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quarta-feira, maio 17, 2006
E três semanas depois...
já perdi cerca de doze quilos (engordei quinze)...
já uso as calças do tempo pré-primeira-gravidez (n.º 38/40)...
até já podia vestir as calças pós-primeira-gravidez (n.º 36) mas ainda ficam muito justas no rabiosque e não gosto de ver...
faço a minha vida normal, e nem sequer me lembro que fiz uma cesariana há tão pouco tempo
Esta recuperação ainda está a ser melhor que da Joana... será da idade?! :p
(só espero que a barriguinha também desapareça totalmente como da primeira vez)
Nota mental pós leitura de alguns comentários: Não escrever mais posts destes ou arrisco-me a ter uma espera blogosférica :p hehehehe
segunda-feira, maio 01, 2006
Chegou o Miguel - Pós-Parto
Está a ser muito mais fácil do que imaginei e acho que está a ser muito melhor que o da Joana.
Passo então a explicar. Sempre achei que o pós-parto da cesariana da Joana tinha sido tão bom, por causa de ter passado pelo trabalho de parto. O meu obstetra sempre me disse que isso não tinha fundamento, e realmente, falando apenas nas minhas experiências, isso não interessa para nada mesmo.
A única coisa que desta vez não correu tão bem como da primeira, foi o levante. Da Joana fiz o levante antes das dez horas (ela nasceu às 00h02) e nunca mais parei a partir daí. Desta vez, o primeiro levante fi-lo pelas 10h30, mas tive uma baixa de tensão o que me levou novamente à cama. Só me levantei novamente pelas 12h00, mas também nunca mais parei.
Na primeira noite, não consegui pregar olho tal era a excitação. Quando fiquei sozinha entreti-me a enviar os sms, e o telemóvel parou apenas às quatro da manhã! Não me sentia cansada, e fora os calores que surgiram a meio da noite estava muito confortável. Fui sentindo o efeito da epidural a desaparecer gradualmente, e conseguia variar a posição em que estava deitada.
Desde o primeiro dia, que recuperei grande parte dos movimentos (embora os fizesse muito lentamente como é óbvio). Os intestinos funcionaram nas primeiras 24 horas, e desta vez o leite começou a subir logo no primeiro dia e gradualmente - talvez por nunca ter deixado de amamentar, não sei. Não inchei muito das pernas, e desde ontem que não incho nada mesmo. Os meus tornozelos descobriram o caminho de volta a casa!!! :p
Como da Joana tenho mais leite do que é preciso, mas desta vez consegui evitar a mastite, com o uso da bomba - tiro apenas a quantidade necessária para fazer desaparecer os durões, e isso equivale a uns 50ml de uma mama apenas...
Consigo levar a vida normal de uma forma regrada e sem exageros (se bem que às vezes não me controle por me sentir tão bem).
Não estou com os humores sempre a mudar como da Joana, aliás, estou numa calma que só vista o que também se deve à experiência anterior, acho eu.
Hoje já consigo subir, descer, levantar-me e deitar-me sem problemas (nada de movimentos bruscos apenas) apenas o tossir e espirrar continuam a fazer-me tremer (e porque é que eu tenho a sensação que é nestas alturas que mais apetece tossir e espirrar?!)
Amanhã vou tirar os pontos (tenho uma sutura intra-dérmica - julgo que seja este o nome) e lembro-me perfeitamente que por esta altura, na primeira cesariana ainda não me movimentava tão bem.
Também quase não tenho hemorragias - eles devem ter aspirado isto tudo muito bem. E não senti contracções uterinas daquelas fortes, apenas quando o Miguel mamava nos primeiros dias, é que sentia o útero a contrair-se, mas de forma ligeira.
Mais uma vez saiu-me um filho que consegue sugar com uma força tal, que consegue puxar sangue de dentro da minha mama. No entanto, desta vez, quando o vi bolsar sangue já não me assustei como da Joana. O que fiz, foi tentar descobrir qual a mama que ele "lesou" e suspender a amamentação dessa mama durante o tempo até parar de sair o sangue (fui extraindo o leite com a bomba). Quando foi a Joana a bolsar sangue, a inexperiência levou-me às urgências do Santa Maria, e ao ver fazer uma análise ao sangue a uma bébé de um mês que se revelou completamente desnecessária e bastante dolorosa (rebentaram-lhe as veias duas vezes antes de conseguirem).
A minha barriga também está a voltar ao normal mais rapidamente e até agora já perdi oito quilos.
Mais uma vez, não tenho um pós-parto traumático para relatar. Só espero que assim se mantenha!
terça-feira, novembro 08, 2005
Pós-parto...
A modos que a reboque da Sophie, decidi deixar aqui registado o meu pós-parto. De seguida é a vez do relato do parto.
Sei que nestas coisas o tema, não é habitualmente debatido, e geralmente não é fácil encará-lo a primeira vez. O meu relato não vai ajudar em nada quem passou (ou está a passar) por uma fase complicada. Felizmente para mim, decorreu na maior das tranquilidades.
