terça-feira, dezembro 12, 2006

Há uns tempos...

alguém me disse que só considerava amigos, aqueles que tinha conhecido nos tempos de escola. Os que vinham de longe. A frase chocou-me e entristeceu-me, confesso. Foi dita há meses e continua a ecoar-me na cabeça de vez em quando. Cada vez concordo menos com ela. Para mim, a amizade verdadeira não tem nenhuma data limite para nascer.

24 comentários:

Lúcia disse...

Não acho que só com muitos anos se pode falar de uma amizade mas para mim tem de haver um relacionamento continuo, saber curiosidades, pormenores da outra pessoa que com " meia dúzia " de dias ( às vezes meses ) de conhecimento não se tem. Mas eu só também um bocadinho resguardada, não chamo amigo logo que conheço uma pessoa.
bjnhs

carla disse...

Percebi o que escreveste e concordo!!!

Beijos

Anónimo disse...

Concordo, mas às vezes também me choca a leveza que se atribui à palavra "amigo", pois para mim esta palavra encerra em si um grande significado. Mais do que avaliar uma amizade quantitativamente (no tempo que dura) também para mim importa a qualidade dessa amizade.
Bjs.

Márcia Carvalho disse...

hà amigos tão bons, daqueles acabadinhos de nascer! Embora o passado histórico de uma amizade seja muito importante.

mamã Xana disse...

Do meu grupo de amigos fazem parte antigos colegas de escola e pessoas que conheci já adulta.

Eu, apesar de reservada por natureza, também acredito que é possível fazer amigos sem data limite.

kikas disse...

Para mim a amizade não tem altura para nascer...precisa é de tempo para se tornar consistente, verdadeira...faz-me confusão aquelas amizades relâmpago que tal como nascem, morrem à velocidade da luz...tenho tal como tu amizades nascidas em diferentes alturas da minha vida...

Ana A. disse...

Posso afiançar-te: tenho mais amigos feitos depois de adulta do que feitos em criança. Também ajudou sair da concha muito tardiamente...

mamã Diana disse...

Dito assim, então eu só teria uma única amiga. Eu não banalizo a palavra amigo, nem a uso a torto e a direito, mas que tenho amigas de há muito pouco tempo, que as sinto como se as conhecesse desde sempre, lá isso tenho. E se não fosse assim, não evoluíamos.

Beijinhos.

P.S. A ver se te envio as fotos logo.

Pat disse...

Concordo contigo. Acho que não saos os anos que marcam uma amizade, que fazem desta ~melhor que as outras, etc... Muitas vezes sentimos verdadeira empatia, conhecemos alguém que tem verdadeiras atitudes de amigo/a, e a amizade surge ali....em breves dias de conhecimento mútuo.
Conhece pessoas do tempo de escola ( minhas amigas) que nem sempre estão lá quando é preciso......

Costinhas disse...

Atenção!

Eu não chamo amigo a qualquer um! Para mim a amizade constrói-se. Precisa de tempo para se solidificar e fortalecer. Precisa de atenção e vontade. De dedicação.

Eu conheço gente e relaciono-me muito facilmente, mas não era disso que eu estava a falar, nem isso significa que posso considerar todas essas pessoas minhas amigas.

Mas tenho amigos, daqueles com A muito grande, que surgiram na minha vida há muito pouco tempo se compararmos com a idade que tenho. Que apareceram muito depois da escola. E esses amigos já me conhecem melhor que alguns que vêm de longe. Já fazem parte da minha vida e eu faço das deles. E é esses amigos que eu nunca teria conhecido se tivesse fechado as minhas portas como quem disse esta frase.

E quem é que me garante que daqui a muitos anos não volto a encontrar um verdadeiro amigo?!

A amizade enriquece-nos. E eu sinto-me uma mulher rica.

Tânia disse...

