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quinta-feira, novembro 22, 2012

Dois anos depois de mais um primeiro dia do resto das nossas vidas...

dois anos, começávamos umas obras muito desejadas e necessárias, cheios de confiança numa equipa que nos foi altamente recomendada e que mostrava uma forma de agir que não nos era nada familiar da nossa experiência.

De novembro a abril morámos em apenas dois quartos de uma casa esventrada que tentávamos manter com o menos pó possível. Num quarto encaixamos cozinha, escritório, sala e casa de jantar, no outro as camas e não foram poucos os dias de inverno que ficámos apenas com acesso pela rua à wc onde nos lavávamos a nós, à louça e à comida.




Fomos vivendo estes dias com uma grande tranquilidade até ao momento em que tudo começou a seguir um caminho totalmente inesperado (por nós e até por quem nos recomendou a equipa).

Não adianta grandes pormenores. A partir de um certo momento os erros e o mau profissionalismo foram demais e tudo acabou com eles a abandonarem a obra deixando-nos a braços com uma casa inacabada e cheia de problemas (alguns muito graves, como por exemplo uma fuga de água numa parede) por resolver.

Recorremos a uma advogada para tentarmos resolver esta situação fora dos tribunais (porque desta vez, e graças às experiências que já tínhamos tido, quisemos que tudo estivesse devidamente registado para podermos usar legalmente em caso de problemas) e andámos mais de um ano enrolados em más vontades e deixa andar. Como não avançámos nada e a situação da casa ia-se degradando (além de nós próprios estarmos cada vez mais saturados com a situação). Decidimos avançar para o tribunal, já que a bem não se resolvia nada, mas foram mais uns meses a sermos enrolados por quem não esperávamos.

Hoje faz dois anos que começaram a realizar-nos um sonho que virou pesadelo. Hoje faz dois anos que vivemos numa casa em obras, com uma aproximação a cozinha que vai ganhando aqui e ali pequenos upgrades (como o dia em que voltámos a ter o forno, ou que descobrimos no ALDI uma placa de indução portátil ou comprámos uma máquina de lavar louça porque já não aguentávamos mais lavar a louça no chuveiro), sem jardim, ainda com vários problemas e longe de estar acabada mas mais casa e mais perto do sonho que tínhamos há já vários anos.


E há dias que custa olhar para isto. Há dias que nos sentimos culpados por fazer os filhos passar por isto. E custa saber que infelizmente não podemos confiar nos outros como sabemos que podem confiar em nós. E que todos à nossa volta, família, amigos, colegas, conhecidos, clientes, sofrem com o nosso desalento, têm menos de nós, e falhamos muito mais do que queremos.

E depois, sinto-me agradecida por ter gente à minha volta que nunca desistiu de nos apoiar. De perguntar como estamos. De nos oferecer um jantar quando não o podíamos preparar convenientemente. De nos cuidarem da roupa enquanto não o pudemos fazer. Sem que tivéssemos de pedir. Feito apenas pela vontade genuína de nos darem a mão num momento menos bom.

E assim do nada, descobrimos que o chão que nos parecia ter fugido dos pés afinal estava lá porque surge algo que esse sim, nos atira do abismo, que nos obrigada a relativizar, que nos relembra da importância de saber esperar, e, que nos mostra que uma casa é apenas uma casa, as coisas são apenas coisas, e que ter de continuar encher o tacho e lavar a salada no lavatório é apenas, há-de ser apenas, um contratempo temporário.

A todos os que estiveram (estão) sempre lá de uma maneira ou de outra, da forma como podiam, o meu mais profundo obrigada. Aos que têm esperado por mim, perdoado as minhas próprias falhas e percebido que se não estou é porque não conseguido estar, obrigada.

Ao país e ao sistema de justiça que temos que permite aos incumpridores se escapem, que mostra que a justiça é só para os ricos, que fazer tudo by the book é só para os parvos e que o mundo pertence é mesmo aos espertos, e, aos espertos que se aproveitam dos que neles confiam, vão-se lixar.

Aos amigos que afinal só são amigos quando a mão e os convites são estendidos na sua direção, temos pena, já foram.

