Entalar o polegar num portão de ferro dói.
Dói muito.
Conseguir controlar a vontade de gritar desalmadamente no meio da rua e com a filha com dor de ouvidos ao lado, custa.
Custa muito.
Conseguir dizer só um aahhhh e tentar aliviar a vontade de gritar um MEEEEERDAAAAA batendo um pé no chão ao mesmo tempo que tenta usar o único neurónio que não foi chamado a processar a dor, de forma a conseguir voltar a fechar o portão antes que o cão - já de orelhas levantadas - fuja (porque o portão bateu no dedo e voltou a abrir todo para trás tal não era o balanço) é difícil.
Muito difícil.
Por isso, e é de amigo para amigo que vos digo isto: não entalem os vossos dedos em portões de ferro. É chato.
Muito chato.
[entalei o malvado na sexta-feira de manhã e ainda hoje não o consigo usar como deve ser...]
segunda-feira, novembro 15, 2010
Férias 2011...
acho que nunca planeie férias com tanto tempo de antecedência.
Mas a escola da mais velha e os meus compromissos fotográficos assim o ditaram. Espero não ter surpresas desagradáveis.
Mas a escola da mais velha e os meus compromissos fotográficos assim o ditaram. Espero não ter surpresas desagradáveis.
domingo, novembro 14, 2010
sexta-feira, novembro 12, 2010
Monopólio e dia de mimo...
Ontem doíam-lhe os ouvidos. Hoje de manhã acordou com a mesma queixa. Com um telefonema a certificar-me que a médica de família ainda tinha vaga, demos um pulo ao centro de saúde, marcámos uma consulta de urgência e voltámos para casa à espera da hora marcada.

Uma garganta inflamada apanhada na hora certa (para tentar evitar o antibiótico), uma filha pasmada com a receita incluir pastilhas-elásticas e muita brincadeira a duas, contribuiu para acabarmos a manhã com um saldo positivo.
O que era escusado era a filha ter herdado do pai o jeito para o Monopólio. Eu também gostava de poder ganhar alguma vez...
[este jogo de Monopólio foi uma prenda que eu dei à minha irmã... gosto destas heranças]

Uma garganta inflamada apanhada na hora certa (para tentar evitar o antibiótico), uma filha pasmada com a receita incluir pastilhas-elásticas e muita brincadeira a duas, contribuiu para acabarmos a manhã com um saldo positivo.
O que era escusado era a filha ter herdado do pai o jeito para o Monopólio. Eu também gostava de poder ganhar alguma vez...
[este jogo de Monopólio foi uma prenda que eu dei à minha irmã... gosto destas heranças]
quinta-feira, novembro 11, 2010
Então é assim...
Acabei de decidir que hoje só* janto castanhas assadas.
Ainda falta muito para a hora do jantar?
* este só aqui é lindo
Ainda falta muito para a hora do jantar?
* este só aqui é lindo
Depois de ter encontrado...
uma nota de 100 escudos numa gaveta esquecida,

hoje encontro uma cassete mal ponho o pé fora do carro.
[mas o Lisboa Viva que anda sumido desde ontem de manhã é que não há maneira de aparecer]

hoje encontro uma cassete mal ponho o pé fora do carro.
[mas o Lisboa Viva que anda sumido desde ontem de manhã é que não há maneira de aparecer]
quarta-feira, novembro 10, 2010
Fins-de-dia (os nossos)...
ela perguntou: Como são os vossos serões durante a semana? e eu respondo (é verdade, sou uma fraca) mesmo que a tarefa não seja fácil pois:
- eu nunca sei a partir de que horas começam e muito menos a que horas terminam;
- não há dois dias iguais na semana em termos de horário;
- não temos rotinas no que diz respeito a quem vai buscar quem ou quem é que vai às compras e muito menos no que diz respeito ao período delimitado pela nossa chegada a casa e a ida deles para a cama.
