segunda-feira, janeiro 30, 2012

Mankind may even not consider it a real step...

but it was definitly a huge leap for us.


[montagem de móvel suspenso, torneira, canalização e sifão pelos crescidos na casa-de-banho dos mais novos.]

Esta semana, é a semana dos testes...

Por isso à noite em casa é tempo para descansar a cabeça.



Hoje fizemos bolachas.


[vivo dividida entre o exigir-lhes que se esforcem o máximo para darem sempre o seu melhor - o que nada tem a ver com o exigir que sejam os melhores - e o de lhes dar escapatórias mesmo em alturas "críticas" para que possam não viver obcecados com resultados. Porque para mim a vontade de aprender, o desejo de querer saber mais e a criatividade nascem justamente da curiosidade natural e da vontade de encontrar respostas para o que não se sabe e que os outros também não têm necessariamente de saber. Estudar nunca poderá ser uma obrigação. Estudar deve ser um prazer e esse é um dos testemunhos que lhes vou tentar passar-lhes ao longo da sua vida.]

Acordei com uma dor de cabeça...

Não é coisa nova para mim (e infelizmente para ela também não é) por isso logo que possível é tomar o ben-u-ron e esperar que trave a dita.

A maioria das vezes resulta, outras nem por isso e hoje a meio da manhã estava a vomitar na wc do trabalho. Uma ida ao médico rápida (um privilégio que se torna cada vez maior, este o de ter um médico no trabalho), uma receita, um marido que por sorte estava perto e que em menos de nada já está à porta à minha espera, e, antes do almoço já estou enfiada no meu quarto totalmente escurecido e no mais perfeito dos silêncios.

Umas horas de um sono profundo depois já estava outra.

Malditas enxaquecas.

Depois também há destas...

quando o cansaço se alia a uma qualquer frustração:

- não gosto de vocês. não quero mais viver com esta família.


[começou com estas saídas há uns dias mas espero que dure pouco tempo...]

Estou tramada (parte XXVII e 1/2)

(eu a sair do banho, ele na casa-de-banho comigo)

- oh mãe! oh mãe! já tens uma barriga de bebé!

(abraça-me a barriga)

- só espero que seja uma menina!!!




[conclusão: começar a amealhar para a cirurgia estética...]

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Como chocar um espanhol?!

Mostrando-lhe a última fatura do gasóleo, passando logo de seguida ao maisgasolina.com e a um site português de uma marca de automóveis para poder comparar com as equivalentes espanholas.

Foi hoje. O chocado foi o meu formador de SAP Netweaver Process Integration.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Pois, é isto mesmo...

http://bichinho-feio.blogspot.com/2012/01/hora-da-refeicao.html

Conversas com ele...

No carro:

- sabes hoje foi lá a mana do Francisco à sala.
- foi? é ainda bebé, não é?
- é.

(pausa)

- mãe, tu vais ter um menino ou uma menina?
- hã?
- vais ter um menino ou uma menina?!
- não vou ter nenhum, filho!
- vais sim, mãe! tu disseste! eu quero um bebé pequenino, mãe! quero mais um mano ou uma mana!
- mas oh filho, tu já viste que se agora tivermos um bebé pequenino em casa não vamos poder fazer as coisas que já fazemos?
- mas eu não me importo! eu quero mesmo mais um mano ou uma mana!

(pausa)

- mãe se for um menino, poder chamar-se Diogo? E se for menina, pode ser Marta?

(pausa)

- mãe, como é que as senhoras ficam grávidas?
- então, o pai tem de encostar a pilinha (sim, nunca me sai pénis) ao pipi (e muito menos vagina) da mãe que é para um dos espermatozóides que está nos testículos do pai se poder juntar ao óvulo da mãe e fazer o bebé.
- eeeeuuuuhhhhh... a pilinha ao pé do pipi! eu não quero ver isso! não tem piada nenhuma!

(pausa)

- podem fazer um bebé, mãe?
- fala com o pai.
- eu não! tu é que tens de falar com ele!

[e é claro que nem toca com o assunto com o pai...]

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Isto é que é gostar dos amigos...

Numa das muitas subidas de teleférico, ele:

- mamã posso levar uma prenda para os meus amigos daqui?
- podemos ver qualquer coisa, sim. mas o ideal é que fosse típico e além de neve não sei o que exista. temos de ver.
- pois, mas a neve derrete, não é mamã?
- é.
- ah! já sei! levamos o rei de Espanha!


