segunda-feira, janeiro 10, 2011

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Miguel às quase 4am...

- mãe, eu quero papa...
- mas Miguel, ainda é muito cedo. vamos dormir, sim?
- não, porque já é quase hora de acordar!
- não é nada, ainda falta muito!
- quanto tempo falta?
- faltam quatro horas.
- quatro horas é pouco!
- quatro horas é muito.
- quanto é quatro horas?
- são - mas quem é que converte horas em minutos às quatro da matina?! - mais de duzentos minutos.
- ah... duzentos é muito.
- pois é.

e adormeceu.

[7 anos e 3 meses menos 7 dias sem saber o que é dormir uma noite seguida (a não ser quando eles não estão). isto há-de mudar. um dia quem sabe. um dia.]

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Pronto, já está.

E para começar o ano em grande, na nossa primeira viagem de carro de regresso a casa e depois do nosso momento "o que gostei mais e o que gostei menos no meu dia", ela puxa o assunto do nada:

- sabes mãe, só há ainda uma coisa que eu não percebi bem. Eu já sei que o pai tem as sementinhas e que ele as põe na tua barriga, mas como? Como é que ele as põe lá dentro?

E pronto, respondi-lhe com as palavras certas e um à vontade que não sabia conseguir, como é que elas saem de onde estão e chegam onde precisam de chegar.


Estou tão crescida.

Se um dia vos telefonar antes das oito, não me batam...

Hoje, até podia chegar um pouco mais tarde ao trabalho porque tinha uma reunião a começar às dez noutro edifício. Deixei-o dormir mais que o habitual porque se recusava a acordar, fui alinhando com ele, até ao momento em que ele descobre o convite para uma festa de uma amigo e quer porque quer telefonar aos pais do amigo para lhes dizer que o deixamos ir à festa.

Não o deixei e a partir daí foi sempre a abrir.

Cheguei à reunião às 10h03 (que tinha começado pontualmente às dez) e só porque, depois de experimentar todas as técnicas e mais alguma, a certa altura perguntei-lhe, com um ar muito infeliz, se ele ia se sentir bem se eu ficasse de castigo no trabalho por chegar tarde ao que ele disse que não, me deixou calçar os ténis pela terceira vez e saímos (finalmente) de casa.

Eles sabem estas coisas, não é? Eles sabem quando é que nós precisamos mesmo de estar em algum lado a uma determinada hora e aproveitam-se de nós, verdade? É um género de sexto sentido, certo?

Ai puto...

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Para o que uma mãe está guardada...

Eu a mudar de roupa e ele, para não variar, de roda de mim. De repente olha para a minha barriga com um grande sorriso:

- a mãe está gordinha não é Miguel?
- não. tu não estás gordinha! - diz, enquando se chega e começa a fazer festas na barriga - tens aí é um bebé!
- não tenho nada, Miguel.
- tens tens! vês, tu não estás gordinha em lado nenhum! tens é a barriga grande porque tens um bebé aí dentro. - insiste em delírio.
- oh fi...

- paiiiii! joooaaanaaaaaa! A mãe tem um bebé na barriga! vamos ter um bebé!!! vamos ter um bebé!!!


não, não vamos. e não tentes repetir a graça em lugares públicos ou arriscas-te a, daqui a uns anos, quando trouxeres amigas cá casa eu mostrar as tuas fotos que estou a marcar como "qualidade para chantagem".

Primeiro dia útil do ano...

Os miúdos levantaram-se relativamente bem tendo em conta que nos últimos quinze dias não acordavam antes das onze, tinham-se deitado depois das dez e que os estávamos a acordar antes das oito.

A Joana acabou os TPC (uma ilustração) antes do pequeno-almoço (é o que dá passar as duas semanas de férias em casa de uns avós que arranjam sempre mil e uma coisas para fazerem com eles e ela ser uma cabeça-no-ar).

Eu levantei-me a sentir-me bem pela primeira vez em três semanas (yeeeeaaaaahhhhhh).

Ela levantou-se sem sinais da virose (ou lá o que seria) que a apanhou no último dia do ano.

Saímos de casa a horas normais.

Cheguei ao trabalho a horas normais.

Deixei a carteira em casa.



Nada de extraordinário portanto. Podem seguir.

sábado, janeiro 01, 2011

1.1.11


Quando se comemora a entrada no novo ano duas vezes com um intervalo de cinco minutos, isso só pode significar que o ano que começa vai ser em grande. No mínimo.


[amigos, muita conversa, muita comida, muita bebida, filhos, jogos, muita (e muito boa) música, amor, danças tontas, chá no sofá, uma noite longa e levantar tardio. foi tão bom.]