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quinta-feira, novembro 15, 2012

Ficar de molho...





Primeiro foi ela que há umas semanas começou com crises de asma nas aulas de educação física. Resolvido. Depois foi ele que ficou com aquela tosse típica. Resolvido. Ontem nem sei bem o que tinha mas estava quente, queixoso da barriga e ouvidos, mole, e, com uma pedrada de sono que dormiu até às onze.

Dormiu, teve mimo, brincou, fez os deveres da escola que pedimos à professora que nos indicasse e à noite parecia outro.

Às vezes o melhor medicamento que (nos) podemos dar - e a maioria das vezes o único verdadeiramente necessário - é tempo para o corpo reagir tal como foi programado para o fazer. Pena é que nos dias que correm tenhamos de parecer autómatos, que nunca ficam doentes e que se ficam têm de se curar a trabalhar com doses cavalares de medicação, que estão sempre disponíveis 24 sobre 7 para trabalhar e agradecidos por isso, que não têm outra responsabilidade nos seus dias além de trabalhar e que não ousam sequer dizer o que lhes vai na alma porque há alguém por cima deles que cultiva a noção do medo.

Medo tenho eu é do que nos estamos a transformar e de que eu não consiga nunca me adaptar a isso nem os ensinar a eles a serem assim.

quinta-feira, outubro 04, 2012

Melhor...

Sei que estou mesmo a melhorar quando começo a acordar naturalmente seis horas depois de me ter deitado.

Seis horas é o meu número dourado de horas de sono.

Estou quase fina.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Quanto vale uma vida humana?

[escrito a 27 de Setembro de 2012]
Depois de ouvir esta notícia hoje de manhã, e de me recordar o que vivi há doze anos atrás, a conclusão a que chego é que eu sou culpada por parte do grande buraco orçamental.
A minha mãe viveu três anos, quando não era expectável viver mais do que alguns meses, tendo feito nesse tempo alguns tratamentos experimentais caríssimos - que por acaso até a iam matando mais cedo - cirurgias, quimioterapias, radioterapias, etc etc etc.
Fez tudo no IPO de Lisboa, consoante o proposto pelos médicos, sempre a contrariar expetativas e taxas de sobrevivência, sempre a mostrar que estava ali para lutar uma guerra e vencer batalha a batalha.
Não venceu, mas conseguiu ver-me a definir o futuro com o homem que hoje é meu marido (e por quinze dias apenas não nos viu casar), viu o meu irmão prestes a concluir os seus estudos com distinção (mas foi poupada à sua perda, pelo menos isso) viu a minha irmã chegar aos treze anos (e treze é muito diferente de nove).
Desculpem sim, por ter tido a minha mãe mais dois anos e meio do que previsto. Desculpem o que a presença dela nas nossas vidas custou ao estado. E perdoem pensar que a vida humana não tem preço e que o Serviço Nacional de Saúde devia ser cego a classes sociais e influências.
Quem achar que isto é realmente uma medida equilibrada, tem dinheiro para pagar o que for preciso do seu bolso. Quem não achar que isto, mesmo podendo até parecer sensato no papel mas que, na realidade vai ter um efeito perverso, nunca passou por uma situação em que a sua vida ou a de alguém que ama dependa da decisão de outrém e não tem meios para se valer de outra forma.
Eu tinha escrito isto ontem, mas deixei em banho Maria porque escrevi de rajada e nem sempre digo bem o que quero nessas situações. Eu até tenho uma opinião formada sobre o mau uso de alguns recursos por parte dos médicos e dos utentes do SNS. Eu até tenho opinião formada sobre outras coisas importantes relacionadas com os jogos psicológicos que fazem sobre doentes e familiares de doenças terminais, mas não vou por aí. Porque o que escrevi ontem, é mesmo o que eu quero dizer sobre esta medida.

E desculpem qualquer coisinha, sim.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Quem me aconselha...

um bom médico de clínica geral em Lisboa?

Podem passar-me o contacto pela caixa dos comentários ou pelo email: costinhas@gmail.com

Obrigada!

quarta-feira, setembro 26, 2012

Síndrome Vertiginoso...

Entrou em ação a semana passada e ainda não foi embora.

O que me custa nem é bem o tentar manter a pose a andar na rua ou no trabalho (mais ao final do dia, que vai piorando com o cansaço) nem ter de descer as escadas agarrada e pé ante pé, nem o ter de pensar em fazer tudo devagar (virar, levantar, comer, suspirar, bocejar, enfim, tudo) o que me custa mesmo é chegar às nove e meia da noite e não me aguentar acordada. Um cansaço extremo, de todo o esforço que o cérebro teve de fazer durante o dia para me manter funcional, que me faz dormir como pedra até o despertador tocar no dia seguinte.

