sábado, janeiro 10, 2009

O Miguel, ou o filho-lapa...

Quando vi o desenho que ela fez para o pai, contei cabeças - ou, deverei dizer coroas? - e havia uma a menos do que o suposto. - Então Joana, ainda não desenhaste o mano! - Ai desenhei, desenhei. Está agarrado a ti! Ele está sempre agarrado a ti! E é verdade, e é mesmo como está no desenho. O Miguel é o meu filho lapa/cola/sombra como queiram chamar. Se repararem bem, vêem as pernas, os calções e a camisola sobre o meu vestido. A cara dele, coroa e cabelo, sobre a minha cara. o braço direito ao dependuro e o esquerdo a dar a mão à mana ao mesmo tempo que eu. Aos dois anos e oito meses, o meu menino que diz querer ser quescido, é ainda um bebé e tenta por vezes enfiar-se na minha barriga (agarra-me as peles que (ainda) sobram e empurra a cabeça em cima do umbigo). Todas as noites, por volta das quatro, acorda e não descansa enquanto não o levo para a minha cama para depois dormir com o braço dele por cima do meu pescoço e mãozinha sobre a minha boca. Daí até o deixar na escola, não me larga. Ponto. E é assim. Basicamente quer fazer tudo sozinho (e faz grande parte) mas para o resto é a mãe que se tem de chegar à frente sem direito a substituição. Mas isto passa não é verdade? Nem que seja aos dezoito...

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Eu detesto lavar louça...

mas lavar louça com o sol a bater-nos na cara e água muito quente num dia de Inverno é bom.Lavar a louça a uma quinta-feira com o sol a queimar a pele e tê-la ao meu lado em grandes conversas, não é bom. É um privilégio.

Não preciso dizer mais nada, pois não?

a foto pode ser de ontem, mas animação mantém-se, e melhor do que isso, a tosse começa finalmente a acalmar. [e esta semana de molho acabou por ter muito mais de positivo que de negativo. Até eu estou a recarregar as baterias que andavam pela rua da amargura. E fiquei muito mais certa do que gostava mesmo de conquistar para o meu dia-a-dia.]

Nem tudo é mau neste início do ano...

na segunda fui levar três pares de calça para apertar na cintura.Ainda há esperança!

Coisas com história*...

À primeira vista é apenas um dispensador de detergente, mas não é um dispensador qualquer. Este já tem mais de oito anos e demorou-me vários meses de pesquisa por todas as lojas de decoração que conhecia. Nunca gostei de ver as embalagens de detergente em amontoados nas bordas das banheiras ou dos lava-louça, e por isso, para tudo o que não conseguia esconder, idealizei um dispensador. Mas encontrar um em aço-inox para o detergente da louça foi uma verdadeira odisseia na altura. Quando o encontrei, dei uma importância estúpida por ele, mas vim feliz. Serve até hoje, diariamente, e continua como novo. E por mais estúpido que possa parecer, nutro um carinho especial por este dispensador. Será que sou a única com estas pancadas? * mesmo que seja mais ou menos recente.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Ser mãe de uma fada-bailarina-princesa...

é isto. [mesmo doente há que continuar muito fashion...]

Manhãs...

No seu poiso habitual, aguarda que ponha a água a aquecer para fazermos, a quatro mãos, a sua papa. No entretanto, vai mordiscando umas bolachas e espreitando os desenhos-animados. Quando dei por ela, e pela primeira vez desde que o conheço, estava fixado na televisão (a ver a Vila Moleza) e corri a buscar a máquina. Não desviou o olhar da televisão e perdeu a pressa na papa. Tudo o que não é usual nele. Isto de não haver pressas de manhã é uma delícia. Dá para tudo. Até para voltar a ganhar o gosto por registar momentos deles.

Saiu-me a fava no Dia de Reis...

Hoje era o primeiro dia de curso e o nosso jantar de Natal. À hora de começar a aula ainda estava em casa e julgava já não poder juntar-me ao grupo, mas lá fui rendida a tempo e fui directa para o jantar. Foi bom rever o pessoal, a troca de prendas original foi, na minha opinião, um sucesso, mas era totalmente escusado o que veio a seguir. Pois que dei boleia a duas colegas. Pois que íamos devagarinho e tal, mas numa grande galhofa. Muita conversa, blá blá blá, muito riso, e ooopppsss! que estou a passar um vermelho. Não há crise, penso eu. A estrada não tem quase ninguém, não está ninguém à espera para passar no outro sinal, por isso mais vale seguir do que fazer uma travagem brusca. E segui, sem acelerar nem travar. Pois. Só é pena que o carro patrulha que estava atrás de mim não pensasse da mesma maneira. Fica lá então à espera de uma multa na caixa do correio e para a próxima não penses tanto e trava. Os sinais vermelhos são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão. Os sinais vermelhos, são muros de betão... [E parece que estou a criar uma tradição de ano novo, ano sim ano não.]