quinta-feira, novembro 04, 2010

Adoro...



os trabalhos deles (turma). Quem consegue descobrir o tema destes dois?

[e queria muito ter o segundo... posso?! posso?! :p]

Resposta: Estes trabalhos são sobre o livro O Incrível Rapaz que Comia Livros de Oliver Jeffers.  Ouçam-no e vejam-no aqui :)

quarta-feira, novembro 03, 2010

A todos os que me (nos) acompanharam...

e apoiaram neste processo (e muito em especial a ti que estiveste (quase literalmente) sempre lá independentemente da forma). A todos os que me deixaram uma palavra amiga (seja aqui ou no fb). Aos que pegaram no telefone e quiseram saber mais de nós. Aos que quiseram dizer: estamos aqui, por mais afastados que possamos andar nos últimos tempos.

Mais uma vez, obrigada.

Já parei de contar as vezes que agradeci aqui o vosso apoio. Este blog justifica a sua existência também por vocês e eu só posso agradecer - mais uma vez - por isso.

Hoje de manhã...

o Miguel acordou a querer saber do Lucky e a decompor cada resposta recebida numa nova pergunta.

As nossas manhãs começam (quase) sempre devagar. Acordamos um de cada vez, muitas vezes deitados junto deles, contemplando-lhes o sono. Em geral, o Miguel quando acorda sai disparado para o sofá e a Joana prolonga a ronha tanto quanto lhe é possível e exige colo para a mesma viagem.

Hoje estava eu com ela na cama dela, e o pai com ele na nossa. No silêncio do quarto onde estava, ouvia a conversa entre os dois, até que, no preciso momento em que a irmã começa finalmente a despertar:

- (...) mas agora o Rufus está sozinho. Precisamos de outro animal para ajudar o Rufus a manter os maus lá fora. Pai podemos ter um cavalo?

Nota: ele, dos dois, é o que está mais incomodado e incoformado por já não termos o Lucky. No entanto, o pragmatismo é pelos visto algo que também se pode herdar e, pelo que vou observando, foram ambos presenteados com uma boa dose dele. Mas um cavalo?! ai...

terça-feira, novembro 02, 2010

Lucky...

ou Patolas, ou Patolecas, ou Luckyzolas, ou Luckyzudo.

Caíste há oito anos de pára-quedas na nossa casa e apropriaste-te de nós todos. Eras o maior, o mais pesado, o mais chato, o mais medricas, o mais doce, o mais terno e o maior compincha.

Obrigada por tudo o que nos deste. Obrigada por teres fingido ser um cavalo tantas vezes e teres levado ao lombo as muitas criancinhas que nos visitavam. Obrigada pela paciência sem limites. Obrigada por teres ajudado tanta gente a perder o medo de cães com a tua meiguice. Obrigada pelos ratos que caçaste e obrigada por ter teres mantido tanta gente a uma distância considerável do nosso portão (se bem que o carteiro e os homens da pizza tinham dado jeito às vezes mais perto).

Eu que mandei vir tanto contigo, que te enxotei tantas vezes quando vinhas com essa cabeçorra encostar-te a mim e quase me fazias cair, que te evitava todas as manhãs para tentar chegar à rua sem babas enooormes na roupa lavada, que me passei com as tuas asneiras e maldisse o dia em que acedi a ter dois cães tão grandes, eu na verdade rendi-me a ti no primeiro minuto que te vi.

Só quem te conheceu sabe o quanto eras especial. Só quem te viu a lutar contra a doença como tu lutaste (conseguiste ganhar a luta a uma leishmaniose e a um melanoma, sabes o quanto isso é raro?!) sabe como gostavas de viver. E só quem te viu o olhar hoje sabe como nos soubeste mostrar que estava na hora.

Ninguém desistiu de ti e tu não desististe de nós. Obrigada meu querido. Obrigada do fundo do coração. Eu vou-me lembrar sempre de ti assim: chato. Chato como é o Miguel quando só quer o colo da mãe ou a Joana quando quer um miminho nas horas mais impróprias. Chato como só um filho pode e sabe ser. O nosso chato.

Ainda do Halloween...

Eu não me rendi totalmente à festividade e para mim ainda era o "pão por Deus" que se devia ouvir nesta altura, mas se há coisa que tenho vinda a aprender é a ser mais aberta com o que antes não aceitava.

Foi nesse espírito que este ano deixei o Halloween entrar pela porta da frente na nossa casa. As abóboras deliciaram-nos e vão continuar a deliciar transformadas num belo doce. As máscaras super baratas enriqueceram o baú dos disfarces que faz as delícias da criançada durante o ano todo. E se não fosse a situação do Lucky tinha organizado a festa do Halloween que ela me pede há tanto tempo.

A sorte (minha e dela), foi que a mãe de uma amiga chegou-se à frente e convidou o grupinho de miúdas para a dita festa em sua casa, com direito a irem pedir "doçura ou travessura" pelos prédios vizinhos. Ela veio super feliz e, a avaliar pelo saco que trouxe de "doçuras", aposto que os paizinhos das casas a que elas bateram, aproveitaram a situação para se livrar dos doces das festas das suas crias, acumulados durante o ano.

Era o que eu fazia.

