quarta-feira, novembro 24, 2010

Porque nos afecta a todos, ou melhor, porque afecta sempre os mesmos...


Porque a desculpa do não adianta nada não serve. Porque não podemos ficar calados. Porque é um direito que nos assiste. E porque é esta a forma que temos todos, unidos, por nós e por todos, de mostrar que não aceitamos mais esta política que torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. A política que prefere TGV's, submarinos e blindados a ver os seus cidadãos com melhores e iguais acessos à saúde e ao ensino, ou, simplesmente com comida na mesa. Que não desiste de mostrar aos seus contribuintes o mal que emprega os seus impostos suados. Que não corta nos luxos, para cortar naqueles que já mal têm para comer ou que se vêem obrigados a comprar apenas os medicamentos mais baratos dos que lhes foram receitados e quando podem.

Porque quero que os meus filhos cresçam num país mais justo e não num país de aparências.

Porque esta luta é de todos. E há muitos que não vão poder dar eco à sua voz por medo. Medo de perder o pouco que têm. Medo.

segunda-feira, novembro 22, 2010

E depois não querem que o ballet seja só para meninas...

Texto retirado do email enviado aos pais, pela professora de ballet:

(...) Irá realizar-se uma aula aberta para os Encarregados de Educação,e no final haverá uma pequena surpresa para as nossas pequenas BAILARINAS! (...)

Ainda bem que o miúdo ainda não sabe ler...

Hoje...

é mais um "primeiro dia do resto das nossas vidas".

E se até agora já andava a mil, agora é como se tivesse entrado para a F1.



[antes que comecem para aí já os pulinhos e os sorrisinhos, não, não há nenhuma criancinha a caminho]

quarta-feira, novembro 17, 2010

A ficção apenas imita a vida...

Foi o que aprendi ontem. E que lição.

[há pessoas que nasceram para lutar batalhas perdidas. Mas a verdade é que não são as batalhas perdidas que decidem a guerra e é mesmo tão simples quanto isso. obrigada pela confiança.]

Conversas com ele...

Ele continua a achar que não podemos ficar apenas com o Rufus e o Riscas (um cão e um canário) e acha que só um cavalo é que é digno de vir preencher a falta do Lucky.

- Mas Miguel, onde é que púnhamos o cavalo?!
- Na garagem!
- E tu achas que ele ia ficar bem na garagem?! Ele precisa de espaço para andar, para pastar. Onde é que tu ias andar com ele? Na estrada?
- Não! Ia andar com ele naquele sítio dos touros! Eu quero andar a cavalo atrás dos touros e assim - põe-se em posição de forcado - a dizer: eh touro lindo!

Tenho um filho que quer ser toureiro e forcado. ai.

No carro...

do nada, desata a chorar e no meio dos soluços diz que quer o Lucky de volta. Que tem saudades e que não percebe porque é que os médicos não o conseguiram salvar.

Na escola esteve sempre bem, e em casa o primeiro pensamento matinal já não é o Lucky.


Crescer custa. Ajudar a crescer também. Especialmente quando vemos tanto de nós neles.

Conversas com ele...

- Mãe porque é que estão ali aqueles polícias com aquele fio?
- É para os carros não estacionarem.
- Mas estão lá carros!
- Sim, mas agora já não podem parar e aqueles vão ter de sair.
- Porquê?
- Porque têm medo que alguém ponha uma bomba num carro.
- Uma bomba?! Mas porquê?
- Porque se pusessem uma bomba num carro e este explodisse destruía o que estava à volta.
- E destruía as pessoas?
- Também.
- E depois os polícias multavam o carro, não era?!


olha que era provável, sim senhora...

Às vezes custa-me...

que seja tão difícil aceitar para tanta gente que há quem não stress pelos mesmos problemas e que para quem as dificuldades não sejam um drama mas algo normal com que se tem de aprender a lidar e a ultrapassar.


A sensação que dá por vezes, é de andar a lutar contra moinhos de vento. E cansa.

Vocês sabem...

a falta que um polegar faz para se comer castanhas?! Sabem?!




[é só um entalão mesmo, mas foi um senhor entalão :p]