terça-feira, novembro 09, 2010

O que será melhor...

descobrir uma inundação na casa-de-banho a chegar aos quartos quando estamos prontos a sair de casa ou uma birra do mais novo porque quero umas botas! Não há! Mas eu quero! (noto aqui alguma repetição no verbo querer... isto exige uma intervenção rápida) Leva as galochas. Ok. Quero ir com o pai! Hoje é a mana. Mas eu quero! (ai!) e por aí fora, até chegar com ele à sua escola.

Ah! Já sei! São as duas na mesma manhã!


%#$§"%&£%

Acabei agora mesmo...

de comer o meu pão com sementes e de catar cada uma que se soltou com uma destreza invejável.

Acham que se perguntasse à padeira se estariam interessados em fazer uns saquinhos de sementes torradas só para mim ela ia na conversa?!

O que eu gosto disto senhores...

[Riscas está descansado que o teu saco de sementes está a salvo. Já as cheirei e não se comparam com as do meu pão...]

segunda-feira, novembro 08, 2010

Mãe prossegue compras enquanto arrasta numa perna criancinha aos berros...

Este podia ser o título de um feed nocturno de um qualquer jornal da praça online (já que agora tudo é notícia mesmo o que de notícia não tem nada).

Imaginem portanto, uma mãe e duas criancinhas num final de sexta-feira numa conhecida grande superfície comercial.

Começa por correr tudo bem. A mãe e suas crias acompanham a mais nova a cortar o cabelo num cabeleireiro de crescidos. A cabeleireira, quando percebe que ia cortar o cabelo a uma criança de quatro anos àquela hora, revira os olhos como quem diz: oh que miséria de sorte que eu tenho!, mas a partir do momento em que viu que a criatura era totalmente cooperante, começou a desfiar um rol de elogios só comparável ao de uma mãe embevecida.

Saem do cabeleireiro com a cria mais nova a ostentar uma semi-crista empastada em gel e um orgulho desmedido no coração da progenitora. (atenção que a fraca referência à cria mais velha nesta notícia deve-se ao facto de ela ter permanecido um elemento basicamente decorativo no desenrolar da história)

Jantam num dos locais favoritos da criançada (com a mãe a ir buscar o seu jantar à concorrência) como prenda de bom comportamento e no final vão comprar o leite que se tinha acabado em casa e absolutamente essencial para que o soninho venha depois da história.

Tudo perfeito até aqui. A-té a-qui.

Saem do elevador e a criatura da crista vê uns relógios às cores na montra de uma sapataria. Quer porque quer os relógios. A mãe, pouco habituada a ouvir este tipo de exigência dos filhos, explica que o relógio é oferta de determinados ténis, desvaloriza a demanda e pensa que se calhar até é de aproveitar entrar na sapataria para comprar uns sapatos ao filho. (ideiaidiotacomoseveioacomprovarlogoaseguir) Mãe entra, filhos seguem-na, mãe pesquisa a oferta e o filho aparece-lhe com os tais ténis que ofereciam o relógio acabadinhos de sacar da montra. Pronto mãe compramos estes!

Mãe em choque, lojista com ar de enjoo e a criança lá vai pôr os ténis no sítio contra a vontade enquanto a mãe diz boa noite e se apressa a sair porta fora, com a criança decorativa e a criança que a acusa de má e que ameaça não gostar mais dela.

Pronto, é o sono. Vamos lá comprar o leite e desopilar daqui para fora.

Entra-se na grande superfície horas antes de começar uma mega campanha de 50% de desconto em brinquedos e o que é que se vê por todo o lado?! Pois.

A criança que chegou ali a exigir o relógio de borracha calou-se com a visão. Mãe inspira e avisa: meninos, eu não vou comprar brinquedos nenhuns. É para irmos buscar o leite e ir embora. Se quiserem ver tudo bem, mas eu não vou comprar.

Tá bem, disseram eles. A mãe avança orgulhosa. (ainocênciamaternalàsvezesétãoparvinha)

Para vos poupar os ouvidos à birra (ou os olhos neste caso) digamos que a criança mais nova birrou suficiente alto e durante o tempo suficiente para ser ouvida em toda a loja enquanto agarrava e exigia (!) um camião do faísca mcqueen, e, que tanto a mãe como a cria decorativa esperavam, no meio do primeiro corredor central e em silêncio, que a dita acabasse. Finalmente aceitou, muito contrariado e com a t-shirt encharcada de lágrimas, voltar a pôr o camião na prateleira e seguiu agarrado a uma das pernas da mãe (que procurava apoio no carrinho das compras) em busca da promessa que ela o comprasse no dia seguinte, até ao corredor dos leites

A promessa não chegou e o espectáculo - embora fosse diminuindo de intensidade - durou basicamente até mãe e crias chegarem à caixa. Acabou definitivamente quando a mãe acedeu em comprar-lhes uma embalagem de pastilhas que trazem tatoos.

A mãe aprendeu a lição. Tal como nesta história, nunca mais vai desvalorizar os pré-avisos dados pelas suas crias. Isso e nunca mais vai deixar acabar o leite em casa nem se deixar entusiasmar com os elogios de lojistas. Não preciso de terceira, sim?! Ficamos bem assim.

As coisas que a malta descobre...


nas gavetas que nunca abre.

Nós por cá...