[apareçam criancinhas, apareçam! tenho a despensa cheia de "doçuras" para distribuir...]

Do Lucky...

ontem de manhã chegámos a despedirmo-nos dele. Deixou de ter vontade de comer e beber, e não segurava nada dentro do estômago. Explicámos aos miúdos o que iria acontecer e que provavelmente ele já não voltava connosco da veterinária.

Saímos de coração partido e o caminho fez-se em silêncio. Mas à boa maneira dele, surpreendeu-nos e voltou connosco.

A veterinária, gostou de ver que ele tinha desinchado quase totalmente e nem pensou em desistir. Deu-lhe medicação para lhe parar os vómitos e acalmar o coração descompassado com tanto tratamento em tão poucos dias, e, voltámos para casa os três na esperança de lhe recuperar o apetite.

Até hoje ainda não conseguimos que voltasse a querer comer sozinho. Comeu a carne picada e o mel que lhe enfiamos garganta abaixo e bebeu a água que me lambia da mão (recusava beber de onde fosse a não ser da nossa mão). Está mais abatido como é expectável, mas curiosamente, hoje achei-o mais reactivo aos sons e aos nossos chamados (por levantar as orelhas e olhar na direcção do som, pois quase não tem força para se levantar e deitar).

Os últimos três dias foram passados sempre junto dele. O cinema no sábado e o dia de volta dos tachos no domingo foram tentativas de respirar e entreter os miúdos. Ontem foi a casa que saiu a ganhar com a nossa necessidade de nos mantermos ocupados.

Não consegui fazer absolutamente nada do trabalho. Não me consigo concentrar e não tenho paciência para comentários do género "mas é só um cão", por isso, para os que pensam assim, pensem no vosso melhor amigo. Naquele mais leal que daria a vida por vocês se preciso fosse. Se tiverem a sorte de ter um assim, voltem a ler o desenrolar desta história com o nome dele como protagonista. Dói? Pois é assim que me dói a mim. Se não dói... pobres amigos.

As próximas horas deverão ser decisivas e eu não me conformo por ter de estar aqui e não com ele.

12:13 - A decisão foi tomada. É tudo o que consigo dizer.

domingo, outubro 31, 2010

O ciclo de vida de uma abóbora (ou duas) no Halloween...


quando as abóboras são estrategicamente colocadas à entrada do super e já pré-preparadas para uma noite assustadora, às vezes não se consegue resistir.


por isso na manhã seguinte, trata-se de escavá-las (atenção que a euforia aqui registada durou uns cinco minutos para dar lugar ao ai-que-nojo e ao ai-não-quero-tocar-nisto e entrar logo de seguida a mãe ao serviço)


o também pai veio dar uma mãozinha e tratou de recortar a primeira cara assustadora enquanto a mãe escarafunchava a outra.


e depois das abóboras devidamente escarafunchadas e recortadas, a bruxa de serviço ainda acedeu a posar junto da sua abóbora assustadora


o conde Drácula é que alegou estar de folga aos Domingos pelo que se escusou a tal enfado.


a mãe - na fé que a cozinha alivia a alma - atirou-se aos tachos e além do almoço tratou de preparar um belo doce de abóbora (aromatizado com canela e limão) ao qual juntou em alguns frascos amêndoa ou noz para se poder variar um bocadinho.


pena foi ter enfiado na sua digníssima cabeça que os frascos eram para ficar mal cheios e não bem cheios como é suposto.


mas como fez essa asneira, lá vamos ter de tratar de o comer bem depressa, não é? Oh que chatice... oh que obrigação tão desagradável... oh que sorte que alguns amigos vão ter!


Buuuu!

O nosso Lucky...

já está em casa connosco desde ontem, mas não voltou como desejaríamos.

A transfusão não funcionou e agora a única hipótese é que ele recupere qualquer coisa comendo. No entanto, não tem apetite e vomita a maioria das vezes que come.

A mentalização já começou por aqui paralelamente às nossas tentativas de o alimentar. Mas não está a ser fácil.

sábado, outubro 30, 2010

Longas são as noites...

quando descobrimos brinquedos que viajaram no tempo.


que foram usados e abusados por três irmãos sem pensar que tinham de ser poupados para quem lhes seguisse.


os playmobil do mano do meio


os pin&pon da mana mais velha



as polly pocket da mana mais nova


e os legos sobrantes dos três (e aumentados por adições mais recentes)

sexta-feira, outubro 29, 2010

Do Lucky...

Estamos numa fase de tudo ou nada.

A hemodiálise fez o que tinha a fazer e os rins estão finalmente a recuperar, no entanto os níveis de albumina não sobem nem à força de claras de ovo e bifes de vaca.

Só há mais uma hipótese de reverter a situação, mas para isso é necessária uma transfusão de plasma*. E eu começo a ter as primeiras dúvidas sobre se deveremos continuar, por ele, por nós e por tudo o quanto isto nos está a custar.

Porque a saúde tem um preço e o que estamos a passar com o cão agora, é o que passaremos a passar com as pessoas que amamos se a teimarem em privatizar o que ainda temos de bom em Portugal: o acesso (quase) gratuito à saúde para todos.

Agora não é um bom momento. Mesmo.



* que ele vai fazer. As dúvidas começam no que fazer depois se não resultar...