Um dia destes vamos ter o nosso sonho realizado e tudo vai parecer menos mau, eu sei que a lição que tiramos desta experiência foi bem aprendida, mas se pudesse voltar atrás dois anos neste preciso momento, com o que sei hoje e pudesse fazer tudo de forma diferente, voltava. Sem qualquer sombra de dúvida.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Ver...


todas as luzes acesas na escada significa que uma das lutas foi vencida. Às vezes penso como seria a nossa vida se não tivéssemos tantos percalços, tantas surpresas. Penso e a imagem que quase sempre me vem à cabeça é daquelas tiradas dos anúncios em que acorda tudo sempre impecável (maquilhados, penteados, barbeados e frescos) e bem disposto (sorridentes, com piadas e carinhosos) e os cães só correm pelo jardim (não estragam, não sujam e não fazem necessidades).

Depois lembro-me que a vida não é assim, que no anúncio a luz do sol a entrar nas janelonas da cozinha é um projetor e que foram precisas não sei quantas pessoas para projetar tanta felicidade e sintonia, e é então, que me sinto em paz com o caos e união à minha volta. Porque o que não nos mata torna-nos mais fortes, e esta é mesmo verdade.

terça-feira, setembro 04, 2012

WIP: iNstapola wall...



iNstapola wall: parede decorada com fotografias tiradas exclusivamente com o iphone, partilhadas através do instagr.am e impressas em papel fotográfico com o formato habitual das polaroid.

Pareceu-me um bom nome para a parede que me vai acompanhar nas noites de trabalho e que irá sendo aumentada com as imagens que mais me fizerem sentido. Era uma ideia que já me fazia cócegas há muito tempo, mas que por não ter encontrado ainda a distribuição mais funcional do meu escritório ia sendo adiada. Agora já está finalmente tudo no sítio que mais jeito dá (até ver) e ela pôde finalmente nascer.

Posto isto, parece-me que este vai ser um WIP (work in progress) ad eternum. E isso agrada-me.

terça-feira, agosto 28, 2012

Remodelações Caseiras: Recuperar Cadeira Antiga

Há já muito tempo que queria meter-me num projeto destes mas faltava-me a matéria prima principal: a cadeira. Acontece que uns senhores de bastante idade, conhecidos da minha sogra, se quiseram desfazer da mobília da casa-de-jantar e o António foi ajudá-los a tirá-la lá de casa. O destino de tudo, à exceção desta cadeira e da mesa, foi o lume da churrasqueira pois estavam demasiado fragilizadas pelo bicho da madeira. Já esta cadeira, embora também tivesse sido bem atacada, mantém-se ainda bastante sólida o que a torna na cobaia perfeita para esta minha aventura.

Temos portanto, uma peça antiga em relativo bom estado para dar largas à imaginação, e, uns anos depois de a ter parada à espera, encontro finalmente o sítio certo para ela e tudo começa a encaixar-se. O que fazer com ela, as cores, etc. Estamos assim, prontos a meter mãos à obra e a partir daí mal posso esperar por ver o resultado final!


O primeiro passo, é garantir que nem mais um bicho dê uma dentada nesta madeira (passo esse que devia ter sido feito logo quando ela chegou, mas adiante...). Pela embalagem, escolhe-se um buraco a cada 3cm e injeta-se o produto três vezes. Eu pelo sim pelo não (ou como quem diz, às tantas perdi-me nos buracos escolhidos e nos centímetros) optei por meter em quase todos. Posso já adiantar-vos que tirar aquele chapéuzinho para conseguir enfiar melhor o tubinho nos buracos não é uma ideia assim tão inteligente, porque, pode acontecer que se acabe com um "espirro" de inseticida na cara o que não é muito aconselhável.


Depois de esperar as horas recomendadas - ou neste caso, até voltar a ter tempo para pegar nela novamente - chegamos ao segundo passo que consiste em tapar todos os sacanas dos buracos. Ora, para isso comprei um creme específico que até é de fácil aplicação, mas quando estamos a falar de buracos minúsculos e bastante profundos a coisa muda de figura. Experimentei várias formas, e a melhor que encontrei foi mesmo pressionar o creme com o dedo contra cada buraco, um a um, e, uma e outra e mais outra vez, até parecerem que tinham ficado devidamente tapados.


Passado o tempo necessário para que o creme seque e repetindo o processo nos buracos esquecidos (ooopppsss) ou nos que o creme não tenha ficado à superfície, podemos pegar na lixa e passar ao terceiro passo: retirar o verniz e uniformizar a superfície. Por mais chata que possa parecer, a cada lixadela podia-se sentir de forma cada vez mais intensa o odor desta madeira. Foi aqui, ao sentir este cheiro maravilhoso que hesitei em seguir com o planos inicial, mas a dúvida durou uns dois minutos e segui caminho.


