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domingo, março 13, 2011

Qual é a melhor maneira de se acabar um dia?!



com uma bela luta de bolas de neve, claro. E aqui o tamanho é coisa que pouca importa.

Último dia...


Depois de uma semana com um sol brilhante e um céu quase sem nuvens, eis que acordamos com a neve a cair em tom de despedida.

Não é para ficar triste. É apenas um até já. Estamos os quatro mortinhos por voltar.

quinta-feira, março 10, 2011

Ah pois é, bebé...

 

Hoje assistimos de longe a um bocadinho da sua aula. Vimo-lo a esquiar pista baixo contornando os pinos, ora pela direita ora pela esquerda, muito seguro e direitinho.

À tarde, enquanto o pai se lançava nas vermelhas com a irmã e a sua amiga S. (uma menina portuguesa que está na aula da Joana e no mesmo hotel que nós) nós dois fomos à conquista das azuis.


E ele desceu a primeira, a segunda e à terceira já fomos os cinco. E descemos azuis e azuis-escuras (termo dele para designar as azuis tão íngremes como vermelhas) e ele sem nunca se deixar ficar para trás nem deixar de tentar - e a maioria das vezes a conseguir - imitar a irmã nos saltos que ela dava sempre que descobria uma pequena encosta.


E o menino a ganhar velocidade? Ai as abadas que vamos levar não tarda nada...

quarta-feira, março 09, 2011

A cada dia, uma nova conquista...


e as (pistas) azuis já não têm segredos para ela.

[não tivéssemos nós já aprendido antes deles e já estávamos a levar uma abada dela :p]

Foi pelo dia de hoje que não quis falar da manhã de ontem...


Ontem de manhã foi para esquecer. Ele teimou que não ia à aula, birrou, chorou, bateu-nos, nós castigámo-lo, batemos-lhe de volta (e assim vejo o quanto ele nos conseguiu tirar do sério), chorei de nervos e ficámos amuados com ele feito miúdos pequenos.

Perdemos uma manhã a ver os outros a divertirem-se e a irmã na aula. Ele tentava chamar-nos a atenção de todas as maneiras e nós mantivemos a nossa, com cara feia e a tentar manter a calma a cada sua investida, mas com essa nossa atitude a retraçar-nos o coração.

Depois do almoço ao regressarmos às pistas e ele a perceber que ia ficar quieto a ver, baixou a guarda, pediu desculpa e disse que no dia seguinte ia à escola. Prometeu mesmo prometido, cruzando duas vezes os dedos por cima dos lábios, e, nós aceitámos as desculpas e prometemos retirar todos os castigos se ele cumprisse a sua promessa. O resultado imediato foi uma tarde maravilhosa, com caras felizes e muita brincadeira.

Hoje de manhã, depois de um final de dia cheio de febre e de ter inclusive vomitado de noite a água que bebeu, entrou na escola cheio de vontade e uns beijinhos e uns gosto de ti depois, seguiu sem olhar para trás.

Esteve lindamente na escola, fez tudo o que a professora indicou e já desceu a pista da escola a travar e a curvar. A febre, essa, felizmente deixou-o em paz.

À tarde quando nos preparávamos para as descidas a quatro pergunta-me do nada: mamã, ficaste feliz por ter ido à aula?

Não me fizeste feliz, Miguel. Fizeste-me feliz e orgulhosa de ti, por mostrares que te sabes arrepender do que fazes menos bem e que cumpres as tuas promessas, mesmo quando não estás no melhor de ti.

terça-feira, março 08, 2011

Segundo dia...


Não vou falar da manhã. Recuso-me. Vou esperar por amanhã para dizer qualquer coisa.

Falo só na tarde fabulosa e na primeira subida deles em cadeiras que se repetiu e repetiu, das descidas dela tão mais confiantes e do boneco de neve que começámos e que se vai aumentar nos próximos dias.

segunda-feira, março 07, 2011

Primeira vez na neve "a sério"...


O meu maior medo era que o mais novo se recusasse a calçar as botas de ski. São duras, apertam e ele com o calçado é do mais comichoso que existe. No entanto, quando fomos buscar o equipamento à loja, nem parecia ele. Especialmente quando o senhor lhe trouxe uns skis com um tigre. Já ela, não teve direito a tigre mas teve direito a um par de skis a estrear. Não se podia ter pedido melhor.