Estou fartinha...

sexta-feira, novembro 18, 2011

Em casa...

de assistência a ele que tem escarlatina e ora quer água, ora chá, ora desejos incontroláveis de bolachinhas que ainda têm de ser feitas, aos dois trabalhos onde existem assuntos pendentes, inadiáveis e alguém do lado de lá a precisar da resposta para ontem mesmo que a pergunta seja só para fazer uma ideia, a dois telemóveis para o que não para ser respondido por email e para actualizar o pai galinha, ao forno para as bolachas que lhe apetece e ao cão que tenta porque tenta chegar ao lixo e ocupar o sofá todo.

Porque é que ficar em casa nunca é como nós definimos ficar em casa quando estamos no trabalho?

sexta-feira, novembro 11, 2011

E o filho...

foi recambiado novamente para o avô com recomendação de sair o mínimo de casa (recomendação a manter nos próximos dias). Tem uma valente amigdalite e só se escapou à injecção de penicilina porque a médica não foi capaz de o sujeitar a isso.

Mas não foi sozinho para a casa do avô. Foi ele e o baú de plástico, oferecido pela dentista para guardar os dentes de leite que caiam. É que embora já ande com os dentes a abanar há vários meses, parece que agora os dois de baixo estão literalmente por um fio.

E ele não sabe se há-de estar feliz por ter (finalmente) os dentes a cair se se mantém cheio de medo com a possibilidade.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Vou ali autoflagelar-me e já volto...

O miúdo acordou doente da garganta mas naquele ponto que não está suficientemente doente para se ter a certeza que à noite ainda vai estar assim, ou se até é coisa para passar durante o dia. O pai não podia ficar em casa, a mãe não podia ficar em casa pelo que se tinha de encontrar uma alternativa rapidamente.

Dos três avós, dois ainda trabalham por isso a esperança ficou depositada no avô paterno. Telefonou-se e o avô tudo bem, que tinha uma consulta marcada no centro de saúde mas se nós não nos importássemos que ele o levasse com ele o rapaz que fosse ficar com ele.

E ele foi.

E eu não me lembrei mais do filho doente até ainda há pouco quando o marido me telefona a saber se eu vou buscar a miúda para ele ir ao médico com ele.

Sim, eu sou uma mãe muito pouco galinha.

[e com muito trabalho também...]

segunda-feira, outubro 03, 2011

Tenho um bug no software...

Nas palavras do médico especialista que me viu, o carrosel onde entrei há um mês e do qual não voltei a sair tem a origem num problema de software. As engrenagens estão todas boas, mas o cpu do carrossel (neste caso o ouvido interno) deixou de processar a informação.

As únicas certezas que me deu foi em relação ao que ele tinha a certeza que não era, seguem-se agora uma série de exames (a maioria dos quais nunca tinha ouvido falar sequer) para ver se descobre a origem do bug no sistema.

O cansaço doido que tenho vindo a sentir é derivado ao trabalho de escravo que o cérebro tem vindo a fazer para escamutear o mau trabalho do ouvido interno e só me resta fazer-lhe a vontade e dormir.

E eu a pensar que chegava lá, ele me dava uma traulitada, alinhava o que é que estivesse desalinhado e ficava como nova. Estou tão tramadinha...

sexta-feira, setembro 23, 2011

Das dez às oito...

Não, não é um horário de trabalho. Foi o que eu dormi esta noite.

Vêem como sou bem mandada?

[se bem que a partir das cinco acordava - forçava-me a adormecer - acordava - forçava-me a adormecer - ...]

quinta-feira, setembro 22, 2011

Vem a onda baloiça o barquinho e o barquinho faz chap! no mar...


até esta segunda-feira andei um pouco melhor. Percebi que o vinho está absolutamente proíbido porque me põe a andar de barco até dizer chega, que não convém subir e descer escadas (especialmente as rolantes) depressa ou sem ir junto do corrimão e que tudo o que implique subir/descer é o que me atrapalha mais.

Estar ao computador também é bastante desgastante (porque fico mal disposta) o que dá um jeitão tendo eu duas profissões que dependem disso, mas vai-se fazendo com algumas pausas estratégicas, e andar durante muito tempo também me deixa agoniada.