Finalmente cheguei ao quarto passo, o mais ansiado e ao mesmo tempo mais temido, pintar! Pintar madeira sem deixar marcas não é simples e exige paciência e muita atenção. Quando há possibilidade, o ideal é pintar à pressão mas isso ia obrigar-me a esperar - quem me pode emprestar o compressor está de férias - e eu não estava com vontade de esperar. Por isso, a primeira demão foi mesmo dada com a trincha, esticando muito bem a tinta e tentando deixar a camada fininha mas garantindo que todas as reentrâncias eram apanhadas.


E estamos assim, à espera que a tinta seque para voltar a lixá-la suavemente de forma a que fique bem lisinha e repetir o processo as vezes que forem necessárias até chegar (esperemos!) ao aspeto desejado.

segunda-feira, agosto 20, 2012

FDS a dois...

Os primeiros dias de regresso foram dedicados à casa:
Temos finalmente mais duas divisões dadas como prontas (tirando a parte de decoração, que vai ter de esperar pelo OF 2013*): o nosso quarto e a sala multimédia.
Pelo meio, atirei-me ao primeiro de dois projetos de renovação que quero concluir antes dos miúdos chegarem: a recuperação de uma cadeira de braços antiga e da frente da máquina de lavar roupa. A cadeira está muito atacada pelo bicho, mas sólida, por isso a fase kill all the bugs you can! já foi feita e espero que tenha resultado mesmo.
Com as obras, descobrimos que temos um sotão imenso e decidimos que tínhamos de o aproveitar devidamente. Pena é que a acompanhar a imensidão do sotão, havia também uma imensidão de entulho sobre a placa. Limpámos tudo (cof cof, falta um bocadinho-assim), colocámos alcatifa sobre a placa e agora já podemos andar à vontade e começar a segunda fase que é escolher da tralha que temos a atulhar a garagem e roupeiros, o que é para dar, para deitar fora ou para guardar.
É claro que se trabalhamos muito, não podemos descurar o importe de energia (acima de tudo, saudável claro) para aguentar o acartamento de entulho, as limpezas, os furos nas paredes, as idas ao Leroy&Merlin e ao IKEA.

* orçamento familiar para 2013

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

WIP : Photo Wall


Domingo de manhã, finalmente de volta do escritório que acumulava pó e papéis e fotos e cabos e faturas e tralha há já umas semanas, descubro algumas molduras que sobreviveram ao encaixotamento das obras e decido que está na hora de meter mãos à parede e começar algo que queria começar há muito: uma parede de fotos que não se resumisse a fotos coladas à parede (como se vê já feito no reflexo no espelho decorado pela miúda em 2007!)

Agora é continuar a diversão a repescar molduras existentes, comprar novas, imprimir novas fotos e repescar obras de arte dos artistas da casa, para tornar finalmente o escritório, no meu escritório...

sábado, fevereiro 18, 2012

WIP: WC dos miúdos

O que é que se faz com uma ripa de pinho cortada à medida, lixa e tinta em spray?


Isto:

E aos bocadinhos a coisa vai indo :)

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

WIP: WC da criançada...

Obrigada pelo feedback que me têm estado a passar sobre a evolução da nossa aventura na WC da criançada. Vai daí, e como me têm estado a pedir informações sobre onde comprei este ou aquele acessório (especialmente os monstros :p), vou partilhar com todos a atual vista geral da wc e juntar o diretório de lojas onde podem encontrar o que vêem nas imagens, ou já sei que não vou conseguir responder a todos e assim simplifica-me a vida.

Ainda está longe de estar terminada e para o próximo fim-de-semana já temos mais um projeto a executar na WC, mas já dá para ter uma ideia de como vai ficar. A próxima foto, tem a imagem da WC antes das nossas aventuras do fim-de-semana e a de como ficou no final.


1. móvel suspenso: Porcelanosa; 2. louça sanitária: Porcelanosa; 3. torneiras e duche: Porcelanosa; 3. pavimento e azulejo da zona do duche: Porcelanosa; 4. porta-piaçaba: Leroy Merlin ; 5. banquinho: IKEA; 6. tapete do chão: Continente; 7. cortina de duche e varão extensível: Continente; 8. espelho: Leroy Merlin; 9. arrumação do duche (é um porta-especiarias em inox e podem ver aqui que nesta foto está escondido pela cortina): Leroy Merlin;


1. ilustrações: Miguel e Joana (ambos feitas quando eles tinham 3 anos, acho); 2. porta-escovas e saboneteira:  Leroy Merlin ; 3. bases de copos convertidas em decoração para a parede (aqui foi só uma experiência, porque a ideia final está em construção): IKEA; 4. cabide de porta (que não vai ficar porque raspa ligeiramente na aduela): IKEA.