Estando os avisos feitos, segue a resposta o mais arrumada temporalmente que consegui:
entre as 17h00 e as 18h00 - telefono ao pai a saber se ele está ou não atrasado. Se estiver sou eu que tenho de ir buscar os miúdos (mesmo que esteja também eu atrasada), caso contrário escolhemos entre os dois qual o miúdo que cada um vai buscar, contribuindo para a escolha o quão atrasado está cada um de nós, ou, escolhemos a vítima que passa pelo super/hiper (geralmente o pai) e o outro (geralmente eu e não menos vítima em algumas noites) vai buscar as duas crianças.
entre as 18h00 e as 19h00 - as duas crias saem da escola/actividades e rumam a casa quer no mesmo carro (quando tenho eu de tratar dos dois), quer em carros separados (quando dividimos uma cria por progenitor). Se for dia de piano, o pai vai buscar a cria mais velha antes das 18h00 para a deixar na escola respectiva a essa hora. Se for dia de ballet ou judo, vamos buscar a cria mais nova à escola respectiva pelas 18h40. Se for dia de teatro, a cria mais velha só está despachada da escola às 19h00.
entre as 19h00 e as 19h30 - chegamos a casa, com possível passagem pelo super a comprar alguma coisa que faça falta. o tempo de viagem é utilizado para as nossas conversas sobre o dia, desabafos, etc. (Adoro as nossas viagens de carro!) Às vezes o pai ainda não chegou, outras está a chegar.
às 19h30 - aquece-se a sopa e com sorte o jantar também. Se não houver jantar pronto nem tiver um jantar adiantado no congelador que possa rapidamente terminar, a maioria das vezes grelha-se peixe ou carne, acompanha-se com arroz/massa/legumes cozidos e salada e janta-se (a dois, a três ou a quatro que não há grandes regras, é como der mais jeito no dia). Mais raramente, e apenas quando chego cedo (tipo 19h00) a casa, faço cozinhados um pouco mais demorados e de preferência que sobre e se possa comer no dia seguinte. Durante a preparação do jantar podemos dar banhos (mas a maioria das vezes têm tomado de manhã porque despachamos a coisa mais depressa) e eles vêem um bocadinho de desenhos-animados ou terminam alguma tarefa. Se ambos os cônjuges estão em casa, conversa-se coisas de crescidos nos intervalos das conversas com eles (aqui quase que podia ter tirado o plural que ela costuma estar hipnotizada com a tv por esta altura). Às vezes o pai ainda não chegou, outras está a chegar.
A partir de agora há duas variantes:
não é sexta-feira
às 20h30 - em geral estão jantados, treinam três vezes a pauta da semana (temos andado a falhar nesta) e começam os preparativos de irem para a cama: tomar a medicação, beber o leite, lavar dentes (e outras partes se não tiverem tomado banho) ouvir a história. Às vezes o pai ainda não chegou, outras está a chegar.
às 21h00 - o pai está a ler-lhes a história (embora agora algumas vezes seja ela quem a lê) ou a acabar e eu vou para o escritório depois de lhes ter cantado as três cantigas da praxe. Quando o pai ainda não chegou a esta hora mantenho-me ao serviço e a noite transforma-se numa sexta com horários das outras noites.
das 21h00 às 2h00/3h00/4h00 - o pai há-de acordar eventualmente numa cama deles e das duas, quatro: ou se arrasta até ao sofá e adormece novamente enquanto tenta ver uma série/filme; ou tenta acabar algum orçamento urgente; ou arruma a cozinha (e às vezes janta a essa hora); ou vai dar uma volta com o Rufus. Já eu deixo-os aos três no mimo e vou para o escritório avançar com a segunda parte laboral do meu dia: a fotografia. Planifico álbuns, respondo a emails, escolho/trato fotos, preparo encomendas, faço dvd's, tento aprender mais, etc.
é sexta-feira (dia de jogo da bola para o pai)
entre as 20h30 e as 22h00 - treinam a pauta da semana (aqui geralmente tento que a treinem devidamente) depois fazem o que quiserem e eu geralmente alinho nas paródias deles.
a partir das 22h00 - começo a lembrar-lhes que no dia seguinte acordam cedo na mesma (há natação) e começo a prepará-los para a cama, leio-lhes duas histórias, canto as três músicas e fico com o Miguel até ele adormecer ou faço o caminho sofá-cama do Miguel um ror de vezes até ele adormecer.
