segunda-feira, janeiro 23, 2012

Isto é que é gostar dos amigos...

Numa das muitas subidas de teleférico, ele:

- mamã posso levar uma prenda para os meus amigos daqui?
- podemos ver qualquer coisa, sim. mas o ideal é que fosse típico e além de neve não sei o que exista. temos de ver.
- pois, mas a neve derrete, não é mamã?
- é.
- ah! já sei! levamos o rei de Espanha!


Quando for grande...

- mãe, eu quando for crescido vou viver em Espanha, depois vou viver em Itália e depois vou viver na Argentina.

Miguel dixit.



[e o pior, é que pelo caminho que isto leva acredito muito que o futuro deles passe por algo assim...]

Trocava...


todas as praias do mundo (especialmente as apinhadas) por montanhas cheias de neve (e se tivessem pouca gente então era o pleno).

E pela pouca vontade deles em regressar, parece-me que é hereditário.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Sobre a miúda...

Ela está bem, o que ela tem na perna são os malfadados moluscos que em vez de desaparecerem uns meses depois de surgirem como aconteceu com o irmão, começaram a espalhar-se pela perna. Anteontem essa zona estava bastante inflamada além de ter surgido um eczema na zona mais afetada.

Não sendo nada de grave, carecia que fosse vista por um médico e daí a aventura da ida à CATUS, pois não sabia que tipo de pomada poderia colocar na zona para combater a inflamação e a comichão que ela sentia, e, ela não conseguia descansar com o incómodo.

Entretanto já foi vista, medicada e esperemos que com esta ajuda se consiga acabar com os ditos.

Há assinaturas especiais...

terça-feira, janeiro 17, 2012

Vergonha do que este país se está a tornar...

A miúda não conseguia adormecer com tanta comichão na perna. Fomos ver e tinha uma das pernas num estado lastimável. Sem saber o que lhe havia de colocar nesta situação em particular impunha-se que fosse vista por um médico e já depois das dez da noite saiu mais o pai direitos ao CATUS. Chegados lá apenas uma porta fechada com a indicação de quem precisasse se dirigisse a uma urgência hospitalar. Pesados os prós e os contras, lá foram os dois direitos à Estefânia e a uma urgência apinhada de crianças doentes. Voltaram para casa e amanhã um de nós vai ter de perder no mínimo a manhã de trabalho para tentar que seja atendida pela médica de família.

Já vínhamos a ser empurrados sem dó nem piedade para os seguros e serviços privados de saúde, mas neste momento é flagrante e isso só me faz aumentar o asco que sinto pela nossa classe política e seus compadres.

O facto de grandes empresas procurarem alternativas noutros países que lhes dão mais garantias eu compreendo e não me incomoda em nada. Agora, o que se está a passar na saúde é vergonhoso. O que se preparam para fazer nos transportes públicos, idem. E no mercado de trabalho tanto publico como privado, é o mais puro desrespeito pelos trabalhadores.

E nós calamos e consentimos e a maioria ainda volta a colocar nos lugares de decisão quem nos roubou e abusou da nossa confiança, ou, pior ainda, calam-se quando a sua voz faria realmente diferença para agora andar a gritar em manifs e facebooks a sua indignação.

Sabem aqueles miúdos...

(respirem!)

que usam as calças a mostrar metade dos boxers, dão a ilusão de terem o rabo colado aos joelhos, e, parecem as miúdas quando usam saias mais curtas que deviam e andam sempre preocupadas em puxá-las para baixo - sendo que, neste caso, é a puxar as calças para cima - mas ainda se acham o máximo por isso?

Estão a ver a cena? ok, não tem nada a ver mas eu tenho uma filha que usa os casacos pelo meio das costas e garanto-vos que me começa a complicar o sistema nervoso de igual forma...

Perguntas quase sem resposta...

No carro:

- mãe, quando eu for crescido tu ainda és assim como és agora, não és? ainda és assim um pouco nova, não és?

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Coisas boas e especiais...

Ter o privilégio de fotografar num museu aberto só para nós...

Explicando...

Há certas injustiças que me magoam de tal forma que me bloqueiam. E quando bloqueio não consigo fazer nada. E quando não consigo fazer nada, não faço mesmo nada. E quando não faço nada, sinto-me em falta para quem não foi injusto comigo. E como me sinto a falhar nem consigo dar o primeiro passo para contestar essa injustiça. E é isto.

Estou bloqueada.