Quando for grande...

- mãe, eu quando for crescido vou viver em Espanha, depois vou viver em Itália e depois vou viver na Argentina.

Miguel dixit.



[e o pior, é que pelo caminho que isto leva acredito muito que o futuro deles passe por algo assim...]

Trocava...


todas as praias do mundo (especialmente as apinhadas) por montanhas cheias de neve (e se tivessem pouca gente então era o pleno).

E pela pouca vontade deles em regressar, parece-me que é hereditário.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Sobre a miúda...

Ela está bem, o que ela tem na perna são os malfadados moluscos que em vez de desaparecerem uns meses depois de surgirem como aconteceu com o irmão, começaram a espalhar-se pela perna. Anteontem essa zona estava bastante inflamada além de ter surgido um eczema na zona mais afetada.

Não sendo nada de grave, carecia que fosse vista por um médico e daí a aventura da ida à CATUS, pois não sabia que tipo de pomada poderia colocar na zona para combater a inflamação e a comichão que ela sentia, e, ela não conseguia descansar com o incómodo.

Entretanto já foi vista, medicada e esperemos que com esta ajuda se consiga acabar com os ditos.

Há assinaturas especiais...

terça-feira, janeiro 17, 2012

Vergonha do que este país se está a tornar...

A miúda não conseguia adormecer com tanta comichão na perna. Fomos ver e tinha uma das pernas num estado lastimável. Sem saber o que lhe havia de colocar nesta situação em particular impunha-se que fosse vista por um médico e já depois das dez da noite saiu mais o pai direitos ao CATUS. Chegados lá apenas uma porta fechada com a indicação de quem precisasse se dirigisse a uma urgência hospitalar. Pesados os prós e os contras, lá foram os dois direitos à Estefânia e a uma urgência apinhada de crianças doentes. Voltaram para casa e amanhã um de nós vai ter de perder no mínimo a manhã de trabalho para tentar que seja atendida pela médica de família.

Já vínhamos a ser empurrados sem dó nem piedade para os seguros e serviços privados de saúde, mas neste momento é flagrante e isso só me faz aumentar o asco que sinto pela nossa classe política e seus compadres.

O facto de grandes empresas procurarem alternativas noutros países que lhes dão mais garantias eu compreendo e não me incomoda em nada. Agora, o que se está a passar na saúde é vergonhoso. O que se preparam para fazer nos transportes públicos, idem. E no mercado de trabalho tanto publico como privado, é o mais puro desrespeito pelos trabalhadores.

E nós calamos e consentimos e a maioria ainda volta a colocar nos lugares de decisão quem nos roubou e abusou da nossa confiança, ou, pior ainda, calam-se quando a sua voz faria realmente diferença para agora andar a gritar em manifs e facebooks a sua indignação.

Sabem aqueles miúdos...

(respirem!)

que usam as calças a mostrar metade dos boxers, dão a ilusão de terem o rabo colado aos joelhos, e, parecem as miúdas quando usam saias mais curtas que deviam e andam sempre preocupadas em puxá-las para baixo - sendo que, neste caso, é a puxar as calças para cima - mas ainda se acham o máximo por isso?

Estão a ver a cena? ok, não tem nada a ver mas eu tenho uma filha que usa os casacos pelo meio das costas e garanto-vos que me começa a complicar o sistema nervoso de igual forma...

Perguntas quase sem resposta...

No carro:

- mãe, quando eu for crescido tu ainda és assim como és agora, não és? ainda és assim um pouco nova, não és?

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Coisas boas e especiais...

Ter o privilégio de fotografar num museu aberto só para nós...

Explicando...

Há certas injustiças que me magoam de tal forma que me bloqueiam. E quando bloqueio não consigo fazer nada. E quando não consigo fazer nada, não faço mesmo nada. E quando não faço nada, sinto-me em falta para quem não foi injusto comigo. E como me sinto a falhar nem consigo dar o primeiro passo para contestar essa injustiça. E é isto.

Estou bloqueada.

sábado, janeiro 14, 2012

sexta-feira, janeiro 13, 2012

E quando achava que nada mais estranho me poderia acontecer...

eis que ligo o iMac e não tenho acentos nem tecla delete.

