Na última sexta foi a sua primeira aula de ballet com as mais crescidas (turma dos 6 aos 8) embora elas já tivessem começado as aulas no início do mês. Quase que não chegava a tempo de o apanhar no final da aula mas lá consegui e quando chego, encontro um menino com um sorriso de orelha a orelha. Assim que se começou a vestir e sem que lhe perguntasse o que quer que seja, começou:
- sabes mãe, eu, a X e a Y, fomos os que fizemos melhor. Eu fiz barreira mãe! E uns saltos muito difíceis e aprendemos a terceira posição! Eram difíceis mas eu consegui mãe!
- e gostastes de fazer barra?
- gostei! quer dizer, mais ou menos. faz doer os pés no calcanhar.
De seguida veio a professora tecer-lhe elogios e eu sempre a achar que era tudo só para o manter motivado e tal, mas eis que ela se volta para mim e diz: "olhe que ele saiu-se mesmo bem. nem eu imaginava que ele na primeira aula se saísse assim." para depois confirmar o que ele me havia dito.
Mas o que me enche o coração não são os elogios da professora, é a forma como ele fala, o sentir entranhar-se na (minha) pele o gosto dele pela dança através das suas palavras, das suas expressões, e, o saber que mais uma vez, podemos contar com a professora de ballet e a escola para nos ajudarem a mante-lo entusiasmado (uma vez que ele vai ao ballet através do colégio mas a aula dele não é a mesma da turma do pre-escolar).
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segunda-feira, setembro 26, 2011
terça-feira, julho 12, 2011
Do ballet e dos medos...
Partimos para férias meio dia depois do que podíamos só para assistir ao espectáculo de final de ano do ballet.
Sabíamos que o mais certo era ele não querer participar, e a certeza absoluta chegou a uma semana do espetáculo quando uma dor de barriga verdadeira o impediu de ir à escola normalmente. Tudo nervos, porque era também dia de ensaio e aquilo andava a consumi-lo.

Achámos que com dor de barriga ou sem, devia ir à aula já que era essa a causa e estas coisas na nossa opinião não são para fugir ou ignorar. Há que aprender a lidar com elas, a percebe-las normais e tentar resolve-las. A professora falou com ele e garantiu-lhe, como sempre o fez desde o início, que era ele quem decidia se participava ou não e que ninguém o iria obrigar. Passou.

No dia do espectáculo, foi ao ensaio geral mas não ensaiou. Elas enganam-se muitas vezes e é muito chato. Quando começou o espectáculo, sentou-se ao meu lado no chão e aí ficou. A professora disse que se eu quisesse podia ir só à última. A última chegou mas ele não foi capaz.


A meio da última já queria ir, mas apenas se a irmã fosse com ele. Correu ao palco duas vezes, das duas voltou para trás. Não gosto das palmas, fazem muito barulho.
E deixou-se ficar, ora colado a mim, ora ao pai, a ver o final com as 80 meninas de tutus a rodopiarem e a agradecerem as palmas. Saímos, antes dos pais que esperavam pelas suas prima donas e fora da sala, só connosco, rodopiou e dançou para nós.
És o meu herói.
Sabíamos que o mais certo era ele não querer participar, e a certeza absoluta chegou a uma semana do espetáculo quando uma dor de barriga verdadeira o impediu de ir à escola normalmente. Tudo nervos, porque era também dia de ensaio e aquilo andava a consumi-lo.

Achámos que com dor de barriga ou sem, devia ir à aula já que era essa a causa e estas coisas na nossa opinião não são para fugir ou ignorar. Há que aprender a lidar com elas, a percebe-las normais e tentar resolve-las. A professora falou com ele e garantiu-lhe, como sempre o fez desde o início, que era ele quem decidia se participava ou não e que ninguém o iria obrigar. Passou.

No dia do espectáculo, foi ao ensaio geral mas não ensaiou. Elas enganam-se muitas vezes e é muito chato. Quando começou o espectáculo, sentou-se ao meu lado no chão e aí ficou. A professora disse que se eu quisesse podia ir só à última. A última chegou mas ele não foi capaz.