Se calho a adormecer enquanto o adormeço a ele, hei-de acordar algures de madrugada e ir para a minha cama, se não adormeço, vou para escritório e atiro-me às fotos sem hora para acabar.
E pronto é isto. (Eu bem disse que não querias saber como eram os meus fins-de-dia.)
- eu nunca sei a partir de que horas começam e muito menos a que horas terminam;
- não há dois dias iguais na semana em termos de horário;
- não temos rotinas no que diz respeito a quem vai buscar quem ou quem é que vai às compras e muito menos no que diz respeito ao período delimitado pela nossa chegada a casa e a ida deles para a cama.
Estando os avisos feitos, segue a resposta o mais arrumada temporalmente que consegui:
entre as 17h00 e as 18h00 - telefono ao pai a saber se ele está ou não atrasado. Se estiver sou eu que tenho de ir buscar os miúdos (mesmo que esteja também eu atrasada), caso contrário escolhemos entre os dois qual o miúdo que cada um vai buscar, contribuindo para a escolha o quão atrasado está cada um de nós, ou, escolhemos a vítima que passa pelo super/hiper (geralmente o pai) e o outro (geralmente eu e não menos vítima em algumas noites) vai buscar as duas crianças.
entre as 18h00 e as 19h00 - as duas crias saem da escola/actividades e rumam a casa quer no mesmo carro (quando tenho eu de tratar dos dois), quer em carros separados (quando dividimos uma cria por progenitor). Se for dia de piano, o pai vai buscar a cria mais velha antes das 18h00 para a deixar na escola respectiva a essa hora. Se for dia de ballet ou judo, vamos buscar a cria mais nova à escola respectiva pelas 18h40. Se for dia de teatro, a cria mais velha só está despachada da escola às 19h00.
entre as 19h00 e as 19h30 - chegamos a casa, com possível passagem pelo super a comprar alguma coisa que faça falta. o tempo de viagem é utilizado para as nossas conversas sobre o dia, desabafos, etc. (Adoro as nossas viagens de carro!) Às vezes o pai ainda não chegou, outras está a chegar.
às 19h30 - aquece-se a sopa e com sorte o jantar também. Se não houver jantar pronto nem tiver um jantar adiantado no congelador que possa rapidamente terminar, a maioria das vezes grelha-se peixe ou carne, acompanha-se com arroz/massa/legumes cozidos e salada e janta-se (a dois, a três ou a quatro que não há grandes regras, é como der mais jeito no dia). Mais raramente, e apenas quando chego cedo (tipo 19h00) a casa, faço cozinhados um pouco mais demorados e de preferência que sobre e se possa comer no dia seguinte. Durante a preparação do jantar podemos dar banhos (mas a maioria das vezes têm tomado de manhã porque despachamos a coisa mais depressa) e eles vêem um bocadinho de desenhos-animados ou terminam alguma tarefa. Se ambos os cônjuges estão em casa, conversa-se coisas de crescidos nos intervalos das conversas com eles (aqui quase que podia ter tirado o plural que ela costuma estar hipnotizada com a tv por esta altura). Às vezes o pai ainda não chegou, outras está a chegar.
A partir de agora há duas variantes:
não é sexta-feira
às 20h30 - em geral estão jantados, treinam três vezes a pauta da semana (temos andado a falhar nesta) e começam os preparativos de irem para a cama: tomar a medicação, beber o leite, lavar dentes (e outras partes se não tiverem tomado banho) ouvir a história. Às vezes o pai ainda não chegou, outras está a chegar.
às 21h00 - o pai está a ler-lhes a história (embora agora algumas vezes seja ela quem a lê) ou a acabar e eu vou para o escritório depois de lhes ter cantado as três cantigas da praxe. Quando o pai ainda não chegou a esta hora mantenho-me ao serviço e a noite transforma-se numa sexta com horários das outras noites.
das 21h00 às 2h00/3h00/4h00 - o pai há-de acordar eventualmente numa cama deles e das duas, quatro: ou se arrasta até ao sofá e adormece novamente enquanto tenta ver uma série/filme; ou tenta acabar algum orçamento urgente; ou arruma a cozinha (e às vezes janta a essa hora); ou vai dar uma volta com o Rufus. Já eu deixo-os aos três no mimo e vou para o escritório avançar com a segunda parte laboral do meu dia: a fotografia. Planifico álbuns, respondo a emails, escolho/trato fotos, preparo encomendas, faço dvd's, tento aprender mais, etc.