A primeira pergunta do Miguel ao acordar continua a ser "o Lucky já morreu?". O Rufus continua triste e à noite já nem se interessa pelos camiões do lixo e voltou a querer ficar aninhado aos nossos pés. Os vizinhos da rua choram quando ficam a saber e não reconhecem o silêncio da rua ou sequer o nosso portão sem o seu mais fiel segurança.

Nós vamos andando, mas é impressionante como ainda nos pesa esta ausência.

sábado, novembro 06, 2010

Vamos aproveitar os 50% e fazer uma criança que não as nossas (filhas/familiares/amigas) felizes?!

Se querem é fácil.

Primeiro visitam este blogue ou esta página do facebook e lêem sobre o projecto Anjinhos do Natal.

A fórmula é simples:

um (ou mais) coração generoso + uma prenda = uma criança com um embrulho no sapatinho pensado para ela

Porque o Pai Natal existe e vive em cada um de nós e porque o Natal era mesmo muito mais bonito se todos tivessem alguém que se lembrasse deles.

Incluam as vossas crianças, expliquem-lhe o gesto e incentivem-nas a participar. O nosso futuro também agradece.

Vamos ser todos  Anjinhos neste Natal.

sexta-feira, novembro 05, 2010

A campanha dos descontos de 50% em brinquedos está aí...

e está toda a gente em pulgas, mas eu confesso que o que me apetecia mesmo era combinar qualquer coisa com a malta amiga de forma a pouparmos todos uns trocos, não dar traquitanas aos miúdos nem castigar mais uma vez os adultos porque o natal é para as crianças. Sei lá, os pais dizerem um presente que os filhos gostassem mesmo muito de receber e a malta toda contribuir para a compra do mesmo. Ou combinar uma saída entre amigos e oferecer-nos uns aos outros a nossa companhia. Sei lá, qualquer coisa.

Qualquer coisa, menos andar aos encontrões ao pessoal para conseguir três caixas de bonecos de gormiti/hello kittys, ou outro brinquedo/livro qualquer, sair-se com o carro cheio de tralha, que os miúdos vão adorar abrir mas esquecer-se dela em menos de nada, que muitos nem sequer estimam por já nem saberem dar o valor, e que vão servir para os pais dizerem que nem sabem o que hão-de fazer a tanto brinquedo durante o ano seguinte.

Pronto apetecia-me. Mas isso sou eu.



Nota: sim pessoal, é o tal que começa por C e acaba em ontinente. É ir, é ir. É já amanhã.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Para descontrair...


Life is fun!

Quando...

escrevi isto, cheguei a ter um parágrafo sobre o quanto preferia que na escola "a sério" os currículos valorizassem mais a expressão e a criatividade de cada um em detrimento de uma normalização de pensamento motivada pela necessidade de criar um padrão de avaliação a nível global.

Que preferia que a escola não fosse tão semelhante a uma fábrica em que se moldam os adultos de amanhã todos pelas mesmas formas mesmo sabendo que nem todos serão médicos, engenheiros ou Cristianos Ronaldos. Que esta foi uma das principais razões por termos escolhido as escolas que escolhemos para eles, mas já sabendo que chegando ao 1º ciclo há muita coisa que não se pode simplesmente fazer como se desejaria (quer os pais, quer os próprios professores).

Que na primeira reunião do 2º ano, ao ouvir a professora de Expressão Plástica falar sobre o projecto curricular e de como iam aprender as várias técnicas replicando obras famosas pressupondo que fizessem justamente isso: uma cópia, eu fiquei desiludida ao contrário de outras mães que acharam o máximo. Talvez porque estou habituada a que no pré-escolar, na tal escola que "não é a sério" e que para muitos não carece de grande função educativa porque as crianças têm mais é que brincar, estou habituada a que eles peguem em obras famosas (ou livros como é o caso destes trabalhos) e os desconstruam, analisem, descubram mais sobre o autor e os seus trabalhos, e entrem na pele do artista explorando novas técnicas sem castrar a liberdade de expressão colectiva e individual.

Acabei por tirar porque achei que devia fazer um post separado com esta ideia e que o mais certo era não ser percebida e comprar uma luta para a qual ainda não tenho genica.

Mas depois abri o caderno P2 do Público e li a opinião de Ken Robinson.
«(...) O futuro depende da capacidade de inovar, criar novos tipos de emprego, novas oportunidades. É o que a China, Singapura, Hong Kong estão a fazer: investir na criatividade, na inovação, nas novas ideias. A criatividade permite desenvolver a imaginação, dá poder para pensar de maneira diferente. (...)»

Pronto, é isso. E agora sinto-me menos E.T.

Sinto-me a começar uma nova fase na minha vida...

É como se por agora fosse ano novo e na minha cabeça fossem surgindo listas de resoluções.

Preciso de simplificar ainda mais a minha vida e vejo ganhar força algumas decisões que andava a evitar tomar.

Há pesos mortos que carregamos. Coisas e pessoas mal resolvidas. Umas salvam-se, outras o melhor é deitar borda fora que só nos impedem de avançar. A minha filosofia sempre foi de que todos temos tanto de bom como de mau e que devemos aceitarmo-nos tal como somos. Que aos amigos se deve aceitar tanto o apoio como as chamadas de atenção que vêm por bem. Sempre fui demasiado crítica comigo e sempre achei mais virtudes nos outros que em mim própria. Deixei demasiadas vezes que me criticassem sem que reconhecessem os seus próprios defeitos. Mas não tenho espírito de mártir e acima de tudo não sou insensível.

Cansei-me. E por isso estou pronta para o primeiro dia do resto das minha vida. Só espero conseguir.