A meio da última já queria ir, mas apenas se a irmã fosse com ele. Correu ao palco duas vezes, das duas voltou para trás. Não gosto das palmas, fazem muito barulho.
E deixou-se ficar, ora colado a mim, ora ao pai, a ver o final com as 80 meninas de tutus a rodopiarem e a agradecerem as palmas. Saímos, antes dos pais que esperavam pelas suas prima donas e fora da sala, só connosco, rodopiou e dançou para nós.
És o meu herói.
quinta-feira, abril 14, 2011
Ontem, novos treinos...
Enquanto o Miguel se treinava a fazer o pino e a cruzar as pernas ao mesmo tempo para imitar um passo de dança que viu no So You Think You Can Dance? a Joana treinava a respiração para se iniciar nas bombas para a asma.
Like. Don't like.
Like. Don't like.
sexta-feira, abril 01, 2011
sexta-feira, março 18, 2011
Coração cheio...
Hoje fui buscá-lo ao ballet. Já não ia há muito tempo e ele fez-me uma festa (ao estilo dele, oferecendo-me um grande sorriso) assim que me viu.
Começo a ajudá-lo a acabar de se vestir e ele diz-me:
- porque não vieste um pouco mais cedo? tinhas visto a aula!
- gostavas que eu tivesse visto a tua aula? não te importavas?
- não! e sabes, já temos o espectáculo quase todo preparado! tens de vir ao nosso espectáculo.
Sorri.
[lembram-se?]
Quando nos estávamos a preparar para sair, pergunto à professora como é que ele estava e ela sorri-me com os olhos a brilhar.
E tudo o que me disse depois deixou-me sem palavras, e, embora este coração de mãe me dissesse que era algo assim, nunca imaginei tanto.
É só ele querer e continuar a gostar. Só isso.
Começo a ajudá-lo a acabar de se vestir e ele diz-me:
- porque não vieste um pouco mais cedo? tinhas visto a aula!
- gostavas que eu tivesse visto a tua aula? não te importavas?
- não! e sabes, já temos o espectáculo quase todo preparado! tens de vir ao nosso espectáculo.
Sorri.
[lembram-se?]
Quando nos estávamos a preparar para sair, pergunto à professora como é que ele estava e ela sorri-me com os olhos a brilhar.
E tudo o que me disse depois deixou-me sem palavras, e, embora este coração de mãe me dissesse que era algo assim, nunca imaginei tanto.
É só ele querer e continuar a gostar. Só isso.
sábado, dezembro 11, 2010
Festa do Ballet...
A aula aberta aos pais começava às 18h. Para todos os efeitos não íamos, mas fomos.
Uns minutos depois das 18h00, já com todos os pais dentro da aula e eles já a seguirem as instruções da professora, cheguei, fiz sinal à professora e enfiei-me dentro de uma casa-de-banho que fica junto à sala, sem porta, onde praticam.
Via-o pelo reflexo nas janelas em frente. Feliz, compenetrado e com os vários passos bem sabidos.
Pouco depois chega o pai com a máquina. Os dois enfiados no WC a espreitar e a escondermo-nos sempre que podíamos ser vistos.

Umas fotos tiradas à surra e pimbas fomos apanhados. Mas ele sorriu. Sorriu e continuou, compenetrado, a sorrir. A sorrir muito sempre que nos via.


E nós sentámo-nos à porta da sala. E sorrimos para ele. Muito.
Uns minutos depois das 18h00, já com todos os pais dentro da aula e eles já a seguirem as instruções da professora, cheguei, fiz sinal à professora e enfiei-me dentro de uma casa-de-banho que fica junto à sala, sem porta, onde praticam.
Via-o pelo reflexo nas janelas em frente. Feliz, compenetrado e com os vários passos bem sabidos.
Pouco depois chega o pai com a máquina. Os dois enfiados no WC a espreitar e a escondermo-nos sempre que podíamos ser vistos.

Umas fotos tiradas à surra e pimbas fomos apanhados. Mas ele sorriu. Sorriu e continuou, compenetrado, a sorrir. A sorrir muito sempre que nos via.


