pela Dr. L.? - Não, é seguido num pediatra particular. (A Dr. L. não é pediatra, é clínica geral que faz as vezes de pediatra para quem não tem outra hipótese) - aahh... não... bzzz bzzz... pois estes casos são muito complicados... bzzz bzzz Depois andam à procura dos atestados para a ginástica, lembro que é ginástica respiratória e não ginástica apenas. Se é assim, não sabem quais são os papéis. O segurança vem dar uma ajudinha na pesquisa dos papéis. Encontram os papéis (acho). - Olhe, isto agora fica aqui para a doutora paasar, mas olhe que isto ainda tem de ir a aprovação. Diga-me lá o seu número de contacto, porque não o temos aqui. - 9... Depois telefonam quando estiver pronto, é? - Nós aqui não telefonamos para ninguém! Tem de vir aqui para ver se está pronto. (!?) - E não posso perguntar pelo telefone? - Pode sim. Resumindo, perdi quarenta minutos no Centro de Saúde e vão demorar pelo menos oito dias a entregar-me a credencial. Ontem gastei uns vinte minutos no gabinete da médica com exame ao Miguel e tudo. Se não fosse a porcaria das burocracias... Enfim...

terça-feira, janeiro 02, 2007

As coisas como elas são...

A semana passada ficaram os dois doentes. Corremos no dia de Natal para o Centro de Saúde, e calhou-nos uma médica que deixou muito a desejar por vários motivos. Como tinha o dia 26 de tolerância de ponto, a médica achou que não seria necessário ficar com eles mais dia nenhum. No dia 27 o Miguel continuava com febres altas e não pude ir trabalhar. O meu trabalho justifica-me (e paga) três dias por ano, para assistência a filhos sem necessidade de apresentar baixa, mas agradece que se leve a dita para serem ressarcidos pelo SNS. No meu trabalho existe um posto clínico que é um subsistema do SNS e os médicos podem passar baixas e credenciais para exames como de um Centro de Saúde se tratasse. Para não perder uma manhã (de trabalho) a tentar arranjar consulta na minha médica de família, marquei uma consulta para hoje na pediatra que faz serviço no meu trabalho, por forma a que ela me passasse o tal dia de baixa. Ontem passei o dia no hospital com o Miguel. No final, a médica diz que ele tem de ficar em casa (mas não pode passar a baixa porque estamos numa urgência hospitalar) e que precisa de fazer ginástica respiratória (mas não pode passar a credencial porque estamos numa urgência hospitalar). Resultado, se não fosse o posto clínico do meu trabalho, teria mesmo de ir à minha médica de família para ela me passar tudo o que não me podem passar no hospital. Assim, hoje de manhã, fui usar a pediatra do meu trabalho, como secretária das médicas que viram e diagnosticaram o problema do meu filho. A médica lá passou a baixa do dia 27 - fazendo fé nas minhas palavras, porque como é que confirma uma febre que ocorreu há uma semana atrás?! - passou a baixa para ficar com ele agora, e, transcreveu a receita da Cinesioterapia Respiratória, do papelinho branco do hospital para a credencial verde do SNS. Isto só foi necessário, porque eu acho que se desconto para o SNS tenho o direito de usar os serviços que este me proporciona. Se podemos beneficiar dos serviços que são pagos também com os nossos descontos, qual é a lógica de ir pagar o mesmo exame/tratamento no privado totalmente às nossas custas? Também não acho que seja com seguros de saúde privados que se resolvem estas questões. Acho que só exigindo que os serviços a que temos direito sejam prestados com a qualidade devida, é que se consegue algo. Continuando. Consegui consulta para hoje às 15h10, numa clínica perto da minha casa que aceita credenciais do SNS (o que é infelizmente cada vez mais raro) . Às 14h (seis horas depois do aerossol) o Miguel já apresentava dificuldades e o indicado seria fazer novo aerossol. Não o fiz, para que a fisiatra quando o consultasse, pudesse ver o estado dele com mais rigor. Às 15h apresento-me na clínica, com um bébé a chiar num braço e a credencial, raios-x e afins na outra mão. A pessoa que me atende, comenta que ele "coitadinho" não está bem, mas que não pode fazer nada porque a doutora se esqueceu de por uma cruz no "Isento" e falta um carimbo a dizer "Autorizado" (carimbo esse que é colocado pelos directores dos Centros de Saúde). Explico-lhe que o posto do meu trabalho funciona como um subsistema e que está dispensado desse carimbo (facto que confirmei com o meu colega dos serviços sociais pelo telemóvel). A senhora volta a dizer que sem carimbo e sem cruzinha não há consulta e que "coitadinho" ele realmente está aflito. Pergunto-lhe se me podem consultar na mesma o miúdo, porque como ela tinha percebido, ele precisa mesmo do tratamento, e que levo a credencial da forma pretendida no dia seguinte de manhã. Não, foi o que eu consegui. Saio porta fora, a espumar e a mandar vir para dentro. Telefono ao meu marido para ele telefonar à clínica onde uma das fisiatras é amiga, a ver se tinham a especialidade, se o podiam ver hoje e se aceitavam a credencial que tinha tal como estava. A clínica tem a especialidade mas estão mais que lotados, no entanto lá nos atendem hoje ao final do dia (o factor "amigo" a vir ao de cima) e a credencial tal como está não é problema (resta saber se o problema também se esfumou só por sermos amigos, ou não). Se quisesse pagar tudo do meu bolso, ou recorrer ao seguro de saúde que tenho pelo meu trabalho, tinha o puto já visto e não me tinha chateado metade. É triste acho eu... mas infelizmente é o país que temos. E acho uma vergonha.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