Mas tudo estava mais ou menos controlado com a medicação até esta terça. Voltei a piorar e até há uns minutos não conseguia encontrar nenhuma razão para isso ter acontecido. De repente fez-se luz: nestas últimas noites fiz o que se pode chamar de tentativas de noitadas, ie, decidi que tinha de começar a acelerar nos trabalhos que tinha em atraso, estabeleci metas e fiquei acordada até cerca da uma/uma e meia todos os dias (o que para quem se deitava normalmente às 4h supostamente deveria ser canja). Acredito que deva ser disso, já que nos outros dias todos me tenho deitado cedo porque simplesmente não consigo ficar acordada.

Que chegue o dia 30 depressa para ter nova consulta e saber mais sobre esta coisa. Isto está a desgastar-me e não é pouco :(

quarta-feira, setembro 07, 2011

Síndrome Vertiginoso (ou de Menière)

é o nome da minha flutuação em montanha-russa.

Agora é fazer medicação para controlar os sintomas e acompanhar o evoluir da dita, mas é coisa para me ir habituando.

Por isso já sabem, se me virem a trocar os passos na rua a culpa não é de nenhum Esporão ou Lambrusco, são mesmo vertigens.

terça-feira, setembro 06, 2011

Flutuando sobre uma montanha russa...

ora a todo o vapor, ora a velocidade de cruzeiro sem sequer sair do mesmo sítio. É assim que me sinto desde ontem à noite e é um espectáculo. Ou então não.

Ao sair de casa de amigos, uma tontura que me pára e que podia muito bem ter sido seguida da piadola não devia ter bebido tanto! se não tivesse eu bebido apenas iced tea a noite toda. Na cama era ainda mais divertido. Eu deitadinha sem mexer, o mundo todo à roda e eu "no ar" com a sensação que me ia estatelar no chão a qualquer movimento.

Hoje de manhã, a tensão continuava óptima e eu continuava a viajar de carrossel. Um compasso de espera antes de sair de casa a ver se melhorava qualquer coisa (e despachar mais umas coisinhas dos últimos trabalhos, que isto de se desperdiçar tempo não está com nada) e assim que me senti confiante para pegar no carro lá vim eu, decidida a vir ao médico aqui no trabalho.

É claro que com a minha sorte hoje não veio nenhum médico, portanto fiquei apenas com o diagonóstico, recomendações e o cuidado da enfermeira, que de vez em quando liga para saber como é que eu estou.

A confiança para voltar a pegar no carro é que já é uma cena que não me assiste (para imitar o outro).

Será que se me puser a andar à roda muito depressa no sentido contrário ao de tudo à minha volta a coisa pára?! (brincadeirinha, sim?! eu sei que sou doida mas não tanto! :p)

quarta-feira, abril 27, 2011

Estou com uma cara de meter medo...

e só me apetece é enfiar na cama e dormir.

No fim-de-semana que fui fotografar para terras do Sul, fiquei com uma crise alérgica bem grande. Passada uma semana sem falhar a medicação (e eu que sou tão pouco certa nestas coisas...) sentia-me pior e com uma tosse conhecida a instalar-se.

Decidi passar pelo médico do CATUS pelo sim pelo não e pela primeira vez na vida nem tive tempo para entrar na sala de espera para ser chamada (mas até uns minutos antes, tinham tido uma média de 20 utentes em espera!). Expliquei o que se passava à médica (outra sorte, era fenomenal!) e depois de me observar foi fácil de perceber o que se passava. Estava (estou) a caminhar para mais uma (muito provável) pneumonia atípica (um malvado de um micróbio que não é carne nem peixe e que ganhou o nome de "atípico" por provocar sintomatologia tão fora do normal) que se instalou graças à minha maior sensibilidade nesta altura do ano (tal como aconteceu no final do ano passado).

Resultado, mais medicação para forçar a limpeza dos pulmões e tomar muita atenção ao evoluir da situação.

Ainda não sei se estou a melhorar se não, só sei que a medicação deixa-me completamente sonolenta e que parece que corro maratonas todos os dias.

É que não me faltava mais nada, nesta altura do ano.

sexta-feira, abril 01, 2011

Ontem fomos ao pediatra...

A consulta começa sempre com conversa e desde que eles começaram a ser capazes de manter um diálogo, a nossa participação nesta fase passou a resumir-se a umas caretas e mãos na boca para não nos desmancharmos a rir. Ontem depois de já estarem nisto há uns bons minutos, o Miguel:

- o melhor é pararmos de conversar e começar a trabalhar! ainda não nos viste as doenças!



toma, embrulha e vai buscar.