Liga teclado, desliga teclado, reinicia iMac, espera, googla, e nada. Nada de nada. O suporte da Apple é  bom para ficar na mesma, o que se encontra nos fóruns ou não tem nada a ver ou não funciona.

Saio da minha conta para experimentar com uma conta dos restantes membros da família e o que é que acontece?! Que deixam de funcionar todas as teclas à exceção da terceira linha do teclado.

E agora?! Faço o quê?! Estou tão tramadinha :s

A sério... comigo nada pode andar bem por muito tempo. E desde meio de Dezembro, já tive um cartão de memória que morreu (e perdi as fotografias e os filmes que fiz de um espetáculo dos miúdos), um disco corrompido (e perdi uma sessão inteira e mais fotos minhas) e agora não consigo aceder ao meu computador principal e onde faço o trabalho todo.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Desvendar os mistérios do mundo...

Enquanto os políticos deste país se debatem com medidas de austeridade que se limitam a afogar quem já anda a esbracejar, há uma turma de meninos que se vai dedicar a responder a perguntas que, essas sim, são imprescindíveis de ver respondidas.

Os patos comem peixe? e O leite é o xixi das vacas? são as perguntas que eles vão responder através de projetos de investigação ativa, por isso, se não sabem a resposta e ficaram curiosos mantenham-se desse lado (se bem que eu espero realmente que tenham pelo menos umas luzes sobre a segunda...).

Eu entretanto vou tentar responder a umas minhas. Como é que eu descubro um primo afastado na política que me arranje um cargo de administradora pública? e Como ganhar o euromilhões sem jogar? são duas delas.

E podem ficar descansados que se descobrir a resposta para estas também venho aqui dizer qualquer coisa que eu não consigo ser administradora de tudo (ou será que dá?) e basta um euromilhões (de certeza?)

sábado, janeiro 07, 2012

Primeiras vezes...

Aproveitando que ela ia dormir a casa de uma amiga perguntámos-lhe a ele se não queria convidar um amigo para vir cá dormir hoje. A resposta foi afirmativa tal como esperávamos e a ansiedade instalou-se até o amigo chegar finalmente.

Hoje é a sua estreia a ter um amigo cá em casa para dormir e garantidamente as formas que eles elegem para se entreterem são bem diferentes das delas. E pasmem-se, bem menos barulhentas.

Assim sendo, hoje não há cá kits de maquilhagens, nem escolinhas, nem mães e filhas. Hoje tenho uma tenda de índios com um colchão, um camião do Faísca McQueen, duas lanternas e dois miúdos felizes no seu interior.





sexta-feira, janeiro 06, 2012

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Mas depois, no outro prato da balança...

Miguel, auto-retrato
(desenho a carvão em papel vegetal sobre pintura com anilina)

Há pequenas coisas que sem esperarmos nos saltam à vista e nos fazem sorrir e perceber que deixar que nos derrotem, que nos afetem, é parvo. Se há coisas que simplesmente não controlamos, se há pessoas que são capazes de viver com as suas consciências fazendo o que fazem, pois bem, é batalhar com as armas que temos e continuar a viver, felizes e de bem com a vida, pois não há bem maior que esse e esse só depende de nós.

Para mim 2012 começou hoje. Bom ano!



[desculpem a má qualidade da imagem mas de bicos de pés e com o telemóvel foi o que se arranjou...]

Nada mudou...

E nós somos obrigados a mantermo-nos numa situação que não merecemos, não previmos e que nos afecta muito mais psicologicamente do que fisicamente.

E isto tudo porquê? Porque confiamos demais na honestidade e boas intenções de terceiros e a nossa justiça protege quem não cumpre dificultando quer por meio do tempo que demora quer pelo dinheiro que exige para que se possa reivindicar qualquer direito que se tenha por mais justa que seja a intenção.

Sinto-me absolutamente desmoralizada e neste momento compreendo perfeitamente quem deseja por fazer justiça pelas próprias mãos. Percebo-lhes a revolta, a falta de fé no sistema, a impotência.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Hoje tudo pode mudar...

e eu enquanto não souber de nada sinto-me incapaz de criar, de escrever, de dizer, de estar. Volto quando souber. Quer tudo mude ou fique tal como está.