sexta-feira, novembro 02, 2012

Tirar o dia...

Ontem tinha tirado o dia para estar com amigos mas acabou por ser dedicado apenas aos seis de casa. As estrelas pareciam alinhadas em fazer-me ter tempo para pensar na minha vida atual, no meu dia-a-dia, no meu tempo para os de quem gosto mas, acima de tudo, no meu tempo para mim (que isto de se trabalhar sete dias por semana - mesmo correndo por gosto - não mata mas mói) porque ao contrário do que alguns sentem (não totalmente sem razão) a última da lista das prioridades sou, na verdade, eu própria.

Assim sendo, ontem tirei o dia. Sem sentimentos de culpa, sem pensar no que estava a atrasar ainda mais, só porque eu mereço.

Começámos o dia os quatro nas águas da Prainha, para a melhor manhã de surf que a minha curta experiência a praticar o dito conheceu. É engraçado como eu encontro nos desportos ditos radicais (como o surf ou o snowboard por exemplo) uma fonte de serenidade imensa. São desportos exigentes a nível físico, que me fundem com a natureza e a sua paz, que me ocupam o cérebro com o aproveitar do momento e que me devolvem o bom humor que tantas vezes me parece querer fugir.


Depois de um almoço composto por água, fruta, donuts e pães de chocolate, e de umas compras antes de voltarmos a assentar arraiais em casa, brincámos. Eu tento sempre atraí-los para as brincadeiras simples. Daquelas que não exigem grandes coisas para nos divertirmos. A tecnologia, é gira, é útil mas também pode ser altamente castrante quando começamos a não ver para além dela. E como diz o ditado: é de pequenino que se torce o pepino.


Passado um bocado, os miúdos saíram para uma volta pela vizinhança mais próxima a pedir o pão-por-Deus. Chegaram de sacos cheios e ostentavam sorrisos gigantes na cara. Quiseram ir até mais longe, até à casa dos padrinhos dele, por isso pegámos nos cães e lá fomos os seis, num passeio pelo bairro, por mais ruas que as necessárias, sem pressas e com muita lata pelo caminho (que confesso muito me espantou, que conhecendo-lhes a vergonha, nem sei como tiveram coragem de tocar a tantas campainhas e falar com tanta gente diferente).



As reações ao toque da campainha eram diversas e desde conversas animadas a semblantes fechados tiveram de tudo um pouco. Os sacos iam-se enchendo com fruta, doces, bolachas, latas de coca-cola (adorei a genialidade com que algumas pessoas desenrascaram uma oferta, só por terem gostado de os ver pedir o pão-por-Deus) e até doces chineses.

Depois do jantar a descoberta do Crocodilo Dundee a passar na tv e a estreia deles nos filmes "de crescidos". A Joana ria com as tiradas do "Crocodile" Dundee, o Miguel impressionava-se pela dureza do ator principal e com as paisagens australianas.


Foi um dia bom. Deliciosamente e simplesmente, bom.

5 comentários:

Célia disse...

Ainda bem que conseguiste descansar! Esses teus amigos desnaturados! :P
Miuda o meu foi passado em casa deitada sem me emxer... desta vez a ciatica veio com direito a injeções e a 5 dias de descanso! Um beijo grande!

akombi disse...

Venham mais momentos assim tão gratificantes.

Anna^ disse...

Que dia tão bom! :)

Ana disse...

Esses são os melhores dias: os simples e doces, com as nossas pessoas a fazer coisas banais. E são assim porque nos dispomos a saboreá-los em pleno.

Monica Lourenço disse...

Fizeste tu muito bem :)
Beijocas