Nota: Não sei se deram conta mas o móvel e espelho foram colocados mais baixos para estarem ao nível deles nos próximos anos.

Ajudou? Gostaram? :)

domingo, fevereiro 12, 2012

É tudo uma questão de detalhe...


Há quinze dias, montámos o móvel do lavatório, torneira e respetivo esgoto. A semana passada suámos as estopinhas para montar o duche de "chuva" com torneira termostática mas conseguimos. Este fim-de-semana limitámo-nos a umas compras, dois furos na parede, muito adesivo dupla fase e acrescentámos uns quantos monstros à wc deles...

E embora ainda não esteja pronta, estou desejosa que eles a vejam.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

No que dá ter uma mãe idiota*...


Precisávamos de uma solução temporária para o duche deles, já que não podemos montar ainda a cabine que está comprada e à espera de ser instalada. Por isso numa das idas ao hiper, e com oito euros comprámos um varão extensível e uma cortina de banho básica et voilá, o problema ficou resolvido e a wc cheia de cor.

Mas as argolas brancas de plástico simplesmente pareciam-me demasiado feias e não me deixavam satisfeita mesmo sendo de caráter temporário. Vai daí, peguei numas sobras de papel autocolante que uso para fazer as labels dos meus DVD's de fotografia, procuro nas canetas dela as cores que estão a ser usadas na wc, pinto freneticamente riscas nas bordas do papel, e com o furador faço furos que nem uma louca.

Depois de ter pintado e furado, pintado e furado, pintado e furado num loop prolongado, venho a descobrir que o desafio maior era a missão que se seguia: conseguir descolar o papel autocolante do papel de proteção. No entanto, nos casos em que saí eu vencedora, tive direito a colar bolinha mínima com a ciência do meio ao calhas, meio com regra na argola que outrora era tão sem graça.

Podem não ter deixado de ser feias, mas digamos que ficaram com muito mais pinta :)



+ idiota = pessoa cheia de boas ideias, claro está :p

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Mankind may even not consider it a real step...

but it was definitly a huge leap for us.


[montagem de móvel suspenso, torneira, canalização e sifão pelos crescidos na casa-de-banho dos mais novos.]

segunda-feira, maio 23, 2011

segunda-feira, maio 16, 2011

Das obras: dia 175...

Estamos a entrar na que é, para mim, a pior fase de qualquer obra. Esqueçam a demolição, esqueçam os pós e areias espalhados por todo o lado semanas sem fim, para mim, a pior fase de todas é a dos finalmentes (nome altamente técnico, claro está).

É a fase em que todos os possíveis erros de todas as fases anteriores aparecem expostos sem qualquer tipo de pré-aviso e transformam o que está dado como "pronto" como "por refazer".

É a fase em que finalmente vemos as coisas a terem o aspecto que até então só podíamos imaginar, em que sorrimos (espera-se) com a previsão do final e que nos faz virar as cabeças para as infinitas possibilidades de decoração dos novos espaços.

É a fase em que finalmente começamos a limpar (e como limpámos este domingo...) para que fique limpo e não para ficar simplesmente habitável.

E é a fase em que todos os envolvidos na obra já contam os dias para o seu fim e que cada contratempo parece tornar-se num drama sem igual (sendo que alguns deles, pelo que exigem para serem solucionados, são mesmo).

Estamos finalmente nos finalmentes... resta agora saber por quanto tempo.

quinta-feira, maio 12, 2011

Quando começámos as obras...

decidimos perguntar-lhes se eles queriam continuar juntos no mesmo quarto ou ficar cada um com o seu. Em boa verdade, nós acreditávamos que fazer a pergunta era só um pró-forma porque a resposta nós já a sabíamos: queriam ficar juntos, obviamente. Ou então não.

Basicamente o diálogo foi assim:

- digam lá uma coisa, quando acabarmos as obras querem ter um quarto para cada um ou querem ficar os dois no mesmo quarto e ganhar um quarto de brincar?
- um quarto para cada um! - resposta imediata, em uníssono e em plena excitação.
- ... - pais com olhos esbugalhados a tentarem perceber o que se tinha passado.
- podemos escolher o quarto? podemos escolher a decoração? podemos? - perguntou um deles (acho que ela).