Antes de passar ao relato propriamente dito, gostaria de dizer apenas o seguinte: Acho muito importante que antes do nascimento nos vamos mentalizando, para uns dias de mobilidade reduzida, algumas dores mais ou menos intensas, o aparecimento de coisas que não faziam falta nenhuma (como é o caso das hemorróidas), a sensação que o tempo passa à velocidade da luz e que não conseguimos fazer tudo aquilo que queremos, que a limpeza da casa e a roupa podem esperar, que temos de tratar de nós para estarmos devidamente preparadas para tratar do bebé que acabou de entrar nas nossas vidas.
Acho que uma grande parte da preparação desta fase (como em muita coisa na vida) é psicológica. No entanto, também acho que a práctica de exercícios específicos ao longo da gravidez, que nos preparem para o parto e o pós-parto, dá-nos à partida alguns trunfos a nível físico.
O nascimento de um bebé é uma mudança radical, mesmo que seja algo natural e que acontece no nosso planeta à milhões de anos. Não tem de ser algo fácil, mas também não tem de ser um drama.
A Joana nasceu às 00:02 e depois de a terem levada, a hora que passei no bloco operatório a ser cosida, passei-a a dormir. Quando me levaram para o quarto (e obrigaram-me a cooperar na mudança da mesa para a cama, o que na altura achei um verdadeiro disparate pois o que queria mesmo era descansar e não me mexer!), a Joana foi atrás de mim para mamar (quer dizer... levaram-na, que ela andou cedo mas não tão cedo :p).
Passava pouco da uma da manhã e ela mamou durante algum tempo. O pai e a filha ficaram até às duas mais ou menos, e após isso dormi um sono profundo até às cinco da manhã. Assim que acordei, a primeira coisa que quis foi que me trouxessem a Joana. Obviamente não o fizeram porque ela estava a dormir e eu não me podia mexer. Tive de esperar até às 7 e para mim foi algo que me custou imenso. Porquê? Porque não sabia se me havia de sentir grávida (porque ainda não tinha assimilado totalmente que aquele volume da barriga já não tinha nenhum bebé à mistura) se mãe. E sendo mãe, onde estava a minha bebé?
A partir daí tudo ficou gradualmente mais fácil. Fiz o levante às 9h. Tomei banho sozinha, vesti-me sozinha e com o passar das horas, já me sentava "à chinês"! Aliás, era esta a posição que me era mais confortável (para grande espanto das enfermeiras e visitas!)
A médica que me viu a cicatriz nessa manhã, julgou que era uma mãe para dar alta! A costura ficou excelente e nunca verteu uma gota de sangue (agora é tão fina como um fio de cabelo). O mérito é todo do médico que utilizou uma técnica muito pouco usada por ser muito trabalhosa, mas que permite uma recuperação muito mais fácil e um resultado final muito mais bonito.
Tirando o pormenor de ter um andar de pata durante os primeiros dias e de tremer só de pensar em tossir, não me posso queixar absolutamente. A costura cicatrizou lindamente e nunca me doeu por aí além (apenas os movimentos bruscos ou a tosse eram mesmo de evitar!). No entanto não abdicava do uso da cinta, porque a dor/impressão que sentia na barriga era considerável se não a usasse. Com cinta andava muito bem e sem queixas. Desde o dia que tive a Joana aconselharam-me a massajar a barriga para favorecer a recuperação (embora custasse um bocadinho ao início) e eu acredito que isso também ajudou.
A subida de leite deu-se já em casa, e resultou numa mastite que foi rapidamente ultrapassada. Também aqui, acho que toda a informação que tinha juntado anteriormente, serviram para me tranquilizar.
Não entrei em depressão nem nada parecido, antes pelo contrário, andava numa excitação só vista. Não quis ninguém lá em casa "a ajudar". Fui sempre só eu e o António (e a maior parte do tempo era mesmo só eu), e não tivemos qualquer problema. Eu precisava mesmo desta início a três, para me sentir confiante e preparada para tudo o que vinha a seguir.
O maior choque para mim foi mesmo o regresso a casa. No primeiro dia, parecia que não conhecia a minha casa, que não sabia onde estavam as coisas, que não tinha tempo para fazer nada... enfim, parecia uma doida de um lado para o outro a passo de caracol. Eu e o António que é a calma em pessoa! No entanto, depois da primeira noite tudo entrou nos eixos (ou pelo menos, nos novos eixos, que duram até agora) e habituámo-nos às novas rotinas sem problemas de maior.
A Joana era um bebé fácil que fazia intervalos para mamar de três horas de dia e seis horas à noite, desde o primeiro dia até aos dois meses. Isso também ajudou muito a manter uma certa calma. As visitas nas duas primeiras semanas foram quase nulas, a nosso pedido, e a partir daí conseguimos evitar enchentes. Não se acordava a Joana por causa de ninguém, nem andava a passear de colo em colo. Nesta fase, a minha recuperação e o descanso/bem-estar dela eram as únicas coisas que inportavam.
Foi assim comigo, com o pai e com a filha. Espero que o pós-parto que se avizinha corra tão bem como este. E com o perigo de cuspir para o ar e cair-me em cima, quero que o meu próximo regresso a casa aconteça da mesma forma, apenas com uma pequena diferença: Com duas cadeirinhas no carro, e dois filhos a entrarem pela casa dentro. A mesma casa que não vou reconhecer, a mesma casa que vai estar em pantanas até me voltar a organizar. A nossa casa. Só nós e os nossos filhos... sem esquecer os cães!
Beijinhos
Sandra
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