Já para ele ficar na aula é que a coisa não correu tão bem. A dificuldade que ele tem em aceitar a separação de estar ao pé de nós, por mais que queira fazer a actividade, é algo que ainda o faz resistir às novas experiências. Mas lá foi e gostou claro, mesmo que assim que nos tenha posto a vista em cima tenha desatado a chorar e a pedir para sair.


Andar de teleférico foi outra aventura para eles.


E à tarde, mostraram-nos o que tinham aprendido de manhã e fizeram a sua primeira descida de uma pista verde, o que os deixou ainda mais em pulgas pelo dia de amanhã.

Acho que já temos companhia nestas nossas aventuras :)

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Muita neve, muito frio, muita adrenalina e muito descanso...

Escolhemos um hotel bem no meio da montanha a mais de 2400mts de altitude e com uma saída/entrada directa das pistas para o hotel. A escolha acabou por não se revelar a mais inteligente, mas a sensação de paz e a vista que se tinha ao acordar era qualquer coisa de fabuloso.


Nos primeiros dias, sentimos alguma falta de neve - em comparação ao que é habitual para esta altura do ano - mas em compensação o tempo estava uma verdadeira maravilha.


Muitas descidas (muuiiiito íngremes), algumas quedas e muitos músculos que só se descobrem nesta altura.


Os últimos dias e a neve que caiu entretanto permitiram-nos muitas aventuras fora de pista (cada vez mais fãs do fora de pista) e algumas novas experiências como o snowcross e algumas manobras de freestyle durante as nossas aulas de snowboard.


Na sexta-feira caiu o maior nevão a que já alguma vez assisti. Começou na quinta-feira ao fim do dia e só parou no sábado de madrugada. A temperatura ao longo do dia rondava os -18º mas o vento que se fazia sentir dava a sensação de estar uns -30º. Comi a melhor sandes dos últimos tempos neste restaurante argentino mesmo no meio da montanha numa das muitas pausas que tivemos de fazer nesse dia para reaquecer.



No dia do regresso, acordámos com esta vista.As montanhas cobertas de neve fofinha e um sol maravilhoso que tornava muito mais suportáveis os -17º que se faziam sentir.




Voltámos de barriga cheia, muito poucas fotos e cheios de vontade de regressar. Estamos fãs deste país e da forma como temos sido tratados (haver tanto português lá a trabalhar ainda ajuda mais a sentirmo-nos em casa).

sexta-feira, janeiro 14, 2011

(Princípios de) manhãs tranquilas...


estamos quase lá.

[e para quem acha que praticar snowboard é apenas sinónimo de adrenalina (e quiçá mãos partidas) vejam - mas principalmente ouçam - os nossos princípios de dia. Preciso tanto!]

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Eu julgava...

Lagoa Comprida, Fevereiro 2010
que aquela imagem de se empurrar bolas de neve sobre a neve para lhes aumentar o tamanho era pura ilusão, mas a miúda ainda com a inocência que os caracteriza provou-me que afinal é mesmo verdade.

Depois de andar de gatas de trás para frente a empurrar uma bola que começou pequenina, apresentou-nos uma bela bola de neve que serviu de corpo ao nosso querido boneco de neve. Só não ficou maior que o tempo já não estava para brincadeiras e a neve batida a vento já magoava a cara mesmo aos mais temerários.

Fica a foto possível, que a seguir até a própria máquina já se ressentia do frio.

domingo, fevereiro 21, 2010

Ontem...

Eram só dias assim se faz favor.

[hoje não tivemos a mesma sorte com o tempo e para mim a brincadeira acabou mais cedo graças a ter passado por cima de um ribeiro escondido pela neve e ter ficado encharcada até ao joelho]

terça-feira, janeiro 15, 2008

Eu precisei de três posts...

ela resumiu tudo numa única página:
O meu fim-de-semana foi assim... Fui à neve com o pai, com a mãe e com o mano. Tinha lá cheio de neve e eu peguei a neve no carro. A neve era congelada e eu comi neve e estava fria. Eu fui passear e encontrei um hotel que era muito giro e fiquei no quarto do hotel. Vi a família do meu cão Rufus ao pé do hotel. Comi papa-farinha e ovo mexido dentro do hotel porque lá tem um restaurante que é muito giro. Andei de trenó vermelho com a mãe e o pai e com o mano e não tinha volante. Depois fomos para a casa do hotel. Depois de dormir fui outra vez para a neve. Mas tinha uma neve diferente, tinha neve fofinha que parecia areia. Depois a mãe mostrou-me um lago que era neve congelada e nós estávamos em cima da neve e a mãe mexeu na neve e a neve foi para o lago.