E nós sentámo-nos à porta da sala. E sorrimos para ele. Muito.
segunda-feira, novembro 22, 2010
E depois não querem que o ballet seja só para meninas...
Texto retirado do email enviado aos pais, pela professora de ballet:
Ainda bem que o miúdo ainda não sabe ler...
(...) Irá realizar-se uma aula aberta para os Encarregados de Educação,e no final haverá uma pequena surpresa para as nossas pequenas BAILARINAS! (...)
Ainda bem que o miúdo ainda não sabe ler...
segunda-feira, outubro 18, 2010
Da vergonha...
nós nunca o podemos espreitar numa aula a não ser na natação. No minuto em que se apercebe de que nós o estamos a ver encolhe-se e deixa de participar ou vem mesmo ter connosco a mandar-nos embora. Deixámos de o levar às apresentações do judo por causa disso mesmo. Ele não queria juntar-se aos outros e nós passávamos o tempo todo a tentar dar-lhe a força e a motivação para que ele fosse. Desistimos e decidimos voltar a tentar apenas quando ele por iniciativa própria quisesse ir.
Quando a professora do ballet me disse que ia preparar um espectáculo para o Natal, falei com ela sobre a grande probabilidade de ele não querer participar com vergonha de aparecer em público e ela ficou de tentar ajudá-lo nesse aspecto. Na sexta quando o fui buscar ao ballet, perguntei à professora como estava a correr e ela chamou-me à parte enquanto ele se ficou a vestir.
Começaram nessa aula a ensaiar para o espectáculo e ele assim que se apercebeu disso recusou-se a continuar. Disse-lhe logo que não queria entrar no espectáculo porque tinha vergonha que os pais o vissem e só com uma boa dose de motivação - e a "dica" de que o Pai Natal está a chegar e que tem uma surpresa para os meninos que participem no espectáculo - é que ela conseguiu que ele continuasse a aula. Continuou, fez tudo lindamente e com entusiasmo, mas deixou claro que não queria que os pais o vissem.
Depois disto confesso que me senti um pouco aliviada. Mesmo com ele a dizer que não queria que nós o víssemos no espectáculo, ele finalmente conseguiu verbalizar o que o atormentava e acredito que é um passo em frente.
Se for preciso abdicar de o ver para ele participar no espectáculo assim seja. Hão-de haver mais e é com passinhos pequeninos que vamos crescendo e conseguindo a força que precisamos para vencer aquilo que nos limita.
Pelo menos assim o espero.
Quando a professora do ballet me disse que ia preparar um espectáculo para o Natal, falei com ela sobre a grande probabilidade de ele não querer participar com vergonha de aparecer em público e ela ficou de tentar ajudá-lo nesse aspecto. Na sexta quando o fui buscar ao ballet, perguntei à professora como estava a correr e ela chamou-me à parte enquanto ele se ficou a vestir.
Começaram nessa aula a ensaiar para o espectáculo e ele assim que se apercebeu disso recusou-se a continuar. Disse-lhe logo que não queria entrar no espectáculo porque tinha vergonha que os pais o vissem e só com uma boa dose de motivação - e a "dica" de que o Pai Natal está a chegar e que tem uma surpresa para os meninos que participem no espectáculo - é que ela conseguiu que ele continuasse a aula. Continuou, fez tudo lindamente e com entusiasmo, mas deixou claro que não queria que os pais o vissem.
Depois disto confesso que me senti um pouco aliviada. Mesmo com ele a dizer que não queria que nós o víssemos no espectáculo, ele finalmente conseguiu verbalizar o que o atormentava e acredito que é um passo em frente.
Se for preciso abdicar de o ver para ele participar no espectáculo assim seja. Hão-de haver mais e é com passinhos pequeninos que vamos crescendo e conseguindo a força que precisamos para vencer aquilo que nos limita.
Pelo menos assim o espero.
quarta-feira, setembro 29, 2010
Acabadinhas de comprar...
Agora fico eu em ânsias até lhe as poder mostrar.
sexta-feira, setembro 17, 2010
É oficial: Sou mãe babada de um bailarino clássico...
Sempre atento, sempre interessado e esforçado.
Quando cheguei no final da aula, encontrei-o no meio de meninas igualmente atento e bem-comportado. Vi-o a fazer um pequeno plié, de mão na cintura, a despedir-se da professora com um abraço e a caminhar concentrado, mas já de olhos postos em mim, para o comboio que se começou a formar à porta.
No meio do abraço que me deu perguntei-lhe ao ouvido se tinha gostado. A resposta foi tudo menos sussurrada: Muito! Gosto muito!
Antes de vir pergunto à professora o que ela tinha achado dele: "olhe que ele tem muito jeito! Mesmo muito! Que idade é que ele tem? Quatro?! Ai tem mesmo de o deixar vir!"