Concordo contigo, quer com o post quer com o comentário que antecede.
Aliás, posso dizer que, comigo, sucede o inverso: muitos dos amigos de escola perderam-se no espaço, sobretudo porque, com a chegada da idade adulta, começaram a diminuir os pontos em comum. E, sim, poucos, mas tenho amigos feitos em plena idade adulta... A única coisa que acho diferente é que, por força das circunstâncias, o tempo de escola potencia novas amizades com mais facilidade "logística". Acho que tudo depende, também, da capacidade de adaptação das pessoas às novas etapas da vida: quando não nos adaptamos decentemente, choramos pelos cantos pelo tempo que lá vai. Saudade é normal, mas viver o passado é tontice, digo eu..

Licas disse...

Concordo contigo. Os que vêm de trás são especiais. Mesmo não alimentando a relação, pelas condicionantes que esta correria nos impõe, sabemos que estão sempre lá. Mas os recentes também se podem tornar AMIGOs. Há bem pouco tempo descobri "uma dessas" pessoas. A quem hoje chamo Amiga, que me conhece melhor do que muitos dos antigos. Que sei que está lá sempre para me dar a mão ou puxar as orelhas se também for preciso. É bem diferente dos conhecidos ou colegas.
Não tenho muitos amigos. Mas os que tenho são todos Excelentes. Estão sempre lá quando é preciso. Eles sabem que eu também.

Miragem disse...

Pois também não concordo!! Posso até dizer mais: a amiga que mais tenho mais perto do coração conhecia neste mundo blogueiro, vivemos relativamente longe, estivemos juntas apenas uma vez, mas partilhamos tanto, como se sempre tivessemos existido na vida uma da outra. Vale a pena, sem datas...

Bia disse...

Eu também não concordo! eu tenho uma amizade pura e sincera apenas de há 5 anos para cá e da escola já nem sei...
Bjs.

Anónimo disse...

as pessoas tendem a confundir amizade com a quantidade de tempo que passou entre o momento que se conheceram e o presente. a amizade não é mensurável, não é quantificável. é e pronto. mas isto sou eu a dizer...

Lúcia disse...

O que eu quiz dizer é que não chamo amigo " a torto e a direito " porque é para mim uma palavra muito especial.
Eu tenho amizades de há vários anos que duram e que estão sempre lá quando é preciso e amizades muito recentes com fortes alicerces e que sei que posso contar.
Mas ja ouvi chamar " verdadeiros amigos " a pessoas que se conhecem há menos de uma semana e isso, comigo não funciona assim, só isso.
Bjnhs

Anónimo disse...

tens toda a razão.
:)

Cleo disse...

Estou 100% de Acordo!

MC disse...

Não podia concordar mais contigo. Mas ainda não levei as chapadas suficientes que me obriguem a interiorizar essa lição de vida. É um tema muito, muito interessante. Um beijo enorme para ti!

barbarayu disse...

:D

Anónimo disse...

Acho que não existem alturas para fazermos amigos. Eu tenho amigos de longa data e amigos que fiz através deste mundo cibernético. Posso dizer que fiz aqui amizades com que já desabafei mais do que alguma vez com os amigos de longa data. Tem sobretudo a ver com compatibilidades e não com a idades que duram as amizades. Ainda por cima eu que sou uma desnaturada com os meus amigos.lol Gosto Muito daqueles que tenho, tenho é pena de não ter mais tempo para eles. Resumindo e baralhando, Aigos são todos os que nos querem bem, os que ficam felizes connosco, os que se emocionam por nós e connosco, os que acima de tudo estão sempre lá para nós. Amigos acima de tudo!

Monica disse...

Concordo plenamente!

Fitinha Azul disse...

É tão bom encontrar amigos onde menos esperamos e quando menos esperamos, sem data marcada...é tão bom conhecermos novas pessoas, desvendar personalidades, novas vivências...não há dias nem horas marcadas para se conhecer novos amigos. Cruzamos-nos com muitas pessoas ao longo da vida e com algumas a empatia é tão grande que não interessa se os conhecemos há 20 anos ou há uma semana...

Beijocas

Mãe Frenética disse...

Sabes Costinhas, acho q há fases. Até nas amizades.

Por exemplo, estou numa fase em q, sendo a unica com filhos dos meus amigos, sou totalmente incompreendida.
É uma realidade e não há q negar.

As amizades q fiz na blogosfera e q eu considero amigos, são tão ou mais importantes q as outras.

Por isso concordo totalmente ctgo.