[tudo maravilha]

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Construir sonhos...


Ficar-se fechado em casa dias a fio com um miúdo doente não é fácil. Ficar-se fechado em casa dias a fio com um miúdo que adora andar na rua, a correr, a saltar e a fazer tudo o que se pode fazer na rua, é igualmente difícil. Ficar-se fechado em casa - numa casa em obras e onde só temos dois quartos para estar e com homens a operar rebarbadoras e afins no resto - dias a fio com um miúdo doente, que adora rua e que nem doente perde energia é o fim da picada.

Por isso inventamos viagens ao espaço, pelas estrelas e planetas longínquos.

Se não nos encontrarem é porque fomos a Marte. Ou à lua.

domingo, fevereiro 13, 2011

Ainda bem que aqui a malta liga pouco ao dia dos namorados...

ou amanhã lá nos saíam os planos trocados.

Varicela is in the house. E é a nossa estreia nas doenças típicas da infância.

(só no corpo do mais novo por enquanto)

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Parece...

que isto vai dar assim só mais um bocadinho de trabalho do que imaginei a semana passada.

As melhoras que tive desde Domingo foram quase nulas, por isso hoje lá vou eu para o hospital para nova avaliação e raio-x.

Comecei por esperar mais tempo no guichet de inscrição que para ser chamada e fazer o exame. O médico que me atendeu é daqueles que nos fazem sentir mal por estarmos doentes e estar ali a fazê-los perder tempo. É que a tosse é daquelas coisas que demora algum tempo a desaparecer, diz ele num ar de senhor-doutor-que-sabe-muito. Sim concordo, mas vim por recomendação da médica que me atendeu da última vez e antes de vir ainda falei com a Saúde 24 e depois com uma médica do posto de saúde que me reencaminhou para aqui, respondo eu com ar de doente-que-não-percebe-nadinha-de-nada-e-está-ali-porque-não-tem-mais-nada-para-fazer.

Depois do miminho, lá fui fazer o raio-x e esperei. Esperei. Esperei mais um bocadinho. Passada hora e meia, fui confirmar se era habitual um raio-x ao tórax demorar tanto tempo. Talvez. E esperei. Decidi ir ao gabinete tentar saber se ainda estava muito demorado e... no gabinete estava outra médica.

Pergunto ao segurança se ele mudou de gabinete e ele que não, que se foi embora. Como?!

Bom, se mudou o turno e eu passei para outra a espera é garantida. Na sala de espera começa a gerar-se uma corrente de ar brutal e eu começo a acreditar que vou sair dali bem pior do que entrei.

Passada meia-hora depois volto à carga e decido perguntar à médica se iria demorar muito mais. Que não, que o médico que me estava a entender tinha saído mas que já voltava. (sem palavras)

Mais uma hora de espera e lá sou finalmente chamada e quando entro, o ecrã do computador exibe a minha radiografia bem raiada e a cara do médico tem escarrapachado que afinal isto não é "apenas" uma "tosse que demora a passar". Pois - diz, já num tom de médico preocupado - tem aqui uma infecção respiratória por agente atípico que é resistente aos dois primeiros antibióticos. Por isso vai parar o que está a fazer agora, começar um terceiro antibiótico e fazer outros dois medicamentos...

Vamos lá ver se é desta, sim? Já estou a modos que para o de rastos. E três antibióticos de espectro diferente em menos de uma semana é a modos que puxado, não?! Só um bocadinho, talvez. Digo eu.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Ausente...

A bronquite apanhou-me em cheio. Depois de uma primeira ida ao médico na sexta, no domingo tive de voltar porque estava igual se não pior. Novo antibiótico, alteração dos outros medicamentos e recomendação de me manter quieta, resguardada, e de preferência sempre na mesma divisão da casa para não ter mudança de temperatura.

Noites em branco e a dormir sentada. Dias quietinha e mesmo assim extremamente cansada. Ontem para animar um bocadinho mais a coisa, uma enxaqueca apanhou-me a jeito e nem saí da cama (e a combinação tosse/dor-de-cabeça?! um mimo).

Hoje já sem dor-de-cabeça e depois de uma noite um pouco mais bem dormida sinto-me melhor. A tosse ainda está para ficar e depois de uma semana nisto já nem sei bem o que hei-de achar disso.

Tenho até sexta para me por boa, caso contrário hospital comigo. E isso não me está a apetecer nadinha de nada.