não se ama com data marcada. Umas vezes ama-se outras nem por isso, mas nem num caso nem noutro se olha primeiro para o calendário.
No fundo, vive-se um dia de cada vez, com os amores ou desamores que se construíram, nesse dia ou nos anteriores, por ou sem querer.
Assim, o sábado passou-se com aulas de natação, uma festa de aniversário para ela, almoço fora e sestas partilhadas para os restantes, idas aos saldos, corte de cabelo para ele (aquilo já não era cabelo, era uma juba!) e para ela (apenas as pontinhas porque se tem de guardar cabelo para os penteados do ballet), jantar escolhido por eles e aprovado pela mãe por dar tão pouco trabalho, e, brincadeiras a quatro no sofá. Com pulos, moches e muitas cócegas. Montes de riso.
O domingo, dia de S. Valentim, esse dia tão temido em que toda a gente decide sair de casa e comemorar, revelou-se um dia calmo com direito ao meu almoço favorito, sesta para os rapazes, tpc's para as miúdas entremeados com conversas também de miúdas, cinema para os quatro e depois do jantar, brincadeiras de manos, biografia de Annie Leibovitz para a mãe e... bom, nem sei o que é que o pai fez nesse tempo mas foi algo que escolheu sem dúvida. Sem stresses (vamos ignorar algumas birras ok?) sem confusões, sem nada a não ser nós.
E formigas. Arre, que já não posso ver formigas cá em casa.