Eu deixo pois. Já foi.
Quando cheguei no final da aula, encontrei-o no meio de meninas igualmente atento e bem-comportado. Vi-o a fazer um pequeno plié, de mão na cintura, a despedir-se da professora com um abraço e a caminhar concentrado, mas já de olhos postos em mim, para o comboio que se começou a formar à porta.
No meio do abraço que me deu perguntei-lhe ao ouvido se tinha gostado. A resposta foi tudo menos sussurrada: Muito! Gosto muito!
Antes de vir pergunto à professora o que ela tinha achado dele: "olhe que ele tem muito jeito! Mesmo muito! Que idade é que ele tem? Quatro?! Ai tem mesmo de o deixar vir!"

Eu deixo pois. Já foi.
Mãe, é hoje a aula de ballet?

2ª feira
- mãe, é hoje a aula de ballet?
- não filho, é na sexta.
3ª feira
- mãe, é hoje a aula de ballet?
- não filho, é na sexta.
4ª feira
- mãe, é hoje a aula de ballet?
- não filho, é na sexta.
5ª feira
- mãe, é hoje a aula de ballet?
- não filho, é amanhã.
- então temos de preparar a mala! é tudo branco* tem de ser tudo branco!
6ª feira
- mãe, é hoje a aula de ballet?
- é, filho!
- é já?!
- não, é depois de dormires (a sesta).
- oooohhhh não quero!!! quero que seja jáaaa! porque é que não é jáaaaaaa?!
Só espero que não venha lá desiludido. Até porque tem uma mala de ballet tão gira... tão pitxupitxupitxu... (é a da foto, ok?! :p)
* acho que pensa assim por o da irmã o ser, porque ainda não fizeram nenhum pedido nesse sentido.
quinta-feira, setembro 09, 2010
Ballet...
saiu ela (trocou o ballet pelo Teatro Musical) e entrou ele (vai em experiência a ver se gosta tanto como apregoa ou não).
Pelo menos safei-me aos penteadinhos-sem-um-único-cabelinho-fora-do-sítio-e-frou-frous-milimetricamente-colocados.
Pelo menos safei-me aos penteadinhos-sem-um-único-cabelinho-fora-do-sítio-e-frou-frous-milimetricamente-colocados.
terça-feira, dezembro 15, 2009
E se de repente...
descobrem na lista dos pedidos da professora do ballet, para a actuação delas na festa de Natal, uma nota a pedir para mandarem as sapatilhas das meninas com os elásticos cosidos para elas não caírem, isso não é Impulse. É um melão do caneco.
(anda já há umas três semanas - e não são quatro só porque faltou uma delas - com um dos elásticos por coser... shame on me, shame on me. Vou ali agarrar na agulha, agora que já despachei mais qualquer coisa e já volto.)
(anda já há umas três semanas - e não são quatro só porque faltou uma delas - com um dos elásticos por coser... shame on me, shame on me. Vou ali agarrar na agulha, agora que já despachei mais qualquer coisa e já volto.)
segunda-feira, maio 11, 2009
Ontem foi dia de ensaio geral...



e desta vez o meu patinho mostrou-se um belo aprendiz de cisne, trocando as corridas de fundo por delicadeza e mantendo a alegria. Ela está a crescer e noto-o de tantas formas diferentes, mas é no levar tudo muito mais a sério onde a acho muito mais crescida.
Para a semana vai ser a sério, e pela primeira vez os pais não vão poder assistir ao exame.
sábado, março 28, 2009
Parece incrível...
mas desde que ela começou o ballet há quase três anos atrás, esta foi a primeira aula aberta aos pais a que conseguimos ir.
Divido-me entro o ternurento e o hilariante como adjectivo para esta apresentação da baby class, mas fico-me pelo delicioso.
[e não menosprezar a atenção que ele deita a tudo e aos seus avisos de que quando for "quescido" também quer fazer ballet e ter umas sapatilhas como as da mana.]
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
sábado, dezembro 13, 2008
domingo, maio 11, 2008
Hoje foi dia de...
Demonstration Class.Lá recebeu o seu diploma com estrelas brilhantes, mas deu para perceber que de Cisne tem muito pouco. É, por enquanto, um patinho. Posso até dizer mais. É um patinho com queda para corredor de fundo.
Mas mostrou-se, do início ao fim, um patinho muito feliz!
domingo, abril 20, 2008
Eu tenho uma filha...
que usa frou-frous.[e a minha filha tem uma mãe que ainda tem de treinar muito para dominar a técnica destes penteados]
quarta-feira, junho 06, 2007
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aos sábados de manhã.
e eu gostava que no meu tempo as aulas de ballet fossem assim tão divertidas.