é sexta-feira (dia de jogo da bola para o pai)
entre as 20h30 e as 22h00 - treinam a pauta da semana (aqui geralmente tento que a treinem devidamente) depois fazem o que quiserem e eu geralmente alinho nas paródias deles.
a partir das 22h00 - começo a lembrar-lhes que no dia seguinte acordam cedo na mesma (há natação) e começo a prepará-los para a cama, leio-lhes duas histórias, canto as três músicas e fico com o Miguel até ele adormecer ou faço o caminho sofá-cama do Miguel um ror de vezes até ele adormecer.
Se calho a adormecer enquanto o adormeço a ele, hei-de acordar algures de madrugada e ir para a minha cama, se não adormeço, vou para escritório e atiro-me às fotos sem hora para acabar.
E pronto é isto. (Eu bem disse que não querias saber como eram os meus fins-de-dia.)
Sabem o meu desejo...
que partilhei aqui?!
Só uns amigos (dos que costumam presentear os meus filhos) é que não alinharam na minha proposta e por isso este ano em vez de ter uma carrada de prendas pequeninas vamos ter "A" prenda dos amigos! :)) Agora é só arranjar uma maneira de permitir a cada um dos amigos de a personalizar com um cartão a colar na prenda ou assim e está feito!
Os meus (nossos) amigos são os maiores! :))
Só uns amigos (dos que costumam presentear os meus filhos) é que não alinharam na minha proposta e por isso este ano em vez de ter uma carrada de prendas pequeninas vamos ter "A" prenda dos amigos! :)) Agora é só arranjar uma maneira de permitir a cada um dos amigos de a personalizar com um cartão a colar na prenda ou assim e está feito!
Os meus (nossos) amigos são os maiores! :))
Ontem,..
também caiu mais um dente à miúda mas a fada-dos-dentes parece que ficou ligeiramente atordoada com o cheiro a queimado e não apareceu.
Parece que vai hoje. Isto se não houver mais surpresas claro está.
Parece que vai hoje. Isto se não houver mais surpresas claro está.
De facto...
a minha vida nunca há-de ser nem monótona nem rotineira.
Ontem quando entrámos no piso de baixo era um cheiro a queimado que metia medo. A inundação da casa-de-banho de cima (fruto de uns canos mais que entupidos que já foram devidamente limpos) infiltrou-se no tecto da casa-de-banho de baixo e aquilo deve ter ficado a parecer uma cascata a avaliar pela quantidade de água no chão e das pingas que ainda pendiam no tecto à noite.
E o cheiro a queimado (mais concretamente a componentes electrónicos queimados) era do quê?! Pois que temos no tecto um aplique com sensor de movimento e que cujo o vidro é estanque. Ou seja, tanto impede a água de entrar como a água de sair, e, digamos que a lâmpada deve ter ficado ligada o dia todo totalmente imersa em água... um mimo portanto. Um mimo.
Ontem quando entrámos no piso de baixo era um cheiro a queimado que metia medo. A inundação da casa-de-banho de cima (fruto de uns canos mais que entupidos que já foram devidamente limpos) infiltrou-se no tecto da casa-de-banho de baixo e aquilo deve ter ficado a parecer uma cascata a avaliar pela quantidade de água no chão e das pingas que ainda pendiam no tecto à noite.
E o cheiro a queimado (mais concretamente a componentes electrónicos queimados) era do quê?! Pois que temos no tecto um aplique com sensor de movimento e que cujo o vidro é estanque. Ou seja, tanto impede a água de entrar como a água de sair, e, digamos que a lâmpada deve ter ficado ligada o dia todo totalmente imersa em água... um mimo portanto. Um mimo.
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