Dia 3


No domingo fomos brindados com uma tempestade de neve. Fomos, aliás, dos últimos a sair da Serra nesse dia.

Se no sábado os -3ºC pareciam a 3ºC, os -0.5º de Domingo deixavam no corpo a sensação de estarem uns -5ºC.

Muito vento, muito nevoeiro e neve. Mesmo muita neve a cair incessantemente em flocos imensos. Numa das nossas paragens durante a descida, ficámos sem saber como é que íamos sair dali. A estrada em poucos minutos ficou coberta de um manto branco e nós não tínhamos correntes. Acabámos por ser safos pela passagem de um limpa-neves, mas a verdade, é que mesmo a escassos metros dele e com meia dúzia de carros entre nós, quando passávamos pela estrada já esta estava novamente coberta de uma camada de neve e gelo.

O Miguel nunca chegou a sair do carro e a Joana saiu e voltou logo a entrar. Já nós, os crescidos - só em altura neste dia - aproveitámos para grandes lutas de bolas de neve e descidas de sku.

Um dia assustador a nível de segurança mas indescritível a beleza de assistir a um fenómeno destes.

Deste dia só uma nota a fazer: quando fizerem lutas de bola de neve usem óculos ou mantenham os olhos o menos abertos possível. É que levar uma bola em cheio na cara de olhos abertos, dói. Ui se dói! :)

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Dia 2

Neve. Muita neve e um sol quente.

O dia esteve simplesmente perfeito.

A Torre estava cheia de gente ansiosa por dar uso aos trenós mais ou menos sofisticados. Lutas de bolas de neve um pouco por todo o lado. Miúdos divertidos. Adultos que pareciam miúdos. Bonecos de neve espalhados até pelos automóveis.

O Miguel não é grande fã de temperaturas extremas por isso a meio da manhã optou por dormir uma sesta de mais de uma hora, enquanto ela e o pai escorregavam de cada vez mais alto e com cada vez mais velocidade.

Brincámos muito. Rimos muito. Foi muito, muito bom.

O pior é entreter os miúdos numa aldeia que nada tem para fazer depois de anoitecer e neste dia acabámos por ir visitar o Museu do Pão. A Joana adorou a visita das crianças, mas o resto é demasiado chato para visitar com dois miúdos pequenos cheios de genica.

As duas noites que lá ficámos tivemos direito a jantar num restaurante onde éramos os únicos clientes. À excepção do almoço de sexta que foi na Pousada de São Lourenço e foi divinal - onde de resto também éramos os únicos a almoçar - as restantes refeições não foram nada de especial. A única coisa a merecer distinção é mesmo o pão. Delicioso!

Dia 1


Chegámos mesmo quando um nevão estava para começar. Consoante íamos subindo, a certeza que devíamos ter levado correntes de neve ia crescendo.

Paisagens lindas, estradas bastante perigosas, e a felicidade dela em ver nevar pela primeira vez e de sentir que a neve era realmente fria.

Ficámos instalados na aldeia mais alta de Portugal e constatámos que aquilo é um autêntico deserto aos dias de semana e depois de escurecer.

Depois de termos sido obrigados a contornar a Serra para chegar ao destino, por causa das estradas já estarem cortadas, quando voltámos a subir já não pudemos passar da Lagoa Comprida. É aqui que Portugal fica muito atrás dos outros destinos de Inverno. Basta nevar, para se deixar de poder chegar ao cimo da serra, onde está a neve propriamente dita.

Já voltámos...

e nestes três dias apanhámos de tudo. E depois de sermos recebidos com arco-íris bem vivos, nada como uma tempestade de neve como despedida.

Ela delirou, ele nem por isso.

Há, portanto, muito para contar... e mostrar.