terça-feira, dezembro 12, 2006

Ela...

aos quase 38 meses (acho um piadão dizer a idade dela em meses... é um choque!). Anda numa fase complicada. As birras são frequentes o que nunca foi normal nela. Surgem agora as primeiras manifestações de ciúmes em relação ao irmão. Acho que o facto de ele ter começado a movimentar-se por ele próprio e a interagir mais com todos, despoletou este sentimento. É tudo muito subtil, mas eu julgo que ela esteja a sentir-se mais insegura e a marcar território. Nós vamos levando tudo com muita calma, muita conversa e muita orelha mouca aos ataques de choro e gritos que vão aparecendo de vez em quando. Mas também já houve uma vez que a paciência acabou. Já estávamos atrasados para um almoço com amigos (no primeiro feriado de Dezembro) e ela não queria porque não queria vestir-se. Tentámos tudo e ela cada vez gritava mais. Ficou sozinha a ver se se acalmava, demos mimos, gritámos, falámos-lhe com calma, ameaçámos, até que a minha mão voou lançada até ao rabo dela. A primeira palmada a sério. Que lhe doeu, mas que me doeu bem mais a mim. A palmada que a parou, deixou sem reacção e que nos permitiu vesti-la. A palmada que funcionou, mas que não me convenceu. Fora as birras, continua a calma em pessoa. A minha menina está a crescer e a aprender a uma velocidade que me desconcerta.

16 comentários:

Bekas C. disse...

É verdade, a paciência tem limites... não devia, mas tem.
:(

mamã Diana disse...

Linda, linda e bem grandita.

Beijinhos.

Tânia disse...

Linda! "Mai nada"!

Sorrisos da minha Alma disse...

As vezes a tampa também nos salta, é mais forte que nós. E a maioria das palmadas que qualquer pai dá, acontece sempre numa reacção a quente, nunca é premeditado. Depois sentimos arrependimento dentro de nós, sabemos que uma palmada dada na hora certa nunca matou ninguém. Esta deve ser explicada. Desde a fase do aviso da conversa e por fim a repreensão. As vezes me parece que todos criticam mas no entanto critique quem nunca o fez, ou não se lembramos da palmada que por uma ou outra vez levamos em pequenos. As palmadas ajudaram-nos a pensar. Acho que ninguém quer cometer o erro que os nossos pais fizeram, mas uma criança que cresce sem limites perde-se mais sem eles do que com eles.
E a Joana está a cada dia mais menina.
Beijos

carla disse...

A reacção dela ao irmão é mais que normal e tu sabes disso, lá por casa aconteceu o mesmo desde que a Inês se começou a movimentar, agora está bem melhor....as palmadas por vezes saiem, mesmo sem serem correctas acontece!!!

E a Joana está linda!!

Beijocas

mamã Xana disse...

As birras da C. também só apareceram depois dos 3 anos...

Infelizmente eles às vezes levam-nos ao limite, custa-me sempre horrores as palmadas e tento evitá-las mas acredito que uma (eu disse uma!) palmada na hora certa pode evitar situações piores no futuro.

A Joana está linda e isto tudo é normal!

Licas disse...

Dói-me tanto quando a minha paciência não estica, quando não consigo tolerar mais uma birrita dela, quando por factores que nem ela tem culpa, perco a paciência para quem mais adoro neste mundo... Nessas alturas, poucas felizmente, a minha mão também voa em direcção ao rabo dela. E dói-me. Muito. Muito mais que a ela. Porque nessas alturas sinto que não sou uma boa mãe.
Porque estou cansada, porque não tenho paciência para mais uma asneira...
Mudando de assunto... a Joana está linda! Cada vez mais. Não sei se já te disseram...

Anónimo disse...

A palmadita dói, mais em quem dá do q em quem recebe, mas nós temos os nossos limites e, às vezes, tem esse efeito de as libertar das crises de "histeria" em q elas entram e não conseguem sair.
Beijo

Ana Paula disse...

Ela está linda...

buggy disse...

a Raquel também está numa fase em que só faz disparates... e o pior é que só os faz quando tenho o bébé ao colo, ou seja, está a salvo da tal palmada que ela sabe merecer... enfim, a paciência por aqui também anda no limite...

a Joana está linda :)

a mãe dos miúdos disse...

(a Joana está tão bonita e tão parecida contigo)

o ortopedista da Joana disse, quando comentámos que ela adorava o irmão, que isso só ia durar até ele se conseguir movimentar sozinho (principalmente até começar a andar). é, como dizes marcação de território. Ela já não domina a situação, o irmão já começa a fazer o que quer.

e acho que essa tua frase do "funcionou mas que não me convenceu" diz tudo. principalmente o que ficou dentro de ti

beijos

nelsonmateus disse...

espera só até ela chegar a ... ADOLESCÊNCIA! ah! ah! ah! ah!

barbarayu disse...

... mas está tão gira!

beijos!

Anónimo disse...

Està mesmo bonita e grande!
As palmadas...às vezes é preciso! Mas nem sempre resulta..
bjs

HOPE disse...

Custa muito, mas às vezes é mesmo preciso.
Concordo com a frase de um dos comentários : "uma criança que cresce sem limites perde-se mais sem eles do que com eles." Cabe-nos a nós guia-los.

Monica disse...

Custa-nos tanto... mas às vezes só assim, apanhando-os de surpresa, é que se consegue porquehá birras que não desarmam nem à lei da bala!
Birras à parte, está tããããão linda!!
Beijocas