[toma e embrulha!]

Entretanto, as ideias deles para os respectivos quartos galopavam em direcções no mínimo estranhas. Ela queria um quarto de princesa com arco-íris nas paredes, nuvens no tecto e mais não sei quantas coisas (chegou mesmo a fazer um desenho com ideias para pintar as paredes) que podendo funcionar a solo - mantendo um espírito muuuiiiitooo aberto - misturadas criavam o caos em cuecas. Ele era mais simples. Só queria um quarto - mais concretamente, paredes e cama - em preto, azul e vermelho como o homem-aranha.

Com o evoluir das obras, e decididos a manter a decoração do quarto deles tal como estava, conseguimos convencê-los a manterem-se juntos mais uns tempos com a promessa de poderem colaborar na escolha da decoração do quarto de brincar. E eles passaram a ter as suas ideias delirantes apenas para um quarto o que sempre simplifica a negociação.

O meu problema agora é que com os dois quartos em branco, a ideia de lhes poder fazer um quarto que reflicta a personalidade de cada um cada vez me tenta e agrada mais, mesmo que a de ter a zona de descanso+estudo separada da zona de brincadeira ainda continue a ser a minha preferida.

Até porque as ideias para transformar as camas deles em algo totalmente diferente recorrendo apenas a lixa, tinta e rolo, não querem parar de surgir...

[oh my oh my... how I just love this!]


[Republicação do post apagado pelo blogger]

Das obras: dia 170...

Hoje ficam prontas as duas primeiras divisões da casa e são justamente as duas divisões que nos acomodaram nestes quase seis meses de aventura.

Incrível  como realmente é possível vivermos com tão pouco. Incrível que mesmo sem termos mil tupperwares, não-sei-quantos copos de diferentes cores e feitios, uma despensa artilhada até aos canto mais escondido, a roupa toda à mão mesmo aquela que nunca mais se vai voltar a vestir, um ecrã de não sei quantas polegadas e outras comodidades que tomamos como imprescindíveis para termos uma vida confortável, nos conseguimos sentir bem em casa.

Há coisas que nos fizeram muita falta - como água corrente sem ser na casa-de-banho - e das que sentimos imensas saudades - oh sofazinho do meu coração... - mas a verdade é que estes cinco meses nos ensinaram muita coisa. Especialmente a racionalizar o que vale a pena realmente ter espalhado pela casa.

Espero que com o passar a ter o espaço todo disponível não voltemos a cair nos mesmos erros de acumulação de coisas que no fundo não nos fazem falta nenhuma.

Entretanto, há uma semana que vivemos com o chão e grande parte do que temos forrados a cartão canelado, e, encontrar alguma coisa é neste momento quase impossível. Por exemplo, gostava de saber onde pára o meu calçado de Verão. É que diz que ficou bastante calor assim de repente.

Duas divisões prontas... uau!

[Republicação do post que o blogger apagou]

terça-feira, maio 10, 2011

Em Obras: dia 168


Ontem começaram a pintar o quarto deles. Resisti ao máximo a deixar mexer nesta pintura que fiz com tanto entusiasmo há já quatro anos, mas não fazia sentido. A zona da brincadeira estava a pedir uma boa pintura e pintar à volta das riscas - porque era isso principalmente o que não queria perder - além de dar um trabalhão no final a coisa podia não ficar com bom aspecto.

Ficamos assim novamente com uma tela em branco (ou quase porque vamos manter as prateleiras) para começar a imaginar o quarto que, ainda sendo dos dois, será um dia - quando eles o quiserem - de apenas um.

Mas mesmo assim fico com pena de ver partir as minhas riscas...

quinta-feira, abril 07, 2011

Ando há muito tempo...

a pensar em propor aqui uma permuta de serviços tipo: desenho paisagístico (do espaço exterior da casa) e design de interiores por fotografia de projectos para portefólio*.

Mas acho sempre  que pode parecer mal e tal e acabo por desistir.

É tipo voltar atrás um bocadinho ao tempo em que o dinheiro rareava mas em que se partilhava a força dos braços e as colheitas excedentárias nunca se estragavam.

O que é que me dizem? Há por aí alguém que alinhe ou que conheça alguém interessado? Se sim, é enviar email para o costinhas [at] gmail [ponto] com.

Estou a falar muito a sério mesmo.




* ou por outro qualquer serviço de fotografia que possa interessar mais.