A primeira manhã do ano...

começou a quatro. O sol quente a entrar pelas frestas das portadas. O calor dos lençóis. As vozes pequeninas e ensonadas. As nossas brincadeiras. Os mimos deles. Bom. Muito bom.

Digamos que...

o ano não começou da melhor maneira. As noites têm sido péssimas com o Miguel muito incomodado por não conseguir respirar convenientemente. Desde a semana passada que vem a piorar e de nada valeram os aerossóis com soro e as constantes limpezas do nariz. Hoje de manhã, estava com dificuldade respiratória e decidi começar o tratamento preventivo que me indicaram da última bronquiolite, mas de nada adiantou. Telefonei para o pediatria 24 e assim que a enfermeira ouve a respiração do Miguel, mandou-me ir com ele para o hospital imediatamente. Estivemos no hospital seis horas, sempre em tratamentos. Os níveis de oxigénio no sangue estavam muito baixos e não havia meio de subirem. O médico que o começou a atender acabou por passar o caso dele e de outro bébé para uma alergologista, para terem um acompanhamento diferente. Mais um raio-x e mais uma quantidade interminável de medicação para fazer em casa. Aos medicamentos junta-se a ginástica respiratória e espera-se que dentro da próxima semana comece a recuperar. A isto tudo soma-se um rabinho hiper-assado por causa do antibiótico. Ó meus amigos... isto não é maneira de se começar o ano! Ai não é não! (novamente uma bronquiolite (e duas otites) sem febre ou apatia da parte dele. Este puto é mesmo duro de roer...)

Could not switch you...

to the new Blogger. Thanks for your interest in the new version of Blogger! Unfortunately, we cannot switch your Blogger account at this time, because one or more of your blogs cannot be moved. Please see our help article for more information. Ora bolas, e eu a pensar que vos ia fazer uma surpresa de ano novo e apresentar-vos o Costinhas e não só... com um novo look, quando afinal a minha conta ainda não pode ser movida. :s A propaganda está em cada página do blogger, mas quando chega à hora H: "(...) if you have a very large blog (more than a couple thousand posts + comments), you'll need to hold off for a bit. (...)" bah para eles. (e começo o ano a mandar vir... :p isto promete! lol)

Já é 2007!

Acabámos de jantar pouco faltava para a meia-noite. O Miguel adormeceu minutos antes. Entrámos no ano novo, a bater tampas à janela. Nós três e um casal amigo. Seguimos noite dentro, à lareira e com muita conversa. Muitos bons velhos tempos recordados. Muitos planos para o futuro. Há qualquer coisa num ano novo que nos revitaliza. Que nos anima (ou será culpa do vinho?! :p). Não sei porquê, mas parece-me que este ano vai ser dos bons. Espero que sim! Fica a primeira fotografia do ano. Para mais tarde recordar...